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Política

Alan Rick oficializa candidatura ao Governo do Acre e aposta em mudança, emprego e voz do povo

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O senador Alan Rick oficializou, na noite deste sábado, 25 de julho, sua candidatura ao Governo do Acre nas eleições de 2026, durante convenção realizada no Ginásio do Sesc Bosque, em Rio Branco, diante de militantes, apoiadores e lideranças da coligação O Acre da Gente em Boas Mãos, formada por Republicanos, Novo, PSD, Avante, Democracia Cristã e Democrata.

Ao lado do candidato a vice-governador, empresário Ricardo Leite, e dos candidatos ao Senado Mara Rocha, Sérgio Petecão e Júnior Feitosa, Alan apresentou os pilares que pretende levar para a campanha: mudança política, geração de empregos, atração de investimentos, fortalecimento dos serviços públicos e oposição ao grupo que atualmente comanda o Governo do Estado.

Mesmo com a chuva que caiu antes do início do evento, o ginásio recebeu apoiadores de diferentes regiões do Acre. Acompanhado da esposa, Michele Miranda, e do filho Pedro, Alan procurou transformar a convenção em uma demonstração de força popular e no ponto de partida de um projeto apresentado como alternativa para o Palácio Rio Branco.

A ideia de esperança ocupou o centro de sua mensagem e apareceu como resposta a uma pergunta que acompanhará toda candidatura de oposição: como enfrentar a estrutura política e administrativa do grupo que controla o Governo do Estado? Alan respondeu colocando o eleitor acima das estruturas partidárias. “A máquina não vence a voz do povo”, afirmou.

A declaração reuniu duas frentes da estratégia eleitoral. A primeira é a tentativa de apresentar sua candidatura como expressão de um movimento construído fora do governo estadual. A segunda é transformar o desejo de mudança em um programa capaz de responder a problemas como desemprego, saída de jovens do estado, baixa arrecadação e dificuldades no funcionamento dos serviços públicos.

Alan aproximou o discurso de mudança da promessa de desenvolvimento econômico. Ao defender investimentos privados, aumento da receita estadual sem elevação de impostos e criação de postos de trabalho, resumiu o caminho escolhido para a campanha. “O Acre precisa de investimento, emprego e desenvolvimento”, declarou.

A escolha de Ricardo Leite para a vice-governadoria reforçou esse eixo. Ao apresentar o empresário, Alan destacou sua atuação no setor produtivo e a experiência acumulada na administração de empresas. “O Rico nos traz a experiência da iniciativa privada”, afirmou.

A presença de Ricardo Leite procura estabelecer uma ligação direta entre gestão pública e atividade empresarial. Alan aposta que a trajetória do candidato a vice poderá ajudar na atração de empresas, na organização administrativa e na construção de políticas voltadas à geração de emprego e renda. A composição também oferece à chapa um nome sem passagem por cargos eletivos e identificado com a administração privada.

O discurso econômico foi acompanhado por compromissos nas áreas de saúde, educação, segurança e atendimento ao produtor rural. Alan afirmou que pretende melhorar os serviços oferecidos pelo Estado e criar condições para que os jovens encontrem oportunidades no Acre, sem precisar deixar suas famílias em busca de trabalho em outras regiões do país.

As propostas detalhadas, com metas, prazos e fontes de financiamento, deverão ser apresentadas durante a campanha.

Alan chegou ao Ginásio do Sesc Bosque acompanhado da família, do presidente estadual do Republicanos, deputado federal Roberto Duarte, e de representantes dos partidos aliados. A presença dessas lideranças mostrou que a candidatura pretende reunir apoio político, vínculo familiar e mobilização popular dentro da mesma imagem de campanha.

A disputa pelo Governo do Acre representa um novo passo na trajetória de Alan Rick. Natural de Rio Branco, jornalista, administrador de empresas e pós-graduado em jornalismo político, ele trabalhou por quase duas décadas como apresentador de televisão antes de entrar para a política. Foi eleito deputado federal em 2014, reeleito em 2018 e chegou ao Senado em 2022. Agora, disputará pela primeira vez o comando do Executivo estadual.

