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Rio Branco

Ambulatório da Pessoa Idosa completa dois anos com até mil atendimentos mensais em Rio Branco

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O Ambulatório Especializado de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa celebrou, nesta segunda-feira, 27 de julho, dois anos de funcionamento no atual espaço, anexo ao Barral y Barral, em Rio Branco. A programação reuniu profissionais, pacientes e familiares e contou com uma exposição de pinturas produzidas por idosos durante atividades terapêuticas.

A unidade realiza entre 700 e mil atendimentos por mês. A assistência envolve médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais e dentistas.

Além das consultas e dos acompanhamentos de saúde, o ambulatório mantém atividades esportivas, culturais e de convivência. As pinturas apresentadas durante a comemoração foram desenvolvidas em um grupo terapêutico coordenado pela equipe da unidade.

A primeira-dama de Rio Branco, Roberta Lins, afirmou que o serviço reúne diferentes áreas para atender às necessidades da população idosa. “Aqui nós temos médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas e não é um projeto só de saúde. Aqui tem esporte, arte e cultura”, disse.

Ela também informou que os usuários pediram a permanência do ambulatório no atual imóvel. De acordo com Roberta Lins, a administração municipal pretende manter a estrutura exclusiva para o atendimento das pessoas idosas.

O serviço funciona há seis anos, mas passou a ocupar o espaço atual há dois anos. A mudança ampliou a estrutura disponível e concentrou os profissionais responsáveis pelos atendimentos.

A médica especialista em saúde da pessoa idosa Kátia Campos explicou que a exposição faz parte do trabalho terapêutico desenvolvido no local. “Hoje celebramos essa trajetória com uma mostra de arte produzida pelos nossos idosos”, afirmou.

Entre os participantes estava Maria Vilmar de Lima, de 78 anos. Ela relatou que recebe acompanhamento de diferentes profissionais e elogiou o acolhimento prestado pela equipe. “Os médicos, os profissionais, todos nos tratam muito bem. Quando eu chego aqui, me sinto uma criança. É uma bênção para nós”, declarou.

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Rio Branco

Prefeitura inicia limpeza do Igarapé Batista para reduzir risco de alagamentos em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta terça-feira (15) a limpeza e revitalização do Igarapé Batista, na Rua Botafogo, no Bairro da Paz. A intervenção faz parte do programa Cuidar Rio Branco e busca desobstruir o curso d’água antes do período de chuvas, reduzindo o risco de transbordamentos e alagamentos em bairros da região.

O serviço inclui roçagem e retirada mecanizada de lixo e entulhos acumulados no leito do igarapé. Entre os materiais encontrados pelas equipes estão fogões, geladeiras, sofás, televisores e pneus descartados irregularmente.

A operação é realizada por equipes da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. O coordenador de limpeza pública, Aroldo Nascimento, afirmou que os trabalhos têm caráter preventivo diante da proximidade dos meses de maior volume de chuvas.

“O procedimento aqui é evitar que venham a acontecer as enxurradas. O mês de outubro já está vindo aí, trazendo aquelas enxurradas grandes que causam alagamento para os moradores do Bairro da Paz, do Parque das Palmeiras, do Conjunto dos Engenheiros, todos esses bairros”, afirmou.

A limpeza deve alcançar todo o percurso do Igarapé Batista. O curso d’água deságua no Igarapé São Francisco, que segue em direção ao Rio Acre. A retirada dos resíduos tem como objetivo ampliar a passagem da água e diminuir pontos de obstrução que podem contribuir para transbordamentos durante temporais.

Moradora da região, a autônoma Keren da Silva relatou que o acúmulo de lixo interfere diretamente no escoamento da água. “O igarapé limpo não acumula sujeira e entulho. Porque quando tem muito lixo, inunda e fica tudo ali. Com a limpeza, a água corre, e para o morador é muito importante”, declarou.

A intervenção integra as ações municipais de manutenção e limpeza de canais e igarapés de Rio Branco antes da intensificação das chuvas.

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Rio Branco

Rio Branco cria plano de georreferenciamento para reorganizar atendimento na Atenção Primária

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A Prefeitura de Rio Branco apresentou um plano para reorganizar a distribuição dos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) com uso de georreferenciamento. A iniciativa vai mapear moradores, imóveis, áreas de vulnerabilidade e características dos territórios para adequar a atuação das unidades e equipes de saúde às necessidades de cada comunidade da capital acreana.

O Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde terá vigência prevista entre 2025 e 2028 e integra a Política Municipal de Reorganização e Aprimoramento do Território da APS. A medida tem como base o Decreto Municipal nº 160, de 5 de fevereiro de 2026.

O trabalho pretende reorganizar espacialmente as Unidades de Saúde da Família (USF), as equipes de Saúde da Família e as microáreas atendidas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O levantamento vai considerar regiões urbanas, rurais, periurbanas e ribeirinhas de Rio Branco.

Além da quantidade de moradores e domicílios, o planejamento vai considerar fatores demográficos, geográficos, sociais, econômicos, culturais, sanitários e de segurança. As condições de acesso e o grau de vulnerabilidade de cada local também farão parte dos critérios usados para definir as áreas de atuação.

