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Notícias

Indígenas do Juruá definem estratégias de gestão territorial e proteção das terras

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Representantes dos 14 territórios indígenas do Vale do Juruá estão reunidos ao longo desta semana em Cruzeiro do Sul, no Acre, para discutir ações de fortalecimento territorial, preservação cultural e desenvolvimento sustentável. A programação é organizada pela Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e se encerra na sexta-feira, 9 de maio.

O encontro integra a Reunião do Conselho Fiscal e Deliberativo da OPIRJ e a 2ª Reunião do Comitê Consultivo do Projeto de Gestão Territorial, reunindo cerca de 80 lideranças indígenas para refletir sobre os desafios atuais e as perspectivas futuras dos povos da região. Os debates incluem temas como governança local, proteção dos territórios, segurança alimentar e repartição de benefícios vinculados ao REDD+ Jurisdicional.

Durante as atividades, foram apresentados os cadernos de planejamento estratégico elaborados nos territórios que compõem a base da OPIRJ. A construção coletiva dessas propostas visa orientar ações que respeitem as especificidades de cada povo e promovam autonomia e fortalecimento institucional.

Francisco Piyãko, coordenador da OPIRJ, explicou que o encontro permite troca de experiências e definição conjunta de prioridades. “Cada território tem sua realidade. Discutimos proteção territorial, fortalecimento das tradições, segurança alimentar e estratégias de desenvolvimento. É um processo de escuta e aprendizado coletivo”, afirmou.

Entre os projetos em curso estão a implantação de galinheiros comunitários, sistemas agroflorestais e eventos culturais voltados à valorização das tradições indígenas. Também está previsto o Festival dos Povos da Floresta, a ser realizado em Cruzeiro do Sul.

As lideranças indígenas destacaram ainda o combate às invasões e a importância da vigilância permanente nos territórios. Edilson Nukekuin, representante do povo Nukekuin da Terra Indígena Campinas-Catuquina, informou que já existem jovens formados como monitores ambientais em sua comunidade. “Temos entre 25 e 40 pessoas preparadas para essa atividade, mas é necessário que haja apoio da FUNAI, Polícia Federal, IBAMA e demais órgãos responsáveis, pois são áreas legalmente protegidas”, afirmou.

As reuniões reforçam o papel da OPIRJ como articuladora das estratégias coletivas dos povos indígenas do Juruá, com foco na construção de soluções sustentáveis, baseadas na autodeterminação e no fortalecimento das formas tradicionais de organização.

Amazônia

Flávio Dino dá 15 dias para governo detalhar plano contra facções criminosas na Amazônia

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, que o governo federal apresente, em até 15 dias, um plano com medidas concretas e imediatas para conter o avanço de facções criminosas na Amazônia. A ordem foi encaminhada à Advocacia-Geral da União (AGU), que deverá consolidar informações e providências informadas pelos ministérios da Justiça, da Defesa, do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas.

Na decisão, Dino apontou a ampliação da presença de organizações criminosas na região, com atuação associada a crimes ambientais e à violência em áreas sensíveis, incluindo territórios indígenas. O ministro registrou que recebeu informações, em reunião técnica de um processo correlato, sobre o aumento de pressões de grupos criminosos contra povos indígenas na Amazônia.

O despacho cobra, entre outros pontos, a descrição de ações já em andamento e o que pode ser ampliado no curto prazo, com reforço de operações de forças federais e órgãos ambientais, articulação com forças de segurança estaduais e expansão da presença das Forças Armadas em áreas críticas, com menção à possibilidade de emprego de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A determinação foi proferida em uma ação que acompanha medidas estruturais ligadas à atuação do poder público na Amazônia e no Pantanal, em meio a discussões sobre resposta estatal a atividades ilegais e seus efeitos sobre a segurança e o meio ambiente. Com o prazo em curso, a AGU terá de encaminhar ao STF o conjunto de informações e propostas para que o tribunal avalie os próximos passos e eventual reforço das medidas exigidas.

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco leva Centro Pop, abordagem social e CadÚnico ao 3º Mutirão Pop Rua Jud

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A Prefeitura de Rio Branco participou na sexta-feira (10 de abril de 2026) de mais uma edição do 3º Mutirão Pop Rua Jud, ação promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre para ampliar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade a serviços essenciais. A mobilização ocorreu ao lado da Unidade de Referência em Atenção Primária Ary Rodrigues, no bairro Seis de Agosto.

Durante o mutirão, o município ofertou atendimentos do Centro Pop, do Serviço Especializado em Abordagem Social e do Cadastro Único. O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, afirmou que a participação atende a uma orientação do prefeito Alysson Bestene e citou a continuidade da parceria com o evento. “É uma determinação de nosso prefeito, Alysson Bestene, oferecer apoio nas parcerias que possam contribuir com atividades que beneficiem o rio-branquense. O apoio ao Mutirão Pop Rua Jud já existe há algum tempo; um trabalho do qual fazemos questão de participar para contribuir no resgate de pessoas em vulnerabilidade”, disse.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos também associou a atuação integrada ao resultado registrado no ano passado. O gerente de Proteção Social da pasta, Gabriel Ferreira, mencionou que ações de apoio e acolhimento realizadas em 2025 reduziram a quantidade de pessoas em situação de rua no município.

A edição contou ainda com a participação de órgãos e instituições como Defensoria Pública do Estado, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre, Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Associação de Redução de Danos do Acre e Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo, além de outras estruturas do poder público. A expectativa é que a articulação entre assistência social, justiça e rede de serviços mantenha a busca ativa, a regularização de documentos e os encaminhamentos para atendimento, ampliando o alcance das políticas de acolhimento e proteção na capital.

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Acre

Deracre conclui ponte de 73 metros sobre o Igarapé São Pedro em Assis Brasil e beneficia 300 famílias rurais

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O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) concluiu a construção de uma ponte de 73 metros sobre o Igarapé São Pedro, no Ramal do Icuriã, em Assis Brasil, nesta segunda-feira (13). A intervenção incluiu reforma e adequação da estrutura e passa a garantir mais segurança e trafegabilidade para moradores da zona rural que dependem do ramal para chegar à cidade e escoar a produção.

A obra atende diretamente cerca de 300 famílias que vivem da atividade rural na região. A ponte recebeu estrutura estaqueada, modelo usado para aumentar a resistência e a durabilidade, inclusive durante os períodos de cheia, quando o tráfego costuma ficar comprometido.

O presidente do Deracre, Roberto Assaf, disse que a nova passagem muda a rotina das comunidades atendidas e reduz os impactos do inverno amazônico na mobilidade. “Essa ponte muda a rotina de quem vive aqui. Antes, no período de inverno, o acesso ficava comprometido, e muitas famílias enfrentavam dificuldades para sair ou escoar a produção. Agora, garantimos passagem durante o ano todo, com mais segurança e dignidade para essa comunidade”, afirmou.

Com a conclusão da ponte no Ramal do Icuriã, o governo do Acre afirma que mantém o cronograma de obras de infraestrutura nos municípios, com foco em melhorar a ligação entre comunidades rurais e os centros urbanos e ampliar as condições de circulação e transporte da produção ao longo do ano.

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