Connect with us

Política

Ministra defende ferrovia bioceânica com passagem pelo Acre como estratégia de integração nacional

Published

on

Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto no dia 16 de julho, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu a construção da ferrovia bioceânica como parte de uma política de desenvolvimento regional e de integração logística nacional. O projeto está sendo elaborado em parceria com a China e prevê a ligação entre o Oceano Atlântico, no Brasil, e o Oceano Pacífico, no Peru, passando pelo estado do Acre.

Segundo Tebet, o Brasil precisa superar o modelo de infraestrutura concentrado em rodovias para investir em um sistema intermodal, com a integração de ferrovias, portos, rios e navegação de cabotagem. “Assinamos um memorando de intenção com a China para elaborar um projeto que vai rasgar o Brasil numa ferrovia que começa na Bahia, atravessa o Centro-Oeste, chega ao Acre e cruza até o Peru, com destino ao mercado asiático”, afirmou a ministra.

A ferrovia bioceânica faz parte do projeto Rotas de Integração Sul-Americana, que está sendo coordenado pelo governo federal e inclui a integração de diferentes modais de transporte. O traçado aproveita a infraestrutura já existente, como as ferrovias Fiol e Fico, e deve atravessar os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, conectando-se ao porto de Chancay, no litoral do Peru.

O memorando assinado entre o governo brasileiro e o China Railway Economic and Planning Research Institute estabelece a realização de estudos técnicos sobre o sistema de transporte integrado. De acordo com o Ministério do Planejamento, o projeto atende a uma demanda histórica por integração das regiões do interior ao desenvolvimento nacional, com destaque para o Norte, Nordeste e áreas de fronteira.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Durante o evento, a ministra destacou que não há justiça social sem desenvolvimento regional e que, para isso, é necessário estruturar a logística em um país de dimensões continentais como o Brasil. A expectativa do governo é de que a ferrovia contribua para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações e fortalecer a conexão com países vizinhos e o mercado asiático.

Direto ao ponto

O ano das renúncias: PP assumirá Prefeitura e Governo do Estado, simultaneamente, em um cenário raríssimo e politicamente poderoso

Published

on

A coletiva convocada pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), para tratar de seu futuro político não é apenas mais um ato protocolar de pré-campanha. Ela sinaliza, de forma clara, que 2026 se desenha como o ano das grandes decisões e, sobretudo, das renúncias. No Acre, o velho ditado político “rei morto, rei posto” ganha contornos bastante literais.

A eventual renúncia de Bocalom ao comando da capital inaugura um efeito dominó que vai muito além da Prefeitura de Rio Branco. Trata-se de um movimento que precisa ser analisado sob três eixos centrais: viabilidade eleitoral, apoios partidários reais e o rearranjo de poder que se seguirá ao gesto político.

Bocalom: renuncia para disputar, mas com quais cartas na mão? A pergunta central não é apenas se Bocalom renunciará, mas para quê e com que sustentação. Seu nome circula como possível candidato majoritário em 2026, mas o caminho está longe de ser linear.

Dentro do PL, partido ao qual está filiado, há uma equação nacional e regional a ser resolvida. O partido tende a priorizar projetos com alta competitividade e alinhamento estratégico com a direção nacional. O apoio formal ao prefeito dependerá menos de sua lealdade partidária e mais de sua capacidade real de entregar votos e construir alianças além do núcleo bolsonarista tradicional.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Renunciar sem garantia de musculatura política pode transformar o gesto em um salto no escuro. Em política, renúncia não é ato simbólico: é ruptura definitiva com o cargo e com o poder imediato.

O efeito colateral: Alysson, Mailza e o redesenho do poder estadual

No plano estadual, o cenário é ainda mais complexo. Com a anunciada renúncia do governador Gladson Cameli para disputar o Senado, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do Estado já declarada candidata à reeleição. Diferentemente de outros atores, Mailza não começa do zero.

Ex-senadora, com trânsito consolidado junto à direção nacional de seu partido, Mailza entra no jogo com máquina, visibilidade institucional e relações partidárias consolidadas. Isso muda completamente a correlação de forças. Ela reúne três elementos decisivos: Caneta na mão; Estrutura administrativa e Apoio partidário nacional.

