Conexão Amazônica
O mercado perdeu nas urnas e quer mandar no presidente eleito pelo povo
Setores que apostaram contra Lula agora querem determinar as prioridades do governo. E, na receita que apresentam, o sacrifício costuma ter endereço: a casa dos mais pobres.
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2 horas agoon
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redação Pop
O mercado tem uma relação curiosa com a democracia: aceita que o povo escolha o presidente, desde que possa escolher o que o presidente vai fazer.
Durante a campanha, setores do mercado financeiro apostaram em Flávio Bolsonaro, enxergando nele a oportunidade de uma política econômica mais próxima dos seus interesses. Perderam. Mas mal terminou a eleição e já querem entregar ao vencedor o programa que gostariam de ter visto ganhar.
É muita desenvoltura. O voto escolhe Lula, mas a conta chega com as prioridades de quem apostou no adversário.
Antes de prosseguir, vamos tirar essa entidade do esconderijo. O tal mercado tem nome, sobrenome, patrimônio e interesses. E abriga diferenças enormes. O empresário que precisa de crédito para ampliar uma fábrica não está necessariamente no mesmo barco de quem ganha com dinheiro caro. O comerciante que depende de clientes comprando sofre quando os juros engolem a renda das famílias.
Portanto, quando alguém anuncia que “o mercado exige”, cabe perguntar: qual mercado? Exige o quê? E quem vai pagar?
Porque a conversa costuma começar na responsabilidade fiscal e terminar na porta de quem depende do serviço público. A tesoura procura o benefício social, a valorização do salário mínimo, a saúde, a educação, a moradia. Parece conhecer de cor o caminho da periferia. Já para encontrar e cortar privilégios tributários e vantagens de setores poderosos, perde o rumo.
Não defendo descontrole. Governo precisa fazer conta, combater desperdícios e gastar bem. Dinheiro público exige seriedade. Mas a seriedade deve alcançar todos os interesses que disputam o Orçamento, inclusive aqueles que chegam de terno, acompanhados de consultorias e apresentados como solução para o país.
Quem depende do SUS também precisa de segurança. Segurança de conseguir uma consulta, fazer um exame, encontrar um medicamento. Quem paga aluguel precisa de previsibilidade. Previsibilidade de chegar ao fim do mês sem escolher entre a comida e a moradia. O endividado também quer confiança: a de que conseguirá sair do sufoco sem passar a vida pagando juros.
Por que essas necessidades aparecem como despesas inconvenientes, enquanto a tranquilidade dos investidores é tratada como obrigação nacional?
O Bolsa Família vira compra no mercadinho. A casa popular movimenta a construção, contrata pedreiro, vende cimento. O salário que melhora sustenta o comércio. O dinheiro que chega à base da sociedade circula, produz e emprega. A economia brasileira também acontece longe das mesas de operações.
Agora surge o argumento do Congresso: Lula terá dificuldades se não fizer o que determinados setores esperam. Opa! Estamos falando de representantes do povo ou de uma agência de cobrança?
O Congresso tem legitimidade, atribuições e responsabilidade sobre as contas públicas. Deve debater, fiscalizar e negociar. Mas sua força não pode servir de justificativa para apresentar a vontade de investidores como destino obrigatório do governo.
Quem votou contra Lula tem todo o direito de cobrar. Quem votou nele também. E os que esperam proteção social não podem descobrir, depois da vitória, que serão os primeiros chamados ao sacrifício para tranquilizar quem preferia outro resultado.
Lula precisa governar para o Brasil inteiro. Isso inclui ouvir empresários, trabalhadores, investidores e famílias endividadas. Ouvir todos exige reconhecer que nenhum desses grupos é dono do governo.
O mercado pode apresentar propostas. Pode discordar. Pode fazer oposição. O que não pode é tratar a eleição como uma consulta sem consequência e o voto popular como um inconveniente a ser corrigido.
Quem ganhou o direito de governar foi Lula. O mercado precisa aprender a conjugar o verbo respeitar.
Zé Américo Silva, jornalista e consultor político / Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
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Conexão Amazônica
Valéria Lima uma trajetória de compromisso com Cruzeiro do Sul
Published
3 horas agoon
02/11/2026By
redação Pop
Da experiência à frente da Secretaria Municipal de Saúde à condição de vereadora mais votada em 2024, Valéria fala sobre os aprendizados da vida pública, as conquistas e limitações do mandato e os sonhos que continuam orientando sua caminhada.
