A maior feira de negócios e entretenimento do Acre teve este ano a presença de 14 cooperativas de vários ramos. Os resultados são surpreendentes, a prova disso são os números de negócios realizados pelas cooperativas de crédito dentro do Parque de Exposições, o Sicredri, por exemplo, ultrapassou os R$30 milhões em intenções de negócios, que são pedidos de financiamentos, abertura de crédito pessoal, consórcios e vendas iniciados e realizados na Expoacre e que estão em fase de aprovação pela cooperativa.
“Durante as nove noites de Expoacre sete mil pessoas fizeram seus cadastros para conhecer um pouco mais sobre a cooperativa, foram oferecidos diversos benefícios financeiros para a população, o evento foi um sucesso e estamos muito felizes de ter participado”, declarou o Assessor de Comunicação e Marketing do Sicredi, Renan Gomides.
Outro destaque foram os negócios realizados pela Cooperfarinha, de Cruzeiro do Sul. O presidente da Cooperativa, Sebastião José do Nascimento, relata que vendeu tudo o que trouxe para expor e que foi um sucesso, além da procura para revenda dos produtos em Rio Branco e outros municípios do Acre.
“Trouxemos 1.200 quilos de farinha de coco, branca e amarela, 36 pacotes de biscoitos de goma, 101 pacotes de beiju de goma, 16 quilos de farinha militro e 23 quilos de farinha de tapioca foi tudo vendido, se tivéssemos levado mais, acredito que teria saído tudo. Além disso, fizemos muitos contatos, muita gente nos procurou com interesse de revender os nossos produtos em Rio Branco e em outros municípios, o que será muito bom, só por isso já valeu a pena nossa participação, a Expoacre é uma excelente vitrine e nós estamos saindo dessa edição muito satisfeitos”, disse.
A Coopermóveis, que levou para feira a produção de diversos móveis em madeira e em MDF, como mesas, cadeiras, aparadores, racks, tábuas decorativas, tabuleiros de jogos, avalia como excelente a participação da cooperativa esse ano.
Jorge Melo, presidente da Coopermóveis, destaca que a participação da cooperativa foi excelente e que a procura pelos móveis em madeira foi grande.
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“Não vendemos tudo, porém distribuímos muitos cartões de visita e fizemos muitos contatos, além disso, foram realizadas muitas encomendas para as pessoas pegarem na sede da cooperativa”, destacou.
Já a Coooperacre, apresentou e comercializou produtos agroextrativistas como a castanha do Brasil, palmito de pupunha, polpas de frutas, óleos de castanha e castanhas laminadas e saborizadas. Kássio Almada, gerente de Vendas da cooperativa destaca o sucesso de público no estande esse ano, atraídos pela máquina manual de quebrar castanha, onde o visitante pode descascar e já degustar a castanha, além de saborear sucos naturais produzidos pela fábrica de beneficiamento de polpas de frutas da cooperativa.
“Mais um ano fizemos o posicionamento da marca e divulgação dos nossos produtos, oriundos do extrativismo, a movimentação gerou aproximadamente 15 mil reais no nosso estande, a feira é bem expressiva, sobretudo para obter contatos para gerar negócios futuros”, declarou.
Apoio
O presidente do Sistema OCB/Sescoop Acre, Valdemiro Rocha, parabenizou as cooperativas e disse estar feliz com os resultados da participação delas na feira.
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“Ano que vem estaremos com mais cooperativas participando. Parabenizo de maneira especial o governo do Estado e os organizadores da feira, além é claro das nossas cooperativas” Valdemiro Rocha
“Esse ano o Sistema OCB montou uma equipe para prestar apoio às 14 cooperativas que foram expor seus produtos e prestar serviços na Expoacre, estivemos lá fazendo esse trabalho de apoio, assessoramento e acompanhamento durante as nove noites. A feira foi um sucesso de forma geral, movimentou a economia, apresentou produtos e serviços, além de oportunizar negócios e entretenimento para os visitantes.” finalizou.
Texto: Andréia Oliveira e Bruna Rosa Fotos: Alice Hainã.
A Prefeitura de Rio Branco acompanhou nesta quinta-feira (29) a perfuração de mais um poço artesiano no Reservatório Santo Afonso, como parte da estratégia para reforçar o sistema de abastecimento da capital e diminuir os custos operacionais do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb).
A medida integra um conjunto de ações adotadas pela gestão municipal para ampliar a oferta de água e reduzir a dependência da captação no Rio Acre. De acordo com a Prefeitura, estudos técnicos apontam a viabilidade do aquífero localizado no Segundo Distrito, o que sustenta a expansão da perfuração de poços como alternativa para garantir maior regularidade no fornecimento.
Durante a visita técnica, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a iniciativa permite ampliar a cobertura do serviço sem recorrer à privatização. “Essa é uma solução que, aos poucos, vai garantindo água para regiões importantes da cidade. A água de poço é mais barata, exige menos tratamento e isso permite que o Saerb possa investir mais, sem a necessidade de privatizar o serviço. A privatização significaria um aumento expressivo na tarifa, algo que não queremos para a nossa população”, declarou.
Segundo o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, os poços rasos já perfurados apresentam vazão média superior a 10 metros cúbicos por hora, podendo alcançar 12. Ele informou que, com a estrutura atual, é possível atender até 50% da demanda da Cidade do Povo. “Com a perfuração de novos poços, acreditamos que será possível atender praticamente toda a região”, afirmou.
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A administração municipal informou que a água captada dos poços exige menos etapas de tratamento, limitando-se basicamente à cloração, o que reduz despesas com insumos e operação. Conforme o Saerb, a economia contribui para manter o equilíbrio financeiro do sistema e reduzir a necessidade de reajustes na tarifa.