Em política, isso não é detalhe, é vantagem objetiva. (Leia-se fundo partidário)

Enquanto outros ainda discutem candidaturas, Mailza pode discutir governabilidade, entregas e alianças, falando como chefe do Executivo.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

O vice-prefeito Alysson (PP) assumindo a Prefeitura de Rio Branco. Esse movimento, por si só, já reposiciona o Progressistas no jogo local, fortalecendo o partido na capital em pleno ano pré-eleitoral.

A ascensão de Alysson (PP) à Prefeitura de Rio Branco, em decorrência da renúncia de Bocalom, cria uma situação política curiosa: dois chefes do Executivo, Estado e capital, sem terem sido eleitos diretamente para esses cargos em 2026, mas com o poder da caneta na mão. Isso, por si só, altera alianças, prioridades e lealdades.

Se há algo que este cenário deixa claro, é que não é um ano para amadores. Marqueteiros já estão atentos, analisando movimentos, testando narrativas e antecipando riscos. Articuladores políticos estão de prontidão. Os chamados “bajuladores”, figuras sempre presentes nos ciclos de poder, já começam a migrar conforme o vento sopra.

A política entra em modo de sobrevivência. Quem aposta errado fica para trás. Quem hesita perde espaço. Renúncia, nesse contexto, não é apenas abrir mão de um cargo: é assumir o risco total de um novo jogo, onde não há direito a pedido de desculpas nem retorno ao ponto de partida.

Ainda é cedo para cravar vencedores, mas algumas tendências já se mostram evidentes no cenário político que se desenha. Quem assume cargos estratégicos passa a contar imediatamente com maior visibilidade pública, estrutura administrativa e capacidade de articulação política.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Por outro lado, quem opta pela renúncia coloca todas as fichas em um projeto futuro que, por definição, é incerto e sujeito a múltiplas variáveis. Os partidos, por sua vez, tendem a agir de forma pragmática, direcionando apoio a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas e demonstrar maior viabilidade eleitoral.

Nesse contexto, o eleitor, cada vez mais atento e menos passivo, começa a se perguntar se a sucessão de renúncias atende de fato a um projeto coletivo de governo ou se responde, prioritariamente, às ambições individuais de seus protagonistas.

2026 caminha para ser lembrado como o ano em que o Acre viveu uma política de ruptura. Renunciar não é estratégia neutra, nem discurso de coragem. É uma decisão definitiva, com custos claros e consequências irreversíveis.

No fim, a regra permanece válida: uma renúncia é uma renúncia. Não há meia-volta. Não há cargo em espera. O jogo segue, e quem ficar para trás não volta ao tabuleiro. Renunciou, acabou. Rei morto, rei posto.

E o PL? Não é diferente, atua com lógica de mercado político: investimento, retorno e viabilidade.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

É possível afirmar uma coisa: não é hora de improvisos. Quem renunciar sem rede de proteção política corre o risco de sair do jogo antes da largada. E, ao que tudo indica, o ano da renúncia será também o ano da redefinição do poder.

Fotos: Sérgio Vale

Continue Reading

Política

Nicolau Júnior fala sobre futuro político e admite sonho de comandar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul

Published

on

Em entrevista recente ao Programa F5 com Josemir Melo, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (Progressistas), abriu o jogo sobre suas articulações para as próximas eleições e comentou sobre a possibilidade de disputar o executivo de sua terra natal.

Ao ser questionado sobre os passos para o pleito de 2026 e se almejaria um cargo federal, Nicolau reafirmou seu compromisso com a reeleição para o legislativo estadual, mas deixou claro que sua postura é de alinhamento total com a sigla.”Eu sou candidato a deputado estadual, tô à disposição do partido. […] Eu sou partidário, eu sou Progressista, eu tenho lealdade ao nosso grupo político… eu sou um soldado do Progressista”, afirmou o parlamentar.

O deputado também destacou a importância da união do grupo político liderado pelo governador Gladson Cameli, mencionando o respeito à hierarquia e aos nomes postos para a disputa majoritária, como o da vice-governadora Mailza Assis.

