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Economia e Empreender

Confiança dos MEIs cresce em maio e volta a passar de 100 pontos

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A confiança dos microempreendedores individuais brasileiros cresceu em maio e voltou a ficar acima dos 100 pontos, puxada pelos setores de serviços e indústria. O Índice de Confiança dos MEIs subiu 3,5 pontos em relação a abril e chegou a 100,2 pontos, de acordo com o Boletim Mensal Sondagem Econômica do Sebrae, divulgado nesta segunda-feira, 6.

O avanço recoloca o indicador em patamar positivo, após melhora na avaliação dos empreendedores sobre o momento atual dos negócios e nas expectativas para os próximos meses. Na composição do índice, o Indicador de Situação Atual subiu 3,7 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas teve alta de 3,2 pontos na comparação mensal.

Entre os setores avaliados, serviços registrou a maior alta, com avanço de 5,7 pontos. A indústria também contribuiu para o resultado, com crescimento de 3,4 pontos. Na divisão regional, o Sul teve o desempenho mais forte, com aumento de 7,3 pontos no índice de confiança.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a melhora entre os empreendedores da indústria tem peso para a leitura do cenário econômico. “Esse é um forte sinalizador de uma economia fortalecida. O setor da indústria tem um olhar de mais longo prazo”, disse. Ele também defendeu que o debate sobre o futuro do país passe por temas como inovação, industrialização e inclusão produtiva.

A alta na confiança dos MEIs ocorre em um segmento que concentra parte relevante da atividade empreendedora no país e funciona como porta de entrada para trabalhadores que buscam formalização, acesso a direitos previdenciários, emissão de nota fiscal e possibilidade de vender para empresas e órgãos públicos.

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Simulador ajuda bares e restaurantes a escolher regime tributário para 2027

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Bares e restaurantes precisam avaliar nas próximas semanas qual regime tributário será mais vantajoso para 2027, com a entrada das novas regras da Reforma Tributária. Para auxiliar na decisão entre permanecer no Simples Nacional ou recolher IBS e CBS de forma separada, no chamado regime híbrido, o Sebrae disponibilizou um simulador gratuito voltado aos pequenos negócios.

A escolha ganhou importância porque os prazos começam a vencer ainda neste mês. Empresas que atualmente estão fora do Simples Nacional e pretendem aderir ao regime em 2027 têm até 15 de outubro para fazer a opção. Já os negócios enquadrados no Simples que quiserem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) separadamente terão até 30 de outubro.

A possibilidade de recolhimento separado permite que a empresa aproveite créditos tributários gerados em determinadas compras. A vantagem, porém, depende do perfil de cada estabelecimento, do tipo de cliente atendido, dos produtos adquiridos, dos custos e da margem de lucro.

Para pequenos bares e restaurantes que vendem principalmente ao consumidor final, a permanência integral no Simples Nacional pode continuar sendo mais vantajosa. Parte dos alimentos utilizados pelo setor, como arroz e feijão, terá alíquota zero por integrar a cesta básica. Com isso, esses produtos não gerarão créditos tributários que poderiam ser aproveitados no regime híbrido.

Outra mudança envolve o tratamento dado ao próprio setor. Bares e restaurantes que estiverem no regime híbrido ou no regime regular terão redução de 40% nas alíquotas de IBS e CBS aplicadas aos produtos preparados no estabelecimento. Bebidas alcoólicas não entram nessa redução. A alíquota final ainda dependerá da referência que será definida pelo Senado.

No caso de vendas por aplicativos de entrega, a tributação deverá considerar o valor efetivamente recebido pelo estabelecimento, sem incluir a parcela retida pela plataforma. Também haverá tratamento específico para as gorjetas. Elas poderão ficar fora da base de cálculo dos tributos quando forem integralmente repassadas aos trabalhadores, estiverem registradas na nota fiscal e não ultrapassarem 15% do valor da conta.

Os estabelecimentos também precisarão revisar seus sistemas de emissão de notas fiscais. A partir de janeiro de 2027, documentos fiscais de empresas do Simples Nacional deverão conter campos próprios para IBS e CBS. O cadastro dos produtos também terá de diferenciar itens preparados no próprio estabelecimento daqueles comprados prontos apenas para revenda, já que o tratamento tributário será diferente.

Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes mostra que mais de 60% dos empresários do setor ainda não se consideram preparados para a Reforma Tributária. Entre os integrantes do Simples Nacional, apenas 10,6% estavam se preparando ativamente para escolher o modelo de tributação.

O simulador permite inserir informações do negócio e comparar os cenários antes da decisão. A orientação é que o resultado seja analisado junto com um contador, considerando as características financeiras e operacionais de cada empresa.

Quem escolher o regime híbrido e posteriormente desistir poderá cancelar a opção entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Empresas que já estão no Simples Nacional e pretendem continuar integralmente no regime não precisam fazer uma nova adesão.

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Brasil abre 165,8 mil vagas com carteira assinada em agosto

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O Brasil criou 165.827 empregos com carteira assinada em agosto de 2026. O resultado corresponde à diferença entre admissões e desligamentos registrados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O saldo ficou 183,1% acima do registrado em julho, quando foram abertas 58.568 vagas formais. Na comparação com agosto de 2025, quando o país criou 154.683 postos de trabalho, houve crescimento de 7,2%.

Apesar da melhora registrada no mês, o acumulado do ano continua abaixo do resultado de 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, foram criados 1.134.033 empregos formais. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido de 1.516.881 vagas, uma redução de 25,2%.

