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Cultura

O Agente Secreto vence Globo de Ouro e amplia presença do cinema brasileiro no cenário internacional

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O filme O Agente Secreto conquistou, no domingo (11), o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa, em cerimônia realizada em Los Angeles, e tornou-se o primeiro longa brasileiro a vencer a categoria, marcando um novo capítulo da presença do cinema nacional nas principais premiações internacionais. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, o longa superou produções europeias e asiáticas e confirmou o desempenho que vinha sendo observado ao longo da temporada de prêmios.

A vitória ocorre após uma trajetória iniciada em festivais internacionais ainda em 2025, quando o filme estreou no Festival de Cannes e passou a integrar o circuito de premiações nos Estados Unidos e na Europa. Antes do Globo de Ouro, O Agente Secreto havia recebido o prêmio de melhor filme internacional no Critics Choice Awards, além de conquistar reconhecimentos concedidos por associações de críticos de Nova York, Los Angeles e pela National Society of Film Critics, conjunto de distinções conhecido como “trifecta” da crítica norte-americana.

Ambientado no Recife de 1977, o longa acompanha a história de um professor universitário que retorna à cidade natal em meio à ditadura militar brasileira, período marcado por vigilância política e restrições às liberdades civis. A atuação de Wagner Moura, realizada integralmente em português, vinha sendo apontada por publicações especializadas como um dos destaques da produção, o que ampliou a visibilidade do filme junto aos votantes de premiações internacionais ao longo da campanha.

Segundo Kleber Mendonça Filho, o reconhecimento internacional tem impacto direto na circulação do cinema brasileiro fora do país. “O prêmio do Critics Choice deu uma visibilidade ainda maior para O Agente Secreto, que está tendo uma carreira consistente nos cinemas dos Estados Unidos”, afirmou o diretor ao comentar a temporada de premiações, destacando que a atenção ao filme contribui para ampliar o espaço do cinema produzido fora do eixo hollywoodiano.

Além do circuito de prêmios, o desempenho comercial também acompanhou a repercussão internacional. O filme ultrapassou a marca de 1,1 milhão de espectadores no Brasil e alcançou público expressivo em países como França, com estreias programadas em outros mercados europeus nas semanas seguintes à cerimônia do Globo de Ouro.

A conquista reforça um movimento iniciado nos últimos anos, em que produções brasileiras voltaram a disputar espaço em premiações internacionais de grande visibilidade, ampliando a presença do país em debates sobre diversidade linguística e narrativa no cinema global. Com o resultado no Globo de Ouro, O Agente Secreto segue na disputa por indicações ao Oscar, cujos finalistas serão anunciados ainda em janeiro, mantendo o cinema brasileiro em evidência no início de 2026.

Cultura

Espetáculo “Ouro Branco” do SESI Acre leva história do estado ao palco

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O SESI Acre apresenta o espetáculo “Ouro Branco – Da Revolução à Industrialização”, produção que transforma episódios da história acreana em dança, música e teatro. A montagem percorre desde o período dos seringais e da Revolução Acreana até as transformações econômicas ligadas à industrialização do estado.

A narrativa homenageia homens e mulheres que participaram da formação do Acre, com destaque para os trabalhadores que chegaram à região durante o ciclo da borracha. O látex, conhecido como “ouro branco”, tornou-se um dos principais símbolos desse período e dá nome ao espetáculo.

Por meio das coreografias, a apresentação aborda temas como trabalho, migração, identidade e desenvolvimento, aproximando o público de diferentes momentos da trajetória acreana.

A montagem reúne alunas de balé do SESI Acre e grupos convidados, utilizando a dança como fio condutor para apresentar a passagem de uma economia marcada pelos seringais para novas etapas de desenvolvimento industrial.

“Ouro Branco” integra as ações culturais do SESI Acre e reforça a proposta de preservar a memória regional por meio das artes.

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Cultura

‘Cabeças Cortadas’, de Glauber Rocha, terá versão restaurada em 4K em 2027

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O filme “Cabeças Cortadas”, dirigido por Glauber Rocha e lançado em 1970, ganhará uma versão restaurada em 4K em 2027. A produção hispano-brasileira, rodada na Catalunha, no norte da Espanha, passará por tratamento de imagem, correção de cores e recuperação do som para voltar a circular em formato digital mais de cinco décadas depois das filmagens.

O trabalho de restauração reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma especializada em cinema espanhol. O projeto busca ampliar o acesso a um dos títulos menos disponíveis da filmografia do cineasta brasileiro.

Filmado durante o período em que Glauber vivia fora do Brasil por causa da perseguição da ditadura militar, “Cabeças Cortadas” acompanha a decadência de um ditador atormentado pelo próprio passado e pela proximidade da morte. O personagem Díaz II, interpretado pelo ator espanhol Francisco Rabal, combina referências a regimes autoritários latino-americanos e à ditadura de Francisco Franco na Espanha.

A narrativa usa elementos políticos, teatrais e poéticos para abordar autoritarismo, racismo, fascismo e relações de dominação. O longa também rompe com estruturas convencionais do cinema comercial, característica presente na trajetória de Glauber e no movimento do Cinema Novo.

Entre as passagens do filme está uma cena em que Díaz II relembra feitos grandiosos atribuídos ao próprio governo e ordena o retorno de um filósofo exilado. O personagem pretende colocá-lo à frente de uma fundação financiada com recursos obtidos pela venda da produção agrícola aos Estados Unidos.

A restauração pretende recuperar uma obra que permaneceu durante anos com circulação limitada. Além da nova cópia digital, o projeto inclui um espaço dedicado à história da produção, com registros dos bastidores, depoimentos de participantes das filmagens e informações sobre o método de trabalho de Glauber, marcado pela improvisação e pela liberdade criativa.

O próprio diretor definia “Cabeças Cortadas” como um filme situado entre o teatro e a poesia e defendia uma relação menos convencional entre a obra e o público. Para Glauber, a experiência deveria se aproximar da leitura de um poema ou da contemplação de uma pintura, em vez de seguir apenas a narrativa tradicional do cinema.

Glauber Rocha também dirigiu obras como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de 1964, e “Terra em Transe”, de 1967, títulos que o projetaram como um dos principais nomes do cinema brasileiro. O cineasta morreu em 1981, aos 42 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Cultura

Usina de Arte abre 20 vagas para curso gratuito de iniciação teatral em Rio Branco

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A Usina de Arte João Donato, em Rio Branco, oferece 20 vagas para o curso gratuito de Iniciação à Linguagem Teatral. A formação é destinada a pessoas a partir de 15 anos e busca ampliar o acesso às artes cênicas por meio de atividades práticas de expressão corporal, improvisação, jogos teatrais e criação de cenas.

As aulas serão presenciais na sede da Usina de Arte, localizada na Rua das Acácias, nº 1.155, no Distrito Industrial. A formação integra a programação de cursos livres desenvolvida no espaço cultural para moradores interessados em iniciar experiências no teatro.

Durante o curso, os participantes terão contato com técnicas de consciência e linguagem corporal, exercícios de criatividade, improvisação e práticas de construção cênica. A proposta é oferecer uma introdução aos elementos básicos do teatro e desenvolver habilidades relacionadas à comunicação e à expressão artística.

A programação ocorre no período da tarde. As aulas estão previstas para começar na segunda-feira (24) e seguir até novembro, com encontros semanais na Usina de Arte.

A unidade mantém atividades de formação artística e cultural em parceria com instituições estaduais. Outros cursos livres também vêm sendo oferecidos ao longo do ano nas áreas de teatro, artes visuais e formação cultural.

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