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FIEAC comemora Dia da Indústria com homenagens e palestra

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Evento foi realizado na noite de quinta-feira, 25, na sede da instituição com a presença de lideranças políticas e empresariais 

O Dia da Indústria, 25 de maio, foi comemorado em grande estilo na noite de quinta-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC. O evento teve palestra do renomado advogado e escritor, Reinaldo Couto, que abordou o tema ‘Novidades em licitações e contratos administrativos’, e também homenagem a pioneiros e parceiros do setor industrial no estado.

Além do presidente da FIEAC, José Adriano, prestigiaram o evento alusivo ao Dia da Indústria o governador Estado, Gladson Cameli; o presidente da Assembleia Legislativa (Aleac), Luiz Gonzaga; o deputado Pedro Longo; o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanípal Mesquita; diretores da Federação das Indústrias; presidentes de sindicatos industriais, entre outras lideranças políticas e empresariais.

Em sua palestra, Reinaldo Couto, que é secretário Especial Adjunto de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República e membro da Advocacia-Geral da União, chamou atenção para uma importante alteração na legislação, já que a Lei nº 8.666/93 será substituída, definitivamente, em 29 de dezembro, pela nova Lei de Licitações, nº 14.133/21.

“Sabemos que as compras governamentais impactam fortemente a economia. Todo ator econômico quer ter uma relação com o estado, então, o setor industrial e todo empresariado precisa conhecer bem a nova Lei de Licitações e Contratos para fornecer ao estado, que é um dos grandes players do mercado. Os setores privado e público precisam caminhar de mãos dadas, em uma visão desenvolvimentista, para que o estado possa fomentar o crescimento da economia e livrar os atores econômicos das amarras para prosperar”, assinalou Couto.

Homenagem a pioneiros e parceiros da indústria acreana

O momento mais esperado e emocionante da noite foi a homenagem prestada pela FIEAC a pioneiros e parceiros do setor industrial. De acordo com o presidente da instituição, José Adriano, é importante reconhecer o trabalho de quem muito contribuiu ou segue apoiando o setor industrial.

“Passamos por muitos momentos difíceis. Os desafios que tivemos, desde o primeiro mandato, de abrir as portas desta instituição para discutir e conversar, dialogar com todos os segmentos e ser um elo de comunicação com a sociedade. Hoje temos esse reconhecimento, desde o Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, o que nos deixa felizes e hoje temos muito o que comemorar e agradecer”, frisou José Adriano.

Segundo o empresário, o desafio é consolidar essa independência do setor produtivo e um dos principais objetivos de sua gestão à frente da FIEAC e do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento é deixar um legado de conhecimento e informações que norteiem os investimentos para que o Acre possa se desenvolver de forma sustentável, melhorando a condição de vida de toda a população.

Foram homenageados durante o evento os seguintes empresários: Jorge Wanderlau Tomás, João Albuquerque, João Francisco Salomão, Moacir Ferreira da Conceição, Reginaldo Pontes, Edilberto Afonso de Moraes, José Ribamar Lamar, Abrahão Assis Felício, Maria Noemia Campos Pereira, Benedito Barlatti, José Luiz Assis Felício, Francisco Augusto Nepomucena, Manoel Eugênio Nogueira, Alberto Furtado de Oliveira, Antônio Carlos de Araújo Pereira, Carlos Takashi Sasai (in memoriam) e Antônio Leônidas Araújo Neto (in memoriam).

Além dos empresários, também foi agraciado com uma homenagem o governador do Acre, Gladson Cameli, que externou sua gratidão à FIEAC e exaltou a importância do setor industrial. “Fico feliz e agradecido pela homenagem. É preciso somar esforços para vencer desafios. É em união que iremos avançar, diminuir a burocracia, fortalecer o setor empresarial e gerar emprego e renda para a população”, enfatizou o governador.

Assessoria FIEAC

Acre

Repetição convence. Trajetória permite avaliar

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A grande regra de uma campanha é repetir uma mensagem simples, clara e consistente até que ela seja facilmente reconhecida pelo público.

Isso não significa falar exatamente a mesma coisa todos os dias. Significa reforçar a mesma ideia central por diferentes ângulos, formatos e exemplos.

Existe, inclusive, um fenômeno estudado pela psicologia chamado efeito da verdade ilusória. Ele mostra que, quando uma afirmação é repetida várias vezes, ela se torna mais familiar e, por isso, tende a parecer mais plausível para as pessoas.

