A Dra. Monique Carvalho que é especialista em ortodontia e em implantodontia, fez atualizações em odontologia miofuncional, terapeuta e pós em saúde integrativa com ênfase em prescrição hormonal. Para sua atualização em odontologia miofuncional, fez um curso na Austrália e está formando em terapia neural pela Espanha, está trazendo para a cidade de Rio Branco (AC) e todo o Acre, a odontologia miofuncional que utiliza aparelhos intra bucais com o máximo de conforto e segurança para o paciente.
O tratamento se dedica a reabilitar disfunções orofaciais, diagnóstico de apneia, ronco, disfunções temporomandibulares (DTM, também conhecidas como ATM), que podem ser definidas como um grupo de alterações ou problemas nas articulações que ligam o maxilar (parte superior do crânio, no qual ficam localizados os ‘dentes de cima’) à mandíbula (parte inferior e móvel do crânio). A doutora cuida ainda do bruxismo, que é o transtorno em que a pessoa aperta, desliza ou bate os dentes, principalmente durante o sono.
De acordo com Monique, o tratamento traz uma possibilidade, além de tratar uma sonoridade que o ronco atrapalha, trazemos ainda toda a parte fisiológica para o paciente, que ele seja induzido a começar a dormir a noite inteira.
“Se o paciente não dorme direito, ele não faz a reparação do sono e não produz hormônios adequados, o que acaba fazendo com que esse paciente ronque, e acorde cansado, estressado. O nosso tratamento traz uma possibilidade, além de tratar uma sonoridade que o ronco atrapalha, trazemos ainda toda a parte fisiológica para o paciente, que ele seja induzido a começar a dormir a noite inteira, mas dormir com qualidade, conseguindo fazer todo o ciclo do sono”, disse.
“Um sono de qualidade é tão importante quanto respirar.”
Drª Monique carvalho
“Um sono de qualidade é tão importante quanto respirar. Hoje com as correrias do dia a dia, a população perdeu o feeling de dormir cedo, dormir no silêncio, dormir ao pôr do sol, então temos uma geração doente. O índice de pessoas doentes, depressivas, mal estar físico e emocional, aumentou demais, isso tudo vem derivado de uma noite de sono ruim. Poucas das pessoas que eu conheço têm uma noite de sono correta”, enfatizou Monique.
Exame
A Polissonografia (PSG) é o exame considerado padrão ouro para investigar distúrbios do sono como apneia do sono (AOS), ronco, sonambulismo, bruxismo, entre outros. A PSG do tipo IV é realizada de forma domiciliar e possui menos canais de avaliação do sono. São eficazes no diagnóstico de distúrbios respiratórios do sono e têm sido muito utilizadas por sua facilidade, custo e rapidez no resultado.
“Quando o paciente chega em nosso consultório, além de exames de sangue e laboratoriais, fazemos algumas imagens quando necessário. Um exame que sempre fazemos aqui é o polissonografia tipo 4, que é um dispositivo que faz a coleta e a informação de todo o sono do paciente. Vale ressaltar que, cada caso é único”, salientou.
Disfunção Temporomandibular
O paciente que sofre com Disfunção Temporomandibular – DTM, também conhecida como dor orofacial, pode apresentar enfermidades, como dores de cabeça, dificuldade para fechar e abrir a boca, mandíbula estalando, dor no ouvido, dor no pescoço, entre outros sintomas.
“No nosso consultório, tratamos ainda o paciente que sofre com DTM, também conhecida como dor orofacial, que pode apresentar dores de cabeça, dificuldade para fechar e abrir a boca, mandíbula estalando, dor no ouvido, dor no pescoço. A DTM, ocorre quando a articulação temporomandibular não funciona de maneira adequada”, disse a doutora.
Tratamento de Crianças
Monique falou ainda da importância dos cuidados desde recém-nascido. A doutora salientou para os pais das crianças ficarem de olho na formação dos filhos. “Hoje a odontologia está tomando um rumo, graças a Deus, que não tratamos apenas de dentes. Olhamos o paciente, hoje em dia, como um todo. A odontologia miofuncional é tão rica e tão linda, que conseguimos pegar um paciente desde que ainda esteja sendo gerado dentro da barriga da mãe, pegamos o pré-natal, ensinamos a mãe de que forma deve ser a amamentação, que é desde essa fase que você induz o crescimento correto da face dessa criança, disse.
“Hoje uma grande parte dos nossos pacientes, são crianças, onde tratamos os distúrbios do sono, bruxismo, aquela criança que tem dificuldade em se alimentar, geralmente são crianças que respiram pela boca”.
“As crianças de hoje em dia… cada vez mais estão mais doentes, e isso atrapalha a vida social delas.”
Drª Monique carvalho
“Eu peço para que os pais prestem atenção nas suas crianças, principalmente na fase infantil. Não é porque o pai ou a mãe era assim, que a criança tem que ser. Crianças que tem em média 9 anos de idade e fazem xixi na cama, isso é características de quem respira pela boca. Se a criança vive doente, com rinite, sinusite, vive cansada, é uma característica de um respeitador oral. As crianças de hoje em dia, com essa modernidade, com esses alimentos que são todos industrializados, cada vez mais estão mais doentes, e isso atrapalha a vida social delas. Às vezes os pais pensam que é uma patologia e não é, pode ser apenas uma respiração que está de forma incorreta”, finalizou.
O Acre contabilizou 62 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e a 35ª semana epidemiológica de 2026. Crianças e adolescentes de até 19 anos respondem por 31 desses óbitos, metade do total registrado no estado no período.