A metodologia será desenvolvida em três etapas. Primeiro, as equipes vão levantar e coletar dados diretamente nos territórios. Depois, as informações serão analisadas para a elaboração de croquis e mapas. Na última fase, os dados serão digitalizados e processados.

A chefe da Divisão de Gestão Territorial da Secretaria Municipal de Saúde, Elisangela dos Santos, afirmou que o modelo permitirá transformar o conhecimento acumulado pelos agentes comunitários em informações para o planejamento da rede.

“O território é onde a Atenção Primária realmente acontece. É onde o agente comunitário conhece as famílias, identifica as necessidades e percebe as dificuldades de acesso. Com esse plano, conseguimos transformar esse conhecimento em uma organização mais técnica e mais próxima da realidade de cada comunidade, fortalecendo o trabalho das equipes e melhorando a assistência à população”, afirmou.

O plano também estabelece critérios para a distribuição e reorganização das microáreas dos agentes comunitários. As decisões sobre lotação e realocação devem considerar proximidade, vínculo territorial, número de famílias atendidas, condições de deslocamento e vulnerabilidades existentes em cada região.

O Sindicato dos Trabalhadores em Agentes Comunitários de Saúde, de Endemias, de Zoonoses e Técnicos em ACS e ACE de Rio Branco (STACEZTAERB) participa da iniciativa. O presidente da entidade, Euderli Freire, afirmou que a reorganização precisa levar em conta tanto a demanda da população quanto as condições enfrentadas pelos profissionais.

“Não é simplesmente dividir o município em áreas no mapa. É considerar distância, acesso, quantidade de famílias, vulnerabilidades e o vínculo que o ACS constrói com aquela comunidade”, declarou.

A implantação será feita de forma gradual. A Unidade de Saúde da Família Mariano Gonzaga de Oliveira, vinculada ao segmento da URAP Rosangela Pimentel Figueira, na Regional Calafate, foi escolhida para funcionar como unidade-piloto. A experiência será usada como base para a expansão do modelo às demais unidades e territórios da Atenção Primária de Rio Branco.

A proposta é formar uma base territorial atualizada para orientar decisões da rede municipal, definir áreas de cobertura e aproximar o planejamento dos serviços de saúde das condições encontradas em cada comunidade.

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Rio Branco

Rio Branco terá CAPS III 24 horas a partir de 18 de setembro

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A Prefeitura de Rio Branco vai inaugurar na sexta-feira, 18 de setembro, o CAPS III Samaúma 24h, que passará a funcionar de forma ininterrupta na Estrada do Aviário, nº 214, no bairro Aviário. A unidade será voltada ao atendimento de adultos com sofrimento mental grave e persistente e terá seis vagas de hospitalidade noturna para pacientes que precisam de acompanhamento intensivo.

O serviço funcionava anteriormente como CAPS II e, com a mudança de modalidade, ficará aberto 24 horas por dia, inclusive durante noites, fins de semana e feriados. A ampliação integra a Rede de Atenção Psicossocial de Rio Branco e busca oferecer acompanhamento especializado sem que todos os casos necessitem de internação hospitalar.

Das seis vagas destinadas à hospitalidade noturna, três serão para mulheres e três para homens. O paciente poderá permanecer temporariamente no CAPS por até sete dias, conforme avaliação da equipe multiprofissional e as necessidades apresentadas em cada caso.

Apesar do funcionamento durante as 24 horas, o CAPS III não substituirá os serviços de urgência e emergência. Casos com risco imediato à vida devem ser encaminhados para unidades de pronto atendimento, Pronto-Socorro ou hospitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também poderá ser acionado pelo número 192.

O CAPS funcionará em regime de porta aberta. Os novos acolhimentos serão feitos das 8h às 11h e das 14h às 17h, períodos em que os profissionais vão realizar a avaliação inicial dos pacientes e definir o acompanhamento adequado.

A rede municipal mantém a Atenção Primária como referência para pessoas com quadros leves e moderados de sofrimento mental. Atualmente, Rio Branco conta com 12 Unidades de Referência em Atenção Primária, que também oferecem atendimento em saúde mental, incluindo acompanhamento psicológico.

Os casos graves e persistentes ficam concentrados nos serviços especializados. Enquanto o CAPS III Samaúma será destinado ao público adulto, crianças e adolescentes menores de 18 anos são atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Damião Nunes da Costa, inaugurado em janeiro e também estruturado em modelo de porta aberta.

A nova estrutura do CAPS III Samaúma terá 25 profissionais. A equipe será formada por médicos clínicos e psiquiatra, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, educadores sociais, nutricionista, farmacêutico, profissionais de Educação Física e oficineiro.

A diretora de Atenção Especializada em Saúde, Carolina Querente, afirmou que o acompanhamento não se limita a consultas individuais e ao uso de medicamentos. “A pessoa em sofrimento mental necessita de terapias voltadas à arte, atividade física, socialização, autonomia, autocuidado e fortalecimento dos vínculos familiares”, afirmou.

Com a mudança, Rio Branco passa a contar com atendimento contínuo no CAPS III para adultos que necessitam de assistência especializada e acompanhamento intensivo, enquanto casos leves e moderados permanecem sob responsabilidade da rede de Atenção Primária.

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