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Ponte do Caipora é entregue e passa a garantir ligação contínua entre comunidades rurais de Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco concluiu e entregou, na manhã de 31 de dezembro de 2025, a Ponte do Caipora, localizada em área rural do município, com a finalidade de assegurar a travessia permanente de moradores e encerrar um histórico de isolamento enfrentado por famílias da região, sobretudo nos períodos de cheia. A cerimônia contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, além de secretários, lideranças comunitárias e moradores diretamente impactados pela obra.

A nova estrutura substitui uma passagem que, durante anos, apresentava limitações para o tráfego, comprometendo o deslocamento de pessoas, o transporte de alimentos e o acesso a serviços públicos básicos como saúde e educação. Nos meses de inverno amazônico, o aumento do nível das águas impedia a circulação, fazendo com que comunidades inteiras permanecessem isoladas por longos períodos. Com a conclusão da ponte de concreto, o acesso passa a ocorrer durante todo o ano.

Segundo informações da gestão municipal, a obra foi executada com recursos federais, somados a contrapartida financeira da Prefeitura de Rio Branco, que investiu cerca de R$ 2 milhões. Durante a entrega, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a intervenção atende a uma demanda antiga dos moradores da região. “Teve ano em que as comunidades ficavam sem conseguir sair, sem acesso a alimentos. Com essa ponte, o deslocamento passa a ser possível em qualquer período”, declarou.

O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou que a obra integra uma estratégia de ampliação da infraestrutura rural do município. “Garantir o direito de ir e vir das famílias que vivem nessas áreas é uma responsabilidade da gestão pública”, afirmou, destacando que a mobilidade impacta diretamente o acesso a políticas públicas.

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De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a Ponte do Caipora faz parte de um conjunto de investimentos que vem sendo executado nos últimos anos. Segundo ele, a atual administração já concluiu cerca de 100 pontes de madeira do tipo batisteca e entregou seis pontes de concreto. “Essas obras buscam garantir acesso permanente e reduzir a dependência de ações emergenciais”, explicou.

Moradores relataram mudanças imediatas na rotina local. Claucilene Oliveira, que vive no Projeto Moreno Maia há quase três décadas, afirmou que o isolamento durante as enchentes fazia parte do cotidiano da comunidade. “Agora sabemos que será possível sair e retornar mesmo nos períodos de cheia”, disse. Pedro de Souza Marcial, outro morador da região, relatou que em anos anteriores a falta de acesso dificultava o abastecimento das famílias e o contato com a cidade.

Ainda no mesmo dia, a Prefeitura realizou a entrega de outra ponte no Ramal Piçarreira, na região do Calafate, construída integralmente com recursos próprios do município. A estrutura atende produtores rurais e moradores da localidade, facilitando o escoamento da produção agrícola e o tráfego de veículos.

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, que acompanhou as entregas, afirmou que as obras representam o cumprimento de compromissos assumidos ao longo do ano e reforçam a atuação do poder público nas áreas rurais do município.

Com a liberação da Ponte do Caipora para uso, a expectativa da administração municipal é garantir acesso contínuo às comunidades atendidas, reduzir os impactos das cheias sobre a mobilidade e assegurar condições mais estáveis para o transporte de pessoas e produtos ao longo de todo o ano.

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Rio Acre atinge 14,41 metros e mantém ritmo de subida em Rio Branco

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O nível do Rio Acre chegou a 14,41 metros ao meio-dia desta quarta-feira (21), em Rio Branco, mantendo uma elevação contínua de cerca de dois centímetros por hora, segundo a Defesa Civil. A subida é impulsionada pelo grande volume de água que desce das cabeceiras e pelas chuvas intensas registradas na capital, que já somam mais de 107 milímetros nas últimas horas, agravando o cenário de alagamentos, deslizamentos e famílias atingidas em áreas urbanas e rurais.

De acordo com o coronel Cláudio Falcão, da Defesa Civil, o comportamento do rio reflete tanto o aumento do nível em municípios a montante quanto as chuvas locais. “Nós estamos com uma subida rápida, em torno de dois centímetros a cada hora. Nós temos muita água descendo desde as cabeceiras e um agravamento em relação à quantidade de chuva que houve em Rio Branco, que já passa de 100 milímetros. O solo está extremamente saturado, em torno de 90%, então nenhuma água segura mais no solo, ela vai direto para o rio, igarapés e bueiros”, explicou.

A última medição, divulgada ao meio-dia, confirmou a marca de 14,41 metros, após o rio estar em 14,36 metros pela manhã. Falcão alertou que a tendência é de continuidade da elevação, uma vez que, em Capixaba, município próximo a Rio Branco, o nível subiu cerca de 1,5 metro nas últimas 24 horas, e essa água chega à capital entre 12 e 24 horas depois. “Deve continuar aumentando e deve também ultrapassar a marca dos 14,50”, afirmou.