É justamente por isso que a repetição é uma ferramenta tão poderosa.

Mas há uma diferença fundamental: em uma comunicação ética, a repetição serve para fixar uma mensagem verdadeira, útil e verificável, nunca para fabricar uma “verdade”.

Se você muda sua mensagem a cada postagem, o público dificilmente saberá pelo que você quer ser lembrado. A consistência constrói reconhecimento, confiança e posicionamento.

Na política, essa lógica também está presente. Toda campanha procura estabelecer uma narrativa, um slogan, uma identidade e uma mensagem capaz de ser facilmente reconhecida pelo eleitor. Isso faz parte da estratégia de comunicação.

O problema começa quando o eleitor passa a confundir reconhecimento com capacidade.

Uma campanha eficiente pode fazer com que um candidato seja lembrado. Mas ser lembrado não responde, por si só, à pergunta mais importante de uma eleição para o Poder Executivo: quem está preparado para governar?

Governar um Estado é diferente de legislar. Também é diferente de atuar como gestor técnico. O governador administra um orçamento bilionário, coordena secretarias, lidera milhares de servidores, executa políticas públicas e responde diretamente pelos resultados da administração estadual. Já deputados e senadores exercem funções constitucionais voltadas à elaboração de leis, fiscalização e representação política. Gestores técnicos, por sua vez, podem acumular grande experiência administrativa sem, necessariamente, terem exercido a chefia do Poder Executivo.

Essa distinção não estabelece uma hierarquia entre as funções. Apenas demonstra que são experiências institucionais diferentes, com responsabilidades distintas.

No Acre, os nomes que se apresentam para a disputa de 2026 refletem exatamente essa diversidade de trajetórias.

A atual governadora Mailza Assis chegou ao comando do Estado após exercer a vice-governadoria, assumindo o governo em razão da desincompatibilização do então governador Gladson Cameli. Antes disso, exerceu mandato de senadora na condição de suplente. A eleição de 2026 será a primeira em que disputa a chefia do Poder Executivo estadual como cabeça de chapa, submetendo diretamente seu nome e sua gestão, pouco mais de 3 meses, ao julgamento do eleitor.

O senador Alan Rick construiu sua trajetória política no Poder Legislativo, tendo exercido mandato de deputado federal e, atualmente, de senador. Sua experiência pública está concentrada na atividade parlamentar.

Tião Bocalom possui uma trajetória consolidada no Poder Executivo. Foi prefeito de Acrelândia por três mandatos e prefeito de Rio Branco por dois mandatos. No segundo mandato na capital, renunciou ao cargo para disputar o Governo do Acre nas eleições de 2026. Sua experiência pública está concentrada na administração municipal, com atuação direta na gestão do Poder Executivo.

Thor Dantas tem sua atuação ligada à gestão técnica e ao serviço público, tendo coordenado equipes e projetos, inclusive durante a pandemia. Sua experiência, entretanto, não inclui a chefia de um Poder Executivo estadual ou municipal.

Esses fatos ajudam a responder uma pergunta que toda democracia madura deveria fazer: quais experiências cada candidato traz para o cargo que pretende ocupar?

A comunicação continuará sendo decisiva. Os slogans serão repetidos. Os vídeos serão compartilhados. As redes sociais amplificarão mensagens todos os dias.

Mas, quando as urnas se abrirem, talvez a pergunta mais importante não seja quem conseguiu repetir melhor uma mensagem, e sim qual trajetória demonstra maior aderência às responsabilidades do cargo em disputa.

A estratégia de comunicação pode apresentar um candidato. A história de vida e a experiência pública permitem ao eleitor compreender quem ele é.

No fim, campanhas podem tornar uma mensagem conhecida. A trajetória é que oferece elementos concretos para que cada cidadão forme o seu próprio julgamento.

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Rio Branco

Rio Branco anuncia pavimentação de 50 km de ruas com tijolos maciços

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A Prefeitura de Rio Branco anunciou nesta quarta-feira (5), durante a Expoacre 2026, a meta de pavimentar cerca de 50 quilômetros de ruas e travessas com tijolos maciços ainda neste ano. A proposta busca recuperar vias com problemas de acesso, melhorar a mobilidade nos bairros e ampliar a participação da indústria cerâmica acreana nas obras municipais.