O sonho da Prefeitura de Cruzeiro do Sul

Um dos momentos de maior destaque da conversa ocorreu durante o quadro “Rapidinhas”, quando o apresentador tocou no tema “Prefeitura de Cruzeiro do Sul”. Nicolau Júnior não se esquivou e revelou que comandar o executivo municipal é um desejo pessoal, citando sua experiência à frente do legislativo estadual como credencial para o desafio. “Eu nasci em Cruzeiro, né… eu acho que todo político tem um sonho de ser candidato a prefeito da sua cidade. Eu particularmente administro o segundo poder do estado que é a Assembleia. Então tenho certeza que eu tenho capacidade também de ir pro executivo”, declarou.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Nicolau enfatizou sua visão de gestão pública, traçando um paralelo com sua origem no comércio e a responsabilidade com o erário. “A prefeitura é um órgão público. Aquele dinheiro que tá ali é público, tem que voltar… tem que ter cuidado e voltar pra população com boas ações”, completou o deputado.

A entrevista completa, onde o parlamentar também discute o desenvolvimento do município de Mâncio Lima e a situação da BR-364, pode ser conferida no canal do Programa F5.

Vídeo: https://youtu.be/LOf-qJ_nKLs?si=6jubJQR7Q0rJO_zE

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Política

STF transfere Bolsonaro para a Papudinha após pedido de prisão domiciliar

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a chamada Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após a defesa apresentar um pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário. A decisão foi tomada no contexto do cumprimento da pena superior a 27 anos de prisão imposta ao ex-presidente, condenado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado de 2023.

Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em cela individual, desde o início do cumprimento da pena. No despacho que autorizou a transferência, o ministro registrou que o pedido da defesa alegava a inexistência de condições mínimas de dignidade no local onde o ex-presidente se encontrava, argumento reforçado por manifestações públicas de seus filhos. A partir dessa solicitação, Moraes decidiu pela mudança para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, situada no interior do Complexo da Papuda.

Na decisão, o ministro comparou as condições da custódia anterior com as do novo local. A cela da Polícia Federal, segundo o despacho, possuía cerca de 12 metros quadrados, com banheiro privativo, água aquecida, ar-condicionado, televisão, frigobar, atendimento médico permanente da própria corporação, autorização para acompanhamento médico particular, realização de fisioterapia, banho de sol diário exclusivo e regime diferenciado de visitas. Moraes destacou que tais condições já eram superiores às enfrentadas por outros réus condenados pelos mesmos crimes.

A nova unidade destinada a Bolsonaro na Papuda possui área total de 64,83 metros quadrados, com ambientes internos e área externa, incluindo quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e espaço ao ar livre. O local permite o preparo e armazenamento de alimentos, dispõe de geladeira, armários, cama de casal, televisão e chuveiro com água quente. De acordo com a decisão, o custodiado terá direito a cinco refeições diárias fornecidas pela unidade prisional e acesso a banho de sol em espaço reservado, com horário livre.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

O despacho também registra que o espaço permite a instalação de equipamentos para atividade física, como esteira e bicicleta, além de área específica para visitas e atendimento de advogados e médicos. As visitas familiares estão autorizadas para a esposa Michelle Bolsonaro, os filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva, com duração total de até três horas, a serem divididas entre os visitantes.

Ao justificar a decisão, Moraes afirmou que as condições oferecidas na Papudinha não descaracterizam o cumprimento da pena nem configuram tratamento incompatível com a condenação imposta. O ministro também registrou críticas às reclamações apresentadas pela defesa e por familiares do ex-presidente, que incluíam questionamentos sobre o tamanho da cela, o regime de visitas, o banho de sol e até a substituição do aparelho de televisão por um modelo com acesso à internet.

Antes da análise definitiva do pedido de prisão domiciliar humanitária, o ministro determinou a realização de perícia por uma junta médica da Polícia Federal, que deverá avaliar a situação de saúde de Bolsonaro e indicar se há necessidade de adaptações adicionais para a continuidade do cumprimento da pena no novo local. A decisão estabelece que somente após esse laudo será apreciado o pleito da defesa.

Fonte: Agência Brasil

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Tendência