A escolha de Ricardo Leite levou para a chapa um empresário com atuação nos setores da educação, agronegócio, varejo e energia. Conhecido como Rico, ele preside o Conselho de Administração do Centro Universitário Uninorte e acumula mais de três décadas de experiência na iniciativa privada. Embora possua histórico de filiação partidária, esta será sua primeira disputa por um cargo eletivo.

Para o Senado, Mara Rocha foi apresentada como o principal nome do Republicanos. Ex-deputada federal e candidata ao Governo do Acre em 2022, ela retorna às urnas defendendo renovação política, investimentos em infraestrutura e saúde, fortalecimento do setor produtivo e combate à corrupção. Sua presença acrescenta à chapa experiência parlamentar e uma candidatura feminina para o Congresso Nacional.

Sérgio Petecão disputará a reeleição ao Senado pelo PSD. Ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado federal e senador por dois mandatos, ele chega à campanha com uma trajetória ligada aos municípios e ao contato direto com as comunidades. Dentro da aliança, deverá defender políticas voltadas à população mais pobre e usar sua experiência política para ampliar a presença da chapa no interior.

O terceiro nome apresentado para o Senado foi o advogado Júnior Feitosa, da Democracia Cristã. Ele procura ocupar o espaço da renovação e relaciona sua candidatura à criação de oportunidades para os jovens, à melhoria da saúde pública e à necessidade de mudança na representação política. Ao lançar três candidatos para uma disputa com duas vagas, Alan afirmou que trabalhará por todos. “Eu posso carregar até quatro. Nós temos três excelentes nomes e estou muito feliz com todos eles.”

Dentro do ginásio, a chuva, as manifestações da militância e os discursos de mudança construíram a imagem de mobilização que o grupo pretendia apresentar. Fora dele, Alan e seus aliados entrarão em uma disputa que exigirá mais do que entusiasmo. A chapa terá de transformar críticas ao atual governo em propostas para emprego, saúde, educação, segurança, produção rural, infraestrutura e equilíbrio das contas públicas.

A convenção mostrou que Alan Rick pretende iniciar a campanha apresentando sua candidatura como alternativa ao grupo governista. Ricardo Leite acrescenta experiência empresarial; Mara Rocha oferece trajetória parlamentar e discurso de renovação; Sérgio Petecão leva capilaridade política e ligação com os municípios; e Júnior Feitosa busca representar novos nomes. A partir do início oficial da campanha, a promessa de mudança passará pelo teste das ruas, dos debates e das urnas.

Política

Lula vai à ONU defender multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O discurso brasileiro está marcado para terça-feira (22) e deve concentrar-se na defesa do multilateralismo, na solução negociada de conflitos internacionais e na reforma do Conselho de Segurança.

A participação ocorre durante o Debate Geral da Assembleia, que reúne líderes dos 193 Estados-membros da ONU entre 22 e 28 de setembro. O encontro deste ano tem como tema “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

O Brasil tradicionalmente abre os discursos dos países no Debate Geral, enquanto os Estados Unidos, como país anfitrião, falam em seguida. Lula deve apresentar a posição brasileira diante dos principais conflitos e desafios internacionais e reforçar a defesa do respeito ao direito internacional humanitário e da não interferência nos assuntos internos de outros países.

A reforma das Nações Unidas deve ocupar espaço na fala presidencial. O governo brasileiro defende mudanças na composição e no funcionamento do Conselho de Segurança, responsável pelas principais decisões da organização relacionadas à paz e à segurança internacional.

A posição brasileira prevê a ampliação da representação de países em desenvolvimento no órgão. Atualmente, o Conselho de Segurança tem 15 integrantes, sendo cinco permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — com poder de veto.

A mudança na estrutura do Conselho é uma pauta recorrente da diplomacia brasileira. Em discursos anteriores na ONU, Lula já defendeu alterações na composição, nos métodos de trabalho e no uso do poder de veto, sob o argumento de que a estrutura criada após a Segunda Guerra Mundial não representa de forma adequada o cenário internacional atual.

Antes do pronunciamento, Lula terá uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres. A agenda presidencial também prevê encontros bilaterais com chefes de Estado e de governo na segunda-feira (21). Os participantes dessas reuniões ainda não foram divulgados oficialmente.

