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Cultura

Projeto “Raízes Vivas” da Cia. Garatuja encerra temporada de sucesso com espetáculo em Sena Madureira

Arte que preserva a memória e a cultura do Acre chega à reta final com chave de ouro!

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A Cia. Garatuja de Artes Cênicas, com o projeto “Raízes Vivas: Mostra Cênicas”, financiado pelo Edital LPG Arte e Patrimônio 007/2023 da Fundação Elias Mansour (FEM), através da Lei Paulo Gustavo 195/2022, percorreu o Acre resgatando memórias e celebrando as raízes culturais indígenas e acreanas através de 2 espetáculos emocionantes. Após uma série de apresentações impactantes, o projeto se aproxima de seu encerramento, trazendo a dança e o teatro para o coração das comunidades. E como toda grande jornada, o projeto se prepara para fechar com chave de ouro em Sena Madureira, no dia 14 de outubro, com a apresentação do espetáculo “Correrias”.

Ao longo das últimas semanas, o público de diversas regiões pôde se emocionar e refletir sobre a importância da preservação de nossa história e identidade. O espetáculo “Rádio Seringal” levou sua narrativa cativante ao palco da Praça da Juventude, em Rio Branco, no dia 13 de setembro, e ao público da escola fundamental e ensino médio EJA Santo Izidoro, em Senador Guiomard, com uma apresentação especial no dia 17 de setembro. Em Placido de Castro, o público da escola João Ricardo de Freitas teve a oportunidade de assistir a uma emocionante apresentação no dia 24 de setembro. A peça, que explora acontecimentos históricos marcantes do Acre, tocou profundamente os espectadores, reforçando a conexão com nossa ancestralidade.

Por sua vez, a força e a intensidade de “Correrias” – que aborda o massacre indígena e seus impactos culturais – foram vivenciadas no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco, no dia 5 de setembro, e em Porto Acre (Vila do Incra), na escola estadual Edmundo Pinto Almeida Neto, no dia 11 de setembro. Agora, encerrando a temporada, o espetáculo terá sua última apresentação no dia 14 de outubro, na escola Dom Júlio Mattioli, em Sena Madureira, consolidando o impacto artístico e social desse grande circuito cultural.

A reta final de um projeto que transforma comunidades

Após essa incrível jornada, o projeto “Raízes Vivas” se prepara para o seu grande final. A apresentação de “Correrias” em Sena Madureira, no dia 14 de outubro, marcará o encerramento de uma circulação que emocionou, ensinou e fortaleceu a relação das comunidades com sua própria história.

Acessibilidade e inclusão: cultura para todos

Um dos grandes destaques do projeto foi seu compromisso com a acessibilidade. Todas as apresentações contaram com intérprete de Libras, garantindo que as peças fossem acessíveis a um público diverso e inclusivo, atendendo a todos que buscam vivenciar a arte de forma plena. A Cia. Garatuja tem como objetivo transformar o teatro e a dança em ferramentas de comunicação abertas para todos.

Impacto além dos palcos

O projeto “Raízes Vivas” não se limitou a entreter; trouxe à tona a urgência de manter viva a memória cultural acreana, especialmente em tempos de mudanças rápidas. As apresentações serviram como um convite ao público para refletir sobre suas próprias origens e a importância de preservar as histórias dos povos indígenas e do povo acreano.

Com décadas de dedicação à cultura local, a Cia. Garatuja mais uma vez mostrou sua força e qualidade ao proporcionar espetáculos que não apenas emocionam, mas educam e conectam o público às suas raízes. A missão de descentralizar a arte e levar cultura às comunidades foi cumprida com sucesso, atingindo centenas de pessoas ao longo do circuito.

Fechando com chave de ouro!

Chegamos ao final desta linda jornada, e o encerramento em Sena Madureira será o momento de coroar esse grande ciclo de apresentações. A Cia. Garatuja encerra o projeto “Raízes Vivas” com a certeza de que o trabalho desenvolvido trouxe luz às histórias que jamais podem ser esquecidas, garantindo que a memória e a cultura acreana continuem a viver através da arte.

