O projeto “Artes Visuais nas Escolas” está promovendo 20 obras de três renomados artistas plásticos /, são eles: Darci Seles, Roberta Marisa e Luiz Eduardo. A ação, que ocorre na capital acreana, será realizada em, ao menos, três instituições de ensino. Além das exposições, o evento conta com um bate-papo com os artistas após as mostras.
As escolas da rede de ensino integral estão sendo contempladas com o projeto “Artes Visuais nas Escolas”, que leva arte e cultura diretamente para os estudantes. A iniciativa conta com 20 obras de Darci Seles, Roberta Marisa e Luiz Eduardo, três artistas plásticos de destaque no cenário artístico. A proposta é promover o acesso à arte de forma prática e imersiva, criando um ambiente de reflexão e aprendizagem.
Segundo Darci Seles, um dos expositores, o projeto tem como objetivo aproximar os estudantes das artes visuais e dos artistas locais. “Esse projeto visa levar um pouco de informação sobre as artes visuais para os alunos da rede pública. Nós estamos indo para essas quatro escolas levando uma pequena amostra com obras minhas, da Roberta Marisa e do Luiz Eduardo. A intenção é fazer com que os alunos conheçam um pouco sobre o que são as artes visuais, quem são os artistas. Eu faço uma fala com eles, apresento alguns artistas do nosso estado, e o principal objetivo é levar essa informação para essa galera do ensino médio, para que comecem a conhecer nossos artistas e a valorizar o trabalho que é feito aqui no estado”, explica.
Nesta semana, duas exposições estão programadas: dia 17, na Escola de Ensino Integral José Ribamar Batista, e no dia 19, a exposição chega à Escola de Ensino Integral Sebastião Pedrosa.
Além disso, no dia 24 de outubro, o Centro de Apoio ao Cego também será palco para uma exposição inclusiva, ampliando o acesso à arte para todos os públicos.
Ao final de cada exposição, há um bate-papo com os artistas, permitindo que os estudantes conheçam de perto o processo criativo e a trajetória dos expositores. Essa troca entre artistas e alunos enriquece a experiência, fortalecendo a educação e o interesse pelas artes visuais nas escolas.
O projeto é financiado pelo governo federal, por meio da Lei Paulo Gustavo, e pela prefeitura de Rio Branco. Além disso, conta com a
Produção de Nathânia Oliveira, da Pé Rachado produções e é realizado por Darci Seles e Alamoju Centro de Cultura e Pesquisa.
Dry Alves, assessoria de comunicação Fotos: Sol e Lua Fotografia
A aproximação entre a Lua crescente e Vênus chamou a atenção de observadores na noite de quarta-feira, 17 de junho de 2026, em várias regiões do Brasil e de outros países das Américas. Logo após o pôr do sol, os dois astros apareceram muito próximos no horizonte oeste. Em parte da faixa de visibilidade, o encontro foi além da conjunção aparente e virou uma ocultação lunar, quando a Lua passou na frente de Vênus por alguns minutos.
A conjunção acontece quando dois corpos celestes parecem estar lado a lado no céu vistos da Terra, embora estejam separados por grandes distâncias no espaço. No caso desta quarta, o fenômeno ficou ainda mais marcante porque Vênus surgiu como um ponto muito brilhante ao lado do fino arco iluminado da Lua. Em áreas fora da faixa exata da ocultação, o público ainda conseguiu acompanhar a aproximação visual pouco depois do entardecer.
A cena também destacou a luz cinérea, brilho suave que deixa visível a parte escura da Lua. Esse efeito acontece quando a luz do Sol reflete na Terra e retorna para iluminar discretamente a superfície lunar que não recebe luz solar direta. O contraste entre a Lua crescente, a luz cinérea e o brilho intenso de Vênus ajudou a transformar o encontro em um dos registros mais vistosos do céu de junho.
Vênus, muitas vezes chamado de estrela-d’alva ou estrela vespertina, é na verdade um planeta e costuma se destacar por ser um dos objetos mais luminosos vistos da Terra. O fenômeno desta semana fez parte de uma sequência de alinhamentos observáveis neste mês, com a Lua passando também nas proximidades de Júpiter e Mercúrio.