Há trajetórias que não podem ser compreendidas apenas pelos cargos ocupados ou pelos resultados alcançados. Mas todas são feitas de escolhas, dificuldades, aprendizados e sonhos que resistem aos desafios encontrados pelo caminho. Na vida pública, essas experiências ganham outra dimensão quando os projetos individuais passam a se relacionar com as necessidades e expectativas de uma coletividade.
É nessa perspectiva que Valéria Lima (PP), vereadora de Cruzeiro do Sul/Acre, apresenta sua caminhada. Antes de conquistar uma cadeira na Câmara Municipal, esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde, uma experiência que, segundo ela, ampliou sua compreensão sobre as responsabilidades da gestão pública e sobre a complexidade de transformar demandas da população em soluções concretas.
Administrar uma área tão sensível quanto a saúde exige decisões que ultrapassam a disposição de ajudar. Envolve planejamento, definição de prioridades, limitações orçamentárias e o contato permanente com pessoas que dependem dos serviços públicos. Para Valéria, esse período representou uma etapa importante de aprendizado e também contribuiu para sua decisão de participar diretamente da política municipal.


A passagem da gestão para o Legislativo não aconteceu sem expectativas. Em 2024, Valéria recebeu 1.994 votos e tornou-se a candidata mais votada para a Câmara de Cruzeiro do Sul. O resultado eleitoral marcou uma nova etapa de sua trajetória, agora submetida às responsabilidades de legislar, fiscalizar e representar os interesses da população.
Mas a própria vereadora reconhece que a política não se desenvolve apenas no terreno das conquistas. Há demandas que avançam, outras que esbarram em dificuldades administrativas e muitas que permanecem sem resposta. Entre os desafios que identifica estão as condições dos ramais, a infraestrutura urbana e rural, a assistência às comunidades mais distantes e o acesso à água potável.
Sua atuação também é apresentada a partir de causas específicas, como a proteção animal, a prevenção de acidentes, a assistência a pessoas com deficiência e a ampliação de oportunidades para mulheres.
Em suas respostas, Valéria procura relacionar essas iniciativas a uma compreensão de política orientada pela proximidade com a população. Ao mesmo tempo, admite que parte das cobranças feitas ao poder público ainda não produziu os resultados esperados.



A vereadora também não esconde os sonhos que mantém para o futuro. Entre eles está o desejo de um dia administrar Cruzeiro do Sul como prefeita. A possibilidade, entretanto, é tratada por ela como uma aspiração pessoal, associada à fé e à responsabilidade de cumprir o mandato atual, e não como o anúncio de uma candidatura. Valéria reconhece que esse caminho não depende apenas de sua vontade, mas da construção de um projeto político coletivo e, sobretudo, da aceitação da população de Cruzeiro do Sul.
Ir além é também saber caminhar juntos
A trajetória de Valéria também expõe os limites da atuação política. As demandas ainda sem atendimento e a necessidade de ampliar o acesso a serviços essenciais mostram que a distância entre intenção e resultado permanece como um dos principais desafios da representação pública.
Por enquanto, seu futuro convive com as responsabilidades de um mandato iniciado em 2025, com compromissos que ainda precisam ser concretizados e com as expectativas da população que a escolheu nas urnas.
Talvez seja justamente nessa relação entre sonhos e realidade que se encontre uma das questões centrais de sua caminhada: compreender que o desejo de transformar uma cidade exige mais do que disposição pessoal. Exige escolhas, continuidade, diálogo, capacidade de enfrentar dificuldades e, sobretudo, resultados que possam ser reconhecidos pelas pessoas.
Para Valéria, os sonhos continuam. Para Cruzeiro do Sul, permanecem os desafios. E será na relação entre esses dois caminhos que os próximos capítulos de sua trajetória pública serão construídos.
Por Alexandre N Nobre / Fotos: Samuel Queiroz (@samqueirozac)
Entrevista | Valéria Lima (PP)
Confira a conversa com a vereadora sobre sua trajetória, os desafios da gestão pública, os resultados do mandato e seus projetos para o futuro.
