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Política

Bocalom defende videomonitoramento e diz que câmeras deram contagem de 64 mil pessoas no Carnaval 2026

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou em 18 de fevereiro de 2026 um balanço do Carnaval na capital e atribuiu o resultado de público e a avaliação de segurança ao uso de uma central de videomonitoramento testada durante as noites de festa, com câmeras instaladas no entorno do evento para registrar circulação e apoiar ações de segurança.

Segundo Bocalom, a Prefeitura usou pela primeira vez um sistema capaz de contabilizar, em tempo real, a movimentação do público, com câmeras posicionadas para fazer contagem sem duplicidade. “Uma câmera dessa, ela verifica a imagem inicial. Se essa pessoa passar mais uma vez na frente da câmera, ele não conta. Só conta uma vez”, disse o prefeito, ao afirmar que o método permite “confiar” no número divulgado. Com base nessa contagem, ele declarou que “por aqui passaram mais de 64 mil pessoas”, mesmo com duas noites coincidindo com jogos.

No detalhamento apresentado, o prefeito afirmou que a cidade já opera com centenas de equipamentos e que, no período do Carnaval, parte do sistema foi direcionada para a área do evento. Na coletiva do balanço, ele citou cerca de 400 câmeras espalhadas pela cidade e aproximadamente 100 concentradas no entorno da festa, incluindo equipamentos com reconhecimento facial e mecanismos de contagem. Já em 11 de fevereiro, durante a apresentação da nova sala da Central de Videomonitoramento no gabinete municipal, Bocalom falou em cerca de 450 câmeras instaladas em pontos estratégicos, como Parque Chico Mendes, Terminal Urbano, Rodoviária e praças, e confirmou a previsão de 100 câmeras na área do Carnaval, “boa parte delas com reconhecimento facial”.

A defesa do videomonitoramento apareceu também como argumento para voltar a descartar a criação de uma Guarda Municipal, tema que já entrou no debate local. Bocalom afirmou que a gestão decidiu investir em tecnologia e questionou o custo de uma nova estrutura. “O mundo inteiro hoje trabalha com vídeo de monitoramento. Então para que gastar dinheiro com guarda municipal?”, declarou, ao dizer que a Prefeitura deve priorizar um ambiente que estimule investimento privado e geração de emprego. Ele relatou ainda conversa com o prefeito de Campinas, que teria dito que não implantaria guarda municipal diante do nível de monitoramento disponível.

No mesmo pronunciamento, o prefeito ampliou o escopo do sistema para além do Carnaval e relacionou o monitoramento a outras frentes da administração municipal. Ele citou uso no trânsito, apoio a emissoras com imagens da cidade, acompanhamento de obras, ações da Defesa Civil e vigilância de áreas consideradas sensíveis, incluindo trechos de beira de rio onde famílias seriam retiradas e, depois, o espaço passaria a ser acompanhado para evitar novas ocupações irregulares, com participação da Secretaria de Meio Ambiente. “O vídeo de monitoramento da prefeitura não fica restrito à questão da segurança”, afirmou.

A expansão anunciada inclui, segundo ele, escolas e unidades de saúde em todos os bairros, com câmeras em ambientes internos e externos, além do acompanhamento a partir do centro de controle. “Em cada unidade de saúde, em cada escola, nós temos diversas câmeras dentro dos ambientes e também do lado de fora, nas ruas”, disse. Na descrição do funcionamento, Bocalom afirmou que haverá monitoramento contínuo por servidores e que, em ocorrências, o acionamento das forças de segurança pode ser feito a partir da central.

Na apresentação de 11 de fevereiro, o secretário municipal Ezequiel Bino informou que o “aparato tecnológico” já estava montado e que o Carnaval seria o teste do sistema, com expectativa de operação completa até 15 de março, enquanto a central começaria a funcionar plenamente nos dias seguintes e já seria usada durante a programação carnavalesca.

Ao associar o tema à economia, Bocalom disse que a segurança influencia a capacidade de atrair investimentos e sustentou que Rio Branco apresenta indicadores melhores do que em anos anteriores, vinculando o argumento ao conjunto de ações de organização urbana e infraestrutura.

Política

Boca de urna é crime e pode levar à detenção no dia da eleição

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Eleitores de todo o país vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições 2026. No dia da votação, pedir votos, distribuir material de campanha, abordar eleitores para tentar influenciar a escolha ou promover propaganda eleitoral são condutas proibidas e podem configurar crime de boca de urna.

A legislação eleitoral considera crime o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comícios ou carreatas, a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna. Também fica proibida, até o fim da votação, a formação de aglomerações com roupas padronizadas ou materiais de campanha quando houver manifestação coletiva ou tentativa de convencimento do eleitor.

A manifestação individual e silenciosa da preferência política continua permitida. O eleitor pode usar camiseta, broche, adesivo, bandeira ou outro adorno que identifique sua escolha, desde que a manifestação seja individual e não seja usada para abordar ou tentar convencer outras pessoas.

As restrições também alcançam a internet. No domingo, fica proibida a publicação de novos conteúdos de propaganda eleitoral e o impulsionamento de conteúdos nas plataformas previstas pela legislação. Publicações feitas anteriormente podem continuar disponíveis, desde que não sejam impulsionadas no dia da votação.

Quem cometer os crimes previstos para o dia da eleição pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, com possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa. A regra está prevista no artigo 39 da Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições.

Neste sábado (3), véspera do primeiro turno, a propaganda eleitoral nas ruas pode ocorrer somente até as 22h. Até esse horário são permitidas atividades como distribuição de material gráfico, caminhadas, passeatas, carreatas e uso de carros de som dentro das regras eleitorais. Depois desse prazo, essas ações ficam proibidas.

