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Economia e Empreender

Embrapa firma acordo com agência de pesquisa da Coreia do Sul e amplia cooperação em agricultura, clima e bioeconomia

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A Embrapa assinou em 23 de fevereiro de 2026 um memorando de entendimento com a Rural Development Administration (RDA), agência de pesquisa da Coreia do Sul, para ampliar a cooperação científica e tecnológica em agricultura, recursos naturais e desenvolvimento sustentável, com previsão de intercâmbio de pesquisadores, diretrizes de governança e regras sobre propriedade intelectual, proteção de dados e circulação de material genético.

O ato foi formalizado durante a agenda da comitiva presidencial brasileira na Ásia, entre 19 e 24 de fevereiro, em compromissos na Índia e na Coreia do Sul voltados ao comércio e a parcerias estratégicas. A assinatura ocorreu em Seul, em cerimônia de atos realizada na Casa Azul (Cheong Wa Dae), com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Na mesma visita, o Brasil e instituições coreanas firmaram outros nove atos envolvendo pastas como Agricultura e Pecuária, Saúde, Fazenda, Empreendedorismo e Ciência e Tecnologia, além de Anvisa e Polícia Federal.

O memorando estabelece uma frente ampla de temas para cooperação, incluindo mudanças climáticas, bioeconomia, biotecnologia, agricultura digital e de precisão, inteligência artificial, sistemas de produção animal e vegetal, segurança alimentar, nutrição, saúde e desenvolvimento rural, além de formação e intercâmbio de recursos humanos. As bases do acordo também incluem parâmetros para disseminação de resultados científicos e mecanismos de governança, com adequação às legislações nacionais dos dois países.

Durante a etapa da viagem na Índia, Silvia Massruhá participou da inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Déli e esteve no Fórum Empresarial Brasil–Índia, em 21 de fevereiro, quando relacionou o avanço da agricultura tropical brasileira ao papel da ciência e da inovação em um cenário de transformação climática e de desafios ligados à produtividade com sustentabilidade. “A pesquisa foi o principal instrumento para destacar o País entre as nações que são referência tecnológica na produção de alimentos, em especial no momento em que o cenário mundial está em total transformação climática e enfrenta desafios relacionados à produtividade com sustentabilidade”, afirmou. Ainda no evento, ela reforçou a convergência de interesses entre Brasil e Índia. “A experiência da Embrapa mostra que a pesquisa e a inovação são fundamentais para gerar produtividade com sustentabilidade. Brasil e Índia compartilham desafios e oportunidades e têm muito a avançar juntos na transferência de tecnologia e na construção de uma agricultura mais resiliente”, disse.

No recorte técnico que ganha prioridade imediata com a Coreia do Sul, o acordo prevê um plano de trabalho voltado ao avanço da fungicultura em regiões tropicais e subtropicais, com foco em novas linhagens, automação e aproveitamento de resíduos. No Brasil, a execução ficará a cargo do Laboratório de Cultivo de Cogumelos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, com previsão de intercâmbio de materiais genéticos e desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições de cultivo brasileiras, especialmente às variações climáticas, buscando eficiência produtiva.

A cooperação também inclui troca de conhecimento sobre máquinas e sistemas automatizados para produção de substrato em escala industrial e manejo do cultivo, além de pesquisa conjunta para prospecção, isolamento e domesticação de espécies nativas brasileiras com potencial econômico, biotecnológico, medicinal e nutricional. Outro eixo do plano é o aproveitamento do substrato pós-colheita, com a perspectiva de transformá-lo em insumos biológicos, como fertilizantes e biocontroles, destinados a aplicações na agricultura, pecuária e aquicultura. O memorando prevê, ainda, programas de treinamento e intercâmbio de pesquisadores e técnicos para transferência de tecnologias.

A analista Loeni Ludke Falcao, responsável pelo laboratório, relacionou o acordo ao amadurecimento de uma cadeia produtiva que ainda tem escala reduzida no país, mas segue em crescimento, e conectou o tema a demandas de alimentação e inovação tecnológica. “É uma cadeia ainda pequena, mas com crescimento anual e grande potencial, uma vez que agrega muito na busca de alimentação de funcionais, saudáveis e com produçao sustentável”, afirmou. Ela também apontou o interesse científico global por tecnologias que ampliem o teor proteico desses alimentos e destacou o uso do cogumelo como fonte de matéria-prima para bioinsumos e para o desenvolvimento de moléculas com aplicação na indústria farmacêutica.

Com a assinatura, a Embrapa passa a consolidar uma frente de cooperação com a RDA em um momento em que agendas de segurança alimentar, adaptação climática e inovação em sistemas produtivos ganham centralidade em acordos bilaterais. A expectativa é que os projetos combinando intercâmbio de material genético, automação de processos e reaproveitamento de resíduos acelerem a transferência de conhecimento para cadeias produtivas no Brasil, com impactos potenciais em produtividade, geração de bioinsumos e abertura de novas rotas de pesquisa aplicada no campo e na indústria.

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Brasil abre mais de 81 mil negócios no setor de panificação em 2026

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O Brasil registrou a abertura de 81.437 pequenos negócios ligados ao setor de panificação entre janeiro e setembro de 2026. O número representa um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criados 66.485 empreendimentos. Os dados fazem parte de um levantamento do Sebrae, elaborado com informações da Receita Federal.

