A artista Carol di Deus irá realizar no próximo dia 04 de fevereiro, na Usina de Arte João Donato, o projeto ‘Um Samba pra Falar de Amor’, com a participação especial de Narjara Saab, Sandra Buh, James Fernandes, Nilton Castro e Gabriel Brito. O projeto conta com a produção AcreAtiva Produções e o apoio Casa Rosa Mulher, Hospital de Amor/AC e Fundação de Cultura Elias Mansour e financiamento Fundo Municipal de Rio Branco (FMC) através da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil.
O show reunirá grandes clássicos do samba e reverenciará grandes mestres como Pixinguinha, Dolores Duran, Cartola, Lupicínio Rodrigues, Nelson Cavaquinho, Candeia, Ismael Silva, Adoniran Barbosa, Ivone Lara e muitos outros.
Durante entrevista ao Épop, a artista disse que o projeto nasceu ainda durante a pandemia em formato de live na internet. “O projeto nasceu em meio a pandemia. Em formato de live, reuni um repertório de clássicos do samba, de diferentes períodos da história que tratavam do tema do amor. Queria levar um pouquinho de acalento para as pessoas naquele momento tão difícil e intenso que vivíamos”.
O projeto em seguida ganhou novos ares. “Quando voltamos a poder nos reunir, com o apoio das minhas colegas do ‘Moças do Samba’, que me incentivaram a colocar esse projeto para circular, me inscrevi no edital de arte do Fundo Municipal de Cultura. E nesse projeto, o objetivo é realizar a circulação de um show didático musical, que apresenta sambas, cuja temática esteja pautada no amor, rememorando grandes sucessos do samba-canção e também homenageando grandes compositores e mestres do samba”, disse Carol.
No dia 04 de fevereiro o evento está previsto para iniciar às 19h, e conta com a entrada gratuita.
A cidade de Rio Branco será palco de um encontro estratégico para o fortalecimento do setor cultural no estado. No próximo dia 02 de maio, o Museu dos Povos Acreanos sediará a “Conferência Popular de Cultura – Territórios que Falam, Cultura que Resiste”, reunindo artistas, fazedores de cultura, gestores públicos e a sociedade civil em um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva.
Com uma programação que se estende ao longo de todo o dia, a conferência propõe mais do que debates: será um espaço de trocas, articulações e fortalecimento de vínculos, reafirmando a cultura como um eixo estruturante para o desenvolvimento social, econômico e simbólico das Amazônias acreanas.
O evento tem como principal objetivo democratizar o acesso às políticas culturais e fortalecer as identidades territoriais, promovendo uma reflexão ampliada sobre a cultura não apenas como expressão artística, mas como ferramenta estratégica de inclusão social, geração de renda e enfrentamento às diversas formas de violência.
Entre os destaques da programação está o painel dedicado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que discutirá o papel do financiamento público no setor cultural. O debate propõe uma reflexão crítica sobre a forma como a cultura vem sendo tratada — se como custo ou como investimento —, além de apontar caminhos e perspectivas para o futuro das políticas culturais no estado.
A participação popular será central na construção do encontro. Durante a tarde, os participantes irão se dividir em Grupos de Trabalho (GTs), organizados em eixos que abordam de forma integrada a cultura como investimento a partir da PNAB, a atuação em territórios periféricos, a relação entre cultura e violências e a acessibilidade em suas múltiplas dimensões — física, comunicacional, econômica e simbólica.
As propostas elaboradas nesses espaços serão sistematizadas e levadas à Plenária Final, onde serão debatidas e votadas, resultando na construção da Carta da Conferência — documento que reunirá diretrizes e reivindicações para o fortalecimento das políticas culturais no Acre.
Reforçando seu caráter coletivo e afetivo, a conferência também contará com momentos de acolhimento e apresentações de artistas locais, celebrando a diversidade e a potência das expressões culturais acreanas.
A conferência é uma realização do Comitê de Cultura Acre, no âmbito do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), do Ministério da Cultura, Governo Federal, e conta com apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e parceria da Federação de Teatro do Acre (Fetac).
As inscrições estão abertas até o dia 29 de abril e as vagas são limitadas, considerando a capacidade do espaço e a organização logística do evento. Acesse o link de inscrição.
Para mais informações e inscrições, acesse o perfil oficial no Instagram: @comitedecultura_acre.
Completando 125 anos de sua primeira publicação, o clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, ganha uma releitura provocadora na peça “Eu Capitu”, que terá apresentações gratuitas neste fim de semana em Rio Branco. O espetáculo, que já circulou por várias cidades brasileiras, chega à capital acreana para dar voz às mulheres em um mundo muitas vezes narrado por homens.
A peça, com texto de Carla Faour e direção de Miwa Yanagizawa, propõe uma reflexão profunda sobre a violência de gênero e o silenciamento feminino. A trama acompanha Ana, uma adolescente que encontra em um mundo de fantasia a fuga para a realidade brutal do relacionamento abusivo de sua mãe. Sua prova final de literatura, baseada na obra de Machado de Assis, a faz enxergar semelhanças entre o livro e sua vida. É então que a personagem Capitu, misteriosa e enigmática, surge para Ana, dando à menina uma nova perspectiva da história.
