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Política

Ministra defende ferrovia bioceânica com passagem pelo Acre como estratégia de integração nacional

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Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto no dia 16 de julho, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu a construção da ferrovia bioceânica como parte de uma política de desenvolvimento regional e de integração logística nacional. O projeto está sendo elaborado em parceria com a China e prevê a ligação entre o Oceano Atlântico, no Brasil, e o Oceano Pacífico, no Peru, passando pelo estado do Acre.

Segundo Tebet, o Brasil precisa superar o modelo de infraestrutura concentrado em rodovias para investir em um sistema intermodal, com a integração de ferrovias, portos, rios e navegação de cabotagem. “Assinamos um memorando de intenção com a China para elaborar um projeto que vai rasgar o Brasil numa ferrovia que começa na Bahia, atravessa o Centro-Oeste, chega ao Acre e cruza até o Peru, com destino ao mercado asiático”, afirmou a ministra.

A ferrovia bioceânica faz parte do projeto Rotas de Integração Sul-Americana, que está sendo coordenado pelo governo federal e inclui a integração de diferentes modais de transporte. O traçado aproveita a infraestrutura já existente, como as ferrovias Fiol e Fico, e deve atravessar os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, conectando-se ao porto de Chancay, no litoral do Peru.

O memorando assinado entre o governo brasileiro e o China Railway Economic and Planning Research Institute estabelece a realização de estudos técnicos sobre o sistema de transporte integrado. De acordo com o Ministério do Planejamento, o projeto atende a uma demanda histórica por integração das regiões do interior ao desenvolvimento nacional, com destaque para o Norte, Nordeste e áreas de fronteira.

Durante o evento, a ministra destacou que não há justiça social sem desenvolvimento regional e que, para isso, é necessário estruturar a logística em um país de dimensões continentais como o Brasil. A expectativa do governo é de que a ferrovia contribua para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações e fortalecer a conexão com países vizinhos e o mercado asiático.

Política

Orçamento de 2027 prevê superávit de R$ 83,4 bilhões nas contas federais

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O projeto do Orçamento de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), prevê superávit primário de R$ 83,4 bilhões para o Governo Central. O valor supera em R$ 10,2 bilhões a meta de resultado positivo de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A projeção considera a retirada de R$ 64,8 bilhões em despesas do cálculo da meta fiscal. Quando esses gastos são incluídos, o resultado efetivo previsto para as contas federais cai para um superávit de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB.

O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Para 2027, a proposta estima receitas líquidas totais de R$ 2,849 trilhões, equivalentes a 19,27% do PIB. O cálculo já desconta as transferências obrigatórias feitas pela União a estados e municípios.

As despesas totais estão projetadas em R$ 2,83 trilhões, ou 19,14% do PIB. Para o cálculo do resultado primário, são consideradas as contas do Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Parte das despesas fica fora do cumprimento da meta fiscal por decisões legais tomadas nos últimos anos. Entre elas estão gastos com precatórios, que deixaram de integrar o cálculo após acordo firmado com o Supremo Tribunal Federal no fim de 2023. Algumas despesas nas áreas de saúde, educação e defesa também foram retiradas das metas fiscais por mudanças na legislação.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou durante a apresentação da proposta que a previsão é de equilíbrio das contas no próximo ano. “No próximo ano, teremos um Orçamento equilibrado”, disse.

O governo também conta com mecanismos previstos no arcabouço fiscal para limitar o crescimento de despesas obrigatórias. Uma das regras restringe o aumento dos gastos com servidores públicos a 0,6% acima da inflação, com exceção das despesas decorrentes de sentenças judiciais. A expectativa é de uma economia próxima de R$ 9 bilhões em 2027.

Outra regra limita a 2,5% acima da inflação o crescimento de determinadas despesas vinculadas por lei, como recursos destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A medida deve proporcionar economia adicional de R$ 8,9 bilhões.

O arcabouço também prevê, a partir de 2027, a proibição de criação ou ampliação de benefícios fiscais em razão do déficit registrado em 2025. A proposta não apresenta estimativa de economia relacionada a esse mecanismo.

