José Rodrigues de Araújo, conhecido como Dr. da Borracha, participou da primeira semifinal do Expo Favela o Desafio 2024, exibida, nesse sábado, 14, no programa “É de Casa”, da Rede Globo. O artesão, que transforma látex em peças como sandálias, bolsas e colares, concorreu com outros quatro empreendedores de diferentes regiões do país.
Natural do Acre, Dr. da Borracha destacou suas raízes e a importância da preservação da floresta. “Sou filho de seringueiro, neto de seringueiro. Nasci, me criei na floresta e vivo dentro da floresta até hoje, sem agredir a floresta”, afirmou.
O artesão explicou que o processo de produção das peças é 100% artesanal e não utiliza produtos químicos. “É um trabalho familiar. Eu passei para a família, minha esposa, meus filhos, tudo faz”, disse.
Dr. da Borracha ressaltou ainda que sua atividade gera emprego e renda para a comunidade local. “Os vizinhos trabalham comigo, está gerando emprego e renda, não só para mim, mas o meu arredor”, pontuou.
Apesar da forte concorrência, o artesão acreano não foi escolhido para a final do concurso. A vencedora da primeira semifinal foi Úrsula Ariel, do Amapá, com um aplicativo que conecta pessoas trans e cisgênero com terapia hormonal.
A final do Expo Favela o Desafio 2024 será exibida no próximo sábado no programa “É de Casa”. O vencedor levará para casa um prêmio de R$ 100 mil.
O Palácio da Justiça do Acre integra a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, realizada entre 18 e 26 de maio, em Rio Branco, com visitas agendadas, palestras, exposições fotográficas, mesas-redondas e exibição de documentários. A agenda busca ampliar o acesso ao patrimônio histórico e reforçar o papel do espaço na preservação da memória do Judiciário acreano e da cultura local.
A programação transforma o prédio histórico em ponto de encontro entre passado e presente. Ao longo da semana, o museu abre espaço para atividades voltadas à educação, à preservação documental e ao contato do público com registros da formação institucional e social do Acre. O enfoque também alcança o uso de recursos tecnológicos, com exposições digitais, documentários e acervos digitalizados, em uma tentativa de ampliar o acesso à informação e conservar a história.
Inaugurado em 30 de abril de 1957, quando o Acre ainda era Território Federal, o Palácio da Justiça se tornou um dos marcos históricos e arquitetônicos do estado. O edifício foi concebido para representar a estrutura do Poder Judiciário acreano em uma fase decisiva da organização política e administrativa local.
Com arquitetura neoclássica, o prédio reúne traços associados à solidez e à ordem e figura entre os poucos exemplares desse estilo já erguidos no Acre. O imóvel também passou por recomposição arquitetônica e modernização interna, mantendo o acervo e os elementos que ajudam a contar parte da trajetória do povo acreano.
Hoje, o espaço preserva documentos, memórias e registros que aproximam estudantes, pesquisadores e visitantes da história local. A proposta é manter viva a memória do Judiciário e ampliar o vínculo da Corte com a comunidade por meio de conteúdos educativos e acessíveis.
O encerramento da programação está marcado para 26 de maio, das 14h30 às 17h, com a ação educativa “Entre Terra e Memória: Entendo os Geoglifos”, no próprio Palácio da Justiça, na Rua Benjamin Constant, nº 277, no Centro de Rio Branco.
Documentos inéditos atribuídos ao coronel Cyro Guedes Etchegoyen, um dos principais nomes da inteligência do Exército durante a ditadura militar, vieram a público neste domingo, 17 de maio de 2026, com a estreia do documentário Bandidos de Farda, no canal do ICL Notícias. O material reúne relatórios secretos, manuais de interrogatório, registros de espionagem política e arquivos sobre vítimas ainda não reconhecidas oficialmente, reforçando a dimensão clandestina da repressão e a existência de uma estrutura organizada para sequestrar, torturar, matar e ocultar corpos no país.
A investigação foi coordenada pela jornalista Juliana Dal Piva e mostra que a engrenagem repressiva não se limitava a ações formais de quartel. Os arquivos tratam de cursos de interrogatório e tortura feitos por oficiais brasileiros no exterior, relatórios produzidos nos anos 1980 e operações conduzidas por agentes clandestinos, numa rede que funcionava paralelamente às estruturas oficiais do regime.
No centro da apuração está a atuação de Cyro Etchegoyen, que chefiou a contrainformação do Centro de Informações do Exército entre 1969 e 1974. Estudos históricos citados na investigação associam o militar à consolidação de métodos repressivos e à articulação da chamada Casa da Morte, em Petrópolis, centro clandestino marcado por tortura física e psicológica, desaparecimentos forçados e execuções. Testemunhos de sobreviventes e documentos históricos apontam que o local também serviu para treinamento e teste de práticas adotadas por órgãos de segurança do regime.
“O documentário mostra que não se tratava de excessos isolados. Havia uma estrutura organizada”, afirma Juliana Dal Piva. Em outro trecho, ela resume o alcance dos arquivos: “Os documentos mostram que havia uma máquina preparada para sequestrar, torturar, matar e desaparecer com corpos.”
O filme também traz registros de violência sexual praticada por agentes da repressão. Um dos casos identificados nos documentos envolve estupro usado como instrumento de terror e humilhação contra presos políticos. Esse ponto amplia o alcance da investigação sobre práticas que permaneceram por décadas à margem do debate público.
As revelações já provocaram reação fora do país. O relator especial da ONU para Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, afirmou que o conteúdo exige reabertura de investigações sobre crimes cometidos por militares brasileiros. A avaliação de pesquisadores e defensores de direitos humanos é que os documentos podem abrir novas frentes históricas e jurídicas sobre violações ainda sem esclarecimento completo.
Juliana Dal Piva trabalha há cerca de 15 anos com investigações sobre a ditadura militar e publicou em 2025 o livro Crime Sem Castigo: Como os Militares Mataram Rubens Paiva. Ao levar a apuração para o audiovisual, ela conecta o passado ao debate contemporâneo sobre memória, justiça e uso político de estruturas de inteligência. “Existem consequências quando um país não enfrenta o próprio passado”, disse.
A JUPARÁ Restaurante recebe no dia 5 de junho o “Especial Pitty & Legião Urbana”, show interpretado pela Banda The Fisher e por Rodrigo Ephren que reúne clássicos de dois nomes centrais do rock brasileiro. A apresentação, realizada pela Eureka! Produções, terá mesas a R$ 200 para quatro pessoas e ingresso individual a R$ 50.
O repertório inclui músicas como “Admirável Chip Novo”, “Máscara”, “Tempo Perdido” e “Pais e Filhos”, em uma noite voltada ao público que acompanha a trajetória de Pitty e Legião Urbana. A proposta é reunir canções de diferentes fases do rock nacional em um mesmo palco, com foco em sucessos que seguem presentes no repertório afetivo de várias gerações.
Além do show, o público terá à disposição a estrutura da JUPARÁ Restaurante, com atendimento de gastronomia e espaço preparado para receber grupos de amigos, casais e fãs do gênero. A organização aposta em uma programação centrada na execução de faixas conhecidas do público do início ao fim da apresentação.
As informações e reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (68) 98104-9710, com Rodrigo.