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Política

Eduardo Ribeiro quer educação financeira nas escolas

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Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (03), o deputado Eduardo Ribeiro (PSD) apresentou um projeto de lei que visa a implantação de um programa de educação financeira nas escolas públicas do país. Segundo o parlamentar, a iniciativa é fundamental para combater o endividamento excessivo e para incentivar a formação de uma vida financeira saudável entre os jovens.

De acordo com Ribeiro, a situação financeira do país é preocupante, já que existem cerca de 70 milhões de brasileiros inadimplentes. No Acre, esse número chega a 270 mil pessoas. Para ele, é preciso mudar a cultura do endividamento e investir na formação de uma consciência financeira desde cedo.

O projeto de lei apresentado pelo deputado prevê a inclusão de conteúdos relacionados à educação financeira na grade curricular das escolas públicas de ensino fundamental e médio. Dessa forma, os alunos teriam acesso a informações sobre como lidar com dinheiro, como fazer um orçamento, como poupar e investir, entre outros temas relacionados.

Na opinião do deputado, a educação financeira é tão importante quanto outros programas que já são implementados nas escolas, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). Segundo ele, investir nessa área é fundamental para formar cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com as adversidades financeiras da vida adulta.

Acre

Do Juruá ao comando da Aleac: Nicolau Júnior tem candidatura homologada e busca o quarto mandato

Natural de Cruzeiro do Sul, presidente da Assembleia foi o deputado estadual mais votado do Acre em 2022 e destacou humildade, união e mobilização durante a Convenção Avança Acre

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O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Nicolau Júnior, do Progressistas, teve o nome homologado para disputar a reeleição a deputado estadual durante a Convenção Avança Acre, realizada na terça-feira, 4 de agosto, no Ginásio do Sesc Bosque, em Rio Branco.

Aos 41 anos, o parlamentar chega à disputa como um dos principais nomes do Progressistas e uma das lideranças de maior projeção eleitoral do Vale do Juruá. Caso seja reeleito, iniciará, em 2027, o quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa.

A convenção reuniu a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além de MDB, PL, PDT e Democrata 35. O encontro também oficializou as candidaturas da governadora Mailza Assis à reeleição, de Jéssica Sales a vice-governadora e de Gladson Cameli e Márcio Bittar ao Senado, além das chapas para deputado federal e estadual.

Antes do início do evento, Nicolau afirmou que a campanha será conduzida por meio do diálogo com a população e sem antecipação de resultados.

“Vamos trabalhar com muita humildade, com os pés no chão, porque entendemos que esse é o melhor caminho para o Acre”, declarou.

Nicolau Cândido da Silva Júnior nasceu em Cruzeiro do Sul, em 8 de setembro de 1984. Bacharel em Direito pela Universidade Nilton Lins, de Manaus, e empresário, iniciou sua caminhada eleitoral em 2010, quando disputou pela primeira vez uma cadeira na Aleac. Recebeu 3.208 votos, mas não foi eleito.

Quatro anos depois, voltou às urnas e conquistou o primeiro mandato. Nas eleições de 2014, recebeu 3.827 votos e, aos 30 anos, tornou-se um dos parlamentares mais jovens daquela legislatura. Tomou posse em fevereiro de 2015, levando para a Assembleia uma atuação ligada às demandas de Cruzeiro do Sul e dos demais municípios do Juruá.

Em 2018, ampliou sua votação e foi reeleito com 7.509 votos, quase o dobro do resultado alcançado quatro anos antes. O crescimento nas urnas foi acompanhado pela conquista de espaço dentro do Poder Legislativo.

Em fevereiro de 2019, Nicolau foi eleito presidente da Aleac, tornando-se o parlamentar mais jovem a comandar a Casa. Permaneceu na presidência durante os biênios 2019–2020 e 2021–2022.

Na legislatura iniciada em 2023, ocupou a primeira-secretaria da Mesa Diretora durante a presidência do deputado Luiz Gonzaga. Em fevereiro de 2025, voltou ao comando da Assembleia após ser escolhido por unanimidade para presidir a instituição no biênio 2025–2026. É a terceira vez que exerce a presidência do Legislativo estadual.