1. Trajetória política – A senhora já esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde. O que a experiência na gestão pública ensinou e por que decidiu disputar uma vaga na Câmara?
Valéria Lima – Minha experiência à frente da Secretaria Municipal de Saúde foi fundamental para compreender que a gestão pública vai muito além da boa vontade. Aprendi que é preciso saber ouvir, acolher, planejar, estabelecer prioridades e, principalmente, buscar soluções concretas para os problemas que afetam diretamente a vida das pessoas.
Essa experiência também me permitiu conhecer de perto os desafios da administração pública, reconhecer boas práticas e identificar situações que acredito que precisam ser conduzidas de maneira diferente. Acima de tudo, compreendi que a política deve ser um instrumento de transformação social, e não apenas um espaço de discursos e promessas.
Decidi disputar uma vaga na Câmara Municipal porque entendi que não bastava apenas observar os problemas ou fazer críticas. Eu precisava participar, assumir responsabilidades e contribuir efetivamente para a construção de soluções.
Entrei na vida pública movida pelo desejo de fazer a diferença, por meio da verdadeira política: aquela que está próxima das pessoas, que escuta suas necessidades, transforma demandas em ações e trata cada cidadão com respeito e dignidade.
Mais do que ocupar um cargo, quero construir uma trajetória que deixe resultados e um legado positivo para Cruzeiro do Sul. Quero que minha família, meus amigos e, principalmente, a população que confiou em mim possam reconhecer no meu trabalho o compromisso de alguém que acredita no potencial da nossa cidade e que não mede esforços para contribuir com seu desenvolvimento.
Para mim, a política só faz sentido quando deixa de ser uma promessa e passa a fazer diferença na vida das pessoas.
2. Compromissos de campanha – A senhora foi a vereadora mais votada de Cruzeiro do Sul em 2024, com 1.994 votos. Quais promessas de campanha já conseguiu cumprir?
Valéria Lima – Desde o início do mandato, tenho procurado honrar a confiança que recebi da população, trabalhando para transformar os compromissos assumidos durante a campanha em ações concretas.
Na causa animal, uma das bandeiras que defendo, conquistamos a aprovação da Lei Municipal nº 1.049, voltada à proteção e ao bem-estar dos animais. Continuamos buscando parcerias e alternativas para ampliar as castrações, especialmente de animais em situação de rua ou pertencentes a famílias em vulnerabilidade social.
Outro compromisso importante foi a regulamentação do transporte remunerado de passageiros por motocicleta por aplicativo, uma demanda apresentada pela categoria e que assumimos durante a campanha.
Na área da saúde, seguimos realizando e apoiando atendimentos itinerantes, incluindo serviços médicos e odontológicos, que alcançam também comunidades rurais e localidades de difícil acesso. Da mesma forma, temos trabalhado para viabilizar a entrega de cadeiras de rodas e cadeiras de banho a pessoas que necessitam desses equipamentos, proporcionando mais mobilidade, autonomia e dignidade.
Também levei ao debate a importância da presença de guarda-vidas nos balneários de Cruzeiro do Sul, fundamentando essa preocupação em orientações técnicas do Corpo de Bombeiros.
Entre os avanços legislativos, destaco ainda a aprovação da Lei nº 1.066, conhecida como Lei Jéssica Santos, que proíbe o uso de linhas cortantes e estabelece regras para a prática segura de soltar pipas, buscando prevenir acidentes e preservar vidas.
Tenho consciência de que nem todos os compromissos podem ser executados imediatamente. Muitas demandas dependem de orçamento, planejamento, parcerias e decisões do Poder Executivo.
Entretanto, acredito que o papel de um vereador comprometido não é simplesmente apresentar uma proposta e esperar. É acompanhar, cobrar, articular, buscar recursos e construir caminhos para que as soluções aconteçam.
Meu compromisso não é apenas lembrar o que prometi durante a campanha, mas continuar trabalhando para que cada compromisso se transforme em benefício para a população.
3. Resultados do mandato – Entre os projetos, indicações e ações apresentados até agora, qual considera sua maior conquista e que benefício concreto trouxe à população?
Valéria Lima – Quando penso nos resultados do meu mandato, não consigo enxergar apenas números, leis aprovadas ou documentos encaminhados. Penso principalmente nas pessoas e nas histórias que existem por trás de cada conquista.