Dados divulgados pela Prefeitura indicam que mais de R$ 200 milhões já foram investidos com recursos próprios na manutenção e ampliação do sistema de abastecimento de água da capital. A ampliação dos poços artesianos faz parte da estratégia de fortalecimento da infraestrutura hídrica e de ampliação dos investimentos em saneamento e esgotamento sanitário.
O Rio Juruá registrou elevação superior a um metro em quase 24 horas e atingiu a cota aproximada de 12,60 metros, segundo informou o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damasceno, ao detalhar o monitoramento realizado na região do Vale do Juruá após o aumento do volume de chuvas nas cabeceiras e em municípios vizinhos.
De acordo com Damasceno, a elevação já estava prevista com base nas informações repassadas por localidades como a Foz do Breu, onde o nível do rio já apresentava aumento. Ele explicou que o acumulado de chuvas superou a estimativa inicial de 100 milímetros prevista para a semana. “Só de ontem para hoje a gente já teve mais de 32 milímetros de chuva aqui na região”, afirmou. O coordenador acrescentou que o volume total ultrapassou a marca dos 100 milímetros, o que contribuiu para a elevação do nível do rio.
A Defesa Civil também acompanha a situação em Marechal Thaumaturgo, onde houve registro de vazante de cerca de 10 centímetros de um dia para o outro, segundo informações recebidas pelo órgão. Damasceno destacou que as regiões de cabeceira exercem influência direta no comportamento do rio no Vale do Juruá. “É o que a gente observa mais, as regiões das cabeceiras, que é o que influencia com maior intensidade aqui no Vale do Juruá”, declarou.
Além do Rio Juruá, a Defesa Civil monitora outros cursos d’água que impactam o nível do rio principal, como Valparaíso, Mirim, Tejo e Rio Amônia. Conforme explicou o coordenador, a influência varia conforme a quantidade de chuva registrada em cada cabeceira. O órgão aguarda a emissão de novo boletim técnico com a previsão para os próximos dias.
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Diante do cenário, a Defesa Civil intensificou as ações de acompanhamento e colocou em prática o plano de resposta para eventual agravamento da situação. “A gente aumenta a intensidade dos nossos monitoramentos. A gente já coloca o nosso plano de ação aqui basicamente em prática, para preparação de material”, afirmou Damasceno. Segundo ele, o Corpo de Bombeiros já foi acionado para atuar de forma integrada, caso seja necessário atendimento a famílias atingidas por alagação.
O plano de ação, conforme explicou, tem como objetivo garantir resposta imediata em caso de elevação repentina do nível do rio. A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo e orienta a população ribeirinha a acompanhar os boletins oficiais enquanto aguarda a atualização das previsões meteorológicas.
A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) intensificou, na manhã de sexta-feira, 30 de janeiro, o diálogo com a bancada federal acreana para apoiar, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e ao Ministério dos Transportes, ações de manutenção na BR-364, no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com foco na melhoria das condições de trafegabilidade e no fortalecimento do transporte intermunicipal.
Principal eixo terrestre de integração do Acre, a BR-364 concentra o deslocamento diário de passageiros, veículos de serviço e cargas, conectando a capital aos municípios do interior e garantindo o abastecimento de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros insumos. A Ageac, responsável por regular e fiscalizar o transporte intermunicipal de passageiros, acompanha de forma contínua o funcionamento das linhas autorizadas, avaliando horários, desempenho da frota e tempo médio de viagem.
Fiscalizações realizadas ao longo da rodovia e registros encaminhados por operadores e usuários apontam reflexos diretos na segurança viária. Foram registradas ocorrências como acidentes, avarias mecânicas, veículos danificados e interrupções de viagem em trechos com buracos e desgaste do pavimento, situações que exigem redução de velocidade e ampliam o risco operacional. Em determinados períodos, o trajeto entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, tradicionalmente realizado em cerca de 12 horas, pode chegar a até 22 horas, o que leva as empresas a reorganizarem horários e replanejarem as linhas.
O impacto não se restringe ao transporte de passageiros. Entidades do setor informam que as dificuldades no percurso elevam os custos operacionais e podem gerar impacto de até 30% no valor do frete, reflexo que chega ao comércio local e pressiona o preço final das mercadorias e das passagens.
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Segundo o presidente da Ageac, Luís Almir Brandão, os efeitos são percebidos diretamente pela população. “A situação da BR-364 impacta diretamente o custo de vida no Acre. O alto preço dos insumos que chegam ao estado pressiona o transporte, encarece as passagens e afeta empresários, trabalhadores e, principalmente, a população que depende desses serviços todos os dias. A Agência Reguladora, junto ao governo do Estado, mantém diálogo permanente com o setor e busca soluções para reduzir esses impactos, mas sabemos que a resposta definitiva passa pela recuperação completa da rodovia”, afirmou.
Entre os pontos considerados prioritários está o quilômetro 722, onde o Dnit reconheceu situação de emergência após danos provocados pelas chuvas, com erosões e comprometimento do pavimento, demandando ações imediatas para restabelecer a trafegabilidade e garantir segurança aos usuários.
Brandão declarou que a mobilização institucional busca dar celeridade às providências nos órgãos federais. “Estamos mobilizando a bancada federal e o Ministério dos Transportes para garantir celeridade nas obras de asfaltamento. Uma estrada em boas condições contribui para prevenção de acidentes, redução do preço do frete e dos produtos em geral, otimiza o abastecimento aos municípios isolados e propicia condições adequadas para quem vive nas regiões mais distantes. O Acre precisa de uma solução estruturante e permanente, não apenas ações paliativas”, disse.