O apoio unânime recebido para comandar a Casa demonstrou sua capacidade de articulação com parlamentares da base governista e da oposição.

O resultado eleitoral mais expressivo da trajetória de Nicolau ocorreu em 2022. Naquele ano, foi reeleito para o terceiro mandato com 16.636 votos, a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual no Acre.

Embora tenha preservado sua principal base política no Vale do Juruá, o resultado mostrou uma expansão de sua presença para outras regiões. Em Cruzeiro do Sul, Nicolau recebeu 4.348 votos. Em Rio Branco, foram 4.160 votos.

A distribuição ajuda a explicar a passagem de uma liderança originalmente ligada ao Juruá para um nome com alcance estadual, sem que o parlamentar deixasse de apresentar sua origem cruzeirense como parte central de sua identidade política.

O caminho iniciado no interior, com crescimento gradual nas urnas e espaço conquistado dentro da Assembleia, é apontado por seus apoiadores como demonstração de que lideranças do Juruá podem alcançar posições de comando estadual sem perder a ligação com suas bases.

Mobilização para uma nova campanha

Durante a Convenção Avança Acre, Nicolau convocou os apoiadores a participarem diretamente da campanha e a levarem às ruas as propostas dos candidatos da aliança.

“Eu quero agradecer a cada um que está aqui, porque vocês são o nosso time, é o time que vai estar nas ruas pedindo voto. A gente tem uma responsabilidade muito grande”, afirmou.

O parlamentar relacionou a mobilização política ao compromisso de ampliar as ações destinadas ao Vale do Juruá, a Rio Branco e aos demais municípios acreanos.

Nicolau também declarou apoio à chapa formada por Mailza Assis e Jéssica Sales para o Governo do Acre e destacou a participação das mulheres na campanha eleitoral.

“A gente tem que acreditar na força da mulher. É a mulherada que vai bater no peito, que vai colocar essa chapa no coração, essa chapa da vitória, com duas mulheres”, disse.

Com três mandatos consecutivos, votação crescente e três passagens pela presidência da Aleac, Nicolau chega à disputa de 2026 apresentando como principais credenciais a experiência no Legislativo, a articulação política e a presença construída no Juruá e nas demais regiões do estado.

A homologação em convenção representa a escolha partidária de seu nome. O pedido de registro da candidatura ainda deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A propaganda eleitoral estará autorizada a partir do dia 16.

Fotos: Sérgio Vale e Ismael Mello

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Política

Mirla Miranda cobra explicações sobre queda de ponte e contratos públicos no Acre

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A pré-candidata a deputada federal Mirla Miranda cobrou explicações do Governo do Acre sobre a queda da ponte que ligava os dois distritos de Sena Madureira e relacionou o problema enfrentado pela população a contratos públicos que estão sob análise dos órgãos de controle. Em manifestação divulgada nas redes sociais, ela questionou a execução da obra, a fiscalização do contrato e a demora na apresentação de uma solução definitiva para os moradores.

Mirla citou o bloqueio judicial de R$ 36 milhões relacionados à empresa responsável pela construção da ponte. A medida busca garantir recursos para uma eventual reparação dos danos causados aos moradores e aos cofres públicos. Para a pré-candidata, o bloqueio reforça a necessidade de esclarecer como a obra foi contratada, executada e fiscalizada.

“A pergunta que não quer calar é: a empresa não sabia como construir a ponte? Contrataram uma empresa ruim e não teve laudo? Está tudo muito estranho nessa história”, declarou.

A queda da estrutura afetou diretamente a circulação entre o Segundo Distrito e a área central de Sena Madureira. Sem a ponte, moradores passaram a depender de transporte fluvial. Mirla afirmou que uma balsa destinada ao atendimento da população permanece parada e que o deslocamento tem sido feito com o apoio de uma embarcação disponibilizada por um deputado estadual.

Além da situação da ponte, Mirla mencionou decisões e apurações envolvendo outros contratos públicos no Acre. Ela citou o cancelamento, pelo Tribunal de Contas do Estado, de um contrato de aproximadamente R$ 5,6 milhões ligado à área da agricultura e pediu acompanhamento das contratações destinadas à realização da Expoacre de 2026.