Para observar formações desse tipo, a recomendação é procurar locais com horizonte oeste livre e pouca interferência de luz artificial logo após o pôr do sol. Em caso de uso de binóculos, câmeras com zoom ou telescópios, o cuidado principal é não apontar os equipamentos para regiões próximas ao Sol antes do anoitecer, por risco de lesão grave à visão.
Alunos da Escola de Música do Acre participam, de quarta-feira (17) a segunda-feira (22), dos Recitais Abertos, na sede da instituição, em Rio Branco, a partir das 10h. A programação reúne estudantes em formação musical e permite que familiares e a comunidade acompanhem o aprendizado desenvolvido nas aulas.
A atividade é realizada pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura, por meio da Emac, e integra a rotina pedagógica dos alunos. As apresentações funcionam como parte do processo de formação, com a prática de tocar diante do público e de lidar com a plateia.
O coordenador da Emac, Adson Barbosa, afirma que a experiência ajuda os estudantes a desenvolverem segurança na execução musical. “A apresentação ao público cria nos alunos um hábito, que é performar em frente às pessoas. É uma prática importante, porque faz parte da formação do músico estar em contato com a plateia”, disse.
Entre os participantes está Ricardo Asafe, aluno do curso de piano. Para ele, o estudo da música contribui para o desempenho em outras áreas. “No teclado, os movimentos para tocar desenvolvem a coordenação motora e o nosso raciocínio. Tanto o teclado, que eu toco, quanto os outros instrumentos são importantes, porque, assim como as matérias do colégio, precisamos ter foco e disciplina para aprender”, afirmou.
A Escola de Música do Acre atende estudantes da rede pública de ensino dos níveis fundamental e médio. A instituição também oferece musicalização infantil e aulas voltadas à comunidade no período da noite.
A atuação abolicionista de Luiz Gama entrou na disputa por um reconhecimento global da Unesco com a candidatura de documentos, manuscritos e textos publicados na imprensa que registram sua defesa jurídica de pessoas escravizadas no Brasil. A inscrição foi oficializada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Arquivo Nacional em 26 de novembro de 2025, dentro do edital 2026-2027 do Programa Memória do Mundo, e o resultado deve sair no fim de 2027.
Figura central da história brasileira, Luiz Gama libertou mais de 500 pessoas escravizadas e construiu sua trajetória a partir da própria experiência de violência. Nascido livre, ele foi vendido pelo pai aos 10 anos, em Salvador, e levado para São Paulo, onde viveu sob escravidão até conseguir provar, aos 18, que tinha direito à liberdade. Impedido de se formar em Direito por causa do racismo, frequentou aulas como ouvinte, tornou-se rábula e passou a atuar nos tribunais em defesa da população negra.
A candidatura apresentada à Unesco reúne o acervo preservado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo sob o título Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade (1830-1882). Entre os documentos estão cartas de alforria, registros produzidos quando Gama trabalhava em delegacia e um livro manuscrito com a lista de 123 africanos livres. O conjunto já recebeu reconhecimento do Comitê Regional para a América Latina e o Caribe do programa da Unesco e agora busca o selo mundial.
Parte desse acervo revela como Gama usou o próprio trabalho no aparato estatal para enfrentar a escravidão. Ao ter acesso a passaportes de pessoas escravizadas, ele identificava casos de africanos trazidos ilegalmente ao país mesmo depois da proibição do tráfico. Em vez de permitir a continuidade da posse ilegal, barrava documentos, ajudava a garantir a liberdade dessas pessoas e fazia seus registros de identidade. A atuação provocou confronto com setores poderosos da época e terminou com sua expulsão da polícia, em 1869.
Outro eixo decisivo da candidatura é a chamada Questão Netto, apontada por historiadores como uma das maiores ações coletivas de libertação de escravizados das Américas. No processo, Gama enfrentou a disputa em torno da herança do comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto para fazer valer a libertação de 217 pessoas escravizadas prevista em testamento. O caso se tornou um marco de sua atuação jurídica e política.
O reconhecimento internacional pode ampliar a projeção da obra de Luiz Gama como símbolo da luta por liberdade, igualdade e reparação histórica. Mais do que preservar papéis do século 19, a candidatura leva à Unesco o registro de uma ação concreta contra a escravidão em um país marcado pelo tráfico humano e pela desigualdade racial.