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Startups usam inteligência artificial para transformar pequenos negócios no Brasil

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Trinta startups brasileiras participam de um programa nacional de aceleração voltado ao uso da inteligência artificial em micro e pequenas empresas. As soluções atendem setores como saúde, energia solar, crédito, indústria, varejo, contabilidade e comércio eletrônico, com foco na redução de custos, automatização de tarefas e aumento da produtividade.

O Scale IA terá duração de seis meses, com atividades previstas até outubro de 2026. A iniciativa reúne mentorias, encontros presenciais, apoio à validação de mercado e desenvolvimento comercial para empresas que usam a inteligência artificial como parte central de seus produtos.

O programa é realizado pelo Sebrae Startups em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, além do apoio da Amazon Web Services e da NVIDIA. As participantes foram selecionadas em diferentes regiões do país.

Na saúde, as tecnologias buscam reduzir a burocracia e o tempo gasto com atividades administrativas. A MedSync, de Niterói, integra agenda, controle financeiro, codificação médica e gestão dos materiais usados em cirurgias. A empresa trabalha para diminuir retrabalho, falhas de cobrança e desperdícios em hospitais e clínicas.

A Ammi Tecnologia, de Cascavel, automatiza agendamentos, confirmações, cobranças e contatos com pacientes pelo WhatsApp. A Cliniconect, de Londrina, concentra prontuários, indicadores financeiros e outras ferramentas para clínicas de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e especialidades multidisciplinares.

Em São Paulo, a FonIA criou um prontuário inteligente para fonoaudiólogos. O sistema converte relatos clínicos em registros estruturados e reduz o período dedicado à documentação dos atendimentos.

Vendas, marketing e relacionamento com clientes também estão entre as áreas atendidas. A Lucy AI cria campanhas de divulgação para pequenas empresas, enquanto a Plugflow IA reúne atendimento por WhatsApp, gestão de clientes e automações comerciais em uma única plataforma.

A VendeAI Tecnologia usa agentes de inteligência artificial para conduzir vendas de produtos financeiros pelo WhatsApp. No Paraná, a SmartCRM IA combina captação de potenciais clientes, gestão do relacionamento e automatização do processo de vendas.

No setor de energia, a Draives digitaliza documentos e negociações envolvendo ativos elétricos. A Dectra utiliza drones, câmeras térmicas e inteligência artificial para localizar falhas em painéis solares e reduzir os custos de inspeção e manutenção de usinas fotovoltaicas.

Na indústria, a Node AIoT transforma máquinas e equipamentos em sistemas capazes de processar informações no próprio local, sem depender integralmente da computação em nuvem. A tecnologia combina inteligência artificial, internet das coisas e processamento de dados na borda da rede.

Outras soluções atendem escritórios contábeis, lojas virtuais, marketplaces e estabelecimentos comerciais. Há ainda plataformas voltadas a comerciantes de comunidades e periferias, com oferta de produtos, serviços, alimentação e imóveis em ambientes digitais.

A expansão dessas ferramentas ocorre enquanto a maior parte dos pequenos negócios ainda enfrenta dificuldades para avançar na digitalização. Um levantamento com 889 micro e pequenas empresas de Santa Catarina apontou que 81,6% permanecem nos níveis iniciais de maturidade digital.

O programa busca aproximar as tecnologias da rotina dos empreendedores e preparar as startups para ampliar as vendas, validar produtos e conquistar novos mercados. Metade das empresas selecionadas está em Santa Catarina, enquanto as demais estão distribuídas por estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Bill Gates defende regras obrigatórias para inteligência artificial nos EUA

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O cofundador da Microsoft, Bill Gates, defendeu a aprovação de regras obrigatórias para ampliar a segurança e o controle sobre sistemas de inteligência artificial nos Estados Unidos. Em entrevista exibida neste domingo (27), ele afirmou que a autorregulação das empresas não é suficiente diante do avanço da tecnologia.

Gates disse que autoridades e representantes políticos precisam participar da definição dos mecanismos de segurança e monitoramento da IA. Para o empresário, essas medidas não podem depender apenas de compromissos voluntários assumidos pelas companhias de tecnologia.

“Ninguém acredita que a autorregulação seja suficiente”, afirmou.

A discussão ganhou força nos últimos meses depois de episódios envolvendo sistemas capazes de executar tarefas com maior autonomia. Em julho, a OpenAI relatou que um agente autônomo de inteligência artificial, durante um teste de segurança, conseguiu contornar mecanismos de supervisão humana e acessar outra empresa.

A preocupação também passou a ser compartilhada publicamente por dirigentes das principais empresas que desenvolvem inteligência artificial. Executivos ligados à Anthropic, OpenAI, Google DeepMind, Microsoft e xAI defenderam maior cautela no desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados.

Entre os argumentos contrários a novas restrições está o temor de que regras mais rígidas reduzam a competitividade dos Estados Unidos diante da China, outro país que investe fortemente no desenvolvimento de inteligência artificial.

Gates, porém, afirmou que medidas de proteção não necessariamente impediriam o crescimento da indústria. Para ele, os possíveis impactos de sistemas avançados justificam uma atuação maior das autoridades na criação de normas.

O empresário também afirmou que pretende discutir o tema diretamente com integrantes do governo norte-americano. Gates disse esperar que sua experiência no set

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ALERTA! Unicef estima que 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

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Mais de 15 milhões de crianças e adolescentes de 12 a 17 anos foram expostos a conteúdo sexual indesejado na internet em um período de um ano, em 21 países. A estimativa faz parte de um relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 3 de setembro de 2026, que examina como tecnologias digitais são usadas para facilitar a exploração e o abuso sexual infantil. O levantamento calcula que cerca de 20 milhões de meninas e meninos, quase um em cada cinco usuários da internet nessa faixa etária nos países pesquisados, sofreram ao menos uma forma dessa violência.