Uma das realizações que mais me emocionam é a Lei Jéssica Santos. Essa legislação nasceu da necessidade de proteger vidas e prevenir acidentes graves provocados pelo uso de linhas cortantes.
Ver diferentes instituições reunidas para discutir e organizar sua aplicação foi muito significativo. Isso demonstra que uma lei não deve existir apenas no papel. Ela precisa produzir resultados, orientar comportamentos e contribuir para uma sociedade mais segura.
Outra conquista que marcou profundamente minha trajetória foi o atendimento a uma mãe de família com três filhos com deficiência, que vivia havia mais de seis anos sem energia elétrica. Por meio de um ofício encaminhado à Energisa e do acompanhamento dessa demanda, conseguimos contribuir para que aquela família finalmente tivesse acesso a um serviço tão essencial.
Também acompanhei a extensão da rede elétrica no Ramal São Francisco, beneficiando moradores que enfrentavam havia mais de dez anos a ausência de eletricidade.
São situações que mostram o verdadeiro significado da política. Às vezes, uma demanda que parece pequena para quem está distante da realidade representa uma mudança gigantesca na vida de uma família.
Além dessas conquistas, destaco os atendimentos itinerantes de saúde, os serviços odontológicos realizados nos ramais, a entrega de cadeiras de rodas e de banho e os cursos profissionalizantes voltados às mulheres.
Os cursos, desenvolvidos com apoio de emendas parlamentares do deputado Pedro Longo e de parceiros, representam oportunidades de capacitação, autonomia e geração de renda. Acredito muito nesse tipo de iniciativa, porque oferecer conhecimento e oportunidades também é uma forma de transformar vidas.
Cada uma dessas ações reforça minha convicção de que a política precisa estar presente onde as pessoas mais necessitam.
Não existe conquista pequena quando ela representa uma grande transformação na vida de alguém. É isso que dá sentido ao meu mandato e me motiva a continuar.
4. Fiscalização e cobranças – A senhora já cobrou melhorias na saúde, nos mercados municipais e na infraestrutura. Quais dessas cobranças tiveram resultados e o que ainda depende de solução?
Valéria Lima – Fiscalizar é uma das responsabilidades mais importantes de um vereador. E sempre procurei exercer essa função com seriedade, responsabilidade e respeito à população.
Ao longo do mandato, tenho apresentado ofícios, indicações e solicitações, além de realizar visitas e manter diálogo com os órgãos responsáveis, cobrando melhorias principalmente nas áreas da saúde, infraestrutura urbana e rural e nos mercados municipais.
Algumas dessas demandas já apresentaram resultados positivos, como as articulações que contribuíram para levar energia elétrica a famílias e comunidades, a realização de atendimentos odontológicos nos ramais e o calçamento de uma escada que estava deteriorada havia muito tempo.
Também tenho dedicado atenção às condições dos mercados municipais. No Mercado do Agricultor João Machado da Silva, localizado no bairro Remanso, por exemplo, solicitei providências relacionadas à limpeza, ao desentupimento e à melhoria das condições do espaço.
Os mercados são fundamentais para a economia local. São ambientes de trabalho de agricultores e feirantes, além de espaços frequentados diariamente pela população. Por isso, precisam receber manutenção, estrutura adequada e atenção permanente do poder público.
Na infraestrutura urbana e rural, reconheço que os resultados ainda estão abaixo do que gostaria de ter alcançado. Existem solicitações relacionadas à recuperação de ruas, ramais, drenagem, trapiches e acessos que continuam aguardando providências.
Faço questão de ser transparente sobre isso. O vereador tem a responsabilidade de apresentar as necessidades da população, fiscalizar, cobrar e acompanhar as respostas. Entretanto, a execução das obras depende do planejamento, das prioridades e da disponibilidade orçamentária do Poder Executivo.
Essa divisão de responsabilidades, porém, não pode ser motivo para acomodação.
Continuarei cobrando, acompanhando e buscando alternativas, porque conheço a realidade de muitas comunidades que enfrentam dificuldades diariamente.
Uma rua sem condições de tráfego, um ramal intrafegável ou a ausência de um acesso adequado não representam apenas problemas de infraestrutura. Essas situações prejudicam o escoamento da produção, dificultam o transporte de pacientes, comprometem a educação e afetam diretamente a dignidade das famílias.