O maior número de mortes entre os mais jovens aparece na faixa de até 1 ano e 11 meses. Foram 12 óbitos entre bebês e crianças menores de 2 anos. Em 2024 e 2025, essa faixa etária havia registrado oito mortes em cada ano. A comparação mostra aumento de 50% em 2026.
Entre crianças de 2 a 4 anos, cinco mortes foram contabilizadas. Outras nove ocorreram na faixa de 5 a 9 anos e cinco entre adolescentes de 10 a 19 anos.
Nas faixas adultas, os números são menores. O estado registrou uma morte entre pessoas de 20 a 29 anos, duas entre 30 e 39 anos e nenhuma entre 40 e 49 anos. Entre pessoas de 50 a 59 anos, foram contabilizados dois óbitos.
A população com 60 anos ou mais soma 26 mortes por SRAG em 2026. O grupo representa aproximadamente 42% de todas as vítimas registradas no Acre até a 35ª semana epidemiológica.
Os números colocam crianças e idosos como os grupos que concentram a maior parte das mortes por síndromes respiratórias graves no estado neste ano. Somadas, as faixas de até 19 anos e de 60 anos ou mais representam 57 dos 62 óbitos registrados no período.
O consumo crônico de álcool e tabaco pode provocar danos graves ao nervo óptico e levar à perda da visão, inclusive à cegueira. O alerta foi divulgado neste sábado (12), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, onde especialistas apresentaram um panorama sobre doenças neuro-oftalmológicas e os efeitos de substâncias tóxicas sobre o sistema responsável pela visão.
O álcool e o cigarro podem comprometer a produção de energia das células ligadas à visão. O problema faz parte das chamadas neuropatias ópticas tóxicas e carenciais, condições que afetam o trajeto responsável por transmitir ao cérebro as informações captadas pelos olhos.
Nos casos associados ao uso prolongado de álcool e tabaco, a perda visual costuma ocorrer de maneira lenta e sem dor, atingindo os dois olhos ao mesmo tempo. Essa característica pode fazer com que a pessoa demore a perceber a redução da capacidade visual.
Entre os primeiros sinais estão o aparecimento de um borrão no centro do campo de visão e alterações na percepção das cores. A visão periférica pode continuar preservada, enquanto tons antes intensos passam a parecer desbotados. O vermelho, por exemplo, pode assumir aparência mais clara.
O risco também envolve o metanol, substância tóxica que pode estar presente em bebidas adulteradas. Nesse tipo de intoxicação, os sintomas geralmente aparecem entre seis e 24 horas após o consumo e podem incluir visão turva, sensibilidade à luz, dilatação das pupilas e dificuldade para distinguir cores.
Quadros graves de intoxicação por metanol podem evoluir rapidamente para cegueira irreversível, convulsões e coma. A substância causa danos ao longo do sistema que liga a retina ao córtex cerebral e exige atendimento médico de emergência.
Alterações repentinas na qualidade da visão, visão dupla, queda da pálpebra, dor ao movimentar os olhos e dores de cabeça persistentes acompanhadas de escurecimento da visão exigem avaliação médica especializada.
A neuro-oftalmologia atua no diagnóstico de problemas visuais relacionados ao cérebro, aos nervos ópticos e a outras estruturas do sistema nervoso. A investigação pode identificar desde inflamações associadas à esclerose múltipla até infartos do nervo óptico, tumores, aneurismas e alterações provocadas pelo aumento da pressão dentro do crânio.
O diagnóstico começa pela avaliação do histórico do paciente, incluindo alimentação, cirurgias anteriores, medicamentos utilizados, casos semelhantes na família e consumo de álcool e tabaco. Também podem ser realizados exames de pupila, percepção de cores, campo visual, movimentos dos olhos e fundo de olho.
Outros procedimentos, como tomografia de coerência óptica, ressonância magnética, dosagem de vitamina B12 e testes eletrofisiológicos, ajudam a identificar alterações nas fibras nervosas e determinar a causa da perda visual.
Quando o problema é provocado por substâncias tóxicas, a principal medida é interromper imediatamente a exposição ao agente responsável. Deficiências nutricionais podem exigir reposição de vitaminas. Nos casos de intoxicação aguda por metanol, o tratamento pode envolver antídotos, correção de alterações metabólicas e diálise. O atendimento rápido aumenta as chances de preservar a visão.
O uso prolongado de celulares, tablets e computadores pode reduzir a frequência com que crianças e adolescentes piscam e favorecer casos de olho seco. O problema tem aparecido com mais frequência nos consultórios de oftalmologia pediátrica e foi discutido nesta quinta-feira (10), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador.
O olho seco ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção inadequada de lágrimas, seja pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.
A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que a concentração diante das telas, principalmente quando os aparelhos ficam próximos ao rosto, diminui o número de piscadas. Com os olhos abertos por mais tempo, a lágrima evapora com maior facilidade e aumenta a sensação de ressecamento.
Adolescentes estão entre os grupos que exigem maior atenção por acumularem horas de exposição ao longo do dia. Além do uso de computadores e tablets para estudar, muitos continuam conectados ao celular durante o período de lazer. O hábito de utilizar o aparelho dentro do quarto, em ambientes com pouca iluminação, também pode aumentar o desconforto visual.
“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, relatou a oftalmologista durante o congresso. O aumento das piscadas pode surgir como uma resposta da criança à irritação e à secura nos olhos.
A recomendação é reduzir o tempo de exposição e estabelecer limites para o uso recreativo dos dispositivos. Para crianças com mais de 6 anos e adolescentes, a orientação citada durante o congresso é de até duas horas diárias de telas, além do período necessário para atividades escolares.
O 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia reúne especialistas na capital baiana até sábado (12) para discutir doenças oculares, prevenção, diagnóstico e novas formas de tratamento.