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MEIO AMBIENTE

Queimadas em julho de 2024 já superam total de julho de 2023 no Acre

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Em julho de 2024, o número de focos de queimadas no Acre já supera o total registrado em julho de 2023, mesmo antes do fim do mês. Até o dia 20 de julho de 2024, foram registrados 306 focos de incêndio no estado. Em comparação, julho de 2023 registrou 212 focos durante todo o mês. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O aumento no número de queimadas pode ser atribuído a condições climáticas e atividades humanas.

Além das queimadas, o desmatamento no Acre também apresenta números preocupantes. Até julho de 2024, foram emitidos avisos de desmatamento que totalizam 1.847,75 km² na Amazônia Legal, segundo dados do Projeto DETER do INPE. No mesmo período em 2023, os avisos de desmatamento totalizaram 46,08 km². A combinação de desmatamento e queimadas intensifica os desafios ambientais no estado e demanda ações coordenadas para a preservação das florestas.

Em dados do boletim oferecido pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), do último dia 17, a previsão do tempo para o período de 17 a 23 de julho de 2024 indica chuvas acumuladas de até 15 mm nas regionais do Tarauacá-Envira, Purus e Baixo Acre, com possibilidade de chuvas abaixo do esperado em todas as regiões do estado. O risco de fogo é classificado como médio, alto e crítico em todo o estado, com maior intensidade nas regiões do Juruá e Tarauacá/Envira, de acordo com o boletim da Sema.

De acordo com dados do satélite de referência AQUA Tarde, entre 1º de janeiro e 21 de julho de 2024, o município de Feijó lidera o ranking de focos de queimadas no Acre com 44 focos, seguido de Cruzeiro do Sul com 42 focos e Sena Madureira com 29 focos.

MEIO AMBIENTE

Liderança Ashaninka alerta para degradação de rios e invasão de nascentes no Acre

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A liderança indígena Moisés Piyãko, do povo Ashaninka, alertou nesta quarta-feira (21) para a degradação dos rios, a invasão de nascentes e os impactos das atividades ilegais na região de fronteira entre o Acre e o Peru. A manifestação faz parte da oitava edição do projeto Recado Selvagem, iniciativa que reúne conhecimentos indígenas e reflexões sobre a preservação ambiental.

Gravado às margens do Rio Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo, o depoimento aborda os efeitos da poluição, do uso de produtos químicos, do desmatamento e da exploração ilegal dos recursos naturais sobre as comunidades que vivem na floresta.

“Um rio é como um povo”, afirma Moisés Piyãko, ao relacionar a preservação dos cursos d’água à sobrevivência das populações indígenas. Para a liderança, a destruição dos rios ameaça não apenas o meio ambiente, mas também os modos de vida, a cultura e os conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações.

Moisés também chama a atenção para os problemas ambientais que ultrapassam as fronteiras nacionais. Na região do Alto Juruá, o avanço de atividades ilegais e a presença de organizações criminosas preocupam comunidades indígenas brasileiras e peruanas, que dependem dos rios para alimentação, transporte e manutenção de seus territórios.

O alerta ocorre em um contexto de denúncias de invasões e ameaças contra os Ashaninka. Em julho deste ano, homens armados entraram na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo. O episódio levou representantes indígenas a Brasília para cobrar medidas de segurança e maior cooperação entre os governos do Brasil e do Peru.

A declaração integra o Ciclo das Águas, programa de estudos lançado em 2026 pela Associação Selvagem. A iniciativa reúne conteúdos educativos gratuitos e promove o diálogo entre conhecimentos indígenas, pesquisas científicas e ações de conservação ambiental.

O vídeo, intitulado “Águas transfronteiriças”, tem lançamento previsto para esta quarta-feira, às 18h, no horário de Brasília, no canal da Associação Selvagem no YouTube.

Moisés Piyãko também participa da Comissão Transfronteiriça Juruá-Yurúa-Alto Tamaya, articulação formada por organizações e comunidades indígenas dos dois países para discutir a proteção dos territórios, dos rios e da biodiversidade amazônica.

