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MEIO AMBIENTE

Cidades amazônicas têm os piores índices de arborização urbana, segundo IBGE

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Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que cidades da Amazônia, incluindo capitais como Rio Branco (AC) e Manaus (AM), apresentam alguns dos menores índices de arborização urbana do país. Apenas 10,7% dos moradores das áreas urbanas do Acre e 13,7% dos do Amazonas vivem em ruas com ao menos cinco árvores, percentual que contrasta com os de estados ligados ao agronegócio, como Mato Grosso do Sul (58,9%) e Paraná (49%).

O levantamento faz parte da pesquisa “Características urbanísticas do entorno dos domicílios” e analisou 5.698 municípios, cobrindo a realidade de 174,1 milhões de brasileiros em áreas urbanas. Quando o critério é a presença de pelo menos uma árvore com 1,70m de altura, 66% da população urbana está coberta. No entanto, esse número cai para 32% quando se exige a presença de cinco árvores ou mais por rua.

Entre os dez piores estados em arborização urbana, cinco estão localizados na Amazônia Legal. A pesquisa aponta que localização geográfica não garante presença de áreas verdes em áreas urbanas. O fator mais relevante, segundo os especialistas ouvidos, é a combinação entre planejamento urbano, investimento público e características culturais.

A coordenadora do MapBiomas Urbano, Mayumi Hirye, afirma que o padrão de ocupação urbana na Amazônia contribuiu para o desmatamento e a baixa cobertura vegetal nas cidades. Ela destaca que a urbanização na região geralmente é feita após a derrubada da floresta para abertura de pastos, seguida pela instalação de núcleos urbanos. Cidades mais antigas ou planejadas, como Londrina (PR) e Maringá (PR), apresentam melhores indicadores por conta da consolidação histórica da arborização urbana.

No Acre, a baixa taxa de arborização urbana acompanha uma tendência observada em toda a Amazônia Legal, apesar da região concentrar a maior floresta tropical do mundo. A discrepância entre o ambiente natural e a infraestrutura urbana aponta desafios para políticas públicas que integrem preservação ambiental com qualidade de vida nas cidades.

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Com informações de O Globo

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia Legal cai 50% e atinge menor taxa em 11 anos

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Dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam uma redução de 50% no desmatamento da Amazônia Legal no acumulado de 2025, na comparação com os índices de 2022. O levantamento aponta que a taxa de supressão da floresta é a menor registrada nos últimos onze anos, sinalizando uma reversão na tendência de alta observada na última década. A divulgação dos números ocorre em um momento de atenção global voltada para as políticas ambientais brasileiras e reflete o impacto das ações de monitoramento e controle implementadas na região norte do país.

A análise da série histórica revela que a retomada da governança ambiental foi determinante para a mudança do cenário. Após anos consecutivos de elevação nos alertas de desmate, a curva de destruição do bioma apresentou recuo consistente. Os satélites do sistema de monitoramento registraram uma diminuição na área de vegetação nativa derrubada, aproximando os índices atuais das metas climáticas assumidas pelo Brasil em acordos internacionais. O recuo na taxa de desmatamento reposiciona o país no debate sobre conservação e uso do solo, afastando o risco de sanções comerciais ligadas a commodities produzidas em áreas de desmate ilegal.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, atribuiu o resultado à reestruturação dos órgãos de fiscalização e à estratégia de “asfixia financeira” de infratores ambientais. Segundo a pasta, a queda nos números é consequência direta da atuação intensiva do Ibama e do ICMBio, que ampliaram a presença em áreas críticas, aliada ao bloqueio de crédito rural para imóveis com irregularidades ambientais e embargos remotos. O uso de tecnologia de ponta para detecção de focos de desmate em tempo real permitiu que as equipes de campo atuassem com maior precisão, desmobilizando acampamentos e apreendendo equipamentos utilizados na extração ilegal de madeira e garimpo.

As projeções do governo federal indicam que, caso o ritmo de queda e a rigidez na fiscalização sejam mantidos nos próximos meses, o ano de 2026 poderá encerrar com a menor taxa de desmatamento de toda a série histórica do Inpe, iniciada em 1988. A confirmação dessa perspectiva depende da capacidade do Estado de manter as operações de comando e controle e de avançar na regularização fundiária. O cenário também favorece a atração de investimentos externos para o Fundo Amazônia e para projetos de bioeconomia, consolidando a preservação da floresta como ativo econômico e estratégico para o desenvolvimento regional.

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MEIO AMBIENTE

SGB e Inpa firmam acordo para ampliar monitoramento hidrológico e climático na Amazônia

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) firmaram, em 30 de janeiro de 2026, em Manaus (AM), um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer o monitoramento hidrológico e climático na região amazônica, com ampliação do compartilhamento de dados e integração de prognósticos climáticos e análises das bacias monitoradas.

