Connect with us

Política

Boulos diz que fim da escala 6×1 pode elevar produtividade no Brasil

Published

on

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por modelos com menos dias trabalhados pode resultar em aumento da produtividade da economia brasileira, ao defender a redução da jornada semanal durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov. Segundo ele, a proposta em discussão prevê a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, sem corte salarial, em um regime de até cinco dias de trabalho por dois de folga, com período de transição e mecanismos de compensação para micro e pequenas empresas.

Boulos citou dados de um estudo da Fundação Getulio Vargas, realizado em 2024, que analisou 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho. De acordo com o levantamento, 72% dessas empresas registraram aumento de receita e 44% relataram melhora no cumprimento de prazos. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, afirmou. Ele também mencionou a experiência da Microsoft no Japão, que adotou uma escala de quatro dias de trabalho por três de descanso e obteve aumento de 40% na produtividade individual dos trabalhadores, além de citar exemplos de outros países que implementaram mudanças semelhantes.

Para o ministro, a baixa produtividade no Brasil é frequentemente usada como argumento contra a redução da jornada, mas ele atribuiu parte desse problema à falta de investimentos do setor privado em inovação e tecnologia. “Uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público”, disse.

Boulos argumentou que jornadas longas tendem a reduzir o rendimento dos trabalhadores e a qualidade do trabalho entregue. “Com seis dias de trabalho e um de descanso, quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando o trabalhador está mais descansado, ele vai trabalhar melhor. O que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou. Ele citou ainda o caso da Islândia, que reduziu a jornada para 35 horas semanais em 2023 e registrou crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade, e dos Estados Unidos, onde houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos, acompanhada de aumento médio de 2% na produtividade.

No Congresso, tramita a Proposta de Emenda à Constituição nº 8/2025, protocolada em fevereiro do ano passado, que propõe o fim da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais e quatro dias de trabalho por semana, embora outras iniciativas sobre redução de jornada também estejam em debate. Boulos afirmou que há avanço nas conversas com parlamentares para que o tema seja votado ainda no primeiro semestre. “Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, declarou.

O ministro reconheceu a resistência de setores empresariais, que alegam aumento de custos operacionais com a contratação de mais trabalhadores, mas disse que esses impactos são superdimensionados e que será discutido um modelo de adaptação para pequenos negócios. Ele também criticou o patamar da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, ao afirmar que ela pressiona o setor produtivo e dificulta investimentos. “Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta”, disse.

Boulos avaliou que a combinação entre redução da jornada e queda dos juros pode aliviar custos para empresas, estimular investimentos e melhorar as condições de trabalho. Para ele, permitir mais tempo para descanso e qualificação profissional faz parte do caminho para elevar a produtividade no país. “Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.

Fonte e foto: Agência Brasil

Política

Moradores do Ramal 2 recebem atendimento odontológico em ação itinerante em Cruzeiro do Sul

Atividade realizada pela Associação Amigos CZS, em parceria com os gabinetes de Valéria Lima e Pedro Longo, ofereceu extrações, restaurações e limpeza dentária na comunidade Onça.

Published

on

Moradores da comunidade Onça, no Ramal 2, em Cruzeiro do Sul, receberam atendimento odontológico itinerante durante uma ação realizada pela Associação Amigos CZS, em parceria com os gabinetes da vereadora Valéria Lima (PP) e do deputado estadual Pedro Longo.

Os serviços incluíram extrações, restaurações e limpeza dentária. Os procedimentos foram realizados pelos dentistas Júlio Paulo Neto e Felipe Alves, com a participação de auxiliares de saúde bucal.

O É Pop acompanhou a atividade na comunidade Onça e conversou com a vereadora Valéria Lima sobre a oferta de serviços de saúde nas comunidades rurais.

“Quando eu falo que o nosso trabalho é fazer com que políticas públicas cheguem na população, não é somente falar, é executar, é mostrar através de ações”, afirmou a vereadora.

Valéria Lima também mencionou a intenção de ampliar os atendimentos para outras localidades.

“Nós vamos chegar em mais comunidades, nós vamos chegar com mais serviços”, declarou.

A ação também coloca em pauta a oferta de serviços de saúde bucal fora das unidades fixas, especialmente em comunidades onde o deslocamento pode dificultar o acesso da população ao atendimento odontológico.

