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Levante Feminista convoca protesto contra Vasco-AC e goleiro Bruno

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Manifestação está marcada para este sábado (28), no Estádio Florestão. Protesto ocorre após quatro jogadores do Vasco-AC serem presos sob suspeita de violência sexual e o clube estrear atleta condenado por feminicídio.

O movimento Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio do Acre convocou a sociedade civil para um ato público neste sábado, 28 de fevereiro, às 15h, no Estádio Florestão (Tonicão), em Rio Branco. A manifestação tem como alvo principal a Associação Desportiva Vasco da Gama-AC, motivada por dois episódios recentes que chocaram o estado: a denúncia de estupro coletivo envolvendo jogadores da equipe e a contratação do goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio.

Com o lema “Isso não pode ficar impune! Feminicida não merece torcida!”, o grupo protesta contra a cultura da violência de gênero no esporte e exige respeito às mulheres. A convocação enfatiza a urgência de não se normalizar a presença de agressores e feminicidas em espaços de visibilidade e idolatria pública.

O contexto da crise no Vasco-AC

Na madrugada do último dia 13 de fevereiro, duas mulheres denunciaram ter sido vítimas de um estupro coletivo dentro do alojamento do Vasco-AC, na capital acreana. O caso levou à prisão de quatro atletas do clube: Erick Luiz Serpa, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires Júnior. As defesas dos jogadores negam as acusações, alegando que as relações teriam sido consensuais.

A indignação popular ganhou ainda mais força poucos dias depois, em 19 de fevereiro, quando o goleiro Bruno fez sua estreia pelo time na Copa do Brasil. Bruno cumpre liberdade condicional após ser condenado a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

Para agravar a situação, durante a mesma partida, os jogadores do Vasco-AC entraram em campo segurando camisas em homenagem aos colegas presos preventivamente pela acusação de estupro. O gesto gerou repúdio nacional, incluindo notas oficiais do Ministério das Mulheres e do Ministério do Esporte. Como consequência direta, os principais patrocinadores do clube romperam seus contratos nos dias que se seguiram.

Acre em Alerta Máximo

O ano de 2025 escancarou a urgência de políticas de proteção à mulher no estado, marcando o pior índice de letalidade feminina da década.

14 Feminicídios Registrados

Um salto assustador de 75% em comparação aos 8 casos contabilizados em 2024.

1º LUGAR No Ranking Nacional

O Acre assumiu a maior taxa do Brasil: 1,58 mortes por motivação de gênero para cada 100 mil habitantes.

30% Dos Casos na Capital

Rio Branco foi o cenário de 4 das 14 vidas interrompidas, concentrando quase um terço das ocorrências do estado.

Fonte: Plataforma Feminicidômetro / Ministério da Justiça (2025)

Acre fechou 2025 com a maior taxa de feminicídios do país

A mobilização no Estádio Florestão reflete um cenário de extrema gravidade para a segurança das mulheres no estado. De acordo com os dados consolidados do Ministério da Justiça e acompanhados pela plataforma Feminicidômetro, o Acre encerrou o ano de 2025 com o pior índice da década em relação à letalidade feminina.

  • Aumento expressivo: Foram registrados 14 feminicídios ao longo de 2025, o que representou um salto de 75% em comparação com 2024 (ano em que o estado contabilizou oito ocorrências).
  • Liderança nacional negativa: Com o avanço desses números, o Acre assumiu a marca de estado com a maior taxa proporcional de feminicídios do Brasil, registrando 1,58 casos para cada 100 mil habitantes.
  • Capital em alerta: Dos 14 assassinatos registrados no último ano por motivação de gênero, quase um terço (quatro casos) ocorreu em Rio Branco.

Os dados expõem uma realidade onde a violência contra a mulher não se resume a casos isolados, mas a uma violência estrutural que movimentos como o Levante Feminista buscam combater exigindo medidas enérgicas, o fim do ciclo de impunidade e a não tolerância com agressores em nenhuma esfera da sociedade.

Rio Branco

Rio Branco vacina mais de 30 mil crianças e supera atendimentos de 2025

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A rede municipal de saúde de Rio Branco já vacinou 30.058 crianças entre janeiro e outubro de 2026. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças, e fazem parte das ações desenvolvidas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para ampliar a imunização e o acompanhamento da saúde infantil.

Além da vacinação, o município registrou mais de 49 mil atendimentos odontológicos e quase 27 mil consultas de enfermagem voltados ao público infantil. Em dez meses, os dois serviços já ultrapassaram os totais contabilizados durante todo o ano de 2025.

Na Atenção Primária à Saúde, foram realizadas 41.035 consultas médicas, enquanto os serviços especializados somaram outros 1.212 atendimentos. A rede municipal também contabilizou 1.276 triagens neonatais, procedimentos utilizados para identificar possíveis alterações de saúde nos primeiros dias de vida dos recém-nascidos.

A vacinação permanece entre as principais medidas de prevenção de doenças na infância. As equipes municipais continuam aplicando as doses previstas no calendário nacional de imunização e orientando pais e responsáveis sobre a necessidade de manter a caderneta vacinal atualizada.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o trabalho envolve tanto a aplicação de vacinas quanto o acompanhamento do desenvolvimento das crianças.