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MEIO AMBIENTE

Focos de incêndio na Amazônia quase dobram após o primeiro turno das eleições

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A Amazônia Legal registrou 3.695 focos de calor na semana seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. O número representa um aumento de 99,3% em relação aos 1.854 registros da semana anterior, conforme dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A maior concentração das queimadas ocorreu nos estados do Amazonas e do Pará.

O crescimento dos incêndios coincide com um período de seca agravado pelo fenômeno climático El Niño, que reduz as chuvas e aumenta a vulnerabilidade da vegetação ao fogo. Pesquisadores também apontam indícios de queimadas provocadas para ocupação irregular de terras públicas e avanço de atividades econômicas sobre áreas de floresta.

Entre as regiões mais afetadas estão os municípios próximos a Manaus, no Amazonas, e as áreas de Santarém, da rodovia BR-163, da Terra do Meio e da Transamazônica, no Pará.

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, afirmou que o uso do fogo para renovação de pastagens, comum nesta época do ano, amplia o risco de incêndios florestais. A combinação de temperaturas elevadas, vegetação seca e queimadas pode favorecer a propagação das chamas para áreas preservadas.

Além das condições climáticas, os pesquisadores identificaram focos em regiões de florestas públicas, especialmente na margem direita do rio Amazonas, em frente a Manaus. A localização dessas ocorrências levanta suspeitas de tentativas de ocupação irregular e grilagem de terras.

O ministro interino do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que as autoridades identificaram incêndios dentro de áreas de floresta preservada, o que reforça as suspeitas de atuação criminosa.

O governo federal investiga a possibilidade de ações coordenadas para provocar incêndios, em situação semelhante à registrada em 2019, quando uma série de queimadas no Pará ficou conhecida como Dia do Fogo.

O avanço das chamas também preocupa comunidades indígenas. Nas terras Menkragnoti e Baú, no Pará, integrantes do povo Kayapó acompanham o crescimento dos incêndios e do desmatamento no entorno de seus territórios.

Especialistas alertam que a continuidade da estiagem e o uso do fogo podem ampliar os danos ambientais nos próximos meses. Eles defendem medidas de fiscalização, combate às queimadas e responsabilização dos envolvidos em incêndios criminosos.

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MEIO AMBIENTE

Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado e atinge menor nível histórico

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O desmatamento na Amazônia caiu 41,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, enquanto o Cerrado registrou redução de 23,8% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo governo federal, com base no monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dois biomas alcançaram os menores índices de desmatamento de suas respectivas séries históricas.

Na Amazônia, a área desmatada passou de 5.731 quilômetros quadrados para 3.335 quilômetros quadrados, o menor resultado desde o início da série histórica, em 1988. No Cerrado, a devastação recuou de 7.235,27 quilômetros quadrados para 5.516,69 quilômetros quadrados, o menor patamar desde 2001.

Durante a apresentação dos números, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os resultados demonstram avanços nas políticas de preservação ambiental. Para ele, a redução está relacionada à combinação de ações baseadas em estudos científicos, participação da sociedade e cooperação entre União, estados e municípios.

“Estamos trazendo resultados concretos para os biomas Amazônia e Cerrado”, declarou o ministro.

O governo federal atribui parte da redução ao fortalecimento das operações de fiscalização e combate aos crimes ambientais. Entre 2023 e 2026, a Polícia Federal instaurou quase 8 mil inquéritos relacionados a infrações contra o meio ambiente.

Também foram citados o aumento dos investimentos no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a criação de 18 unidades de conservação e a homologação de 20 terras indígenas.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a articulação entre ministérios, governos estaduais, prefeituras e organizações da sociedade contribuiu para os resultados alcançados.

Além dos impactos ambientais, a redução do desmatamento pode beneficiar as exportações brasileiras. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que as exigências internacionais relacionadas à sustentabilidade tornam a preservação ambiental um fator importante para a competitividade dos produtos agropecuários.

Segundo o ministro, mercados como a União Europeia adotam restrições comerciais a produtos associados ao desmatamento, o que amplia a importância de mecanismos de controle e rastreabilidade da produção brasileira.

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