O avanço das águas já atingiu diretamente 631 famílias na zona urbana, distribuídas em 27 bairros, totalizando cerca de 2.286 pessoas. Na zona rural, 250 famílias foram afetadas, muitas delas isoladas após pontes serem submersas, somando aproximadamente mil pessoas. Além disso, 15 comunidades rurais registram impactos, sendo cinco atualmente isoladas por conta do alagamento de acessos.

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A situação dos igarapés também preocupa a Defesa Civil, uma vez que o volume de chuvas e o nível elevado do Rio Acre dificultam o escoamento da água. “Os igarapés podem transbordar a qualquer momento. Quando essa água chega para escoar dentro do Rio Acre, ele está bastante elevado e há um retorno, podendo inundar diversos bairros”, disse Falcão, citando áreas da bacia do São Francisco, como os igarapés Dias Martins, Batista e Fundo.

Além das inundações, há registros de risco geológico em diferentes pontos da cidade. No bairro Casa Nova, na região do Tropical, uma residência sofreu desmoronamento parcial, levando à retirada de famílias e à interdição de passagens de pedestres. Segundo a Defesa Civil, outras áreas, como a Gameleira, apresentam movimentação de massa, exigindo monitoramento contínuo e novas remoções preventivas.

No abrigo do Parque de Exposições, nove famílias, totalizando 21 pessoas, já foram acolhidas. Outras sete famílias estão na Escola Leôncio de Carvalho, e mais cinco foram removidas para casas de parentes. Uma sexta família estava em processo de remoção por risco de desmoronamento, segundo a Defesa Civil.

A previsão meteorológica indica chuvas diárias pelos próximos meses. Falcão informou que há registros de precipitações para todos os dias restantes de janeiro, além de fevereiro e março. Até o dia 20 de janeiro, o acumulado já era de 456 milímetros, enquanto a média esperada para todo o mês é de 287 milímetros. “Nós já estamos quase dobrando a quantidade de chuva”, afirmou.

Com o solo saturado, o nível elevado do Rio Acre e a continuidade das chuvas, a Defesa Civil mantém o alerta máximo em Rio Branco, reforçando o monitoramento de áreas de risco, a retirada preventiva de famílias e a preparação de abrigos, diante da possibilidade de novas elevações do rio, transbordamentos de igarapés e ocorrências de deslizamentos.

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Foto: Pedro Devani

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Concretagem do Elevado da AABB é concluída e obra entra na fase final em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco concluiu a concretagem do Elevado da AABB e informou que a obra entrou na etapa final de acabamento, drenagem e instalação do sistema de iluminação, com previsão de entrega até o fim de fevereiro de 2026, após vistoria realizada nesta terça-feira (20) pelo prefeito Tião Bocalom, acompanhado da primeira-dama Kelen Bocalom e do secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, no canteiro localizado na Estrada Dias Martins, uma das vias com maior fluxo da capital acreana.

O empreendimento, orçado em R$ 25 milhões, é resultado de emenda parlamentar com contrapartida da Prefeitura e já ultrapassou 90% de execução, segundo dados apresentados pela administração municipal. A intervenção foi planejada para reorganizar o tráfego em um trecho que concentra entre 15 mil e 20 mil veículos por dia, considerado um dos principais pontos de retenção viária de Rio Branco, e integra o conjunto de obras voltadas à reestruturação do sistema de mobilidade urbana da cidade.

Durante a visita técnica, o prefeito afirmou que a gestão acompanha o cumprimento do cronograma e cobra da empresa responsável a finalização dentro do prazo previsto. “Sabemos que essa área era um grande gargalo para o trânsito da cidade, mas agora estamos próximos de ver um cenário totalmente diferente. Estamos cobrando da empresa para que possamos inaugurar até o final de fevereiro”, disse Bocalom. Ele também mencionou que a nova estrutura deve se consolidar como referência urbana, ao comparar o elevado ao viaduto Beth Bocalom, já em funcionamento. “O viaduto já se tornou um ponto de referência, com muitas pessoas tirando selfies e se orgulhando do local. O Elevado da AABB será a mesma coisa”, afirmou.

O projeto do elevado inclui, além da estrutura viária, a implantação de paisagismo, iluminação em LED e a criação de novos espaços urbanísticos no entorno, em padrão semelhante ao adotado em outras intervenções recentes da Prefeitura. A expectativa da administração municipal é de que a obra reduza o tempo de deslocamento na região da Estrada Dias Martins e contribua para a melhoria da segurança no tráfego.

