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Seu Jorge encontra Raimundão na Resex Chico Mendes e dá rosto ao turismo comunitário em Xapuri

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A visita de Seu Jorge à Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, nesta quarta-feira (17), ganhou força política e simbólica ao reunir o artista com Raimundo Mendes de Barros, o Raimundão, primo de Chico Mendes e uma das vozes históricas da defesa da floresta no Acre. O encontro, acompanhado por Rogério Mendes, filho de Raimundão e fundador do Eco Tour Resex, transformou uma noite de música, conversa e fotografia em vitrine para o turismo de base comunitária, a produção de borracha nativa e a permanência das famílias extrativistas dentro do território.

“Tem encontros que parecem acontecer no tempo certo. E essas fotos guardam exatamente isso”, escreveu Rogério, ao tentar traduzir o que havia diante dele: de um lado, um artista reconhecido no Brasil e fora dele; do outro, um homem que atravessou décadas de luta pela floresta em pé sem abandonar a colocação, a memória dos empates e o modo de vida seringueiro. “Receber o Seu Jorge aqui, no coração da Reserva Extrativista Chico Mendes, não foi apenas receber um artista. Foi abrir as portas da nossa casa, da nossa história e da nossa forma de viver para mostrar que existe um outro caminho possível: um caminho onde floresta em pé, cultura e dignidade caminham juntas.”

Rogério sabe que, dentro da Resex, uma visita nunca é só uma visita. Quem chega ali pisa em um território criado em 1990, depois do assassinato de Chico Mendes, como resposta concreta à luta dos seringueiros contra o avanço da derrubada e da pecuária sobre a floresta. A reserva tem pouco mais de 970 mil hectares, atravessa sete municípios do Acre e abriga cerca de duas mil famílias extrativistas, aproximadamente dez mil pessoas que vivem entre seringais, castanhais, roçados, rios, varadouros e memórias.

É nesse chão que o Eco Tour Resex tenta fazer do turismo uma forma de renda sem expulsar ninguém do próprio lugar. Rogério apresentou a visita como parte de uma caminhada que já dura cerca de quatro anos e ganhou estrutura mais recente com investimentos, chalés e acolhimento para quem deseja conhecer a rotina das comunidades tradicionais por dentro, sem transformar a floresta em cenário vazio. A passagem de Seu Jorge incluiu convivência com moradores, música e agenda voltada à produção de borracha, à conservação ambiental e à visibilidade do território.

“Receber o Seu Jorge reforça algo que a gente já sabe: apoiar o turismo de base comunitária não é um detalhe, é uma urgência”, escreveu Rogério. “É criar oportunidades para que as famílias locais possam viver com dignidade, gerar renda, permanecer em seus territórios e continuar mantendo a floresta de pé.” A frase carrega uma disputa antiga no Acre: a floresta só permanece em pé quando quem vive nela encontra trabalho, preço justo, estrada possível, comunicação, escola, saúde e respeito. Sem isso, a conservação vira discurso distante da cozinha, do roçado e da conta do mês.

O encontro ganha ainda mais peso pela presença de Raimundão. Aos olhos de Rogério, o pai não aparece apenas como parente de Chico Mendes, mas como um guardião de uma história construída com o corpo. “Ao lado dele está Raimundão, primo de Chico Mendes, homem da floresta, guardião de uma história construída com resistência, trabalho e amor por esse território. Em cada conversa, em cada lembrança e em cada gesto existe um legado que atravessa gerações: o entendimento de que proteger a floresta também significa cuidar de quem vive dentro dela.”

Raimundão já foi descrito como um “sábio ancião da floresta” pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas. Na Comunidade Rio Branco, no Seringal Floresta, ele manteve produção de látex, roçado, plantio de seringueiras, fruteiras e outras espécies, numa experiência concreta de viver da floresta sem destruí-la. A liderança dele vem das lutas dos anos 1970 e 1980, quando seringueiros, ribeirinhos, agricultores e povos indígenas enfrentaram o avanço da devastação no Acre.