Fiscalizar não é simplesmente apontar problemas. É ter responsabilidade para acompanhar cada demanda, cobrar respostas e insistir até que a população seja atendida.
5. Futuro político – Ainda faltam pouco mais de dois anos para o fim do mandato. Quais são suas prioridades até 2028 e a senhora já pensa em novos desafios políticos ou pretende buscar a reeleição?
Valéria Lima – Tenho muitos projetos e sonhos para Cruzeiro do Sul. Até 2028, quero continuar trabalhando para consolidar ações que já iniciamos e avançar em áreas que considero essenciais para o desenvolvimento da nossa cidade.
Na causa animal, pretendo ampliar as iniciativas de castração e buscar a criação de um espaço adequado para o acolhimento de animais em situação de abandono.
Na área social, quero contribuir para a construção de políticas públicas que ofereçam acolhimento, cuidado, tratamento e novas oportunidades às pessoas em situação de rua e àquelas que enfrentam a dependência química. Acredito que essas situações precisam ser tratadas com responsabilidade, sensibilidade e ações integradas.
Também considero fundamental melhorar o acesso às comunidades rurais, recuperar ramais, fortalecer a assistência técnica aos produtores e garantir melhores condições para quem vive e trabalha no campo.
Quero ampliar e estruturar os cursos profissionalizantes, criando mais oportunidades de qualificação e geração de renda. No esporte, pretendo continuar incentivando projetos, apoiar a recuperação de ginásios e fortalecer iniciativas que promovam saúde, inclusão e qualidade de vida.
Outra prioridade é buscar alternativas para a construção de trapiches de alvenaria, especialmente nas comunidades que dependem do transporte fluvial, oferecendo mais segurança e melhores condições de acesso.
Defendo ainda que Cruzeiro do Sul precisa avançar no planejamento e na organização do turismo. Temos belezas naturais, cultura, tradições e um potencial enorme que precisa ser valorizado por meio de investimentos, infraestrutura e planejamento.
Mas existe uma questão que considero urgente: o acesso à água potável.
Estamos nos aproximando de 2027 e, conforme os dados que temos, apenas cerca de 40% da população de Cruzeiro do Sul tem acesso à água potável. É uma realidade inadmissível para uma cidade com o nosso potencial.
Precisamos trabalhar para mudar esse cenário, buscando emendas parlamentares e investimentos destinados à construção de poços artesianos, à ampliação das redes de distribuição e ao fortalecimento do abastecimento de água. Água potável é uma necessidade básica, uma questão de saúde pública e, acima de tudo, de dignidade humana.
Sei que esses desafios não serão resolvidos de maneira isolada. Sempre acreditei na força do trabalho coletivo, na união de pessoas comprometidas e na importância de construir parcerias.
Nenhuma transformação significativa acontece sozinha. É preciso ouvir as comunidades, reunir instituições, estabelecer prioridades e trabalhar com planejamento e responsabilidade.
E quando me perguntam sobre meu futuro político, respondo com sinceridade: tenho o sonho de um dia ser prefeita de Cruzeiro do Sul.
Não escondo esse desejo, porque acredito que sonhar também faz parte de quem tem vontade de transformar realidades. Mas coloco esse sonho no altar do Senhor, porque tenho fé de que tudo acontece no tempo e segundo a vontade de Deus.
Se um dia Ele confirmar esse caminho e eu tiver essa oportunidade, quero estar preparada para assumir tamanha responsabilidade. Quero que as pessoas compreendam que os sonhos delas também são os meus, que suas dificuldades importam e que uma cidade melhor precisa ser construída com diálogo, planejamento, trabalho e sensibilidade.
Entretanto, meu olhar está voltado para o presente. Tenho um mandato que me foi confiado pela população e quero continuar honrando essa responsabilidade todos os dias.
Não quero ser lembrada apenas pelas palavras que disse ou pelos cargos que ocupei. Quero ser reconhecida pelo trabalho realizado, pelas portas que ajudei a abrir e pelas vidas que, de alguma forma, conseguimos transformar.

