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Saúde

Ministério da Saúde destina R$ 1,25 milhão para pesquisas no SUS do Acre

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O Ministério da Saúde lançou no dia 27 de março a chamada pública da oitava edição do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) no estado do Acre. O programa vai investir R$ 1,25 milhão em projetos de pesquisa científica com foco em demandas regionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total de recursos, R$ 1 milhão serão repassados pelo Ministério da Saúde e R$ 250 mil pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac). A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Acre (Sesacre), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics).

O objetivo do PPSUS é apoiar pesquisas que possam ser aplicadas no sistema público de saúde, considerando as especificidades e prioridades locais. Os projetos devem ser inscritos até 16 de maio de 2025, por meio dos sistemas da Fapac ou do Ministério da Saúde.

Cinquenta linhas de pesquisa foram definidas, divididas em cinco eixos temáticos: Planejamento e Gestão no SUS; Vigilância em Saúde; Redes de Atenção à Saúde; Educação Permanente na Saúde; e Saúde do Trabalhador e Trabalhadora do SUS.

O PPSUS busca descentralizar o fomento à pesquisa em saúde, promovendo ações em parceria entre órgãos federais e estaduais. O Decit coordena o programa nacionalmente, enquanto o CNPq gerencia os processos administrativos. No âmbito estadual, as Fundações de Amparo à Pesquisa e as Secretarias Estaduais de Saúde executam e acompanham os projetos.

O Acre participou de quatro edições anteriores do programa. Esta é a primeira vez que o estado recebe um valor superior a R$ 1 milhão para a execução de pesquisas científicas voltadas para o fortalecimento do SUS.

Saúde

Uso excessivo de telas pode causar olho seco em crianças e adolescentes

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O uso prolongado de celulares, tablets e computadores pode reduzir a frequência com que crianças e adolescentes piscam e favorecer casos de olho seco. O problema tem aparecido com mais frequência nos consultórios de oftalmologia pediátrica e foi discutido nesta quinta-feira (10), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador.

O olho seco ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção inadequada de lágrimas, seja pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que a concentração diante das telas, principalmente quando os aparelhos ficam próximos ao rosto, diminui o número de piscadas. Com os olhos abertos por mais tempo, a lágrima evapora com maior facilidade e aumenta a sensação de ressecamento.

Adolescentes estão entre os grupos que exigem maior atenção por acumularem horas de exposição ao longo do dia. Além do uso de computadores e tablets para estudar, muitos continuam conectados ao celular durante o período de lazer. O hábito de utilizar o aparelho dentro do quarto, em ambientes com pouca iluminação, também pode aumentar o desconforto visual.

“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, relatou a oftalmologista durante o congresso. O aumento das piscadas pode surgir como uma resposta da criança à irritação e à secura nos olhos.

A recomendação é reduzir o tempo de exposição e estabelecer limites para o uso recreativo dos dispositivos. Para crianças com mais de 6 anos e adolescentes, a orientação citada durante o congresso é de até duas horas diárias de telas, além do período necessário para atividades escolares.

O 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia reúne especialistas na capital baiana até sábado (12) para discutir doenças oculares, prevenção, diagnóstico e novas formas de tratamento.

Fonte: Agência Brasil

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Rio Branco

Dia D da Multivacinação terá oito pontos de atendimento em Rio Branco neste sábado

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Crianças e adolescentes menores de 15 anos poderão atualizar a caderneta de vacinação neste sábado (22), durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação em Rio Branco. A ação terá oito pontos de atendimento espalhados pela capital, com oferta de imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

As equipes de saúde vão conferir o histórico vacinal de cada criança ou adolescente e aplicar as doses necessárias de acordo com a idade e as recomendações do Ministério da Saúde. A campanha reúne 20 vacinas contra doenças como sarampo, poliomielite, meningites, pneumonias, hepatites, febre amarela, varicela, covid-19, HPV e dengue.

Uma das novidades é a vacina pneumocócica 20-valente, a Pneumo 20, incorporada recentemente ao calendário nacional. O imunizante amplia a proteção contra doenças provocadas pelo pneumococo, entre elas pneumonias e meningites.

A vacinação contra o sarampo também recebe atenção durante a campanha. O aumento de casos da doença na Região das Américas e a identificação de casos importados no Brasil reforçaram as ações para manter a população protegida e reduzir o risco de circulação do vírus.

Três Unidades de Referência em Atenção Primária vão funcionar das 8h às 17h: Francisco Roney Meireles, no Adalberto Sena; Augusto Hidalgo de Lima, no Palheiral; e Rozângela Pimentel, no Calafate.

Na Unidade de Saúde da Família Manoel Alves Bezerra Neto, na Cidade do Povo, o atendimento será das 8h às 16h. O mesmo horário será adotado na Creche Anita dos Santos, no Belo Jardim I, e no Projeto JOCUM, no Jardim Panorama.

Também haverá vacinação no Lago do Amor, das 10h às 18h, e na Havan, localizada no Via Verde Shopping, das 10h às 20h.

Pais e responsáveis devem apresentar a caderneta de vacinação para que os profissionais confiram as doses já aplicadas e identifiquem possíveis atrasos. As vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que continua em Rio Branco até 1º de setembro.

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Saúde

Tafenoquina no SUS ajuda Brasil a alcançar menor número de casos de malária em 47 anos

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O Brasil encerrou 2025 com 118.037 casos de malária contraídos no país, o menor número registrado desde 1978. O total caiu 15% na comparação com 2024. As mortes provocadas pela doença também recuaram 30%, passando de 56 para 39, enquanto os casos graves tiveram redução de 30,7%.

A queda ocorreu após a ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento, além da entrada da tafenoquina na rede pública. O medicamento passou a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS) em dose única em 2024 para prevenir novas manifestações da malária.

A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pessoas a partir de 16 anos e com peso mínimo de 35 quilos. Por ter ação prolongada, o remédio ajuda a impedir recaídas da doença. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido o tratamento no Brasil, incluindo 3.920 pacientes atendidos em Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira, 17, após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília.

A redução também chegou às áreas indígenas e aos assentamentos rurais. Em 2025, os casos caíram mais de 40% nesses territórios. O território Yanomami foi a primeira área indígena a receber o medicamento no tratamento contra a malária.

No Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, 1.515 pessoas receberam tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas da doença diminuíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. De janeiro a julho, o total de casos caiu 55%, de cerca de 17 mil para 7,6 mil.

Desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o medicamento no país.

Fonte: Agência Brasil

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