Essa liderança continua custando caro. Em 2025, Raimundão voltou ao centro das tensões na Resex após ataques virtuais ligados a conflitos sobre gado ilegal e desmatamento dentro da unidade. Mesmo sob ameaça, ele respondeu com a firmeza de quem não aprendeu a recuar: “Eu não paro, eu não paro porque eu não tenho como parar. Eu não parei quando eu era novo, porque agora na velhice eu vou parar? Vou continuar fazendo o meu trabalho.”

A fotografia com Seu Jorge, por isso, não funciona apenas como registro afetivo. Ela aproxima duas formas de voz. Rogério leu a cena dessa maneira: “Essa imagem fala de encontro entre mundos. De um lado, a voz que ecoa para o Brasil e para o mundo. Do outro, a voz silenciosa e diária de quem mantém viva a Amazônia todos os dias.” A potência da imagem está justamente nessa inversão: a celebridade entra na floresta, mas o protagonismo pertence a quem ficou quando a câmera vai embora.

A presença da Veja amplia esse sentido. A marca trabalha com borracha nativa do Acre desde os primeiros anos de sua criação, em parceria com cooperativas e associações como a CAPEB, a CAEX e a Amopreab. O modelo busca pagar valor diferenciado às famílias, garantir compra com contratos de longo prazo, apoiar a organização da produção e manter a borracha como alternativa econômica para quem vive na floresta.

No projeto da borracha, a Veja afirma atuar desde 2007 com a Amopreab na Reserva Chico Mendes. Hoje, mais de 2.500 famílias, representadas por 22 associações, participam da cadeia. A empresa também criou, com apoio do Partnership For Forests, um protocolo de borracha sustentável, com monitoramento de desmatamento e pagamentos de bônus para estimular a conservação.

Para Rogério, a chegada da equipe da Veja ao território ajuda a romper uma barreira histórica: a floresta costuma ser lembrada pelo conflito, pela morte e pela ameaça, mas menos pelas soluções que já nascem dentro dela. “Nosso agradecimento especial à Veja por ter vindo até aqui e por ajudar a mostrar que dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes existem famílias, sonhos, trabalho e soluções reais para o futuro”, escreveu. “Mostrar essas histórias é também fortalecer a luta de tantas pessoas que acreditam que desenvolvimento e conservação podem andar juntos.”

Essa é a camada mais importante da visita. O artista não chegou a um palco convencional. Chegou a um território onde a economia da floresta precisa disputar espaço com a pecuária, com a grilagem, com o fogo e com a sensação de abandono que tantas vezes empurra jovens para fora da comunidade. Quando o turismo de base comunitária, a borracha nativa, o ateliê de madeira caída, a castanha, o café e a comunicação comunitária aparecem juntos, a Resex deixa de ser tratada como paisagem distante e passa a ser entendida como lugar de trabalho, inteligência e futuro.

“Que esse momento fique marcado não só como uma visita, mas como um símbolo: quando a arte encontra a floresta, quando a memória encontra o futuro e quando as pessoas enxergam que aqui existe vida, potência e um legado que continua sendo escrito”, escreveu Rogério. A frase resume a ambição de quem não quer transformar a Reserva Chico Mendes em peça de museu. Quer fazer dela uma escola viva, onde o visitante chegue para ouvir, comer, caminhar, dormir, aprender e sair carregando outra ideia de Amazônia.

Naquela noite, Seu Jorge cantou, conversou e encontrou Raimundão. Mas a cena maior estava ao redor: a casa aberta, a floresta respirando no escuro, a família recebendo visitantes, a história de Chico Mendes atravessando gerações e um jovem ambientalista tentando provar que turismo comunitário não é ornamento de projeto, é uma política de permanência. “Uma noite. Uma conversa. Uma fotografia. Uma memória para o resto da vida”, escreveu Rogério. Na Resex Chico Mendes, às vezes uma fotografia guarda mais que uma lembrança. Guarda um caminho.

As fotos são de Paulo H. Costa.

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Funai abre 32 vagas no Acre com salários de até R$ 7,6 mil

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) está com inscrições abertas para um processo seletivo simplificado que oferece 32 vagas no Acre, com oportunidades para profissionais de níveis médio e superior. Os salários variam de R$ 2.806,88 a R$ 7.647,20, para jornada de 40 horas semanais. As inscrições são gratuitas e seguem até 25 de setembro.

