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Economia e Empreender

Finep abre subvenção de R$ 100 milhões para projetos de bioeconomia na Amazônia Legal

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Empresas com sede ou filial na Amazônia Legal, incluindo o Acre, podem apresentar projetos para disputar recursos não reembolsáveis da Finep em uma chamada de subvenção econômica voltada à bioeconomia e ao desenvolvimento regional, em fluxo contínuo. O orçamento total anunciado é de R$ 100 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), e a proposta é financiar iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação com risco tecnológico, conectadas à valorização da sociobiodiversidade e a soluções para gargalos estruturais do território amazônico.

A chamada foi ajustada para ampliar o acesso de empresas de diferentes portes. A Finep informa que retirou a exigência de faturamento mínimo que existia anteriormente e reduziu o valor mínimo financiado por projeto para R$ 2 milhões, mantendo a seleção aberta para envio de propostas enquanto o instrumento estiver vigente.

O regulamento aponta três grandes frentes de apoio. A primeira é a bioeconomia a partir da biodiversidade amazônica, com espaço para desenvolvimento ou aprimoramento de produtos e processos ligados a intermediários químicos, compostos bioativos, bioinsumos, biomateriais, fármacos, biocombustíveis, cosméticos, alimentos e fitoterápicos, além de soluções para restauração florestal e recuperação de áreas degradadas e implantação de biorrefinarias em escala piloto dentro da Amazônia Legal. A segunda trata de comunidades resilientes e sustentáveis, com foco em remover gargalos das cadeias produtivas da bioeconomia por meio de soluções em saneamento, energia renovável, logística e maquinário para etapas iniciais de produção. A terceira frente é o desenvolvimento do território amazônico, abrangendo bioeconomia, cidades sustentáveis, descarbonização, transformação digital e economia digital, com a exigência de parceria com pelo menos uma instituição científica e tecnológica sediada na Amazônia Legal.

Entre os requisitos técnicos, a chamada indica que os projetos devem se enquadrar em atividades compatíveis com níveis de maturidade tecnológica entre TRL 3 e TRL 7, e que as empresas devem realizar as principais atividades do projeto no território da Amazônia Legal. O edital também aponta a necessidade de participação de pelo menos uma ICT, com previsão de contratação de serviços dessas instituições no orçamento do projeto.

Os valores máximos variam conforme o porte da empresa, com teto que pode chegar a R$ 20 milhões para grandes empresas, e a contrapartida financeira é obrigatória, com percentuais mínimos que aumentam de acordo com o porte, partindo de 5% para micro e pequenas e chegando a 50% para grandes empresas. Além disso, a chamada descreve itens financiáveis que incluem desde equipamentos e material de consumo até pagamento de pessoal, diárias e serviços de terceiros, incluindo contratação de ICTs, e prevê a apresentação de documentação e de um vídeo de até 10 minutos como parte da submissão.

Para o Acre, o edital abre uma janela de captação para empresas e startups que atuam em cadeias como alimentos, bioinsumos, cosméticos, manejo, restauração e soluções digitais e logísticas para cadeias produtivas, desde que a operação e a execução principal do desenvolvimento ocorram dentro do recorte da Amazônia Legal.

Chamada Pública FINEP

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WhatsApp começa a liberar reserva de nome de usuário

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O WhatsApp começou a liberar a reserva de nomes de usuário para pessoas e empresas. A novidade será distribuída gradualmente em diferentes países ao longo dos próximos meses e permitirá iniciar conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone.

A reserva antecede o lançamento completo da ferramenta, previsto para ocorrer ainda em 2026. Como cada identificador será exclusivo, a abertura antecipada permite que usuários escolham o nome desejado antes que ele seja registrado por outra pessoa ou empresa.

Para os pequenos negócios, a mudança cria uma nova forma de divulgar o canal de atendimento. Em vez de publicar o número do celular em redes sociais, embalagens, cartões e campanhas, a empresa poderá informar um identificador semelhante aos usados no Instagram e no Facebook.

No Brasil, 82% dos pequenos negócios usam o WhatsApp como principal ferramenta de comunicação com clientes e de vendas. A escolha antecipada de um nome simples e próximo à marca pode facilitar a localização da empresa, reduzir erros no atendimento e dificultar que terceiros registrem identificadores semelhantes.

Criadores de conteúdo, organizações e empresas também poderão tentar reivindicar no WhatsApp o mesmo nome utilizado em contas do Instagram ou do Facebook. A disponibilidade dependerá das regras da plataforma e da situação de cada identificador.

O WhatsApp não terá um diretório público para pesquisa de nomes nem oferecerá sugestões de perfis. Para iniciar uma conversa, a pessoa precisará conhecer o identificador exato. A plataforma também prepara uma chave opcional de segurança, que poderá ser exigida para impedir contatos indesejados.

Quando o recurso estiver ativo, o número de telefone poderá permanecer oculto no primeiro contato feito pelo nome de usuário. A mudança não altera conversas existentes nem impede que contatos que já possuem o número continuem vendo essa informação.

A reserva é opcional e deve ser feita pelo aplicativo atualizado no celular. O usuário precisa abrir “Configurações”, acessar “Conta”, tocar em “Nome de usuário”, escolher o identificador disponível e confirmar. A opção ainda não aparece para todas as contas e será liberada conforme o avanço da distribuição em cada país.

Além de reservar o nome, empresas devem manter o perfil comercial completo, com endereço, horário de funcionamento, descrição, catálogo e mensagens automáticas. Respostas rápidas, etiquetas de organização e uma rotina de atendimento também ajudam a transformar o aplicativo em um canal permanente de relacionamento e vendas.

Fonte: Sebrae

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Sebrae lança página especial para apoiar afroempreendedores no país

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O Sebrae lançou nesta quarta-feira (8) uma página especial sobre afroempreendedorismo no Portal Sebrae para reunir capacitações, conteúdos e soluções voltadas a negócios liderados por pessoas negras em todo o país. O novo canal busca facilitar o acesso a informações de gestão, inovação, diversidade e projetos de apoio a um público que já representa mais da metade dos donos de pequenos negócios no Brasil.

Os empreendedores negros, grupo formado por pessoas pretas e pardas, somam 15,8 milhões de donos de pequenos negócios, o equivalente a 52% do total nacional. Em dez anos, esse contingente cresceu 17%. No mesmo período, os empreendedores brancos chegaram a 14 milhões, com alta de 12,9%.

A criação do espaço ocorre em meio à diferença de renda entre empreendedores no país. A renda média dos homens brancos empreendedores é de R$ 5.144, enquanto a dos homens negros é de R$ 2.868. Entre mulheres negras empreendedoras, o valor cai para R$ 2.090.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, disse que a entidade trabalha para mudar esse cenário e ampliar o crescimento do empreendedorismo nesse segmento da população. “Ainda há uma grande disparidade do rendimento médio”, afirmou.

A página reúne ebooks, artigos, trilhas de capacitação para diferentes fases do negócio e acesso a iniciativas do Sebrae ligadas ao tema. O canal também traz histórias de empreendedores negros que desenvolveram seus negócios com apoio da instituição.

A iniciativa reforça a estratégia de atendimento segmentado do Sebrae e amplia a oferta de ferramentas para formalização, gestão e crescimento de pequenos negócios. A proposta é concentrar, em um único ambiente, conteúdos que antes ficavam dispersos no portal e facilitar a navegação de empreendedores que buscam orientação para abrir, manter ou expandir empresas.

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Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

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