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Petrobras reajusta diesel e aumento do ICMS pressiona preços para consumidores

Combustível sobe nas refinarias e na tributação estadual; impacto será imediato nas bombas

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A partir deste sábado (1º), o preço do diesel sofrerá um novo reajuste que afetará diretamente os consumidores e o setor de transportes. A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,22 por litro nas refinarias, elevando o valor médio do combustível para R$ 3,72. Paralelamente, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também sofrerá acréscimo de R$ 0,06, intensificando ainda mais a alta nos postos.

O impacto será sentido imediatamente. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel S10, que já estava custando R$ 6,17 por litro, pode encarecer ainda mais com a nova carga tributária e os ajustes na cadeia de distribuição.

Esse aumento marca a primeira alta do combustível pela Petrobras desde outubro de 2023, quando a estatal elevou o preço em R$ 0,25, chegando a R$ 4,05 por litro. Depois de uma redução aplicada em dezembro do mesmo ano, o cenário agora se inverte, trazendo novos desafios para a economia e a política de preços da empresa.

O reajuste acontece em um momento de maior debate sobre a política de preços da Petrobras e sua relação com o governo federal. O modelo de paridade internacional foi substituído por um sistema que considera custos internos de produção e importação, mas ainda assim os reajustes seguem impactando a inflação e os custos logísticos do país.

Para transportadores, consumidores e setores que dependem do diesel, a alta reforça a necessidade de uma discussão mais ampla sobre combustíveis no Brasil. Com o governo buscando equilibrar arrecadação e impacto inflacionário, a política de preços da Petrobras segue como um dos pontos mais sensíveis da agenda econômica.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Economia e Empreender

Nova técnica identifica espécies de carne em cerca de 20 minutos

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Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e da Universidade Estadual Paulista desenvolveram uma metodologia capaz de identificar carnes bovina, suína, de frango e de tilápia em cerca de 20 minutos. A tecnologia poderá ser usada no controle de qualidade, na fiscalização sanitária e no combate à substituição ou adulteração de produtos de origem animal.

O método utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF para analisar as proteínas presentes em pequenos fragmentos de carne. Os perfis encontrados funcionam como uma impressão digital molecular, permitindo que cada espécie seja reconhecida por características próprias.

Além de diferenciar carnes de espécies distintas, a metodologia conseguiu separar amostras das raças bovinas Nelore e Angus. A capacidade pode ajudar na certificação de cortes vendidos com maior valor comercial e na verificação da origem declarada pelos fornecedores.

Os testes também identificaram as carnes depois do congelamento ou da fritura. A resistência do método às alterações provocadas pelo armazenamento e pelo preparo amplia a possibilidade de aplicação em alimentos processados e produtos disponíveis no comércio.

A análise começa com a retirada de um fragmento da parte interna da carne, com tamanho aproximado ao de um grão de arroz. As proteínas são extraídas, colocadas em uma placa metálica e submetidas a um laser dentro do espectrômetro. O equipamento mede a massa das moléculas e compara os resultados com um banco de dados.

“Foi possível construir um banco de dados com perfis de massa das proteínas de diferentes carnes para, por exemplo, avaliar a qualidade do produto ou para fins de fiscalização”, afirmou o pesquisador da Embrapa Newton Verbisck, responsável pela liderança do estudo.

O protocolo foi simplificado para reduzir o tempo e o custo da identificação. Enquanto análises genéticas exigem procedimentos mais longos e caros, o novo processo mantém a precisão e pode ser concluído, em média, em 20 minutos.

A tecnologia está operacional em Mato Grosso do Sul apenas na Embrapa Gado de Corte. A expectativa é que o sistema possa apoiar laboratórios, órgãos fiscalizadores e empresas na rastreabilidade da produção, na identificação de fraudes e na proteção dos consumidores contra substituições indevidas.

Foto: Talita Barbosa

Fonte: Embrapa

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Justiça do Acre

TJAC mantém ordem para Estado reforçar segurança em escolas de Cruzeiro do Sul

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A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre manteve, nesta segunda-feira, 27 de julho, a obrigação de o governo estadual reforçar a segurança das escolas públicas de Cruzeiro do Sul. A decisão preservou a sentença que determinou a contratação de vigilantes ou de uma empresa especializada em monitoramento eletrônico para proteger as unidades durante as noites, fins de semana e feriados.

Os desembargadores rejeitaram por unanimidade o recurso apresentado pelo Estado e mantiveram integralmente a decisão de primeira instância. O processo começou com uma ação civil pública do Ministério Público do Acre, após a constatação de que escolas estaduais funcionavam sem sistemas de vigilância.

A falta de segurança favorecia danos ao patrimônio público e prejudicava o funcionamento das unidades de ensino. Para a Justiça, a ausência de providências caracteriza omissão do poder público e permite a intervenção judicial para garantir a proteção das escolas e o direito à educação.

O relator do processo, desembargador Elcio Mendes, considerou que a determinação não viola a separação entre os Poderes nem a chamada reserva do possível. O entendimento foi de que o Judiciário pode exigir a execução de políticas públicas quando direitos fundamentais deixam de ser atendidos pela administração.

O colegiado também negou o pedido para ampliar o prazo de cumprimento da sentença e reduzir ou retirar a multa diária prevista em caso de descumprimento. O Estado terá 30 dias para executar as medidas, sob pena das sanções estabelecidas pelo juízo de origem.

A decisão foi tomada no julgamento da Apelação Cível nº 0800102-13.2022.8.01.0002.

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Economia e Empreender

Mercado corta previsão de inflação de 2026 para 5,12%

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O mercado financeiro reduziu nesta segunda-feira (27) para 5,12% a previsão de inflação no Brasil em 2026. Foi a quarta revisão consecutiva para baixo. Na semana anterior, a estimativa estava em 5,15% e, há quatro semanas, chegava a 5,33%.

Para 2027, a projeção de inflação ficou em 4,22%. A estimativa para 2028 permaneceu em 3,80%.

As previsões para o crescimento da economia, a cotação do dólar e a taxa básica de juros não tiveram alterações. A expectativa é que o Produto Interno Bruto cresça 1,99% em 2026. Para os dois anos seguintes, as projeções são de avanço de 1,60% e 2%, respectivamente.

O dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,20. A previsão está estável há seis semanas. Para 2027, a moeda norte-americana deverá chegar a R$ 5,28, enquanto a estimativa para 2028 é de R$ 5,30.

A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 14% pela quinta semana consecutiva. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, o que representa a expectativa de pelo menos um corte até dezembro.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária está marcada para os dias 4 e 5 de agosto. Para 2027 e 2028, as previsões para a Selic permanecem em 12% e 10,5%, respectivamente.

Fonte e foto: Agência Brasil

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