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Bocalom destaca show de drones no Natal de Rio Branco e diz que evento leva novidade à população

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, falou neste sábado (20) antes do início do primeiro show de drones realizado no Acre, promovido pela Prefeitura como parte da programação do Natal de Vida, Esperança e Dignidade, e afirmou que a apresentação simboliza a chegada de uma experiência inédita à população, em especial às famílias e às crianças, em um momento de celebração do nascimento de Jesus Cristo. O espetáculo ocorreu na região do Calçadão da Gameleira e da orla da Base, com duração estimada entre 12 e 15 minutos, reunindo cerca de 600 drones no céu da capital.

Durante a fala, Bocalom explicou que a empresa responsável pelo show veio do Rio de Janeiro em dois aviões, trazendo os equipamentos utilizados na apresentação, e que a equipe chegou à cidade nos dias anteriores apenas para a montagem e execução do espetáculo. Segundo o prefeito, após o encerramento do evento, os profissionais retornariam ao Rio de Janeiro. Ele destacou que, naquele momento, não havia outro show de drones semelhante na região Norte, o que, segundo ele, tornava a iniciativa única no contexto regional.

Ao comentar a reação do público, Bocalom afirmou que a satisfação não se restringia às crianças ou às pessoas que acompanhavam o evento, mas também à equipe gestora do município. “A felicidade não é só do povo aqui não, e das crianças não, é nossa também, como gestores, que conseguem trazer uma coisa nova, uma coisa diferente, que só existe nos grandes centros”, disse. Na sequência, acrescentou: “Nós somos pobres, mas enjoados. Nós gostamos da coisa bonita e o nosso povo merece”.

O prefeito também abordou críticas relacionadas aos custos do evento e negou que a realização do espetáculo tenha comprometido recursos de áreas essenciais. “Ah, mas está gastando dinheiro demais. Meu amigo, não está faltando dinheiro para medicamento, não está faltando dinheiro para poder cuidar da cidade”, afirmou. Segundo ele, não há falta de recursos para educação ou outras políticas públicas e a gestão municipal mantém investimentos regulares nesses setores. O investimento estimado no show de drones foi de aproximadamente R$ 740 mil, dentro da programação especial de fim de ano organizada pela Prefeitura.

Bocalom explicou que a cidade enfrenta limitações estruturais, mas acumuladas ao longo de 30 anos, argumentou que a gestão tem buscado promover melhorias gradativas. “A cidade não está 100% beleza, porque é impossível, nós temos 30 anos de atraso, mas já está bem arrumada”, declarou. Para ele, eventos culturais e comemorativos também fazem parte do papel do poder público. “É claro, nós temos que fazer alegria do povo, e alegria do povo é esse momento, é no renascimento de Jesus Cristo”, disse, ao justificar a realização do espetáculo no contexto natalino.

O show utilizou tecnologia controlada por software e inteligência artificial, operada por um único piloto, mesmo com centenas de drones em voo simultâneo. O operador responsável explicou que esse tipo de apresentação já ocorre em grandes centros do país e que a tecnologia permite a criação de imagens e mensagens sincronizadas no céu, com alto nível de precisão. Em Rio Branco, os drones decolaram e pousaram nas proximidades do Mercado dos Colonos, às margens do Rio Acre.

A programação natalina da Prefeitura incluiu ainda apresentações musicais, decoração temática em espaços públicos e atividades voltadas ao comércio local, concentradas principalmente na região central da cidade. A expectativa da gestão municipal é que eventos desse porte ampliem a participação da população nas atividades de fim de ano e reforcem o uso dos espaços públicos como locais de convivência durante o período natalino.

Foto: Jean Andrade

Economia e Empreender

Acre lidera redução do risco de fechamento de pequenos negócios com consultoria do Sebrae

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O Acre apresentou a maior redução do país no risco de fechamento de pequenos negócios que receberam consultoria técnica do Sebrae. O índice chegou a 82% no estado, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (18), que analisou a sobrevivência de microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE) atendidos pela instituição em todo o Brasil.

O resultado acreano ficou acima da média nacional. No país, a consultoria está associada a uma redução de 68% no risco de encerramento das atividades na comparação com empresas que não receberam o atendimento. Após cinco anos da abertura do CNPJ, 77% dos pequenos negócios acompanhados continuam funcionando, enquanto entre os não atendidos a taxa fica em aproximadamente 55%.

O Acre também teve a maior diferença absoluta entre as taxas de sobrevivência de empresas atendidas e não atendidas após cinco anos. A distância chegou a 33 pontos percentuais. Em seguida aparecem Alagoas, com 31 pontos percentuais, Distrito Federal, com 27, e Mato Grosso e Rio Grande do Norte, ambos com 26 pontos.

A redução do risco de fechamento varia entre os estados. Enquanto o Acre alcançou 82%, o maior percentual registrado, a Bahia teve 46%, menor resultado entre as unidades da Federação consideradas no levantamento.

Os microempreendedores individuais aparecem entre os mais vulneráveis quando não contam com assistência técnica. Depois de cinco anos, apenas 33,7% dos MEI que não receberam consultoria permanecem ativos. Entre os atendidos pelo Sebrae, a taxa de sobrevivência se aproxima de 65%, diferença superior a 31 pontos percentuais. Nesse segmento, o risco de encerramento cai quase 70%.

Entre as micro e pequenas empresas, cerca de 85% das que passaram pela consultoria permanecem em funcionamento após cinco anos. Entre aquelas que não receberam o atendimento, aproximadamente 70% continuam ativas. Para esse grupo, a redução do risco de fechamento chega a 66,5%.