Não perca o grandioso desfecho do projeto “Raízes Vivas” em Sena Madureira, no dia 14 de outubro. O espetáculo “Correrias” promete uma experiência profunda e inesquecível, conectando o público à força da arte que transforma e mantém viva a história dos povos acreanos.

Para mais informações, siga nossas redes sociais: @ciagaratujadeartescenicas

CiaGaratuja #Danca #Teatro #Amazonia #Acre #PovosOriginarios

Cultura

DJ VERO LANÇA O ÁLBUM OBJETOS CORTANTES

O álbum independente da artista porto-velhense combina noiadance e funk, marcando a presença da música eletrônica amazônica nas plataformas digitais.

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A cena da música eletrônica brasileira ganha um novo marco com o lançamento de Objetos Cortantes, álbum que conecta a autenticidade do noiadance de Porto Velho e do funk a produções de alto impacto. Produzido a partir da Amazônia, o projeto consolida a inserção da música eletrônica nortista nos circuitos nacionais, trazendo inovação e forte identidade cultural para um mercado maioritariamente concentrado no Sudeste do país. 

Por trás deste conceito está VERO, produtora musical, DJ, multiartista sonora e profissional de áudio. Atuando num mercado historicamente masculino, VERO destaca-se pela sua sólida bagagem técnica em sound design e cinema, transpondo para a produção musical uma pesquisa apurada de atmosferas, recortes e frequências que elevam a experiência do ouvinte. 

Lançado a 15 de outubro, Objetos Cortantes traduz vivências, dor e autoria em arquiteturas sonoras imersivas. O trabalho convida o ouvinte a mergulhar numa narrativa autêntica que reconfigura os limites do eletrônico experimental feito no Brasil. 

Ouça o álbum aqui.

Sobre VERO

Verônica Brasil (VERO) é DJ, produtora musical, sound designer e realizadora audiovisual de Porto Velho (RO). Atuando na interseção entre a pista de dança, o cinema e o território amazônico, a sua pesquisa foca-se no funk, em sonoridades latinas, no bass brasileiro e no eletrônico experimental. 

VERO é fundadora do Projeto Mormaço e tornou-se a primeira DJ mulher de Rondônia a apresentar-se em Roma (2024). Em 2025, lançou o projeto audiovisual e de remixes Ecos no Rio, gravado no rio Madeira com coprodução de Daniel Almeida, recriando canções de Gabi Shima e Gabriê. VERO assina ainda a faixa BOTANO NOIADANCE, que ganhou forte reconhecimento de nomes como DJ Caio Prince, Mc Luanna, DJ Thiago Martins e MU540. 

Fotos: Iury Melo  Fonte: Assessoria de Imprensa 

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Cultura

Projeto Eternizando Arte promove dois espetáculos gratuitos em Rio Branco nesta sexta e sábado

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Apresentações acontecem na Usina de Arte João Donato e no Horto Florestal, com entrada gratuita, e integram atividades de formação em fotografia cultural.

O projeto Eternizando Arte promove dois espetáculos gratuitos em Rio Branco nesta sexta-feira (23) e no sábado (24). A programação reúne apresentações musicais e atividades práticas de fotografia, com o objetivo de proporcionar aos participantes do projeto experiências de cobertura de eventos culturais.

Na sexta-feira (23), às 19h30, a Usina de Arte João Donato recebe o espetáculo cênico-musical “Minha Vida nas Canções de Chico”, construído a partir de composições de Chico Buarque de Holanda. A apresentação combina música e elementos teatrais para explorar histórias e narrativas presentes na obra do compositor brasileiro.

No sábado (24), às 16h30, o Horto Florestal será palco de “Sinira e Chuvisco In Concert”. A apresentação acontece em ambiente aberto e oferece aos participantes do Eternizando Arte a oportunidade de experimentar técnicas de registro fotográfico em condições diferentes das encontradas em espaços teatrais.

