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Economia e Empreender

Sebrae lança simulador para ajudar empresas a adaptar equipes ao fim da escala 6×1

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O Sebrae lançou nesta quarta-feira (21) uma ferramenta digital para auxiliar micro e pequenas empresas na reorganização das jornadas de trabalho após o fim da escala 6×1. Batizado de Escala Sebrae, o simulador permite calcular os impactos da mudança para o regime de cinco dias de trabalho e dois de descanso, além de apresentar alternativas para manter o funcionamento dos estabelecimentos.

A iniciativa ocorre após a promulgação, em 16 de outubro, da emenda constitucional que estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Com a mudança, empresários precisam reorganizar horários, folgas e distribuição de funcionários para atender às novas regras trabalhistas.

O simulador considera as características de cada negócio, como setor de atuação, quantidade de empregados, salários, horários de funcionamento e faturamento. A partir dessas informações, apresenta diferentes possibilidades de organização das equipes.

Entre as alternativas estão a redistribuição dos trabalhadores nos dias da semana, a contratação de funcionários para cobrir períodos de folga, a utilização de profissionais freelancers e o pagamento de horas extras, conforme as necessidades de cada estabelecimento.

A ferramenta atende empresas de diferentes segmentos, incluindo comércio varejista, indústria, saúde, beleza, hospedagem e turismo. O objetivo é permitir que os empreendedores avaliem os custos e planejem a transição para o novo modelo de trabalho.

Para utilizar o simulador, o empresário deve informar inicialmente o ramo de atividade e cadastrar os cargos, a quantidade de funcionários e os salários pagos. Em seguida, precisa preencher os dados referentes à jornada atual, aos períodos de descanso e ao faturamento da empresa.

Com os dados registrados, o sistema calcula cenários de reorganização e apresenta uma proposta de distribuição das folgas. Os resultados podem ser exportados em PDF ou planilha, permitindo que o empreendedor compare as alternativas antes de adotar mudanças.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que a instituição trabalha para orientar os pequenos negócios durante a transição. “Estamos trabalhando para apoiar os pequenos negócios nesse momento de transição da legislação trabalhista”, declarou.

Décio também avalia que a ampliação do tempo de descanso dos trabalhadores poderá aumentar o consumo em setores como turismo, lazer, bares e restaurantes, criando oportunidades para os pequenos negócios.

A ferramenta está disponível no portal do Sebrae, na área dedicada à mudança da jornada de trabalho. Para acessar, o empreendedor deve selecionar a opção “Abrir Escala Sebrae” e preencher as informações solicitadas.

Economia e Empreender

Plataforma ajuda pequenos negócios a acessar financiamento do BNDES para projetos sustentáveis

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O Sebrae, em parceria com o Ministério do Empreendedorismo e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), disponibilizou uma ferramenta digital para ajudar micro e pequenas empresas a estruturar projetos sustentáveis e buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O serviço está disponível na plataforma Empreender Clima e permite preparar propostas para o Fundo Clima Automático.

A ferramenta realiza o pré-enquadramento dos projetos, organizando informações técnicas e financeiras exigidas pelas instituições responsáveis pela concessão de crédito. O objetivo é facilitar a apresentação das propostas e ampliar as possibilidades de financiamento para negócios ligados à economia verde e à transição ecológica.

A analista de Políticas Públicas do Sebrae, Cyntia Uchoa, explica que o documento gerado pela plataforma ajuda os empreendedores a apresentar seus projetos aos agentes financeiros. Entretanto, o pré-enquadramento não representa aprovação nem garantia de liberação de recursos pelo BNDES.

A iniciativa também integra o programa de Assistência Técnica Empreender Clima 2026, cujo prazo de inscrições terminou em 4 de outubro. O edital prevê a seleção de 20 pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, para receber orientação técnica, contábil, jurídica e comercial.

Os três empreendimentos mais bem avaliados na iniciativa terão a oportunidade de participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), prevista para novembro, em Antalya, na Turquia.

O mercado de negócios sustentáveis tem crescido no Brasil. Um levantamento realizado pelo Sebrae, Ministério do Empreendedorismo e OEI identificou 8.102 empreendedores atuando em atividades relacionadas ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Outro estudo do Sebrae mostra que 75% das micro e pequenas empresas brasileiras adotam alguma prática sustentável, mas somente 36,4% possuem estratégias estruturadas nessa área.

