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Internacional

Onda de calor deixa 1 mil mortos na França e pressiona sistemas de energia na Europa

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A onda de calor que atinge a Europa deixou cerca de 1 mil mortos na França neste domingo (28), em meio a temperaturas que chegaram a 40°C em algumas regiões do continente. A maior parte das vítimas é formada por idosos que viviam em instituições de cuidados ou em residências particulares. O calor extremo começou em 20 de junho e já é tratado por cientistas como o pior episódio do tipo já registrado na Europa.

O impacto da alta temperatura se espalhou por diferentes países. Recordes foram superados na Áustria, República Tcheca, Alemanha e Polônia. Ao mesmo tempo, tempestades atingiram partes da França e agravaram problemas no transporte e no fornecimento de energia. No norte e no centro do país, 36 mil residências estavam sem luz na tarde de domingo.

A onda de calor também afetou escolas, hospitais, redes elétricas e a circulação de trens. Na Alemanha, serviços ferroviários foram reduzidos em uma linha importante na Renânia do Norte-Vestfália, enquanto bondes deixaram de circular em Leipzig. Em várias cidades, moradores evitaram sair de casa durante o período mais quente do dia.

Os rios europeus também sofrem com a combinação de baixa vazão e aquecimento da água. Na Hungria, a usina nuclear de Paks pode ter de reduzir novamente a produção por causa da temperatura elevada do rio Danúbio, usado no sistema de resfriamento. Na Itália, o rio Pó perdeu volume, o que permitiu o avanço da água do mar por até 18 quilômetros para o interior e aumentou a preocupação com áreas agrícolas e zonas úmidas protegidas.

Na França, o calor perdeu força em boa parte do território, mas regiões do nordeste ainda permanecem em alerta. A ministra da Saúde, Stephanie Rist, afirmou que os efeitos do episódio podem continuar por até dez dias depois da melhora do tempo. “O episódio ainda não acabou”, disse.

A previsão aponta para temporais em partes da França e da Alemanha nos próximos dias, com queda de temperatura em grande parte da Europa Ocidental. A massa de calor, no entanto, avança em direção à Europa Central e aos Bálcãs.

Fonte: Agência Brasil

Internacional

ONU aprova novo mapa-múndi que corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

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A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na sexta-feira (4) uma proposta para incentivar o uso de um mapa-múndi que represente de forma mais proporcional as dimensões da África, da América do Sul e do Sul da Ásia. A iniciativa, liderada pelo Togo e por outros países africanos, busca substituir distorções associadas à projeção de Mercator, criada no século 16 e ainda presente em materiais educacionais, meios de comunicação, plataformas digitais e documentos oficiais.

A proposta recebeu votos favoráveis de representantes de 164 países. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra, enquanto seis delegações se abstiveram. A mudança pretende ampliar o uso de projeções cartográficas que preservem melhor as proporções territoriais dos continentes.

Criada em 1569 para auxiliar a navegação marítima, a projeção de Mercator modifica a escala das áreas à medida que elas se afastam da linha do Equador. O resultado é uma representação em que determinadas regiões parecem maiores do que realmente são, enquanto áreas como a África e a América do Sul ficam visualmente reduzidas em comparação com suas dimensões reais.

A proposta defendida pelos países africanos vai além de uma atualização técnica. Durante a discussão, o ministro das Relações Estrangeiras do Togo, Robert Dussey, afirmou que a aprovação representa um compromisso com a “verdade científica” e com uma representação mais equilibrada dos povos. A avaliação é de que a maneira como os territórios aparecem nos mapas também influencia a percepção sobre sua importância política, econômica e cultural.

Como alternativa, representantes da União Africana apresentaram a projeção conhecida como “Terra Igual”, ou Equal Earth. O modelo foi desenvolvido para preservar de maneira mais fiel a área relativa dos continentes e países, evitando parte das distorções produzidas por projeções tradicionais. A expectativa da ONU é que a decisão estimule governos, organizações internacionais e outras instituições a adotar esse tipo de representação.

A discussão também envolve o papel dos mapas na educação e na formação do imaginário coletivo. Para os defensores da mudança, representações cartográficas distorcidas podem influenciar durante décadas a forma como diferentes regiões do planeta são percebidas por estudantes e pelo público em geral. A correção busca aproximar a dimensão visual dos territórios de suas proporções geográficas.

A medida também está ligada às discussões das Nações Unidas sobre desigualdades históricas e estruturais. O tema integra princípios previstos no Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-membros em 2024, que inclui compromissos voltados à redução de desigualdades e ao combate a diferentes formas de discriminação.