Fotos: Samuel Queiroz

Continue Reading

Política

Eleitores do Acre votarão nos mesmos locais do primeiro turno neste domingo

Published

on

TRE-AC confirma manutenção das seções eleitorais para o segundo turno; votação ocorrerá das 6h às 15h, no horário local

Os eleitores do Acre deverão comparecer aos mesmos locais de votação utilizados no primeiro turno das eleições de 2026 para votar novamente neste domingo, 25 de outubro. A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), que manterá a distribuição das seções eleitorais nos 22 municípios do estado.

A votação começará às 6h e terminará às 15h, no horário local. Neste segundo turno, os acreanos escolherão o governador do estado e o presidente da República. Como haverá apenas duas disputas, a expectativa da Justiça Eleitoral é de que o processo de votação seja mais rápido em comparação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

A manutenção dos locais de votação foi confirmada pelo presidente do TRE-AC, desembargador Lois Arruda, durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (23), em Rio Branco. Segundo o magistrado, a estrutura organizada para o primeiro turno será utilizada novamente, com equipes mobilizadas para garantir o funcionamento das urnas e o atendimento aos eleitores.

Quem não compareceu às urnas no primeiro turno também poderá votar normalmente no domingo, desde que esteja com a situação eleitoral regular. A ausência em uma etapa da eleição não impede a participação na seguinte.

Para evitar deslocamentos desnecessários, o TRE-AC orienta que os eleitores consultem antecipadamente seus locais e seções de votação. A informação está disponível no aplicativo e-Título, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Disque-Eleição, no número 148.

Em Rio Branco, a Justiça Eleitoral também prepara uma operação de transporte para atender eleitores em diferentes regiões da capital. A previsão é utilizar aproximadamente 250 veículos, incluindo ônibus e micro-ônibus, em percursos organizados pelas zonas eleitorais.

Outra preocupação do tribunal é reduzir a abstenção. No primeiro turno deste ano, cerca de 20% dos eleitores acreanos deixaram de comparecer às urnas. O percentual ficou abaixo dos 22% registrados nas eleições anteriores.

Com o encerramento da votação às 15h, terá início a totalização dos votos. A expectativa do TRE-AC é que os primeiros resultados consistentes sejam conhecidos por volta das 17h, embora não exista horário definido para a conclusão da apuração.

Continue Reading

Política

Alysson Bestene admite possível reforma no secretariado após eleições e cita alianças políticas

Published

on

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou nesta quarta-feira (21) que a administração municipal avalia possíveis mudanças no secretariado após as eleições de 2026. Segundo ele, uma eventual reformulação da equipe poderá considerar tanto o desempenho da gestão quanto as alianças políticas e partidárias que integram a base de apoio ao governo municipal.

Bestene explicou que as avaliações são feitas continuamente e que nenhuma alteração está definida até o momento. O prefeito afirmou que eventuais mudanças serão discutidas com os setores envolvidos antes de qualquer decisão.

“A gente tem feito avaliações constantes. Lógico, todo e qualquer movimento que possa vir a ter não é garantia nenhuma de que isso de fato ocorrerá”, declarou.

Ao comentar a possibilidade de uma reforma administrativa, o prefeito reconheceu que a composição política também faz parte das discussões sobre o futuro da equipe de governo.

“Essa definição de que possa vir reforma, mudança, isso é conversado, é dialogado, não é imposto. A gente entende o que seria melhor e também nas questões que dizem respeito às alianças políticas partidárias”, afirmou.

O prefeito também falou sobre a relação da administração municipal com outras instituições, incluindo o Governo do Estado, o Judiciário, o Legislativo e a Câmara de Vereadores. Segundo ele, o diálogo institucional tem orientado as decisões desde que assumiu a prefeitura.

As discussões sobre eventuais mudanças ocorrem em meio ao cenário político posterior ao primeiro turno das eleições. Bestene, no entanto, não informou quais secretarias poderiam passar por alterações, nem se representantes de partidos aliados poderão assumir novos espaços na administração.

“Após a eleição, a gente tem feito algumas análises. Vamos continuar dialogando para que, quando e se houver uma mudança, uma nova reforma, a gente priorize sempre esse sentido de atender as pessoas em primeiro lugar”, disse.

Por enquanto, a possibilidade de reforma permanece em avaliação, sem anúncio de substituições ou previsão de quando uma decisão poderá ser tomada.

Continue Reading

Tendência