Também está previsto um encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Lula deve retornar ao Brasil na própria terça-feira, após cumprir a programação na Assembleia Geral.

Não há confirmação de uma reunião bilateral entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como o chefe do Executivo norte-americano fará seu pronunciamento logo depois do presidente brasileiro, existe a possibilidade de os dois se encontrarem nos bastidores da Assembleia, mas nenhuma agenda entre eles foi anunciada.

Esta será a 11ª participação de Lula em uma Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Considerando seus três mandatos, ele deixou de comparecer ao encontro apenas em 2010.

A delegação brasileira terá ainda uma programação de reuniões ao longo da semana em Nova York. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará de encontros envolvendo grupos como Brics, G77, G4, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e outros mecanismos internacionais.

A agenda também inclui debates sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, combate à desigualdade, direito internacional humanitário e atuação da Comissão de Consolidação da Paz.

No dia 23, Mauro Vieira vai presidir uma reunião ministerial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa criada durante a presidência brasileira do G20. No dia seguinte, comandará um encontro ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, organização atualmente presidida pelo Brasil.

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Política

Candidatos não podem ser presos a partir deste sábado nas Eleições 2026

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Candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 não podem ser presos ou detidos a partir deste sábado, 19 de setembro, em todo o país. A restrição começou 15 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e segue até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação. A única exceção prevista para os candidatos nesse período é a prisão em flagrante delito.

A regra está no artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral. A proteção vale para as candidaturas que participam da eleição e tem como objetivo impedir prisões durante o período imediatamente anterior à votação, salvo quando houver flagrante.

Se um candidato for preso em flagrante, deverá ser apresentado imediatamente à autoridade judicial competente, que analisará a legalidade da prisão.

No primeiro turno, os eleitores vão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais. A votação será realizada em 4 de outubro.

Nas disputas para presidente e governador em que houver segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro. Os candidatos que permanecerem na disputa também terão a restrição à prisão entre 10 e 27 de outubro. Nesse intervalo, a detenção também somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito.

A legislação estabelece regras diferentes para os eleitores. No primeiro turno, eles não poderão ser presos ou detidos entre 29 de setembro e 6 de outubro, exceto em caso de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou descumprimento de salvo-conduto.

Caso haja segundo turno, a mesma regra para os eleitores valerá de 20 a 27 de outubro.

Mesários e fiscais de partidos também contam com proteção prevista no Código Eleitoral durante o exercício de suas funções. Nesses casos, a prisão ou detenção somente pode ocorrer em flagrante delito.

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Política

AGU pede ao STF validação de reajuste do Bolsa Família para R$ 691

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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheça a validade do decreto que reajusta os benefícios do Bolsa Família. A atualização de 15,04% entra em vigor em outubro e eleva o valor mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691. O governo sustenta que a medida apenas recompõe os valores de um programa permanente e está de acordo com a legislação eleitoral.

O Decreto nº 13.120 foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (17). A correção considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. O benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores serão considerados na folha de outubro, com pagamentos disponíveis a partir do dia 19.

Na manifestação apresentada ao STF, a AGU argumenta que o reajuste não cria um novo benefício nem estabelece uma vantagem excepcional em ano eleitoral. A defesa da União sustenta que a medida faz parte da execução regular do Bolsa Família e representa a atualização de uma política pública já existente.

A Lei nº 14.601, de 2023, que instituiu o atual modelo do Bolsa Família, permite ao Poder Executivo alterar os valores dos benefícios e o piso garantido às famílias. A legislação também prevê que esses valores podem ser corrigidos em intervalos de até 24 meses, sem possibilidade de redução.

Além do piso de R$ 691, outros componentes do programa também serão atualizados. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança, enquanto o Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes, passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras.

O pedido apresentado pela AGU será analisado pelo ministro Gilmar Mendes. A discussão ocorre após uma contestação ao reajuste chegar também à Justiça Eleitoral. Na quinta-feira, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou uma ação apresentada pelo deputado Zé Trovão contra a atualização dos benefícios. A decisão foi tomada por questão processual e não analisou o mérito do reajuste.

Atualização: O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

Fonte e foto: Agência Brasil

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