Com a decisão, a ONU pretende ampliar o debate sobre quais projeções devem ser utilizadas em ambientes institucionais, educacionais e digitais. Embora nenhum mapa plano consiga reproduzir perfeitamente uma superfície esférica, modelos de área equivalente permitem comparar continentes e países sem alterar de forma tão acentuada suas dimensões relativas.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Justiça da França derruba proibição de redes sociais para menores de 15 anos

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O Conselho Constitucional da França derrubou nesta sexta-feira (14) a lei que proibiria menores de 15 anos de acessar redes sociais no país. A mais alta autoridade constitucional francesa considerou que a restrição atingia de forma desproporcional direitos fundamentais, entre eles a liberdade de expressão e de comunicação, além de não oferecer garantias suficientes para a proteção da vida privada.

A legislação havia sido aprovada pelo Parlamento francês em julho e colocaria a França como o primeiro país da União Europeia a adotar uma proibição ampla de redes sociais para menores de 15 anos. O texto impedia a criação de novas contas por usuários abaixo dessa idade e determinava que perfis já existentes fossem encerrados pelas plataformas em até quatro meses.

As empresas também teriam de implantar mecanismos de verificação de idade. Para o Conselho Constitucional, a exigência poderia atingir todos os usuários das plataformas, inclusive adultos, sem que a lei estabelecesse de forma adequada as condições e os limites para coleta e tratamento dessas informações.

A análise da norma foi provocada no fim de julho por deputados socialistas e integrantes do partido de esquerda La France Insoumise. Os magistrados reconheceram a necessidade de proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, mas entenderam que uma proibição geral poderia alcançar serviços nos quais não foram demonstrados riscos à saúde ou à segurança dos menores.

A decisão representa um revés para o presidente Emmanuel Macron, que defendia a aplicação das novas regras a partir do próximo ano letivo. Após o julgamento, Macron encarregou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu de reformular a proposta para adequá-la às exigências constitucionais e às normas europeias.

O governo francês pretende apresentar uma nova solução antes das eleições presidenciais de 2027. Macron afirmou que mantém o objetivo de ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas plataformas digitais antes do fim de seu atual mandato.

A iniciativa francesa acompanha um movimento internacional de endurecimento das regras para o acesso de menores às redes sociais. A Austrália já adotou restrições para usuários com menos de 16 anos em plataformas como Facebook, TikTok, Snapchat e YouTube, enquanto outros países discutem medidas semelhantes.

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Internacional

OMS alerta que Europa pode ter semanas mais mortais com nova onda de calor

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A Organização Mundial da Saúde alertou nesta terça-feira (7) que a Europa pode enfrentar novas semanas de aumento da mortalidade por causa do calor extremo, com uma nova onda de calor em formação sobre o Atlântico e previsão de temperaturas de até 43°C em Portugal e no sul da Espanha nos próximos dias.

O alerta ocorre após uma onda de calor registrada entre 20 e 28 de junho, tratada por especialistas como a mais severa já observada no continente. O período provocou interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e pressão sobre sistemas de saúde. Em algumas regiões europeias, os termômetros chegaram a 40°C.

A França, a Holanda e a Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais durante o episódio recente. As autoridades ainda consideram os números preliminares, com possibilidade de aumento à medida que os dados forem revisados. Cientistas associam o calor extremo às mudanças climáticas, que ampliam a frequência, a duração e a intensidade desses eventos.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, reuniu representantes de 41 países, da Comissão Europeia e de organizações da sociedade civil em uma teleconferência de emergência para avaliar falhas na resposta à onda de calor de junho e preparar os sistemas de saúde para o novo episódio.

Países com planos de ação para enfrentar temperaturas extremas responderam com mais rapidez e conseguiram proteger melhor a população. Menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS, no entanto, tem esse tipo de plano em vigor.

Entre os grupos mais vulneráveis estão idosos, moradores de lares de longa permanência, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados. A OMS cobra ações mais consistentes para reduzir mortes evitáveis, reforçar estruturas de atendimento e ampliar medidas de prevenção antes da chegada das próximas ondas de calor.

Kluge afirmou que o trabalho precisa corrigir falhas recentes e preparar os sistemas de saúde para lidar com o calor extremo de forma permanente. A avaliação da OMS é que o calor já deixou de ser apenas um evento meteorológico e passou a ser uma emergência de saúde pública na região.

Foto: Jonathan Sarago/MEAE

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