“Quero continuar sendo esperança, trabalho e presença. Porque acredito que cuidar de Cruzeiro do Sul é, acima de tudo, cuidar de pessoas.“
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Conexão Amazônica
É Pop lança coluna Conexão Amazônica com notícias e bastidores de Brasília e da Região Norte
Published
2 dias agoon
31/10/2026By
redação Pop
Com Alexandre Nunes Nobre, Arison Jardim, Zé Américo Silva e convidados, novo espaço vai reunir informação, análise política, cultura, economia e histórias do cotidiano amazônico.
O que acontece em Brasília tem reflexos diretos na vida de quem mora no Acre e nos demais estados da Região Norte. Da política aos investimentos públicos, das decisões do Congresso Nacional às oportunidades de negócios e às manifestações culturais, são muitos os assuntos que conectam a Amazônia ao restante do país. É com esse olhar que o portal É Pop lança a coluna Conexão Amazônica, um novo espaço de notícias, análises, entrevistas e bastidores.
A proposta é acompanhar os principais acontecimentos da política e da economia nacional sem perder de vista a realidade amazônica. A coluna também abrirá espaço para o empreendedorismo, a cultura, o comportamento, a inovação e as histórias de pessoas que movimentam o cotidiano da região.
O novo espaço contará com a participação dos jornalistas Alexandre Nunes Nobre, Arison Jardim e o Zé Américo, além de convidados que vão contribuir com diferentes perspectivas sobre os assuntos em destaque.

Com mais de 36 anos de atuação na comunicação, Alexandre Nunes Nobre é jornalista, publicitário e especialista em Marketing e Comunicação Digital. Sua trajetória passa pela televisão, publicidade, produção audiovisual e comunicação política. Atuou na TV União e, durante 16 anos, esteve à frente da direção de produção e programação da Rede Pública de Comunicação do Acre, que reúne a TV Aldeia, a Rádio Difusora e a Rádio Aldeia FM. Desde a década de 1990, também participa de projetos e campanhas políticas na Região Norte, experiência que amplia seu olhar sobre os bastidores do poder e a comunicação institucional.

Arison Jardim é jornalista, fotógrafo e documentarista com trajetória ligada à cobertura da realidade acreana. Seu trabalho reúne jornalismo, fotografia e produção audiovisual, com atenção especial aos direitos humanos, meio ambiente, povos indígenas e comunidades tradicionais. Entre suas produções estão documentários como Povos do Juruá e Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta. Neto do jornalista Foch Jardim, Arison carrega uma ligação familiar com a história da imprensa acreana e uma experiência profissional marcada pelo contato com as pessoas e os territórios da Amazônia.

Já Zé Américo, traz para a coluna sua experiência no jornalismo, na publicidade e no marketing político. Com atuação em campanhas eleitorais para diferentes cargos, incluindo disputas presidenciais, governos estaduais, prefeituras, Senado e Câmara dos Deputados, acompanha os movimentos da política nacional e as estratégias de comunicação dos principais atores do cenário brasileiro. Também escreve artigos e análises para veículos como o ContilNet Notícias e o Metrópoles, abordando eleições, comunicação política e conjuntura nacional.
A reunião desses profissionais permitirá que a Conexão Amazônica transite entre os corredores do poder em Brasília e as ruas, comunidades, empresas e espaços culturais da Região Norte. A ideia é oferecer informação contextualizada, com espaço para diferentes interpretações e para assuntos que nem sempre encontram destaque no noticiário nacional.
A coluna também receberá contribuições de jornalistas, especialistas, pesquisadores, empreendedores e personalidades convidadas. O objetivo é ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades da Amazônia, acompanhando desde as grandes decisões políticas até iniciativas locais capazes de transformar a realidade das comunidades.
Questões como infraestrutura, desenvolvimento econômico, investimentos, meio ambiente, turismo, economia criativa e empreendedorismo estarão presentes na cobertura, ao lado de pautas culturais e histórias do cotidiano. A política terá atenção permanente, tanto nos acontecimentos do Acre quanto nas articulações de Brasília que influenciam os rumos dos estados amazônicos.
A estreia da Conexão Amazônica amplia o espaço de informação e análise do É Pop, fortalecendo a proposta de um jornalismo atento à realidade regional, mas conectado aos acontecimentos do Brasil.
Porque entender a Amazônia também exige acompanhar Brasília. E compreender o Brasil passa, cada vez mais, por ouvir o que a Amazônia tem a dizer.
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