“Nosso trabalho é vacinar, prevenir e proteger. A gestão do prefeito Alysson Bestene mobiliza as equipes, amplia o acesso aos serviços e orienta os pais sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Seguimos trabalhando para prevenir doenças, fortalecer a assistência e cuidar da saúde de nossas crianças”, declarou.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para verificar a situação vacinal dos filhos e atualizar eventuais doses pendentes, de acordo com a faixa etária.

Os atendimentos continuam sendo realizados ao longo do ano nas unidades municipais, incluindo vacinação, consultas médicas, acompanhamento de enfermagem e assistência odontológica.

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Economia e Empreender

Melhoria no manejo do solo aumenta produtividade da soja em 11,1%, aponta pesquisa da Embrapa

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Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divulgada em 29 de setembro, mostrou que a produtividade relativa da soja cresce, em média, 11,1 pontos percentuais a cada avanço na qualidade do manejo do solo. O levantamento foi realizado em Dourados, no Mato Grosso do Sul, e analisou 28 safras consecutivas, entre 1998 e 2026.

Os pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste avaliaram mais de 4,3 mil pontos georreferenciados, considerando características químicas do solo, cobertura vegetal e produtividade das lavouras. O objetivo foi validar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático – Níveis de Manejo (ZarcNM), metodologia que incorpora as práticas de conservação do solo à avaliação dos riscos agrícolas.

O estudo classificou as áreas cultivadas em quatro níveis, do NM1, correspondente ao manejo de menor qualidade, ao NM4, associado a sistemas de produção com maior conservação do solo. A produtividade relativa média passou de 44% no primeiro nível para 55,1% no segundo, 66,2% no terceiro e 77,2% no quarto.

Entre as práticas avaliadas estão o preparo convencional, o plantio direto com rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária. Os resultados mostraram que os sistemas com maior conservação do solo conseguem manter melhores condições de produção durante períodos de estiagem.

“Solos bem manejados armazenam mais água, oferecem melhores condições ao desenvolvimento das raízes e tornam a cultura da soja mais resistente às oscilações climáticas”, afirmou o pesquisador Júlio Cesar Salton, da Embrapa Agropecuária Oeste.

As diferenças também apareceram em safras afetadas por condições climáticas extremas. Enquanto determinadas áreas ultrapassaram 80 sacas por hectare nos anos favoráveis, lavouras conduzidas com preparo convencional chegaram a registrar perdas totais em períodos adversos.

A metodologia amplia os critérios tradicionalmente utilizados no zoneamento agrícola, que considera fatores como clima, tipo de solo, período de semeadura e ciclo das cultivares.

Além de contribuir para as decisões dos produtores rurais, os resultados podem orientar políticas públicas de incentivo à conservação do solo e à redução das perdas provocadas pela irregularidade das chuvas.

A experiência com o ZarcNM começou na safra 2025/2026, no Paraná, e foi ampliada na safra 2026/2027 para Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Economia e Empreender

Dólar encerra semana abaixo de R$ 5 e Bolsa brasileira bate novo recorde histórico

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O dólar comercial encerrou a sexta-feira (9) cotado a R$ 4,985, após uma queda de 0,78% no dia. Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 4,44% na primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais. No mesmo período, a Bolsa de Valores brasileira registrou valorização de 8,82% e atingiu um novo recorde histórico.

A moeda norte-americana permaneceu abaixo dos R$ 5 pelo segundo pregão consecutivo. Durante as negociações de sexta-feira, chegou a ser cotada a R$ 4,977. Desde o início de 2026, o dólar acumula perda de 9,18% em relação ao real.

O movimento ocorreu em meio à entrada de investimentos no mercado brasileiro, à valorização de moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores sobre o cenário político e econômico do país após as eleições.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa avançou 1,38% na sexta-feira e encerrou o pregão aos 209.066,90 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Durante o dia, o principal índice do mercado acionário brasileiro chegou a atingir 209.713,45 pontos, também uma máxima histórica.

A valorização das ações brasileiras ocorreu em um período de atenção dos investidores às pesquisas eleitorais para o segundo turno presidencial e às perspectivas para a política econômica a partir de 2027.

Apesar do desempenho positivo do mercado financeiro, os dados da inflação também entraram no radar dos investidores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%.

No mercado internacional, o petróleo registrou valorização. O barril do tipo Brent, utilizado como referência nas negociações internacionais, encerrou a sexta-feira cotado a US$ 104,72, com alta de 0,42%. Já o petróleo WTI avançou 0,39%, chegando a US$ 91,85.

A movimentação das commodities foi influenciada pelas tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com possíveis interrupções no fornecimento mundial de petróleo.

A cotação mais baixa do dólar pode contribuir para reduzir os custos de produtos importados e de insumos comprados no exterior. Entretanto, os efeitos sobre os preços pagos pelos consumidores dependem de fatores como custos de produção, estoques, impostos e condições do mercado.

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