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Acre

Chuva de 80 mm em 24 horas abre crateras e isola ramais em Mâncio Lima; aulas são suspensas

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As chuvas intensas que atingem Mâncio Lima nesta sexta-feira (24) causaram alagamentos, abriram crateras em ruas da zona urbana e deixaram ramais com trechos intrafegáveis, ampliando prejuízos para moradores e produtores rurais no Vale do Juruá. Em 24 horas, o município acumulou 80 milímetros, e a prefeitura montou uma força-tarefa para ações emergenciais, com prioridade para restabelecer condições mínimas de tráfego e reduzir riscos nas comunidades mais afetadas.

Na área urbana, a força das enxurradas comprometeu a estrutura viária e destruiu bueiros e bocas de lobo. A instabilidade do tempo dificultou a resposta, porque pontos recuperados pela manhã voltaram a ceder à tarde após novas pancadas, exigindo retrabalho contínuo das equipes.

Na zona rural, os impactos se concentraram em ramais que ligam comunidades a escolas, unidades de saúde e áreas de produção. No Ramal do Banho, a ponte do Igarapé Preto, que passava por manutenção preventiva, teve os serviços interrompidos por uma enxurrada e o acesso ficou isolado temporariamente, com registros de casas alagadas e perdas em plantações. No Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, a elevação do Igarapé Berkua inundou trechos e interrompeu o transporte escolar, levando à paralisação temporária das aulas. No Ramal dos Caetanos, o transbordamento do Igarapé Branco invadiu propriedades e atingiu áreas produtivas.

A piscicultura, uma das principais atividades econômicas do município, também foi afetada. Produtores relataram transbordamento de açudes e rompimento de pequenas barragens, com perdas para famílias que dependem da atividade para renda e subsistência. O secretário municipal de Articulação Institucional, José Luiz Bentes, acompanhou vistorias com a Defesa Civil e afirmou: “Estamos nos ramais, ouvindo as comunidades e buscando soluções imediatas para minimizar os impactos.”

A pressão das chuvas em Mâncio Lima ocorre em um contexto mais amplo de monitoramento e resposta no Acre. No início de abril, o governo estadual decretou situação de emergência em seis municípios do interior — Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro — por causa da cheia dos rios, com impactos em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas. Nesta sexta, o Instituto Nacional de Meteorologia manteve alerta laranja de perigo para chuvas intensas no estado, com previsão de 50 a 100 milímetros por dia e ventos de 60 a 100 km/h até a manhã de sábado (25), cenário que amplia o risco de alagamentos e novos danos em regiões já fragilizadas.

A Defesa Civil de Mâncio Lima informou que há indicativo de chuvas até segunda-feira (27), com umidade elevada e possibilidade de precipitação contínua. O órgão reforçou a orientação para que moradores redobrem cuidados em áreas próximas a açudes, rios e igarapés e evitem travessias em trechos inundados enquanto persistirem as pancadas, porque a rápida elevação de cursos d’água e a erosão em ramais podem ampliar o isolamento de comunidades e as perdas na produção local.

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Estupro de vulnerável cresce 31% no Acre e chega a 443 vítimas em nove meses

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O Acre registrou 443 vítimas de estupro de vulnerável entre janeiro e setembro de 2026, um aumento de 31,45% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e mostram que quase 90% das vítimas são do sexo feminino.

Das 443 vítimas contabilizadas nos primeiros nove meses do ano, 396 eram do sexo feminino, o equivalente a 89,4% do total. Outras 41 eram do sexo masculino, enquanto seis registros não tiveram o sexo informado. A média no estado se aproxima de duas vítimas por dia.

Abril foi o mês com maior número de registros, com 61 vítimas, seguido por julho, com 57, e setembro, com 56. Em junho, foram contabilizadas 54 vítimas, enquanto maio teve 51 ocorrências. Março registrou 49 casos, agosto teve 44, janeiro somou 39 e fevereiro apresentou o menor número do período, com 32 vítimas.