“Eu Capitu” foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural e conta com recursos através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. A peça já foi apresentada em Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e São Luís, com lotação máxima, e depois de Rio Branco segue para Porto Velho, Salvador, Fortaleza e Manaus.
Programação
As apresentações de “Eu Capitu” serão realizadas na Usina de Arte João Donato (R. das Acácias, 1155 – Distrito Industrial). A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do local, uma hora antes de cada sessão.
Sábado, 13 de setembro, às 19h: Sessão aberta ao público com recursos de audiodescrição (para pessoas com deficiência visual) e tradução em Libras (para pessoas com deficiência auditiva).
Domingo, 14 de setembro, às 19h: Sessão aberta ao público com uma roda de conversa sobre o tema da peça ao final.
Classificação: 14 anos | Duração: 90 min
Um alerta contra o feminicídio
O espetáculo aborda questões urgentes, como o aumento nos casos de feminicídio. O Acre, por anos, esteve entre os estados com as maiores taxas de mortes de mulheres por questões de gênero. Em 2023, ocupou o 2º lugar no ranking nacional, com uma taxa de 2,4 feminicídios a cada 100 mil mulheres, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Apesar de um dado recente indicar uma queda na taxa de feminicídio no estado, a peça reforça a importância de discutir a violência contra a mulher. “Eu Capitu” une ficção e realidade, convidando a plateia a refletir e a tomar consciência de um problema social complexo, mas que precisa ser abordado. Como resume a diretora Miwa Yanagizawa, a peça busca “instigar o olhar da plateia, convidá-la a imaginar outras possibilidades narrativas, tomar consciência das coisas se valendo de mais de uma perspectiva”.
Ficha Técnica
Direção Artística: Miwa Yanagizawa / Texto: Carla Faour / Diretora Assistente: Maria Lucas / Idealização e Direção Geral: Felipe Valle / Direção de Produção: Bárbara Galvão (Pagu Produções Culturais) / Coordenação de Projeto: Trupe Produções Artísticas / Elenco: Juliana Trimer e Mika Makino / Direção Sonora, Trilha Original e Preparação Vocal: Azullllllll / Direção de Arte: Teresa Abreu / Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni / Produção Executiva: Bem Medeiro / Produtora Assistente: Natalia Dias / Produção Local: Sacha Alencar / Assistente de Produção Local: Brenn Souza / Design Gráfico e Fotografia: Daniel Barboza / Assessoria de Imprensa: Maria Meirelles / Produtora Associada: Pagu Produções Culturais / Realização: Trupe Produções Artísticas / Patrocínio: Petrobras
Cultura e capacitação em Rio Branco: Oficina de Portfólio e espetáculo teatral marcam a segunda-feira; confira
A oficina será promovida no Teatro de Arena do SESC, das 19h às 22h. A iniciativa visa capacitar artistas e produtores culturais a construírem um portfólio criativo e estratégico.
O Comitê de Cultura Acre realiza, nesta segunda-feira, 08, em Rio Branco, o projeto “Territórios em Foco: Oficina de Portifólio Cultural. Após percorrer 13 municípios acreanos, a formação, ministrada por Claudia Toledo, é totalmente gratuita, concluindo na capital acreana essa fase de formações.
Interessados em participar devem se inscrever por meio do link de inscrição na bio do Instagram @comitedecultura_acre.
A oficina será promovida no Teatro de Arena do SESC, das 19h às 22h. A iniciativa visa capacitar artistas e produtores culturais a construírem um portfólio criativo e estratégico.
“O portfólio cultural é a ponte entre você e o mundo: nele cabe sua história, projetos, experiências e saberes, organizados de forma criativa e atrativa. É a ferramenta que abre caminhos em editais, processos seletivos e também na divulgação do seu trabalho”, explica Claudia Toledo – coordenadora geral do Comitê de Cultura Acre.
Para tornar a experiência ainda mais completa, a oficina em Rio Branco terá uma atração extra: a apresentação do espetáculo “Carcinoma”, que abrirá o evento.
“O espetáculo materializa a oficina de portfólio e mostra vários caminhos. Várias formas que você tem para poder construir o seu portfólio, a importância dele para a cultura, como ele, nesse contexto dos editais, a pontuação que ele tem, que ele pesa com relação à pontuação dos editais”, destaca Claudia.
A coordenadora ressalta que o projeto tem tido um resultado positivo nos municípios por onde passou, com um público cada vez maior interessado em participar.
A etapa em Rio Branco encerra o ciclo atual do projeto. No entanto, Claudia Toledo adianta que novas iniciativas estão sendo planejadas. “A próxima etapa a gente está em planejamento, para fazer uma coisa diferente. E outras ações vão surgir aí pelo comitê também para ajudar e dar esse apoio técnico para as pessoas que estão interessadas em participar dos editais para a cultura”, finaliza.
A entrada é gratuita. A oficina é uma realização do Comitê de Cultura Acre, por meio do Programa Nacional de Comitês de Cultura (PNCC/MinC), em parceria com a Cia Visse e Versa, Prefeitura de Rio Branco e Sesc Acre.
Serviço:
O quê: Territórios em Foco: Oficina de Portfólio Cultural