A pesquisa considera microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte que atuam no comércio e na fabricação de produtos de panificação. Os números foram divulgados na sexta-feira (16), quando foi celebrado o Dia Mundial do Pão.

O setor também tem participação na economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o país possui mais de 120 mil padarias em funcionamento. Em 2025, as atividades ligadas à panificação e confeitaria movimentaram R$ 164,12 bilhões, o equivalente a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB).

A atividade reúne aproximadamente 2,76 milhões de empregos diretos e indiretos. Ao todo, o segmento contabilizava 332.558 empresas ativas em 2025, considerando negócios de diferentes portes.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o crescimento está relacionado à participação dos pequenos empreendedores na economia. “Por trás de cada padaria, existem pequenos negócios que movimentam a economia dos bairros, criam empregos e fortalecem suas comunidades”, afirmou.

O consumo também ajuda a dimensionar o mercado. Cerca de 50 milhões de brasileiros frequentam padarias e confeitarias diariamente. O consumo nacional de produtos panificados chega a aproximadamente 6 milhões de toneladas por ano. Desse total, o pão francês representa 34,39%, com cerca de 2,03 milhões de toneladas.

O Sebrae mantém uma parceria com a Abip para oferecer capacitação, orientações de gestão e incentivo à inovação no setor. As iniciativas buscam auxiliar os empresários na administração dos estabelecimentos e na adaptação às mudanças do mercado consumidor.

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Governo estuda linhas de crédito para empresas se adaptarem ao fim da escala 6×1

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O governo federal estuda criar linhas de crédito e programas de capacitação para apoiar empresas que enfrentarem dificuldades na adaptação ao fim da escala de trabalho 6×1. A informação foi anunciada nesta sexta-feira (16) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista à TV Band.

A proposta prevê financiamento para modernização de processos, investimentos em tecnologia e treinamento de trabalhadores. O objetivo é permitir que os estabelecimentos reorganizem suas atividades e mantenham a produtividade com a redução da jornada semanal.

“É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou o ministro.

Segundo Durigan, a equipe econômica ainda vai avaliar quais setores serão mais afetados pela mudança e quais empresas precisarão de apoio financeiro. Pequenos negócios estão entre os segmentos que poderão receber atenção específica, inclusive por meio de parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O ministro lembrou que o governo já ampliou de R$ 250 mil para R$ 500 mil o limite de crédito disponível para pequenas empresas, incluindo operações de capital de giro. Ele explicou que novas modalidades de financiamento poderão atender tanto à adaptação ao fim da escala 6×1 quanto às mudanças decorrentes da reforma tributária.

“Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6×1”, declarou.

A mudança na jornada de trabalho foi aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada nesta sexta-feira. A nova regra estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Durigan afirmou que entre 68% e 70% dos empregos brasileiros já estão fora da escala 6×1. Para o ministro, a reorganização do trabalho poderá estimular investimentos em inovação e reduzir a rotatividade de funcionários.

O governo ainda não anunciou valores, taxas de juros ou prazos para as possíveis linhas de financiamento. Também não foi apresentada uma proposta de desoneração da folha de pagamento ou compensação direta aos empregadores.

A definição dos instrumentos de apoio dependerá da avaliação dos impactos da nova jornada sobre os diferentes setores da economia.

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Congresso aprova prioridade para MEIs em compras públicas de até R$ 25 mil

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O Congresso Nacional aprovou, na quinta-feira (15), o projeto de lei complementar que cria o Prospera MEI e estabelece novas regras para ampliar a participação de microempreendedores individuais nas compras governamentais. A proposta permite a realização de contratações públicas exclusivas para MEIs em valores de até R$ 25 mil, por meio da plataforma Contrata+Brasil. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida busca facilitar o acesso dos pequenos empreendedores aos contratos com órgãos públicos, permitindo que profissionais formalizados como MEI tenham mais oportunidades de fornecer produtos e serviços para a administração pública.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que a mudança poderá estimular a economia dos municípios, ampliar a geração de renda e fortalecer os negócios locais. “O projeto abre espaço para a participação do MEI, que não contava com uma reserva prioritária nas compras públicas governamentais estabelecida em lei”, declarou.

Além da prioridade para os microempreendedores individuais, o projeto aumenta de R$ 80 mil para R$ 100 mil o limite das licitações destinadas exclusivamente às microempresas e empresas de pequeno porte.

A proposta também amplia o teto de faturamento anual do MEI. Atualmente fixado em R$ 81 mil, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, caso o texto seja sancionado. Outra mudança permite a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um.

O Prospera MEI prevê ainda o perdão de dívidas dos microempreendedores com a União, incluindo débitos inscritos na Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026. Para manter o benefício, os empresários deverão pagar regularmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei. Quem tiver ações judiciais relacionadas aos débitos também precisará desistir dos processos.

A estimativa é de que aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores possam ser beneficiados pelo perdão de dívidas, que somam R$ 12,57 bilhões. A previsão é que as novas regras entrem em vigor em 1º de janeiro de 2027, dependendo da sanção presidencial.

Os dados do Sebrae mostram que as compras públicas destinadas às micro e pequenas empresas movimentaram R$ 106 bilhões em 2025, o equivalente a aproximadamente 22% das aquisições governamentais. Em 2026, o volume já alcançou R$ 170 bilhões.

A proposta foi aprovada por unanimidade no Senado, com 78 votos favoráveis e nenhum contrário, depois de passar pela Câmara dos Deputados.

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