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Notícias

Prefeito Zequinha Lima inaugura CETEA em parceria com APAAA

Investimento de R$ 870 mil viabiliza novo espaço para atendimento especializado

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul inaugurou um novo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) na quinta-feira, 27, que foi entregue à Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Autismo de Cruzeiro do Sul (APAAA). O custo total da construção do centro foi de R$ 820 mil, financiado por emenda parlamentar, com uma contrapartida de R$ 50 mil do município.

A APAAA, presidida pelo pedagogo Peter Roger Nogueira dos Santos e composta por doze membros, destaca a importância do CETEA para a comunidade. O defensor público João Augusto Câmara afirmou que o novo centro facilitará a inclusão social das pessoas com autismo, disseminando conhecimento e oferecendo suporte às famílias.

Peter Roger enfatizou que o CETEA proporcionará um espaço acolhedor e digno para pessoas com autismo na região de Cruzeiro do Sul, começando com o atendimento de cerca de 50 crianças e expandindo posteriormente. O centro oferecerá atendimentos pedagógicos, terapêuticos e domiciliares.

O Prefeito Zequinha Lima ressaltou os esforços contínuos da prefeitura em apoiar a causa dos autistas, mencionando a criação do AMA em 2021, que cresceu significativamente, e a inauguração recente do Centrim para casos mais moderados e severos. O prefeito destacou que o novo CETEA será administrado pela Associação dos Autistas, com apoio contínuo de emendas parlamentares e convênios municipais para garantir seu funcionamento e a contratação de profissionais necessários.

Internacional

França planeja toque de recolher após protestos que deixaram um morto e 2,4 mil presos

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O governo da França anunciou nesta segunda-feira (19) que pretende adotar toques de recolher em determinadas cidades e regiões do país, após um fim de semana de protestos contra o governo, confrontos com policiais e saques a estabelecimentos comerciais. Os episódios de violência deixaram um manifestante morto, cerca de 2,4 mil pessoas presas e quase mil policiais feridos.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que solicitou às autoridades locais a adoção de restrições de circulação nas áreas mais afetadas. Ele não descartou a possibilidade de declarar estado de emergência, mas defendeu, inicialmente, medidas limitadas a determinadas localidades. Um toque de recolher generalizado em Paris foi descartado.

As manifestações começaram há algumas semanas, inicialmente organizadas por estudantes que reclamavam da falta de professores e das condições das escolas. Com o avanço da mobilização, os protestos passaram a reunir reivindicações contra o aumento do custo de vida, a desigualdade social e os cortes nos gastos públicos.

No sábado (17), os atos foram acompanhados por confrontos com as forças de segurança, depredações e saques em diferentes cidades. Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos.

A Federação do Comércio e do Varejo informou que quase 3 mil estabelecimentos comerciais foram afetados pelos tumultos. Representantes do setor solicitaram ao governo medidas de apoio financeiro, incluindo a suspensão de tributos e contribuições previdenciárias para empresas prejudicadas.

Lecornu responsabilizou grupos de extrema-esquerda por parte dos episódios de violência. O líder político Jean-Luc Mélenchon contestou a acusação e cobrou a apresentação de provas.

A crise também atingiu o governo do presidente Emmanuel Macron. Nesta segunda-feira, o ministro do Interior, Laurent Nunez, apresentou uma oferta de renúncia, que foi recusada pelo presidente. Macron determinou que o ministro permanecesse no cargo e trabalhasse para conter os bloqueios e saques, além de esclarecer as falhas na atuação dos órgãos de segurança.

Os protestos ocorrem em meio às dificuldades econômicas da França, que enfrenta crescimento da dívida pública e negociações para aprovação do orçamento nacional. A instabilidade aumenta a pressão sobre o governo a cerca de seis meses da eleição presidencial de 2027, quando Macron encerrará seu segundo mandato.

Foto: Jorge Jaramillo / JJxFile.com / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Economia e Empreender

Pesquisa do Sebrae aponta que 66% dos pequenos negócios apoiam proibição das bets no Brasil

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Levantamento mostra que 26% dos empresários associam queda no faturamento às apostas online; outros 38% esperam aumento nas vendas com o fim das plataformas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 66% dos donos de pequenos negócios brasileiros apoiam a proibição das apostas online, conhecidas como bets. O levantamento ouviu 1.028 empreendedores de todo o país e mostrou que 26% associam a redução do faturamento de suas empresas, nos últimos 12 meses, ao avanço dos jogos virtuais.

Entre os entrevistados, 57% se declararam totalmente favoráveis à proibição e 8,8% parcialmente favoráveis. Outros 23,5% disseram ser contrários à medida. A pesquisa foi realizada após o governo federal determinar, por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026, o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas online no Brasil. As plataformas começaram a sair do ar em 6 de outubro.

Os efeitos das apostas também foram percebidos no comportamento dos consumidores. De acordo com o levantamento, 33% dos empresários relataram que seus clientes passaram a ter menos dinheiro disponível para compras. Outros 18% observaram aumento da inadimplência e atrasos nos pagamentos, enquanto 11,5% registraram maior procura por parcelamentos e compras fiadas.

A pesquisa também apontou consequências dentro das empresas. Entre os estabelecimentos que possuem funcionários, 40% relataram problemas associados às apostas, incluindo endividamento dos trabalhadores, pedidos de adiantamento salarial, uso de plataformas durante o expediente e redução da produtividade.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que o dinheiro anteriormente destinado ao consumo de produtos e serviços passou a ser utilizado em jogos virtuais, com reflexos no comércio local. Para ele, a proibição pode contribuir para a recuperação do poder de compra das famílias e do faturamento dos pequenos estabelecimentos.

Com a retirada das plataformas, 38% dos empreendedores esperam aumento nas vendas, enquanto 42% acreditam que o faturamento permanecerá estável. Apenas 0,6% projetam queda nas receitas. A expectativa de recuperação, no entanto, ainda depende do comportamento dos consumidores nos próximos meses.

Do total de participantes, 56% são proprietários de microempresas, 22,5% são microempreendedores individuais (MEIs) e 21,5% administram empresas de pequeno porte. O setor de serviços concentrou 53% das respostas, seguido pelo comércio, com 29%.

A pesquisa reuniu participantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A Região Norte respondeu por 3% da amostra. O Sebrae não apresentou resultados específicos para o Acre.

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Acre

Exportações do Acre para os EUA caem 24,7% após tarifaço de Trump

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As exportações do Acre para os Estados Unidos caíram 24,7% nos 12 meses posteriores ao início do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A redução foi de aproximadamente R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em outubro de 2026. A madeira foi o principal produto afetado no estado.

As vendas acreanas ao mercado norte-americano passaram de US$ 3,02 milhões, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 2,27 milhões, entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença foi de US$ 746,9 mil, equivalente a R$ 5,71 milhões na conversão apresentada pelo estudo.

A retração ocorreu após a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. No entanto, o levantamento não atribui toda a redução exclusivamente às medidas comerciais, já que fatores como demanda internacional e condições de mercado também influenciam as exportações.

No cenário nacional, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 16,2% nos períodos analisados, passando de US$ 41,47 bilhões para US$ 34,77 bilhões. A redução foi de aproximadamente US$ 6,7 bilhões.

Proporcionalmente, a queda registrada no Acre superou a média brasileira em 8,5 pontos percentuais. Outros estados também tiveram retrações, como Tocantins (56,1%), Rio Grande do Norte (53,9%), Alagoas (52,8%) e Roraima (48,3%).

O levantamento da CNM utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compara dois períodos de 12 meses para avaliar as mudanças nas exportações municipais destinadas ao mercado norte-americano.

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