As vagas são destinadas à Coordenação Regional Alto Purus, com sede em Rio Branco. Do total oferecido no estado, 26 postos são para Agente Temporário em Proteção Territorial, cargo que exige ensino médio completo e tem remuneração de R$ 2.806,88.

Para essa função, os candidatos devem ter entre 18 e 59 anos completos na data da contratação. As atividades envolvem apoio às ações de proteção territorial desenvolvidas pela Funai, inclusive em áreas indígenas.

As outras seis vagas são para Especialista Temporário em Proteção Territorial, com salário de R$ 7.647,20. As oportunidades incluem atuação em apoio administrativo, atividades de campo e manejo integrado do fogo.

Os cargos de especialista exigem formação superior compatível com a área escolhida. Também estão entre os requisitos Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo na categoria B, além de conhecimentos ou experiência relacionados às funções previstas no processo seletivo.

A seleção reserva parte das vagas para pessoas com deficiência e candidatos contemplados pelas políticas de cotas. Também haverá formação de cadastro de reserva para futuras contratações durante o período de validade do processo.

Os profissionais selecionados poderão participar de ações em terras indígenas e operações de proteção territorial. As atividades incluem fiscalização, prevenção e combate a incêndios, apoio a operações de desintrusão e deslocamentos para áreas de difícil acesso, inclusive por vias terrestres e fluviais.

Além da remuneração mensal, os contratados poderão receber benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio pré-escolar, conforme as regras previstas para cada caso.

O processo seletivo será composto por análise curricular e entrevista por competências. As duas etapas terão caráter eliminatório e classificatório, com entrevistas realizadas de forma on-line. Os aprovados contratados também deverão participar do Curso Básico de Proteção Territorial.

Os contratos poderão ter duração de até quatro anos, com possibilidade de prorrogação, respeitado o limite máximo de cinco anos. A previsão é que o resultado final e a homologação da seleção sejam divulgados em dezembro de 2026.

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MPF cobra governo do Acre após rompimento de bloqueio no Ramal Barbary

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As motocicletas e os quadriciclos voltaram a cortar a floresta por um caminho que deveria estar fechado. Na Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto, moradores da aldeia Nova Vida I registraram a circulação de veículos pelo Ramal Barbary e levaram a denúncia ao Ministério Público Federal em 14 de setembro. No dia seguinte, o MPF cobrou do governo do Acre o restabelecimento das barreiras físicas previstas em acordo homologado pela Justiça Federal e deu prazo de cinco dias para o Estado informar quais medidas adotaria diante do descumprimento.

A cena registrada pelos indígenas parece simples: veículos passando por uma estrada de terra. Por trás dela, porém, existe uma disputa que atravessa anos, envolve obras públicas, licenciamento ambiental, direitos indígenas e a tentativa de criar uma ligação terrestre para Porto Walter sem repetir os problemas que levaram a Justiça a interromper o avanço do projeto.

O trecho em disputa fica entre o Rio Juruá-Mirim e o Rio Paraná dos Mouras. Ali, o acordo judicial obriga o governo estadual a impedir a circulação não autorizada. Barreiras físicas deveriam permanecer nos acessos, acompanhadas de placas explicando a restrição. Se essas estruturas fossem destruídas ou retiradas, caberia ao Estado reconstruí-las e adotar providências para impedir novas passagens, inclusive com apoio policial.

Foi justamente essa proteção que desapareceu.

Imagens apresentadas ao MPF pelos Jaminawa mostraram motocicletas e quadriciclos atravessando novamente o trecho bloqueado. A denúncia chegou em um momento em que o acordo completava pouco mais de um ano e deveria representar uma espécie de trégua institucional depois de uma longa batalha judicial.

O MPF enviou ofício à Procuradoria-Geral do Estado em 15 de setembro e cobrou providências. O governo passou a enfrentar não apenas a necessidade de explicar por que o bloqueio deixou de funcionar, mas também a obrigação de demonstrar que consegue cumprir aquilo que assumiu perante a Justiça.

O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre informou que uma fiscalização realizada nas últimas semanas de agosto encontrou as barreiras intactas. Depois da denúncia dos indígenas, servidores retornaram à área e constataram que as estruturas haviam sido vandalizadas e retiradas por terceiros. A autoria da destruição não foi identificada.