O acordo formaliza uma parceria que já vinha sendo realizada no âmbito do Sistema de Alerta Hidrológico. Com a assinatura do documento, as instituições passam a estruturar de forma oficial a troca de informações voltadas à produção de boletins e à análise de cenários hidrológicos e meteorológicos. Segundo a pesquisadora do SGB Jussara Cury, superintendente regional de Manaus, “o acordo vem justamente para oficializar essa grande parceria com o Inpa, que colabora com os boletins e prognósticos climáticos. O instituto reúne informações, que nos ajudam a compreender o cenário climático e transmitir esse conhecimento para a sociedade”.

Pelo modelo estabelecido, o Inpa contribui com prognósticos climáticos e análises meteorológicas, enquanto o SGB é responsável pela análise das bacias monitoradas, acompanhamento das cotas fluviométricas, elaboração de gráficos das estações representados em hidrogramas e aplicação de modelos de previsão que resultam nos boletins hidrológicos semanais . A integração desses dados busca ampliar a capacidade de monitoramento dos rios amazônicos, região marcada por cheias e vazantes que impactam áreas urbanas, comunidades ribeirinhas, atividades econômicas e infraestrutura.

De acordo com o pesquisador do Inpa Renato Senna, a cooperação entre as duas instituições reforça o papel da pesquisa aplicada na gestão de riscos. “É muito importante para o Instituto ter seu trabalho integrado aos órgãos operacionais, tornando nossas pesquisas úteis à segurança e ao desenvolvimento das comunidades amazônicas. Esse documento representa a formalização de anos de parceria institucional, cooperando na divulgação de informações relevantes para a segurança, a economia e o desenvolvimento da Amazônia Ocidental”, afirmou.

Além do intercâmbio de dados, o Acordo de Cooperação Técnica prevê a realização de pesquisas conjuntas, treinamento de pessoal e estímulo à publicação técnico-científica nas áreas de hidrologia, climatologia e geociências. O instrumento tem vigência de cinco anos, com possibilidade de prorrogação, e não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições.

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Foto: Sérgio Vale

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MEIO AMBIENTE

Edital do Fundo Amazônia destina R$ 6 milhões ao Acre para projetos de produção sustentável

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriu nesta terça-feira (3) a Chamada Pública nº 01/2026, no âmbito do projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, para selecionar projetos voltados à estruturação de sistemas socioprodutivos de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal, com previsão de R$ 6 milhões destinados ao Acre. As inscrições seguem até 3 de maio de 2026, às 18h, horário de Brasília, conforme o cronograma oficial.

O edital prevê investimento total de R$ 80 milhões, com recursos do Fundo Amazônia, distribuídos entre os estados da Amazônia Legal. Para o Acre, estão reservados R$ 6 milhões. Os projetos devem ter valor mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 2,5 milhões, com apoio financeiro não reembolsável.

De acordo com o edital, o objetivo é selecionar propostas que contribuam para melhorar logística, condições sanitárias, beneficiamento, processamento e armazenagem, ampliando a oferta de alimentos e produtos da sociobiodiversidade aos mercados públicos e privados . A chamada é direcionada a cooperativas, associações, organizações da sociedade civil e redes com atuação comprovada na Amazônia Legal, há pelo menos dois anos.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou no lançamento que a iniciativa reforça a presença da companhia na região e consolida o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio busca ampliar o acesso à infraestrutura e aos mercados para quem produz de forma sustentável . A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que o fortalecimento dessas atividades produtivas contribui para a conservação da floresta e para a geração de renda.

Os projetos deverão beneficiar diretamente, no mínimo, 15 pessoas de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares ou assentados da reforma agrária. A execução poderá ocorrer por até 24 meses, a contar da assinatura do instrumento contratual.

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Entre os itens financiáveis estão serviços de assistência técnica, consultorias, obras civis, aquisição de máquinas e equipamentos, insumos, logística, bolsas de pesquisa e despesas administrativas vinculadas ao projeto. Não são permitidos gastos com compra de imóveis, pagamento de dívidas ou custeio de despesas correntes das organizações.

A seleção ocorrerá em duas etapas: habilitação prévia e análise técnica, com pontuação baseada em critérios como adesão aos objetivos do edital, consistência do diagnóstico e metodologia, além de critérios de priorização, como número de beneficiários, participação de mulheres e jovens e atuação em rede . A classificação será feita por unidade federativa.

O projeto Amazônia Viva integra iniciativa mais ampla da Conab apoiada pelo Fundo Amazônia, com custo total de R$ 96,6 milhões, dos quais R$ 80 milhões são destinados diretamente ao fomento socioprodutivo . Criado em 2008 e gerido pelo BNDES em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Amazônia já aprovou cerca de R$ 5 bilhões para projetos de prevenção e combate ao desmatamento e promoção do uso sustentável da floresta.

No Acre, a chamada pública abre espaço para que cooperativas, associações e organizações com atuação na agricultura familiar e na sociobiodiversidade apresentem propostas voltadas à ampliação da produção, agregação de valor e acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ampliando oportunidades de geração de renda em territórios rurais e comunidades tradicionais.

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