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Cultura

Documentário Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta é lançado hoje

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O documentário “Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta” estreia hoje, 22 de setembro, reunindo relatos e documentos sobre a atuação da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) na fronteira Acre–Ucayali e os debates sobre projetos viários na região.

“O direito dos povos indígenas está reconhecido na Constituição Brasileira e as comunidades não podem pagar o preço de o Estado não agir e defender os povos”, afirma o coordenador da OPIRJ, Francisco Piyãko.

A obra apresenta o histórico da mobilização indígena e decisões judiciais sobre a proposta de rodovia entre Cruzeiro do Sul (AC) e Pucallpa (Peru). Em 14 de junho de 2023, a Justiça Federal no Acre declarou a nulidade do Edital 130/2021 do DNIT e suspendeu o licenciamento do trecho até a realização de estudos e consulta a povos indígenas e comunidades tradicionais.

O filme incorpora avaliações econômicas e socioambientais citadas em materiais de projeto. Estudo da Conservation Strategy Fund (CSF) apontou prejuízo social estimado de R$ 960 milhões caso a rodovia fosse construída.

A narrativa inclui o contexto transfronteiriço. Em março de 2024, a Comissão Transfronteiriça Yuruá/Alto Tamaya/Alto Juruá divulgou carta aberta sobre a reabertura ilegal do ramal UC-105 (Nueva Italia–Puerto Breu), mencionando riscos a territórios indígenas e a proximidade com a Reserva Murunahua, de povos em isolamento. O documento também registra a presença de pistas clandestinas e plantios ilícitos de coca na região.

O material aborda a atuação do Ministério Público Federal. Em 2021, a Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa) encaminhou ao procurador da República Lucas Costa Almeida Dias um dossiê relatando impactos do ramal UC-105 e solicitando providências.

O documentário registra depoimentos de lideranças e reuniões transfronteiriças sobre estradas oficiais e clandestinas. Em diagnóstico de 2022, organizações indicaram que aberturas de vias e a dinâmica do narcotráfico provocam ocupação irregular e efeitos sociais nas comunidades, com especial impacto sobre jovens. Francisco Piyãko resume a posição das lideranças: “Isso é para nós, para hoje e para as gerações futuras, é para a vida… A união é o caminho para defender nossos territórios”.

A obra, financiada pela Lei Paulo Gustavo – Acre (Edital de Audiovisual nº 006/2023), conta com apoio da Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre e do Governo Federal, e tem como proponente o jornalista Arison Jardim. 

O documentário também se apoia em uma rede de organizações que contribuíram para sua realização. A análise custo-benefício da estrada Pucallpa–Cruzeiro do Sul foi desenvolvida pela Conservation Strategy Fund (CSF-Brasil e CSF-Peru), com apoio da Fundação Nia Tero. O estudo contou ainda com colaboração da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre), da SOS Amazônia, da organização Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), da Organización Regional AIDESEP Ucayali (ORAU) e do Ministério Publico Federal. Lideranças dos povos Ashaninka, Nawa e Nukini participaram com informações sobre os impactos da estrada em seus territórios. Além disso, o enfrentamento à estrada ilegal UC-105 envolveu a atuação da Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa), da OPIRJ, da ORAU, da ProPurús e da Upper Amazon Conservancy (UAC), em cooperação com comunidades e organizações transfronteiriças.

O documentário está disponível no canal do Épop no Youtube: https://youtu.be/4ritMemNXL0

Cultura

“Os Saltimbancos” tem apresentação gratuita hoje no Teatro de Arena do Sesc

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O espetáculo “Os Saltimbancos”, do grupo Teatro GPT, será apresentado neste sábado (31), às 19h, no Teatro de Arena do Sesc. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação é uma opção para as famílias que querem aproveitar a noite no teatro.

O acesso será por ordem de chegada. A orientação é chegar cedo para garantir lugar e acompanhar a apresentação, que integra a programação do Palco Giratório Local do Sesc/AC.

A montagem tem direção de Dinho Gonçalves e Marília Bomfim. O texto é de Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov, com versão de Chico Buarque.

O elenco reúne José Bomfim, Jayme Guerreiro, Samile Guerreiro, Mariana Bomfim, Emilly Matos, Linda Zanatta, Mel Zanatta e Marcelli Ferreira.

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Cultura

Prazo para inscrever projetos culturais na Lei Rouanet termina neste sábado; Ministério descarta prorrogação

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O prazo para apresentação de projetos culturais à Lei Rouanet termina neste sábado, 31 de outubro. O Ministério da Cultura confirmou que não haverá prorrogação das inscrições para o ciclo de 2026. Artistas, produtores culturais e organizações interessados em captar recursos por meio da legislação devem encaminhar suas propostas pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

A orientação do ministério é que os interessados não deixem o envio para as últimas horas. O aumento de acessos próximo ao encerramento pode provocar lentidão na plataforma e comprometer a conclusão das inscrições. Projetos que não forem apresentados dentro do prazo poderão ser inscritos no ciclo de 2027.