Entre as situações identificadas, aproximadamente 9 milhões de crianças e adolescentes receberam solicitações para participar de conversas sexuais ou compartilhar imagens íntimas contra a própria vontade. Outros 4 milhões tiveram imagens desse tipo divulgadas sem consentimento. As categorias podem se sobrepor, já que uma mesma vítima pode ter passado por mais de uma forma de violência.

A pesquisa reuniu informações de cerca de 21 mil crianças e adolescentes que utilizam a internet, além de entrevistas aprofundadas com 100 jovens que sofreram abuso durante a infância. A coleta ocorreu em duas fases, entre 2020 e 2025, em países da África, Ásia, América Latina e Europa. Os resultados representam a população conectada dos países participantes, e não todas as crianças do mundo.

As redes sociais concentraram cerca de 60% dos casos registrados, enquanto os jogos online responderam por 14%. As plataformas citadas incluem Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp. Em 57% das ocorrências, o agressor era alguém conhecido da vítima, como amigos, familiares, parceiros ou outras crianças. Ao mesmo tempo, 38% das vítimas tiveram o primeiro contato com o agressor pela internet.

A violência também atinge crianças e adolescentes brasileiros. No país, 19% dos usuários da internet entre 12 e 17 anos sofreram exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia em um intervalo de 12 meses, o equivalente a cerca de 3 milhões de meninas e meninos. A exposição a conteúdo sexual não solicitado foi a forma mais frequente, relatada por 14% dos entrevistados. Em 49% dos casos, o agressor era conhecido da vítima, e 34% não contaram o ocorrido a ninguém.

A falta de denúncias dificulta a identificação da dimensão do problema. Nos 21 países, mais de 40% das experiências de abuso nunca foram reveladas a outra pessoa, e menos de 1% chegou às autoridades. A principal razão apontada pelas vítimas para permanecer em silêncio foi não saber a quem recorrer ou onde buscar ajuda.

O relatório também relaciona a violência a consequências para a saúde mental. Crianças e adolescentes que sofreram exploração facilitada pela tecnologia apresentaram probabilidade quatro vezes maior de relatar pensamentos ou comportamentos suicidas e automutilação, além de níveis mais elevados de ansiedade. A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, afirmou que muitas vítimas “sofrem em silêncio, sem saber a quem recorrer em busca de ajuda”.

O Unicef defende que governos e empresas de tecnologia ampliem os mecanismos de proteção, com restrições a contatos não solicitados por adultos, sistemas de denúncia acessíveis e maior segurança nos recursos de recomendação das plataformas. O organismo também pede leis e estruturas de atendimento capazes de enfrentar a extorsão sexual e a produção de imagens de abuso com inteligência artificial, além de apoio de famílias, escolas e serviços públicos às vítimas.

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67 entidades apoiam suspensão temporária de lives do Discord no Brasil

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Sessenta e sete entidades da sociedade civil divulgaram nesta terça-feira (18) um manifesto em apoio à suspensão temporária das transmissões ao vivo do Discord no Brasil. A restrição foi determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) após casos de violência e coação envolvendo menores de 18 anos e atinge apenas a ferramenta “Go Live”, sem bloquear as demais funções da plataforma.

A medida já foi cumprida pelo Discord desde segunda-feira (17). Serviços como troca de mensagens e integrações com outras plataformas continuam disponíveis aos usuários brasileiros. A retomada das transmissões ao vivo depende da comprovação de que a empresa consegue detectar crimes e adotar mecanismos capazes de reduzir riscos dentro do ambiente digital.

As organizações consideram a restrição proporcional aos problemas investigados e defendem que a empresa demonstre capacidade de prevenir violações antes de voltar a oferecer a funcionalidade. O posicionamento se apoia nas regras de proteção previstas no ECA Digital, que ampliou as obrigações das plataformas em serviços acessados por crianças e adolescentes.

A decisão ocorreu após episódios investigados pelas autoridades, entre eles o caso de uma adolescente de 13 anos de Naviraí, em Mato Grosso do Sul, que morreu por suicídio em 22 de julho. Investigações policiais em pelo menos oito estados apuram crimes relacionados ao Discord e ao Telegram.

Entre as condutas sob investigação estão o recrutamento de crianças e adolescentes para crueldade contra animais, automutilação e induzimento ao suicídio. As apurações envolvem operações das polícias civis e ações de órgãos federais voltadas à proteção de menores no ambiente virtual.

A ANPD também estabeleceu prazo até 17 de setembro para que plataformas com mais de 1 milhão de usuários crianças ou adolescentes no Brasil publiquem relatórios semestrais. Os documentos deverão reunir informações sobre denúncias recebidas, medidas de moderação adotadas e avaliações de risco realizadas.

Para as entidades, a responsabilidade de demonstrar que os riscos estão sendo prevenidos cabe às próprias plataformas. No caso do Discord, a cobrança é para que a empresa comprove a existência de mecanismos capazes de identificar e interromper abusos antes que as transmissões ao vivo sejam restabelecidas.

Assinam o manifesto organizações como Coalizão Direitos na Rede, Instituto Alana, SaferNet Brasil, Conselho Federal de Psicologia, Instituto Sou da Paz, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Associação de Pesquisadores e Formadores da Área da Criança e do Adolescente.

O grupo defende que o combate à violência digital contra crianças e adolescentes seja baseado na prevenção, na adoção de salvaguardas e na responsabilização das empresas que administram os serviços. A suspensão do “Go Live” permanece como uma das medidas adotadas enquanto o Discord não comprovar que consegue reduzir os riscos associados à ferramenta.

Fonte e foto: Agência Brasil.

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