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O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, detalhou os fatores que impactaram o cronograma, entre eles a escassez de mão de obra especializada no mercado local e a necessidade de adquirir insumos fora do estado. “Estamos enfrentando dificuldades devido à escassez de indústrias locais e à necessidade de comprar ferragens e outros materiais fora de Rio Branco. Isso gerou um impacto no cronograma, mas estamos seguindo firme, e a obra está dentro do nosso planejamento”, explicou.

Segundo Ferreira, o período de chuvas também contribuiu para atrasos pontuais, além da limitação de profissionais qualificados disponíveis para atuar na obra. Ainda assim, ele afirmou que a execução segue em ritmo acelerado na fase final, concentrada nos serviços de drenagem, acabamento estrutural e instalação do sistema de iluminação.

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Incêndios em residências de Rio Branco levam Corpo de Bombeiros a reforçar alerta sobre prevenção

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O registro de incêndios em residências em Rio Branco nos últimos meses, com ocorrências que provocaram perdas materiais e colocaram moradores em risco, levou o Corpo de Bombeiros do Acre a intensificar orientações preventivas à população, com foco em falhas elétricas, uso inadequado de equipamentos e armazenamento incorreto de materiais inflamáveis. Segundo o capitão Ricardo Moura, especialista em Perícia de Incêndio da corporação, a maioria dos casos atendidos tem relação direta com problemas na rede elétrica doméstica, como ligações clandestinas, sobrecarga de tomadas e instalações antigas que não acompanham o aumento do número de aparelhos em uso nas casas.

Moura afirma que residências com fiação antiga precisam passar por revisão para se adequar à demanda atual de consumo de energia. Ele alerta que improvisos elétricos ampliam o risco de curtos-circuitos e aquecimento excessivo da rede interna. “As instalações muito antigas devem ser revisadas para serem compatíveis com o aumento dos equipamentos que a residência passou a utilizar”, disse o oficial ao comentar a necessidade de manutenção periódica por profissionais qualificados.

O uso frequente de extensões e benjamins, conhecidos como “Ts”, também é apontado como um dos fatores que mais contribuem para o surgimento de focos de incêndio. De acordo com Moura, esses dispositivos permitem a conexão de vários aparelhos em um único ponto que não foi projetado para suportar alta carga elétrica. Ele orienta que equipamentos de maior consumo, como airfryers, micro-ondas, máquinas de lavar, secadores de cabelo, ferros de passar e aquecedores, não devem ser ligados em extensões ou benjamins. “Nunca use benjamins ou extensões para equipamentos de alto consumo. Evite o uso de ‘T’ ou extensões como soluções definitivas”, afirmou.

Além da parte elétrica, o Corpo de Bombeiros chama atenção para objetos e produtos comuns no ambiente doméstico que podem se tornar perigosos em caso de fogo. Entre eles estão esmaltes, sprays de cabelo, álcool, solventes, óleos de cozinha, tintas, colas e velas acesas sem supervisão. Moura destaca ainda que a gordura acumulada em coifas e fogões aumenta a inflamabilidade da cozinha, especialmente quando há chamas expostas ou superaquecimento de utensílios.

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O armazenamento de botijões de gás é outro ponto sensível, segundo o especialista. Ele orienta que os recipientes sejam mantidos em locais arejados, externos à residência e sempre na posição vertical, como forma de reduzir o risco de vazamentos e explosões. Em situações de princípio de incêndio, a primeira medida deve ser desligar o padrão de energia da casa. Caso haja extintor disponível, o tipo BC pode ser utilizado para conter o foco inicial, e o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193, com informações sobre o endereço, pontos de referência e a existência de vítimas.

Moura explica que, em residências unifamiliares, não há exigência legal de equipamentos preventivos, mas recomenda a instalação de um extintor do tipo ABC para quem desejar reforçar a segurança. Já em prédios, as regras seguem o projeto contra incêndio e pânico, que precisa ser apresentado e aprovado pela Diretoria de Atividades Técnicas e Operacionais (Datop). “Cada edificação deve ter projeto apresentado e aprovado pelo setor responsável”, reforçou.

O capitão também destaca a vulnerabilidade de crianças e idosos em situações de emergência e orienta que eles não sejam deixados sozinhos em casa. Entre os sinais de risco que exigem atenção imediata estão cheiro de queimado, tomadas quentes, disjuntores que desarmam com frequência e luzes piscando. “Esses indícios exigem atenção imediata de um profissional qualificado”, disse. Em condomínios, a recomendação é que síndicos mantenham os equipamentos de combate a incêndio em condições adequadas, promovam treinamentos periódicos e garantam que as rotas de fuga permaneçam desobstruídas.

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