Na declaração, a pré-candidata afirmou que institutos receberam recursos públicos para prestar serviços durante a feira. Entre os valores mencionados estão quase R$ 10 milhões destinados ao Instituto Vida Plena, mais de R$ 8 milhões ao Instituto Novo Amanhã e cerca de R$ 4 milhões ao Instituto Bem-Estar, responsável por serviços de segurança.

Mirla evitou classificar as contratações como ilegais, mas afirmou que os procedimentos precisam ser esclarecidos. “A gente não sabe se é ilegal, mas caiu na mira do Tribunal de Contas do Estado, que está investigando a contratação direta dessas instituições”, disse.

Ela também comparou os cerca de R$ 22 milhões destinados aos institutos com o valor de R$ 22,6 milhões anteriormente relacionado pelo governo ao terreno previsto para a realização da Expoacre. A comparação foi apresentada como um questionamento político, sem demonstração de vínculo entre as duas despesas.

A manifestação concentra a cobrança em dois pontos: a resposta imediata aos moradores prejudicados pela queda da ponte e a prestação de contas sobre contratos financiados com dinheiro público. Mirla defendeu que os órgãos de controle aprofundem as apurações e que o governo apresente informações sobre os responsáveis pela obra, os laudos técnicos, a fiscalização e o cronograma para restabelecer a ligação entre os dois distritos.

“Os números são alarmantes e, a cada dia que passa, a gente vê que não resolveram a situação de quem mais precisa”, afirmou. Até a divulgação da manifestação, não foi apresentada no material uma resposta do Governo do Acre, da construtora ou dos institutos citados.

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Política

Mailza oficializa candidatura à reeleição e aposta em força feminina, continuidade e presença nas ruas

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A governadora Mailza Assis oficializou, na noite desta terça-feira, 4 de agosto, sua candidatura à reeleição ao Governo do Acre durante a convenção Avança Acre, realizada no Ginásio do Sesc Bosque, em Rio Branco, diante de militantes, apoiadores e lideranças da Federação União Progressista, MDB, PL, PDT e Democrata.

Ao lado da candidata a vice-governadora, Jéssica Sales, e dos candidatos ao Senado, Gladson Cameli e Márcio Bittar, Mailza transformou a convenção em uma apresentação pública dos pilares que pretende levar para a campanha: continuidade administrativa, protagonismo feminino, presença nos municípios, fortalecimento dos serviços públicos e alinhamento político com a direita.

No Ginásio do Sesc Bosque, a disposição dos quatro candidatos no mesmo palanque construiu a imagem de unidade que a coligação procurou apresentar ao eleitor. Sob o lema de um Acre unido para continuar avançando, Mailza e Jéssica também deram ao ato um caráter histórico ao formarem a primeira chapa composta exclusivamente por mulheres para o comando do Executivo estadual.

A promessa de realizar o melhor governo da história do Acre ocupou o centro do discurso de Mailza e antecipou a medida pela qual ela pretende ser avaliada. “Eu me preparei a minha vida inteira para este momento e posso assegurar que será o melhor governo da história do Acre”, declarou, diante dos apoiadores reunidos na convenção.

A fala reuniu dois elementos que deverão caminhar juntos durante a campanha. O primeiro é a tentativa de apresentar sua trajetória como preparação para governar o estado. O segundo é a defesa da continuidade do projeto iniciado por Gladson Cameli, mas agora sob a liderança de uma governadora que precisa mostrar identidade própria e capacidade para responder diretamente pelas decisões administrativas.

Essa linha ficou mais clara quando Mailza afastou a ideia de uma gestão limitada ao gabinete e prometeu percorrer os municípios ao lado de Jéssica. “Nós estaremos nas ruas, nós estaremos com vocês”, afirmou. A declaração colocou proximidade, escuta e presença territorial dentro da mesma mensagem e indicou que o contato direto com a população será uma das marcas da campanha.

A declaração cumpre uma função política precisa. A coligação procura reunir o eleitorado bolsonarista em torno das candidaturas de Mailza, Jéssica, Gladson e Bittar sem tratar essa aproximação como uma escolha circunstancial. Ao mesmo tempo, tenta combinar a identidade ideológica com a defesa das ações realizadas pelo grupo que governa o Acre.