O Deracre anunciou a intenção de reconstruir as barreiras com um modelo mais resistente e buscar apoio das forças de segurança para reforçar a fiscalização. A medida tenta responder ao problema imediato, mas não encerra a questão central: enquanto o Ramal Barbary não estiver regularizado dentro das condições estabelecidas pela Justiça, a circulação naquele trecho continua proibida.

Para entender por que uma estrada de terra no interior do Acre chegou ao centro de uma disputa judicial, é preciso voltar a 2022.

A abertura do Ramal Barbary fazia parte da tentativa de criar uma ligação terrestre com Porto Walter, município que historicamente depende dos rios para deslocamento de moradores, transporte de alimentos, combustível, materiais de construção e outras mercadorias. Em uma região onde o calendário das viagens ainda acompanha o nível das águas, uma estrada permanente representa uma mudança profunda na rotina da população.

O problema começou quando a implantação dessa ligação alcançou uma área diretamente relacionada à Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto e a uma região ambientalmente sensível próxima ao Parque Nacional da Serra do Divisor.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Acre recorreram à Justiça contra a forma como a obra avançava. Entraram na disputa o governo estadual, o Deracre, o Instituto de Meio Ambiente do Acre e municípios da região. O licenciamento ambiental passou a ser questionado, assim como a ausência de consulta prévia aos indígenas afetados.

A consulta não é uma etapa burocrática colocada no caminho de uma obra. Para comunidades indígenas, ela representa o direito de participar das decisões capazes de alterar o território, a circulação de pessoas, o acesso aos recursos naturais e a própria rotina das aldeias. A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho estabelece que povos indígenas e tradicionais devem ser consultados de forma livre, prévia e informada quando medidas administrativas ou empreendimentos puderem afetá-los diretamente.

No caso do Ramal Barbary, essa conversa não ocorreu antes do avanço das intervenções.

Também surgiram questionamentos sobre a competência para o licenciamento, a ausência de estudos ambientais considerados necessários e os possíveis impactos na área de influência do Parque Nacional da Serra do Divisor. As autorizações que sustentavam as intervenções acabaram anuladas.

A posição dos Jaminawa nunca se resumiu a uma rejeição automática à estrada. Durante as discussões sobre o empreendimento, a comunidade apresentou uma reivindicação mais complexa: participar das decisões, discutir os impactos, negociar medidas de compensação e avaliar até mesmo mudanças no traçado.

Essa diferença é decisiva para compreender o conflito.

De um lado, Porto Walter busca romper um isolamento terrestre que afeta o preço dos produtos, o transporte de pacientes, a circulação de estudantes, o deslocamento de trabalhadores e a própria presença do poder público. Do outro, uma terra indígena tenta impedir que uma obra capaz de transformar profundamente a região avance sem regras, consulta e proteção.

Entre essas duas realidades está o Estado.

Depois de anos de ações judiciais, embargos e discussões sobre o licenciamento, uma tentativa de conciliação ganhou forma em 2025. Em 10 de setembro daquele ano, a Justiça Federal em Cruzeiro do Sul homologou um acordo entre o MPF e o governo do Acre para permitir que o futuro da estrada continuasse sendo discutido, mas dentro de novas condições.

O acordo não enterrou definitivamente o Ramal Barbary. Também não autorizou sua abertura imediata.

O Estado poderia buscar a regularização do empreendimento, realizar novos estudos, promover a consulta aos povos indígenas e cumprir as exigências ambientais. Até que essas etapas avançassem, o trecho continuaria fechado.

O governo assumiu compromissos concretos. As barreiras deveriam permanecer nos acessos, novas intervenções dependeriam de consulta livre, prévia e informada aos Jaminawa e o processo de regularização ambiental precisaria ser reconstruído. O Estado também assumiu o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos à comunidade indígena, valor destinado a projetos comunitários acompanhados pelo MPF e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

A solução construída na Justiça tentou acomodar duas necessidades que durante anos apareceram como se fossem incompatíveis: garantir a Porto Walter a possibilidade de conquistar um acesso terrestre e assegurar que esse caminho não fosse aberto atropelando direitos indígenas e regras ambientais.