Podem apresentar propostas pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e pessoas jurídicas que atendam às exigências da legislação. Para participar, é necessário realizar o cadastro no Salic e preencher as informações do projeto, incluindo objetivos, público-alvo, atividades previstas, cronograma de execução e orçamento detalhado.

Também é obrigatória a apresentação dos documentos exigidos pelo Ministério da Cultura. Após o envio, as propostas passam por análise técnica. Os projetos aprovados e autorizados a captar recursos podem buscar patrocínio de empresas e pessoas físicas, que recebem incentivos fiscais conforme as regras da Lei Rouanet.

O Ministério da Cultura também anunciou mudanças na abertura das contas bancárias vinculadas aos projetos. A partir de agora, o procedimento ocorre no mesmo dia da publicação da portaria de aprovação inicial no Diário Oficial da União. Anteriormente, a abertura poderia ocorrer até o dia seguinte.

Caso sejam identificadas inconsistências cadastrais que impeçam a abertura da conta, o responsável receberá uma notificação pelo Salic e terá 30 dias para regularizar os dados. O descumprimento do prazo poderá resultar no arquivamento definitivo do projeto.

Mesmo após o encerramento das inscrições, o sistema continuará disponível para consulta, acompanhamento de propostas e realização dos demais procedimentos administrativos.

As regras para apresentação e execução dos projetos estão previstas na Instrução Normativa nº 29, de janeiro de 2026, que regulamenta o mecanismo federal de incentivo à cultura.

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Cultura

Jogo criado no Acre transforma expressões regionais em desafio de palavras

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Um jogo desenvolvido em Rio Branco ganhou uma fase dedicada ao jeito acreano de falar. Criado pelo designer gráfico e desenvolvedor Adaildo Neto, o WordBlaster lançou o tema “Acreanês”, que reúne 32 palavras e expressões relacionadas à linguagem, à cultura e à história do Acre. O jogo é gratuito e está disponível para computadores e celulares, pelo navegador e pelo Google Play.

Na nova fase, os jogadores precisam formar palavras como “égua”, “mermo”, “arengar”, “brocado”, “leseira” e “pávulo”. O vocabulário também inclui termos ligados à história dos seringais, como “arigó”, “seringa” e “igarapé”, além de referências à culinária regional, entre elas “tacacá”, “tucupi”, “jambu” e “cupuaçu”.

Cada palavra encontrada no tabuleiro vem acompanhada de seu significado. A proposta é permitir que os acreanos reconheçam expressões do cotidiano e, ao mesmo tempo, apresentar características da linguagem regional a jogadores de outras partes do Brasil.

“Eu fiz esse tema pensando nos acreanos. É o nosso jeito de falar dentro do jogo, para a gente se reconhecer, dar risada e mostrar para quem é de fora como o Acre fala”, conta Adaildo.

O WordBlaster começou a ser desenvolvido no início de 2026 e teve sua versão para navegador lançada em março. Posteriormente, ganhou um aplicativo para Android. A dinâmica consiste em conectar letras vizinhas para formar palavras e acumular pontos. A cada combinação aceita, as letras desaparecem e novas peças ocupam o tabuleiro, permitindo outras possibilidades.

O jogo oferece seis modalidades, incluindo disputas contra o relógio, desafios entre amigos, partidas diárias e uma opção sem limite de tempo. Também conta com recursos especiais que permitem multiplicar pontos, acrescentar segundos ao cronômetro ou eliminar letras do tabuleiro.

Com um dicionário de mais de 240 mil palavras em português, a plataforma permite consultar o significado dos termos encontrados durante as partidas. O jogo também está disponível em inglês, enquanto uma versão em espanhol está em desenvolvimento.

A criação do WordBlaster está ligada à trajetória pessoal de Adaildo. O desenvolvedor conta que a ideia surgiu durante um período de reconstrução de sua vida, após enfrentar uma depressão e formar uma nova família. Os filhos Bernardo e Maria Catarina participaram dos testes das primeiras versões.

“Foi um momento em que as peças se conectaram. Daí veio o insight de criar um jogo que conectasse letras para formar palavras. Na vida, somos letras, e o nosso desafio é formar palavras com os nossos relacionamentos”, relata.

Morador de Rio Branco, Adaildo trabalha como designer gráfico, desenvolvedor web e microempreendedor individual. Ele é responsável pela programação, pelo design, pela manutenção dos servidores e pelas atualizações do WordBlaster.

O jogo pode ser acessado gratuitamente pelo site oficial WordBlaster ou pelo aplicativo disponível no Google Play. Para experimentar o vocabulário regional, o jogador deve selecionar a modalidade “Temático” e escolher a fase “Acreanês”.

https://wordblaster.fun

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