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Economia e Empreender

Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

Assessoria

Empresários acreanos participam da Febrava 2026

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Cinco empresários acreanos associados ao Sindicato das Empresas de Ar-Condicionado e Refrigeração do Estado do Acre (Sinear/AC) participam, entre os dias 6 e 8 deste mês de outubro, da Febrava 2026, no Rio de Janeiro (RJ). Quatro deles contam com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e do Sebrae/AC para participarem da principal feira do setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (AVACR).

A participação proporciona aos empresários acreanos contato direto com as principais marcas e soluções do segmento, além de acesso a tendências, tecnologias e oportunidades de negócios. A programação reúne milhares de profissionais de áreas estratégicas, como construção civil, petróleo e gás, energia, química e farmacêutica, com foco especialmente no usuário final corporativo.

Considerada um importante ponto de encontro do setor AVACR, a Febrava cria um ambiente favorável à geração de negócios qualificados, à ampliação da visibilidade das empresas expositoras e à abertura de novas oportunidades de mercado. Para os empresários do Acre, a presença no evento também representa uma oportunidade de conhecer soluções que podem contribuir para o aprimoramento dos serviços oferecidos no estado e estreitar relações com fornecedores e potenciais parceiros.

A presença do Sinear/AC na Febrava dá continuidade à participação de empresários do segmento em importantes eventos nacionais. O presidente do sindicato, Antônio Carlos de Araújo Pereira, destaca a importância de acompanhar as novas tecnologias e tendências de um setor altamente globalizado.

A participação na Febrava 2026 também está alinhada à atuação da FIEAC no fortalecimento dos sindicatos industriais e na promoção de iniciativas que ampliem a competitividade das empresas acreanas.

A vice-presidente do Sinear/AC, empresária Dione Brito, está presente no evento e destaca que a feira representa uma oportunidade ímpar e mais um passo na busca por qualificação, atualização e fortalecimento do segmento de climatização e refrigeração no Acre. “Só temos a agradecer à FIEAC e ao Sebrae por apoiar o nosso setor, que necessita buscar cada vez mais acompanhar as tendências do mercado para prestar o melhor serviço possível aos acreanos”, destacou.

Foto: Cedida Assessoria FIEAC

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Produção de veículos cresce 10,2% e tem melhor setembro desde 2014

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A produção de veículos no Brasil chegou a 268,3 mil unidades em setembro, crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo mês de 2025. O volume foi o maior registrado para um mês de setembro desde 2014, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Na comparação com agosto, porém, houve redução de 1,1%. Os dados consideram automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus produzidos no país.

De janeiro a setembro, quase 2,2 milhões de veículos foram produzidos, alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A Anfavea informou que, das 173 mil unidades adicionais produzidas neste ano, cerca de 50 mil foram fabricadas integralmente no Brasil. O restante corresponde aos regimes CKD e SKD, nos quais os veículos chegam desmontados ou parcialmente desmontados para montagem final no país.

O mercado interno também apresentou crescimento. Setembro terminou com 281,4 mil veículos emplacados, o maior volume para o mês desde 2014. As vendas de automóveis acumulam avanço de 22,5% no ano.

“Esse mês de setembro foi o maior volume desde 2014. Há muito tempo a gente não tinha um mês de setembro tão bom”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

As exportações, por outro lado, continuam em queda. Em setembro, foram enviados 39,8 mil veículos ao exterior, alta de apenas 0,1% em relação a agosto e retração de 24,2% na comparação com setembro de 2025.

Segundo a Anfavea, as exportações permanecem há seis meses abaixo de 40 mil unidades mensais. A redução das vendas para a Argentina e o aumento da participação de veículos chineses e mexicanos naquele mercado estão entre os fatores apontados pela entidade.

“A gente depende muito da Argentina e 96% dessa queda pode ser explicada pela queda das exportações para a Argentina”, disse Calvet.

As importações também cresceram. Em setembro, a alta foi de 34,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2026, o crescimento chega a cerca de 30%.

Diante do desempenho das vendas e da produção, a Anfavea revisou para cima as projeções para 2026. A expectativa agora é que o país encerre o ano com 3,1 milhões de veículos emplacados, crescimento de 15,2% sobre 2025 e o maior volume desde 2014.

Para a produção, a previsão passou de alta de 3,7% para crescimento de 6,7%, com mais de 2,8 milhões de unidades fabricadas no ano. Caso o resultado seja confirmado, será o melhor desempenho desde 2019.

O cenário é diferente para caminhões e ônibus. A projeção da entidade é de queda de 6,5% nos emplacamentos desses segmentos em 2026. As exportações também devem terminar o ano em retração, com redução estimada de 17,7%.

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Governo bloqueia 13,2 mil sites de bets e R$ 1,3 bilhão ainda aguarda devolução

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O governo federal já solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais no Brasil desde 25 de setembro. A medida faz parte da ofensiva contra as plataformas de bets após a proibição da atividade no país. Paralelamente, cerca de R$ 1,325 bilhão ainda precisa ser devolvido a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.

Além dos sites, foram solicitadas retiradas de páginas, perfis, canais e grupos relacionados às apostas em diferentes redes sociais e aplicativos. Entre os alvos estão páginas no Facebook, perfis no Instagram e TikTok, canais e grupos no Telegram, grupos de WhatsApp e um servidor no Discord. O conjunto atingia mais de 17 milhões de usuários.

Dos 188 sites que estavam autorizados a funcionar até segunda-feira (5), apenas uma plataforma permanecia acessível nesta terça-feira (6). O Ministério da Fazenda informou que também pediu o bloqueio desse endereço.

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente o dinheiro mantido nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira. Agora, as empresas devem informar às instituições financeiras os valores que permaneceram nas contas de cada apostador, vinculados ao CPF e à conta bancária utilizada nos depósitos.

Os números mostram que uma parcela pequena dos usuários concentra a maior parte dos recursos ainda retidos. Cerca de 1% dos apostadores, aproximadamente 200 mil pessoas, reúne 80% do saldo pendente. Já 3,4% concentram aproximadamente 90% dos valores.

O governo também deve investigar contas com quantias consideradas elevadas. Cerca de 40 registros possuem saldos acima de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração deverá verificar possíveis casos de lavagem de dinheiro e eventual ligação dos recursos com organizações criminosas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que antes da proibição entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia saíam da renda das famílias em direção às plataformas de apostas. Para o governo, o encerramento das operações deve reduzir esse fluxo de recursos.

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