O anúncio ocorreu durante uma reunião no estande do município, no Parque de Exposições Wildy Viana. Participaram do encontro representantes da gestão municipal, do Sindicato do Setor Cerâmico do Acre, da Federação das Indústrias do Estado do Acre, da Câmara Municipal e de órgãos ligados ao desenvolvimento econômico.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que as vias que poderão receber os serviços já foram identificadas. A administração pretende ampliar um modelo de pavimentação que utiliza material produzido no estado e mão de obra ligada à construção civil.

“Já identificamos que muitas ruas precisam ser recuperadas, e isso pode ser feito em parceria com o setor cerâmico, utilizando o tijolo maciço, como já temos realizado. Agora, vamos reforçar e ampliar esse trabalho”, declarou o prefeito.

A expectativa da gestão é que a compra dos tijolos aumente a produção das cerâmicas, abra postos de trabalho e mantenha parte dos recursos investidos circulando no Acre. A cadeia produtiva envolve trabalhadores responsáveis pela retirada e pelo transporte da matéria-prima, fabricação das peças e execução da pavimentação.

O presidente do Sindicato do Setor Cerâmico do Acre, Henrique Simão, afirmou que a retomada das obras pode ajudar empresas que enfrentam dificuldades econômicas. “Acreditamos que a retomada desse programa vai aumentar as vendas e gerar empregos. Grande parte dos recursos investidos permanece no Estado, fortalecendo a indústria, a construção civil e a renda dos trabalhadores”, disse.

O vereador Samir Bestene afirmou que a articulação entre o município e o setor produtivo pode beneficiar diferentes atividades econômicas. A reunião terminou com encaminhamentos para a ampliação do uso de tijolos maciços em ruas e travessas da capital.

A Prefeitura ainda não divulgou o cronograma das obras, a relação das vias que serão atendidas nem o valor previsto para a execução dos 50 quilômetros de pavimentação.

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Economia e Empreender

Comitiva chinesa cumpre agenda no Acre em busca de negócios e novos fornecedores

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Uma comitiva de empresários chineses chegou a Rio Branco nesta quarta-feira, 5 de agosto, para conhecer setores produtivos do Acre, avaliar possibilidades de investimento e abrir negociações para a compra de produtos locais. A missão participa do Encontro de Oportunidades Acre, Rondônia, Mato Grosso x China x Sicoob Credisul, que reúne investidores, produtores, cooperativas e instituições ligadas ao comércio exterior.

A programação começou com a recepção dos visitantes, uma entrevista coletiva e apresentações sobre as atividades desenvolvidas pelas empresas representadas na missão. Os integrantes também detalharam os segmentos nos quais buscam parceiros no Brasil e ouviram representantes acreanos sobre produção, logística, financiamento e capacidade de exportação.

A agenda inclui visitas técnicas à agroindústria da Cooperacre, onde a delegação vai conhecer o beneficiamento de castanha e a produção de polpas de frutas. O grupo também tem passagem prevista por uma unidade produtora de café, pelo frigorífico Frigonosso e pela Zona de Processamento de Exportação, em Senador Guiomard.

As visitas foram organizadas para apresentar aos empresários as etapas de produção, industrialização e transporte das mercadorias acreanas. A ZPE entrou no roteiro por oferecer uma estrutura voltada à instalação de indústrias e à fabricação de produtos destinados aos mercados brasileiro e internacional.

Entre os setores analisados estão agronegócio, indústria, tecnologia, infraestrutura e energias renováveis. A delegação também demonstrou interesse em projetos de construção de unidades industriais, fabricação de estruturas metálicas e equipamentos ligados à geração de energia solar.

Produtos como carne bovina, carne suína, castanha, açaí e café robusta amazônico estão entre as mercadorias com possibilidade de ampliar espaço no mercado asiático. A cadeia do bambu também foi apresentada como alternativa de médio prazo para novos negócios.

Um dos integrantes da comitiva, Yang Huajun, afirmou que a capacidade industrial e tecnológica chinesa pode ser combinada com a produção agropecuária do Acre. A missão busca identificar projetos que possam resultar em parcerias comerciais, investimentos e fornecimento de produtos para consumidores da China e de outros países asiáticos.

O encontro foi organizado pelo Sicoob Credisul e contou com representantes da ApexBrasil e do setor produtivo. Jorge Viana também participou da programação e fez uma apresentação sobre oportunidades de negócios no Acre.

Foto: Sérgio Vale

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