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Economia e Empreender

Plataforma ajuda pequenos negócios a acessar financiamento do BNDES para projetos sustentáveis

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O Sebrae, em parceria com o Ministério do Empreendedorismo e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), disponibilizou uma ferramenta digital para ajudar micro e pequenas empresas a estruturar projetos sustentáveis e buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O serviço está disponível na plataforma Empreender Clima e permite preparar propostas para o Fundo Clima Automático.

A ferramenta realiza o pré-enquadramento dos projetos, organizando informações técnicas e financeiras exigidas pelas instituições responsáveis pela concessão de crédito. O objetivo é facilitar a apresentação das propostas e ampliar as possibilidades de financiamento para negócios ligados à economia verde e à transição ecológica.

A analista de Políticas Públicas do Sebrae, Cyntia Uchoa, explica que o documento gerado pela plataforma ajuda os empreendedores a apresentar seus projetos aos agentes financeiros. Entretanto, o pré-enquadramento não representa aprovação nem garantia de liberação de recursos pelo BNDES.

A iniciativa também integra o programa de Assistência Técnica Empreender Clima 2026, cujo prazo de inscrições terminou em 4 de outubro. O edital prevê a seleção de 20 pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, para receber orientação técnica, contábil, jurídica e comercial.

Os três empreendimentos mais bem avaliados na iniciativa terão a oportunidade de participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), prevista para novembro, em Antalya, na Turquia.

O mercado de negócios sustentáveis tem crescido no Brasil. Um levantamento realizado pelo Sebrae, Ministério do Empreendedorismo e OEI identificou 8.102 empreendedores atuando em atividades relacionadas ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Outro estudo do Sebrae mostra que 75% das micro e pequenas empresas brasileiras adotam alguma prática sustentável, mas somente 36,4% possuem estratégias estruturadas nessa área.

A plataforma Empreender Clima continua disponível para orientar empreendedores na preparação de projetos, mesmo após o encerramento das inscrições para o edital de assistência técnica. A ferramenta pode ser acessada pelo endereço empreenderclima.org.br.

Economia e Empreender

Pesquisa do Sebrae aponta que 66% dos pequenos negócios apoiam proibição das bets no Brasil

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Levantamento mostra que 26% dos empresários associam queda no faturamento às apostas online; outros 38% esperam aumento nas vendas com o fim das plataformas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 66% dos donos de pequenos negócios brasileiros apoiam a proibição das apostas online, conhecidas como bets. O levantamento ouviu 1.028 empreendedores de todo o país e mostrou que 26% associam a redução do faturamento de suas empresas, nos últimos 12 meses, ao avanço dos jogos virtuais.

Entre os entrevistados, 57% se declararam totalmente favoráveis à proibição e 8,8% parcialmente favoráveis. Outros 23,5% disseram ser contrários à medida. A pesquisa foi realizada após o governo federal determinar, por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026, o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas online no Brasil. As plataformas começaram a sair do ar em 6 de outubro.

Os efeitos das apostas também foram percebidos no comportamento dos consumidores. De acordo com o levantamento, 33% dos empresários relataram que seus clientes passaram a ter menos dinheiro disponível para compras. Outros 18% observaram aumento da inadimplência e atrasos nos pagamentos, enquanto 11,5% registraram maior procura por parcelamentos e compras fiadas.

A pesquisa também apontou consequências dentro das empresas. Entre os estabelecimentos que possuem funcionários, 40% relataram problemas associados às apostas, incluindo endividamento dos trabalhadores, pedidos de adiantamento salarial, uso de plataformas durante o expediente e redução da produtividade.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que o dinheiro anteriormente destinado ao consumo de produtos e serviços passou a ser utilizado em jogos virtuais, com reflexos no comércio local. Para ele, a proibição pode contribuir para a recuperação do poder de compra das famílias e do faturamento dos pequenos estabelecimentos.

Com a retirada das plataformas, 38% dos empreendedores esperam aumento nas vendas, enquanto 42% acreditam que o faturamento permanecerá estável. Apenas 0,6% projetam queda nas receitas. A expectativa de recuperação, no entanto, ainda depende do comportamento dos consumidores nos próximos meses.

Do total de participantes, 56% são proprietários de microempresas, 22,5% são microempreendedores individuais (MEIs) e 21,5% administram empresas de pequeno porte. O setor de serviços concentrou 53% das respostas, seguido pelo comércio, com 29%.

A pesquisa reuniu participantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A Região Norte respondeu por 3% da amostra. O Sebrae não apresentou resultados específicos para o Acre.

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Acre

Exportações do Acre para os EUA caem 24,7% após tarifaço de Trump

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As exportações do Acre para os Estados Unidos caíram 24,7% nos 12 meses posteriores ao início do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A redução foi de aproximadamente R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em outubro de 2026. A madeira foi o principal produto afetado no estado.

As vendas acreanas ao mercado norte-americano passaram de US$ 3,02 milhões, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 2,27 milhões, entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença foi de US$ 746,9 mil, equivalente a R$ 5,71 milhões na conversão apresentada pelo estudo.

A retração ocorreu após a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. No entanto, o levantamento não atribui toda a redução exclusivamente às medidas comerciais, já que fatores como demanda internacional e condições de mercado também influenciam as exportações.

No cenário nacional, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 16,2% nos períodos analisados, passando de US$ 41,47 bilhões para US$ 34,77 bilhões. A redução foi de aproximadamente US$ 6,7 bilhões.

Proporcionalmente, a queda registrada no Acre superou a média brasileira em 8,5 pontos percentuais. Outros estados também tiveram retrações, como Tocantins (56,1%), Rio Grande do Norte (53,9%), Alagoas (52,8%) e Roraima (48,3%).

O levantamento da CNM utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compara dois períodos de 12 meses para avaliar as mudanças nas exportações municipais destinadas ao mercado norte-americano.

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Economia e Empreender

Brasil abre mais de 81 mil negócios no setor de panificação em 2026

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O Brasil registrou a abertura de 81.437 pequenos negócios ligados ao setor de panificação entre janeiro e setembro de 2026. O número representa um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criados 66.485 empreendimentos. Os dados fazem parte de um levantamento do Sebrae, elaborado com informações da Receita Federal.

A pesquisa considera microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte que atuam no comércio e na fabricação de produtos de panificação. Os números foram divulgados na sexta-feira (16), quando foi celebrado o Dia Mundial do Pão.

O setor também tem participação na economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o país possui mais de 120 mil padarias em funcionamento. Em 2025, as atividades ligadas à panificação e confeitaria movimentaram R$ 164,12 bilhões, o equivalente a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB).

A atividade reúne aproximadamente 2,76 milhões de empregos diretos e indiretos. Ao todo, o segmento contabilizava 332.558 empresas ativas em 2025, considerando negócios de diferentes portes.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o crescimento está relacionado à participação dos pequenos empreendedores na economia. “Por trás de cada padaria, existem pequenos negócios que movimentam a economia dos bairros, criam empregos e fortalecem suas comunidades”, afirmou.

O consumo também ajuda a dimensionar o mercado. Cerca de 50 milhões de brasileiros frequentam padarias e confeitarias diariamente. O consumo nacional de produtos panificados chega a aproximadamente 6 milhões de toneladas por ano. Desse total, o pão francês representa 34,39%, com cerca de 2,03 milhões de toneladas.

O Sebrae mantém uma parceria com a Abip para oferecer capacitação, orientações de gestão e incentivo à inovação no setor. As iniciativas buscam auxiliar os empresários na administração dos estabelecimentos e na adaptação às mudanças do mercado consumidor.

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