Um ano depois, a passagem de motocicletas e quadriciclos pelo trecho bloqueado mostrou como esse equilíbrio continua frágil.

Para quem vive na aldeia Nova Vida I, a barreira não é apenas uma estrutura de madeira ou terra colocada sobre uma estrada. Ela representa a garantia física de que o acordo firmado longe da floresta também terá validade dentro dela.

Quando essa barreira é retirada, o problema deixa de ser apenas administrativo.

Cada veículo que atravessa o caminho sem autorização coloca novamente diante dos Jaminawa a possibilidade de circulação crescente de pessoas dentro de uma área que ainda não teve sua situação definitivamente resolvida. Também coloca o governo diante de uma responsabilidade difícil de transferir: preservar no território aquilo que assinou perante a Justiça.

O futuro do Ramal Barbary ainda pode passar pela abertura de uma estrada regularizada. Para isso, o projeto terá de enfrentar os estudos ambientais, a participação dos indígenas e todas as condições que ficaram pendentes desde o início das obras.

Até lá, a estrada tem uma regra clara: permanece fechada.

É por isso que a denúncia feita pelos moradores da aldeia Nova Vida I ultrapassa a passagem de algumas motocicletas por um ramal no interior do Acre. O que está sendo colocado à prova é a capacidade do Estado de transformar decisões judiciais e compromissos administrativos em proteção concreta no território.

No meio da floresta, onde não existe juiz acompanhando cada acesso e nem procurador diante de cada barreira, o acordo depende de algo mais elementar: que aquilo que foi fechado permaneça fechado.

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Ufac oferece 27 vagas para mestrado e doutorado em Saúde Coletiva

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A Universidade Federal do Acre (Ufac) abriu seleção para 27 vagas nos cursos de mestrado e doutorado acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC), em Rio Branco. As vagas são destinadas ao ingresso no primeiro semestre de 2027, sendo 14 para o mestrado e 13 para o doutorado.

As inscrições serão realizadas pela internet em outubro. Para o mestrado, os interessados poderão se inscrever entre 14 e 29 de outubro de 2026. No doutorado, o prazo termina em 30 de outubro.

No mestrado, dez vagas são destinadas à ampla concorrência e quatro às ações afirmativas para candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência. A seleção contempla graduados em diferentes áreas relacionadas à saúde e campos previstos no edital, como Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Educação Física, Fisioterapia, Farmácia, Ciências Biológicas, Biomedicina e Saúde Coletiva.

O curso tem duração máxima de 24 meses e carga horária de 810 horas. As atividades acadêmicas serão realizadas em período integral, nos turnos da manhã e da tarde.

A seleção para o mestrado terá prova escrita de Saúde Coletiva, arguição e análise do Currículo Lattes. A prova está prevista para 10 de novembro, das 8h30 às 12h30. As arguições devem ocorrer entre 30 de novembro e 4 de dezembro. O resultado final está previsto para 18 de dezembro.

Para o doutorado, são oferecidas dez vagas de ampla concorrência e três destinadas às ações afirmativas. Podem participar candidatos com título de mestre reconhecido pelo Ministério da Educação. Quem estiver concluindo o mestrado também poderá concorrer, desde que cumpra as exigências para obtenção do título antes da matrícula.

A seleção do doutorado terá avaliação do anteprojeto de tese, apresentação e defesa oral do trabalho, arguição e análise do Currículo Lattes. As apresentações estão previstas para ocorrer entre 1º e 7 de dezembro. O resultado final deve ser divulgado em 14 de dezembro, enquanto a convocação para matrícula está prevista até 25 de janeiro de 2027.

O programa desenvolve pesquisas relacionadas ao processo saúde-doença, determinantes sociais, produção do cuidado, promoção e prevenção da saúde, políticas públicas e gestão. As linhas também abrangem estudos sobre doenças transmissíveis e não transmissíveis, saúde da criança, da mulher e do idoso, nutrição, segurança alimentar e educação em saúde.

Os editais também estabelecem exigências relacionadas à proficiência em leitura em língua inglesa. A aprovação no processo seletivo não garante bolsa de estudos, já que a concessão depende da disponibilidade de recursos e cotas das agências de fomento.

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