O Seminário Internacional Txai Amazônia não será apenas um espaço de debates e reflexões, mas também um palco vibrante para a efervescência cultural da região. A Mostra Txai Amazônia, integrada ao evento, preparou uma programação artística diversa e impactante, onde a arte se manifesta como a própria voz da floresta. Um destaque essencial: todos os artistas que se apresentarão no palco do Txai Amazônia são originários da região, com uma marcante presença de talentos do Norte do país, celebrando a riqueza e a diversidade cultural local.
Ao todo, mais de 160 artistas deixarão suas mensagens em forma de canto, dança e das mais diversas expressões, no palco do Txai Amazônia, em quatro dias de evento e 23 apresentações. Em tempos de crise climática e disputas simbólicas sobre a Amazônia, a Mostra Txai Amazônia emerge como um manifesto, no qual a bioeconomia vai além do conceito técnico ou uma agenda de desenvolvimento, mas um modo de vida ancorado em saberes, ritos, celebrações e práticas que entrelaçam território, memória e criação.
Marcado para iniciar no dia 25 de junho, no eAmazônia, situado na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco (AC), o Seminário Internacional Txai Amazônia abre a sua programação artística cultural com o líder espiritual Mapu Huni Kuin, que traz a força ancestral dos cantos sagrados, conectando o público com a espiritualidade da floresta.
A celebração da cultura nortista também estará presente com a contagiante Aula Espetáculo de Carimbó com Camila Cabeça, onde o corpo se torna um instrumento da tradição. E para embalar o público com ritmos que ecoam das margens dos rios acreanos, o “Forró no Balde” com Dito Bruzugu e Banda trará a poesia e a alegria do autêntico forró de seringal.
A cena musical contemporânea da Amazônia também marcará presença com o som inovador do DJ Cau Bartholo, que transforma os sons da floresta e as histórias da região em batidas eletrônicas pulsantes. Para fechar a programação em grande estilo, o palco receberá o talento promissor de Ixã, descoberto por Alok, que trará suas canções autorais carregadas de referências e da forte ligação com o Norte do país.
Além da música, o palco do Txai Amazônia será um espaço para outras formas de expressão artística. O grupo Jabuti Bumbá, manifestação cultural popular do Acre, apresentará sua energia contagiante e mensagens de conscientização ambiental através da dança, do teatro e da música. A dança também terá destaque com a performance Corpo Terreiro de Joy Ramos, que expressa a ancestralidade através do movimento e da interpretação em Libras.
A programação do palco Txai Amazônia é, portanto, uma celebração da identidade amazônica em suas múltiplas formas. Uma oportunidade imperdível para sentir a pulsação da floresta através da arte de seus próprios filhos, reafirmando a potência cultural da Amazônia e, em especial, do Norte do Brasil.
A programação completa da Mostra Txai Amazônia pode ser conferida no site txaiamazonia.com.br
Txai Amazônia
Realizado pelo Instituto Sapien – Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional –, em colaboração com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, por meio das Secretarias de Estado de Povos Indígenas (SEPI), Planejamento (SEPLAN), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (FAPAC) e mais de 20 instituições acreanas, o Seminário Internacional Txai Amazônia se apresenta como uma plataforma para a formulação de soluções inovadoras, integrando conhecimento técnico-científico, inovação e sabedoria ancestral.
Ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas é a principal reivindicação dos brasileiros para os próximos governantes. A demanda foi apontada por 42% dos entrevistados na 7ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento mostra que o preço dos ingressos, as despesas com transporte e a falta de espaços culturais ainda dificultam o acesso da população a shows, cinemas, teatros e exposições.
A pesquisa, realizada pelo Observatório da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, revela diferenças no acesso à cultura entre as classes sociais. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E tiveram a mesma oportunidade.
O custo é a principal barreira para a participação em atividades culturais presenciais, citado por 35% dos entrevistados. Entre aqueles que declararam despesas com cultura, 46% gastam até R$ 100 por mês. A falta de equipamentos culturais também limita o acesso: 33% afirmaram não contar com esses espaços na região onde moram.
Além da gratuidade, 32% dos participantes defendem a construção de novos museus, teatros, cinemas e outros equipamentos públicos. Outros 28% pedem reformas e modernização dos espaços existentes, enquanto 26% consideram prioritário ampliar o financiamento à produção cultural independente.