O levantamento também aponta uma taxa de 66,53 vítimas de estupro de vulnerável para cada 100 mil habitantes no Acre em 2026.

O estupro de vulnerável é caracterizado pela legislação brasileira quando a violência sexual envolve menores de 14 anos ou pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou outras condições, não possuem discernimento para consentir ou não conseguem oferecer resistência.

Os números consideram os registros encaminhados ao Sinesp pelos órgãos de segurança pública. O crescimento de 31,45% coloca a violência sexual contra pessoas vulneráveis entre os problemas enfrentados pelo estado na área de segurança e proteção das vítimas.

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Acre

Farmácia Popular amplia atendimento no Acre e supera em 25% número de beneficiários de 2025

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O programa Farmácia Popular atendeu 18.011 pessoas no Acre entre janeiro e setembro de 2026, superando em quase 25% o total de beneficiários registrado durante todo o ano passado. Atualmente, a iniciativa do governo federal está presente em dez municípios acreanos e oferece gratuitamente 41 produtos, entre medicamentos e insumos de saúde.

O crescimento ocorreu de forma contínua nos últimos anos. Em 2023, o programa contabilizou 1.319 beneficiários no estado. Em 2024, o número subiu para aproximadamente 11,2 mil e chegou a 14.446 em 2025. Nos primeiros nove meses deste ano, o total já ultrapassou a marca de 18 mil pessoas atendidas.

Entre os produtos disponíveis estão medicamentos utilizados no tratamento de hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma. O programa também disponibiliza fraldas geriátricas e absorventes higiênicos, reduzindo os gastos das famílias com produtos de saúde.

A economia pode chegar a R$ 8,8 mil por ano para uma família de quatro pessoas que utilize medicamentos e insumos oferecidos pela iniciativa. No caso de pacientes com Parkinson, a redução das despesas pode alcançar R$ 1,5 mil anuais. Já o fornecimento gratuito de fraldas geriátricas pode representar uma economia de até R$ 3.240 por ano.

Em todo o Brasil, o Farmácia Popular está presente em cerca de cinco mil municípios, que concentram 97,1% da população nacional. Na Região Norte, 282 cidades contam com estabelecimentos participantes do programa em 2026.

O Ministério da Saúde também iniciou mudanças na regulamentação do Farmácia Popular em agosto, com medidas voltadas à modernização dos serviços e ao controle da distribuição dos produtos.

Entre as propostas em avaliação está a Farmácia 4.0, que prevê a possibilidade de ampliar os serviços oferecidos, incluindo a realização de exames e a utilização de biometria para identificação dos beneficiários na retirada de medicamentos.

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Exportações do Acre para os EUA caem 24,7% após tarifaço de Trump

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As exportações do Acre para os Estados Unidos caíram 24,7% nos 12 meses posteriores ao início do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A redução foi de aproximadamente R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em outubro de 2026. A madeira foi o principal produto afetado no estado.

As vendas acreanas ao mercado norte-americano passaram de US$ 3,02 milhões, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 2,27 milhões, entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença foi de US$ 746,9 mil, equivalente a R$ 5,71 milhões na conversão apresentada pelo estudo.

A retração ocorreu após a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. No entanto, o levantamento não atribui toda a redução exclusivamente às medidas comerciais, já que fatores como demanda internacional e condições de mercado também influenciam as exportações.

No cenário nacional, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 16,2% nos períodos analisados, passando de US$ 41,47 bilhões para US$ 34,77 bilhões. A redução foi de aproximadamente US$ 6,7 bilhões.

Proporcionalmente, a queda registrada no Acre superou a média brasileira em 8,5 pontos percentuais. Outros estados também tiveram retrações, como Tocantins (56,1%), Rio Grande do Norte (53,9%), Alagoas (52,8%) e Roraima (48,3%).

O levantamento da CNM utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compara dois períodos de 12 meses para avaliar as mudanças nas exportações municipais destinadas ao mercado norte-americano.

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