A legislação fiscal permite ainda uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo em relação à meta. Com isso, o governo pode encerrar 2027 com superávit equivalente a 0,25% do PIB sem descumprir a meta estabelecida.

Fonte: Agência Brasil

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Política

Congresso vota fim da escala 6×1 e taxa das blusinhas nesta semana

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O Congresso Nacional concentra nesta semana votações sobre o fim da escala de trabalho 6×1, a retirada do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 e mudanças na área de segurança pública. A agenda faz parte do esforço concentrado de deputados e senadores antes das eleições de outubro e começa nesta segunda-feira (31), em Brasília.

A proposta que acaba com a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso deve ser analisada na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável ao texto e rejeitou as 12 emendas apresentadas durante a tramitação.

A proposta estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, com um deles preferencialmente aos domingos, e impede a redução salarial em razão da mudança na jornada. Dois meses após a promulgação, o limite semanal cairia das atuais 44 para 42 horas. Um ano depois, passaria definitivamente para 40 horas.

Caso seja aprovada pela CCJ, a Proposta de Emenda à Constituição ainda terá de passar por dois turnos de votação no plenário do Senado. Para avançar em cada votação, serão necessários pelo menos 49 votos favoráveis. A manutenção do texto já aprovado pela Câmara evitaria o retorno da matéria aos deputados.

Outra proposta prevista para esta semana é o fim da chamada “taxa das blusinhas”, como ficou conhecido o imposto de importação aplicado às compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória será analisada inicialmente por uma comissão mista de deputados e senadores nesta segunda-feira, às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar o parecer antes da votação.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro. Por isso, depois da análise da comissão, o texto ainda precisa ser aprovado pelos plenários da Câmara e do Senado dentro do prazo para continuar valendo.

A Câmara também tem na pauta propostas voltadas a trabalhadores de aplicativos. Uma delas simplifica regras para mototaxistas e profissionais de motofrete. Outra cria uma linha de financiamento destinada à compra de motocicletas e bicicletas elétricas por entregadores.

Entre as demais matérias previstas estão a manutenção de incentivos fiscais para doações destinadas a programas de atenção oncológica e de saúde da pessoa com deficiência, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos.

No Senado, a PEC da Segurança Pública também está entre as prioridades. A proposta amplia a integração e o compartilhamento de informações entre forças de segurança e modifica regras de financiamento do setor. Os senadores ainda devem tentar avançar no Redata, programa de incentivos para a instalação de data centers no país, e no marco dos minerais críticos e estratégicos.

A semana também será marcada pelo envio ao Congresso do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. O documento reúne as estimativas de receitas e despesas da União para o próximo ano e dará início às negociações sobre metas fiscais, políticas públicas e investimentos federais. Antes da votação pelo Congresso, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Política

Prazo para renegociar dívidas pelo Novo Desenrola termina nesta segunda-feira

Programa oferece descontos de até 90% para consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos

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O prazo para renegociar dívidas bancárias pelo Novo Desenrola Brasil termina nesta segunda-feira (31). O programa permite que consumidores regularizem débitos em atraso com descontos e condições especiais de pagamento. Não há previsão de nova prorrogação.

Podem participar pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, desde que as dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estejam atrasadas entre 91 dias e dois anos. A operação também precisa estar registrada em uma instituição financeira participante.

O programa contempla dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal sem consignação e empréstimos usados para reunir outros débitos. Os descontos variam conforme o tipo de operação e o período de atraso, podendo chegar a 90% nos casos de cartão rotativo e cheque especial.

Quando a renegociação envolve uma nova operação de crédito, os juros são limitados a 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses, parcela mínima de R$ 50 e valor máximo de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira.

Não existe uma plataforma única do governo para aderir ao programa. O consumidor deve procurar diretamente o banco responsável pela dívida, por meio do aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou atendimento presencial.

O prazo de segunda-feira vale para a formalização do acordo, e não apenas para a abertura do pedido. Antes de contratar, o consumidor deve conferir os juros, o número de parcelas, o valor total a pagar e as consequências de um eventual novo atraso.

Foto: Marcelo Casal JR Agência Brasil

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