O levantamento também mostra que 22% dos brasileiros querem mais apoio às iniciativas culturais desenvolvidas em favelas, periferias e comunidades tradicionais. A valorização e a formação de artistas e profissionais da cultura foram mencionadas por 21%.
A segurança pública aparece como outro obstáculo. Para 30% dos entrevistados, a violência desestimula a participação em eventos culturais. O medo de assaltos e furtos nas proximidades dos locais das apresentações foi citado por 47%, enquanto 43% mencionaram a falta de policiamento.
Entre as mulheres, 38% manifestaram preocupação com situações de violência ou assédio nos espaços culturais. O percentual representa mais que o dobro dos 14% registrados entre os homens.
Apesar de o acesso à cultura ser um direito assegurado pela Constituição Federal, 32% dos participantes disseram desconhecer essa garantia. Outros 27% afirmaram não saber o que significa ter direito à cultura.
A coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso, explica que as desigualdades de acesso não significam falta de interesse das populações de menor renda. Segundo ela, questões econômicas, sociais e educacionais interferem diretamente nas oportunidades de participação.
A pesquisa ouviu 2.448 pessoas, com idades entre 16 e 65 anos, em 137 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas presencialmente entre os dias 7 e 20 de julho de 2026.
O projeto Samba do Liguth realiza, no próximo sábado, 17 de outubro, uma edição especial em Rio Branco, com a participação do cantor e compositor Zé Roberto, integrante do Quintal do Pagodinho, do Rio de Janeiro. O encontro será realizado no Bar da Piscina da AABB e reunirá músicos e público em uma roda de samba dedicada aos clássicos do gênero.
A apresentação terá um repertório que percorre diferentes gerações e estilos do samba, com músicas que fazem parte da história da música popular brasileira. A proposta é manter o formato tradicional das rodas de samba, marcado pela proximidade entre músicos e público.
A principal atração convidada será Zé Roberto, compositor com trajetória no samba carioca e autor de canções gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beth Carvalho. Sua participação integra a programação preparada por Anderson Liguth, responsável pelo projeto.
O show também marca o retorno do Samba do Liguth após dez meses sem realizar uma edição especial. Para Anderson, o reencontro com o público será uma oportunidade de celebrar a música e reunir os frequentadores do projeto.
“Minha expectativa é das melhores possíveis. Após dez meses, estamos apresentando essa edição especial para matarmos a saudade, celebrando com muito samba e alegria. O público pode ter a certeza de que será um momento muito especial”, afirmou Liguth.
A programação será realizada no Bar da Piscina da AABB, localizado na Estrada Dias Martins, nº 174, bairro Estação Experimental, em Rio Branco.
Os ingressos do primeiro lote estão anunciados por R$ 40, com opção de ingresso duplo por R$ 60. O lote promocional anterior está esgotado.
Informações e vendas podem ser obtidas pelos telefones (68) 99985-9838 e (68) 99944-6092.
Crianças e adultos poderão participar de uma oficina gratuita de confecção de carimbos artesanais no próximo dia 24 de outubro, em Rio Branco. A atividade será realizada pela Casinha Ocupação Cultural, das 9h às 12h, com 20 vagas disponíveis. As inscrições continuam abertas.
Ministrada pela artista Rosilene Nobre, a oficina “Marcas da Natureza: Confecção de Carimbos Artesanais” ensinará técnicas de impressão e criação de carimbos a partir de materiais acessíveis, como folhas, barbante, massinha e EVA.
Durante o encontro, os participantes poderão experimentar diferentes formas de produzir estampas, utilizando elementos naturais, rolinhos de barbante e materiais com texturas variadas. A proposta é apresentar técnicas que possam ser reproduzidas em casa.
Os interessados devem realizar a inscrição pelo telefone (68) 99209-9383. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.
A atividade integra a programação de outubro da Casinha Ocupação Cultural, espaço que atua há mais de 11 anos em Rio Branco com iniciativas de formação artística e cultural.
Além da oficina de carimbos, a programação do mês inclui atividades de crochê, tecelagem com miçangas e costura em papel, também oferecidas gratuitamente à comunidade.