Denúncias de propaganda eleitoral irregular podem ser encaminhadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite informar o local da ocorrência e anexar fotos, vídeos, áudios e outras informações que auxiliem na apuração. Crimes eleitorais também podem ser comunicados às autoridades policiais e ao Ministério Público Eleitoral.

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Política

Vice-presidente da Bolívia acusa governo de preparar prisão e diz temer pela própria vida

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O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara, acusou o governo do presidente Rodrigo Paz de preparar um processo com provas falsas para justificar sua prisão. A denúncia foi feita nesta sexta-feira (2), enquanto Lara está na Espanha, e amplia o confronto político entre os dois integrantes da cúpula do Executivo boliviano.

Lara afirmou ter recebido informações de integrantes da Polícia Boliviana sobre uma suposta articulação para envolvê-lo em um crime que, segundo ele, não cometeu. O vice-presidente apontou diretamente o coronel Marcelo Ferrufino, chefe da Inteligência da Polícia.

“Denuncio ao país que fui informado, por diversos camaradas da Polícia Boliviana que decidiram me alertar, que o coronel Marcelo Ferrufino está fabricando um processo falso contra mim para prosseguir com minha prisão ilegal”, declarou.

O vice-presidente também afirmou que recebeu advertências atribuídas a pessoas ligadas ao Poder Executivo e disse temer por sua segurança. Lara não apresentou publicamente provas que confirmem a existência do suposto plano denunciado.

“Temo por minha integridade física e por minha vida. Neste cenário de incerteza, recebi avisos de dentro do Poder Executivo que buscam me intimidar por minhas posições em defesa da Constituição e da democracia”, afirmou.

Lara e Rodrigo Paz romperam politicamente depois do início do atual governo. Desde então, o vice-presidente passou a fazer críticas públicas à administração e a questionar decisões tomadas pelo Executivo.

A nova acusação ocorre em meio à crise provocada pela prisão do procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, detido sob acusações relacionadas a uma suposta rede de proteção a traficantes. Mariaca e pessoas próximas a ele contestaram as acusações e houve questionamentos sobre o procedimento adotado em sua prisão.

Lara vinha cobrando explicações sobre o caso e defendendo respeito ao devido processo. “Existem denúncias e questionamentos sobre a legalidade e os procedimentos adotados. Cabe, então, às autoridades competentes explicar essa situação”, afirmou.

A prisão de Mariaca também elevou a tensão entre o Executivo e outras instituições bolivianas. O governo sustenta que a operação faz parte do combate ao crime organizado e à corrupção. Os Estados Unidos apoiaram publicamente as medidas contra autoridades acusadas de ligação com o narcotráfico.

Até a divulgação da denúncia de Lara, o governo de Rodrigo Paz não havia apresentado resposta pública às acusações feitas pelo vice-presidente.

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Política

TRE-AC reforça proibição de celular na cabine e alerta que vender voto também é crime

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A dois dias das Eleições 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) reforçou nesta sexta-feira (2) as regras para o dia da votação e alertou que celulares e equipamentos capazes de registrar imagens não poderão entrar na cabine. O presidente da Corte, desembargador Lois Arruda, também chamou atenção para a compra de votos e lembrou que a responsabilização criminal pode alcançar tanto quem oferece vantagem quanto quem solicita ou recebe benefício em troca do voto.

No Acre, a votação do primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro, das 6h às 15h, no horário local. O TRE-AC afirma que a estrutura está preparada para o pleito, inclusive nas regiões de difícil acesso, onde urnas e equipes começaram a ser deslocadas com antecedência.

Uma das principais orientações envolve o uso do celular. Telefones, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento que permita registrar o voto devem ficar fora da cabine. Antes de ir até a urna, o eleitor deverá deixar o aparelho sob responsabilidade da mesa receptora. Quem se recusar a cumprir a determinação não poderá votar enquanto estiver com o equipamento.

Segundo Lois Arruda, a restrição busca garantir o sigilo e a liberdade de escolha do eleitor. A fiscalização também poderá alcançar objetos capazes de esconder equipamentos de gravação, como óculos, canetas, bonés ou outros acessórios com dispositivos eletrônicos. “Qualquer equipamento que possa capturar o voto do eleitor […] não será admitido dentro da cabine”, afirmou.

A proibição também dificulta que alguém seja obrigado a produzir uma fotografia ou vídeo como prova de que votou em determinado candidato. O TRE-AC orienta que os números dos candidatos sejam levados anotados em papel. A Justiça Eleitoral disponibilizou inclusive uma cola eleitoral para auxiliar na sequência dos seis votos que serão registrados neste domingo.

O presidente do TRE-AC também reforçou o alerta contra a compra de votos. Pelo Código Eleitoral, oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro, presente ou qualquer vantagem para obter ou dar voto, ou para conseguir a abstenção do eleitor, configura crime. A pena prevista no artigo 299 é de reclusão de até quatro anos, além de multa.

Arruda chamou atenção especialmente para a responsabilidade de quem aceita a negociação. “Tanto quem compra quanto quem vende”, afirmou ao explicar que os dois lados podem responder criminalmente. Em situações de flagrante ou após investigação, o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e posteriormente à Justiça Eleitoral.

O desembargador também pediu colaboração da população na fiscalização das eleições, mas ressaltou a importância da apresentação de provas para que eventuais denúncias sejam apuradas. Irregularidades eleitorais podem ser comunicadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O TRE-AC também mantém o Disque-Eleições 148 para orientar eleitores em todo o estado até o dia da votação.

Foto: AC24h

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