Todos os cinco grandes setores da economia terminaram agosto com saldo positivo. O setor de serviços liderou a abertura de empregos, com 110.346 novas vagas. A construção civil criou 20.848 postos, seguida pela indústria, com 16.613, pelo comércio, com 16.565, e pela agropecuária, com 1.452.

Dentro do setor de serviços, a educação respondeu pela abertura de 25.416 postos formais. As atividades de saúde humana e serviços sociais criaram outras 19.142 vagas, enquanto transporte, armazenagem e correio registraram saldo positivo de 16.819 empregos.

Na construção civil, os serviços especializados para construção abriram 8.415 vagas. As obras de infraestrutura registraram a criação de outros 7.396 postos de trabalho.

Já na indústria, a fabricação de produtos alimentícios apresentou o maior saldo, com 10.171 empregos. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias criou 3.311 vagas, enquanto o segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis abriu 2.845 postos.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo em agosto. O Sudeste liderou, com 73.167 vagas, seguido pelo Nordeste, com 59.356. A Região Norte criou 13.603 empregos formais, o Sul abriu 10.850 postos e o Centro-Oeste registrou saldo de 8.699.

Entre os estados, 24 tiveram mais contratações do que demissões. São Paulo apresentou o maior saldo, com 42.533 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428.

Rio Grande do Sul, Rondônia e Espírito Santo foram os três estados que terminaram agosto com saldo negativo. As perdas foram de 1.611 postos no Rio Grande do Sul, 923 em Rondônia e 287 no Espírito Santo.

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74 em agosto. O valor apresentou pequena redução de 0,03% em relação a julho, mas ficou 1,02% acima do registrado em agosto de 2025.

Com o resultado do mês, o Brasil encerrou agosto com 48.244.696 trabalhadores com carteira assinada.

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Sebrae orienta empreendedores sobre preparação antes de buscar investidores

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Empreendedores que pretendem buscar investidores, novos parceiros ou ampliar o mercado precisam definir primeiro qual é a necessidade real da empresa e como os recursos serão utilizados. A preparação envolve planejamento financeiro, organização de documentos, conhecimento sobre o perfil do possível investidor e clareza sobre as metas de crescimento do negócio.

Uma das principais orientações é não confundir a necessidade de crescer com a necessidade de receber investimento externo. Antes de iniciar uma captação, o empresário precisa saber quanto pretende levantar, onde o dinheiro será aplicado, quais resultados espera alcançar e o que está disposto a oferecer em troca.

O capital de investidores funciona de forma diferente de um financiamento bancário. Dependendo do modelo escolhido, o empreendedor pode oferecer participação na empresa em troca do aporte, fazendo com que o investidor passe a ter interesse direto no desempenho futuro do negócio.

Para Carlos Victor Pereira, especialista em investimentos e analista técnico do Sebrae Nacional, o empreendedor precisa apresentar um objetivo concreto para o dinheiro. Em vez de apenas informar que pretende captar determinado valor para crescer, deve explicar como os recursos serão aplicados e quais resultados pretende atingir.

A preparação também muda conforme o tipo de encontro. Em uma rodada de negócios, por exemplo, o objetivo pode não ser captar recursos, mas encontrar compradores, fornecedores ou parceiros comerciais. Nesses casos, a orientação é pesquisar previamente quem participará da conversa e preparar uma apresentação curta sobre a empresa, os produtos ou serviços oferecidos e a capacidade de atendimento.

O tempo disponível deve ser utilizado principalmente para abrir uma oportunidade concreta. “O principal objetivo é sair da mesa com um próximo passo concreto: uma reunião, um piloto, um orçamento”, afirma Pereira.

No caso da busca por investimento, conhecer o perfil de quem pode aportar recursos também é necessário. O empresário deve avaliar os setores de interesse do investidor, o estágio das empresas em que costuma investir, o tamanho médio dos aportes e até possíveis conflitos com negócios concorrentes já presentes em seu portfólio.

Outro ponto é a organização interna. Durante uma negociação, investidores podem solicitar demonstrações financeiras, contratos, informações societárias, documentos fiscais, dados comerciais e informações trabalhistas. A falta desses registros ou a demora para apresentá-los pode dificultar a negociação.

A recomendação é manter documentos financeiros e administrativos organizados em ambiente digital antes mesmo de iniciar as conversas. Dados sobre faturamento, contratos com clientes e fornecedores, quadro societário, obrigações fiscais e indicadores da operação ajudam a comprovar as informações apresentadas durante a negociação.

O pitch também precisa ir além de uma apresentação visual. O empreendedor deve conseguir explicar qual problema o negócio resolve, como gera receita, qual mercado pretende alcançar, quem são os concorrentes, quais são os diferenciais da empresa e como pretende utilizar o dinheiro captado.

Projeções de crescimento devem estar acompanhadas de fundamentos. Caso a empresa planeje ampliar significativamente a receita, por exemplo, será necessário demonstrar de onde deverão vir os novos clientes, como a produção será ampliada e qual estrutura será necessária para atender ao crescimento.

A negociação também exige atenção às condições estabelecidas para a entrada do investidor. Participação societária, direito a voto, regras de governança, futuras rodadas de investimento e condições de saída podem fazer parte dos acordos e precisam ser analisados antes da assinatura.

Nem todo pequeno negócio, porém, precisa buscar fundos de venture capital. Dependendo da empresa e de seus objetivos, alternativas como crédito, reinvestimento dos lucros, sócio estratégico, investidor-anjo ou parcerias comerciais podem ser mais adequadas.

A escolha deve partir da estratégia de crescimento da própria empresa. Para negócios que não dependem de expansão acelerada, entregar uma parcela da participação societária pode representar um custo maior no longo prazo do que outras formas de financiamento.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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