As apresentações integram a etapa prática do projeto “Eternizando Arte – Um mergulho na fotografia de eventos e projetos culturais”, idealizado e conduzido por Narjara Saab. A iniciativa oferece formação voltada à fotografia de manifestações culturais, abordando técnicas de iluminação, composição, posicionamento, movimentação e construção de narrativas visuais.

Antes das apresentações, os participantes tiveram aulas presenciais com Narjara Saab e atividades práticas de iluminação cênica com Ivan de Castela. Agora, poderão aplicar os conhecimentos adquiridos durante a cobertura dos dois espetáculos, trabalhando com diferentes condições de luz e movimentação dos artistas.

“Mais do que aprender a operar uma câmera ou um celular, a proposta é desenvolver um olhar atento para aquilo que acontece diante da gente: a luz, os artistas, o público, o espaço, os detalhes e a história que aquele evento precisa contar por meio das imagens”, explica Narjara.

O projeto também busca contribuir para a preservação da memória cultural por meio da fotografia, aproximando a formação técnica da experiência de registro de eventos artísticos.

As duas apresentações são abertas ao público e não haverá cobrança de ingresso.

O Eternizando Arte tem concepção e produção geral de Narjara Saab, produção da AcreAtiva Produções e realização da Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. A iniciativa conta com apoio da Usina de Arte João Donato, Museu dos Povos Acreanos e Sesc Acre.

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Cultura

Pesquisa aponta que 42% dos brasileiros querem mais acesso gratuito à cultura

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Ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas é a principal reivindicação dos brasileiros para os próximos governantes. A demanda foi apontada por 42% dos entrevistados na 7ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento mostra que o preço dos ingressos, as despesas com transporte e a falta de espaços culturais ainda dificultam o acesso da população a shows, cinemas, teatros e exposições.

A pesquisa, realizada pelo Observatório da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, revela diferenças no acesso à cultura entre as classes sociais. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E tiveram a mesma oportunidade.

O custo é a principal barreira para a participação em atividades culturais presenciais, citado por 35% dos entrevistados. Entre aqueles que declararam despesas com cultura, 46% gastam até R$ 100 por mês. A falta de equipamentos culturais também limita o acesso: 33% afirmaram não contar com esses espaços na região onde moram.

Além da gratuidade, 32% dos participantes defendem a construção de novos museus, teatros, cinemas e outros equipamentos públicos. Outros 28% pedem reformas e modernização dos espaços existentes, enquanto 26% consideram prioritário ampliar o financiamento à produção cultural independente.

O levantamento também mostra que 22% dos brasileiros querem mais apoio às iniciativas culturais desenvolvidas em favelas, periferias e comunidades tradicionais. A valorização e a formação de artistas e profissionais da cultura foram mencionadas por 21%.

A segurança pública aparece como outro obstáculo. Para 30% dos entrevistados, a violência desestimula a participação em eventos culturais. O medo de assaltos e furtos nas proximidades dos locais das apresentações foi citado por 47%, enquanto 43% mencionaram a falta de policiamento.

Entre as mulheres, 38% manifestaram preocupação com situações de violência ou assédio nos espaços culturais. O percentual representa mais que o dobro dos 14% registrados entre os homens.

Apesar de o acesso à cultura ser um direito assegurado pela Constituição Federal, 32% dos participantes disseram desconhecer essa garantia. Outros 27% afirmaram não saber o que significa ter direito à cultura.

A coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso, explica que as desigualdades de acesso não significam falta de interesse das populações de menor renda. Segundo ela, questões econômicas, sociais e educacionais interferem diretamente nas oportunidades de participação.

A pesquisa ouviu 2.448 pessoas, com idades entre 16 e 65 anos, em 137 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas presencialmente entre os dias 7 e 20 de julho de 2026.

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