O discurso de Mailza aproximou a continuidade administrativa da promessa de ampliar os serviços públicos. A candidata destacou saúde, educação, proteção de crianças e mulheres, apoio ao produtor rural e cooperação com as prefeituras. Na saúde, defendeu a descentralização de diagnósticos e exames de maior complexidade para reduzir o deslocamento de pacientes acreanos em busca de atendimento fora do estado.

As metas, os prazos e as fontes de financiamento para essas áreas deverão ser detalhados durante a campanha.

Mailza chegou ao Sesc Bosque acompanhada de Jéssica Sales, Gladson Cameli e Márcio Bittar, numa demonstração da centralidade que os quatro candidatos terão na estratégia eleitoral. A composição procura dividir funções: Mailza representa a continuidade no Governo do Estado, Jéssica amplia a presença no Juruá, Gladson oferece seu legado administrativo e Bittar conecta a chapa ao campo nacional da direita.

A candidatura à reeleição marca uma nova etapa na trajetória de Mailza. Ex-senadora, ex-vice-governadora e ex-secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, ela assumiu o Governo do Acre em abril, após a saída de Gladson Cameli. Agora, precisa transformar a experiência acumulada em uma relação direta com o eleitor e demonstrar que está preparada para conquistar nas urnas um mandato próprio.

A escolha de Jéssica Sales para vice levou à chapa uma liderança ligada a Cruzeiro do Sul e ao Vale do Juruá. Médica e ex-deputada federal por dois mandatos, Jéssica retorna às disputas eleitorais depois de enfrentar um câncer e chega com a responsabilidade de ampliar a presença do grupo fora da capital. Sua candidatura também fortalece o discurso de representatividade feminina e oferece à chapa uma ligação política com uma das regiões mais estratégicas do estado.

Para uma das vagas no Senado, o nome homologado foi o de Gladson Cameli. Depois de mais de sete anos à frente do Governo do Acre, ele entra na campanha como candidato e principal referência administrativa do projeto defendido por Mailza. Gladson rejeitou a ideia de vitória antecipada e afirmou que o resultado dependerá do diálogo com a população, enquanto tenta transformar sua passagem pelo Executivo em apoio para uma nova função no Congresso Nacional.

Na segunda vaga, Márcio Bittar disputará a reeleição apresentando sua atuação no Senado e a ligação com o bolsonarismo como credenciais. O parlamentar deverá concentrar seu discurso em temas nacionais, como mudanças na legislação ambiental, desenvolvimento da Amazônia, segurança pública e decisões do Supremo Tribunal Federal, acrescentando à chapa um componente ideológico mais definido.

A presença conjunta de Gladson e Bittar procura construir um pedido de voto combinado para o Senado. A estratégia é apresentar os dois candidatos como uma dupla capaz de ampliar a representação do Acre em Brasília, atrair recursos federais e oferecer sustentação política a um eventual novo governo de Mailza. O desafio será transformar essa complementaridade em unidade durante uma disputa na qual os dois também precisarão buscar votos individualmente.

Dentro do ginásio, bandeiras, discursos e manifestações de apoio construíram a imagem de força política que o grupo pretendia apresentar. Fora dele, os quatro candidatos entrarão em uma disputa que exigirá mais do que estrutura partidária. Mailza e Jéssica terão de apresentar respostas para os problemas do estado, enquanto Gladson e Bittar precisarão convencer o eleitor de que suas candidaturas ao Senado podem produzir resultados concretos para o Acre.

A convenção mostrou que a coligação pretende iniciar a campanha com funções definidas para cada integrante da chapa majoritária. Mailza aposta na continuidade com liderança própria; Jéssica acrescenta força feminina, superação e presença no Juruá; Gladson coloca seu legado administrativo à disposição do grupo; e Bittar assume a ligação com a direita nacional. A partir do início oficial da campanha, essa composição passará pelo teste das ruas, dos municípios e das urnas.

Foto: Sérgio Vale Segue ele no Instagram @sergiovaleac

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