Os dois primeiros anos de funcionamento concentram uma parcela relevante do encerramento de pequenos negócios. O acompanhamento por períodos mais longos amplia a diferença entre empresas atendidas e não atendidas. A partir do quarto ano de suporte técnico, a redução do risco de fechamento supera 90% no cenário nacional.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que o acompanhamento busca oferecer aos empreendedores qualificação para enfrentar os desafios dos primeiros anos no mercado. Para ele, manter mais pequenos negócios em funcionamento também contribui para preservar empregos, estimular a inovação e movimentar as economias locais.

O levantamento analisou os efeitos da consultoria sobre a permanência dos pequenos negócios no mercado em todas as unidades da Federação. No primeiro ano de atividade, a diferença na taxa de sobrevivência entre empresas atendidas e não atendidas é de aproximadamente 14 pontos percentuais. Ao final de cinco anos, essa distância chega a quase 22 pontos percentuais no país.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Rio Branco

Prefeitura retira 25 toneladas de lixo do Igarapé Batista em um dia de limpeza

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A Prefeitura de Rio Branco retirou 25 toneladas de resíduos do Igarapé Batista no primeiro dia de uma operação de limpeza iniciada na terça-feira (15). O trabalho faz parte do programa Cuidar Rio Branco e busca desobstruir o curso d’água, melhorar o escoamento e reduzir o risco de alagamentos nas áreas próximas ao manancial.

O volume recolhido corresponde a seis caminhões de lixo. A operação mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, além de máquinas pesadas e trabalhadores responsáveis pela retirada manual dos resíduos em pontos de difícil acesso.

Os serviços continuaram no dia seguinte, com equipes concentradas na região da ponte e em outros trechos do igarapé. Uma escavadeira também foi utilizada para retirar materiais acumulados no leito e facilitar a passagem da água.

O coordenador de Limpeza Pública, Aroldo Nascimento, informou que os trabalhos avançam por etapas. Depois da limpeza das áreas iniciais, as equipes seguem para novos pontos, enquanto outros locais recebem serviços de acabamento.

A retirada de resíduos de igarapés integra as ações de manutenção realizadas pelo município para evitar obstruções durante períodos de chuva. O acúmulo de lixo nesses cursos d’água pode dificultar o escoamento e contribuir para alagamentos em regiões próximas.

A limpeza do Igarapé Batista deve continuar em novos trechos, com apoio de equipamentos e equipes municipais, até a conclusão das áreas programadas para a operação.

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Economia e Empreender

Cooperacre quer ampliar exportações com novos produtos da sociobiodiversidade no Acre

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A Central de Cooperativas do Acre (Cooperacre) pretende ampliar a presença no mercado internacional com a diversificação dos produtos beneficiados no estado. A estratégia inclui o avanço de cadeias como frutas, café, cacau e açaí, além da castanha e da borracha, que já integram a produção comercializada pelas cooperativas acreanas.

O plano de expansão ganhou espaço durante uma agenda institucional em Xapuri, onde representantes do cooperativismo apresentaram experiências de produção extrativista, agricultura familiar e beneficiamento de produtos da floresta ao presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

A Cooperacre exportou produtos para 11 países no último ano, com apoio do Sebrae e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A castanha possui mercado mais consolidado, enquanto a cadeia da borracha avança com o fornecimento de matéria-prima nativa para a marca francesa de calçados VEJA.

Representante do Conselho de Gestão da Cooperacre, Sebastião Nascimento de Aquino afirmou que a ampliação do número de produtos beneficiados também pode aumentar a participação de famílias na atividade. Atualmente, a central reúne quase 3 mil famílias em diferentes municípios do Acre. Em Xapuri, são 352 famílias atendidas.

“Já temos o mercado da castanha um pouco mais consolidado, estamos avançando na borracha com a empresa francesa e agora queremos diversificar com frutas e café. Aumentar a quantidade de produtos beneficiados significa, automaticamente, incluir mais famílias”, afirmou Aquino.

Em Xapuri, parte da produção passa pela Cooperativa Agroextrativista de Xapuri (Coopexapuri), ligada à Cooperacre. A organização reúne cerca de 600 cooperados e alcança mais de 500 produtores diretos e indiretos no município. Borracha, castanha e frutas estão entre os principais produtos trabalhados atualmente.

O tesoureiro da Coopexapuri, José de Souza Araújo Filho, disse que a intenção dos cooperados é incorporar outras cadeias produtivas. “A novidade e o sonho da diretoria e dos cooperados é diversificar a produção para café, cacau e açaí, integrando o extrativismo à agricultura familiar”, afirmou.

A expansão também busca reduzir a dependência dos produtores de intermediários e aumentar a capacidade de negociação. O modelo cooperativista permite concentrar produção, organizar o beneficiamento, emitir documentação comercial e negociar volumes maiores diretamente com compradores.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a atuação coletiva facilita o acesso dos pequenos produtores a mercados que seriam mais difíceis de alcançar individualmente. “Participar de uma cooperativa é estratégico para pequenos produtores e empreendedores porque permite ganhar escala, reduzir custos e acessar mercados”, afirmou.

A experiência desenvolvida no Acre também recebeu representantes de outros estados da Amazônia. Cerca de 20 dirigentes de cooperativas extrativistas e da agricultura familiar do Amazonas e aproximadamente 15 gestores cooperativistas de Rondônia participaram da agenda em Xapuri para conhecer as operações locais.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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