A plataforma Empreender Clima continua disponível para orientar empreendedores na preparação de projetos, mesmo após o encerramento das inscrições para o edital de assistência técnica. A ferramenta pode ser acessada pelo endereço empreenderclima.org.br.

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Economia e Empreender

Pesquisa do Sebrae aponta que 66% dos pequenos negócios apoiam proibição das bets no Brasil

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Levantamento mostra que 26% dos empresários associam queda no faturamento às apostas online; outros 38% esperam aumento nas vendas com o fim das plataformas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 66% dos donos de pequenos negócios brasileiros apoiam a proibição das apostas online, conhecidas como bets. O levantamento ouviu 1.028 empreendedores de todo o país e mostrou que 26% associam a redução do faturamento de suas empresas, nos últimos 12 meses, ao avanço dos jogos virtuais.

Entre os entrevistados, 57% se declararam totalmente favoráveis à proibição e 8,8% parcialmente favoráveis. Outros 23,5% disseram ser contrários à medida. A pesquisa foi realizada após o governo federal determinar, por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026, o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas online no Brasil. As plataformas começaram a sair do ar em 6 de outubro.

Os efeitos das apostas também foram percebidos no comportamento dos consumidores. De acordo com o levantamento, 33% dos empresários relataram que seus clientes passaram a ter menos dinheiro disponível para compras. Outros 18% observaram aumento da inadimplência e atrasos nos pagamentos, enquanto 11,5% registraram maior procura por parcelamentos e compras fiadas.

A pesquisa também apontou consequências dentro das empresas. Entre os estabelecimentos que possuem funcionários, 40% relataram problemas associados às apostas, incluindo endividamento dos trabalhadores, pedidos de adiantamento salarial, uso de plataformas durante o expediente e redução da produtividade.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que o dinheiro anteriormente destinado ao consumo de produtos e serviços passou a ser utilizado em jogos virtuais, com reflexos no comércio local. Para ele, a proibição pode contribuir para a recuperação do poder de compra das famílias e do faturamento dos pequenos estabelecimentos.

Com a retirada das plataformas, 38% dos empreendedores esperam aumento nas vendas, enquanto 42% acreditam que o faturamento permanecerá estável. Apenas 0,6% projetam queda nas receitas. A expectativa de recuperação, no entanto, ainda depende do comportamento dos consumidores nos próximos meses.

Do total de participantes, 56% são proprietários de microempresas, 22,5% são microempreendedores individuais (MEIs) e 21,5% administram empresas de pequeno porte. O setor de serviços concentrou 53% das respostas, seguido pelo comércio, com 29%.

A pesquisa reuniu participantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A Região Norte respondeu por 3% da amostra. O Sebrae não apresentou resultados específicos para o Acre.

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Acre

Exportações do Acre para os EUA caem 24,7% após tarifaço de Trump

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As exportações do Acre para os Estados Unidos caíram 24,7% nos 12 meses posteriores ao início do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A redução foi de aproximadamente R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em outubro de 2026. A madeira foi o principal produto afetado no estado.

As vendas acreanas ao mercado norte-americano passaram de US$ 3,02 milhões, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 2,27 milhões, entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença foi de US$ 746,9 mil, equivalente a R$ 5,71 milhões na conversão apresentada pelo estudo.

A retração ocorreu após a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. No entanto, o levantamento não atribui toda a redução exclusivamente às medidas comerciais, já que fatores como demanda internacional e condições de mercado também influenciam as exportações.

No cenário nacional, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 16,2% nos períodos analisados, passando de US$ 41,47 bilhões para US$ 34,77 bilhões. A redução foi de aproximadamente US$ 6,7 bilhões.

Proporcionalmente, a queda registrada no Acre superou a média brasileira em 8,5 pontos percentuais. Outros estados também tiveram retrações, como Tocantins (56,1%), Rio Grande do Norte (53,9%), Alagoas (52,8%) e Roraima (48,3%).

O levantamento da CNM utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compara dois períodos de 12 meses para avaliar as mudanças nas exportações municipais destinadas ao mercado norte-americano.

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