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Cultura

Festival da Farinha em Cruzeiro do Sul tem início com concurso culinário e segue com shows e disputas culturais

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O Festival da Farinha de Cruzeiro do Sul começou na quarta-feira (27) com a realização do concurso gastronômico, que premiou um prato de macarrão feito de macaxeira. A receita, elaborada por Marciane Uchoa, moradora do Ramal Pentecostes, venceu entre dez participantes e garantiu o prêmio de R$ 2 mil entregue pelo prefeito Zequinha Lima. “Preparei minha receita em apenas meia hora, mas com muito carinho. É um prato diferente, difícil, mas tudo valeu a pena. Estou feliz e cheia de objetivos com essa conquista”, afirmou a vencedora.

A abertura reuniu competidores que apresentaram pratos diversos, de bolos a purês, após terem passado por um curso de capacitação promovido pela Prefeitura em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Segundo o secretário de Agricultura, Nildson Moura, o objetivo é estimular a criatividade e fortalecer a cadeia da mandioca. “A cada ano, mais pessoas se interessam em participar, e buscamos qualificação e valorização dessa produção”, disse.

O festival segue até sábado (30) no Complexo Esportivo do Bairro Aeroporto Velho, com participação de mais de 100 expositores de alimentos, artesanato e agricultura. A programação inclui shows nacionais, entre eles a cantora sertaneja Marília Tavares, que se apresenta nesta quinta-feira (28). Ela já participou de eventos no Acre, como a Expoacre e o Circuito Country em Epitaciolândia, e retorna ao estado com repertório de canções conhecidas do público.

Além dos shows, o evento terá concurso da mandioca mais pesada, eleição do rei e da rainha da farinha, campeonato de videogame e outras competições com prêmios que somam R$ 50 mil. A festa é também uma vitrine da farinha de Cruzeiro do Sul, produto que recebeu em 2017 o selo de Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento que fortalece sua posição na culinária regional.

O encerramento no sábado será com show do cantor Evoney Fernandes, responsável por fechar a programação musical nacional.

Cultura

Espetáculo “Ouro Branco” do SESI Acre leva história do estado ao palco

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O SESI Acre apresenta o espetáculo “Ouro Branco – Da Revolução à Industrialização”, produção que transforma episódios da história acreana em dança, música e teatro. A montagem percorre desde o período dos seringais e da Revolução Acreana até as transformações econômicas ligadas à industrialização do estado.

A narrativa homenageia homens e mulheres que participaram da formação do Acre, com destaque para os trabalhadores que chegaram à região durante o ciclo da borracha. O látex, conhecido como “ouro branco”, tornou-se um dos principais símbolos desse período e dá nome ao espetáculo.

Por meio das coreografias, a apresentação aborda temas como trabalho, migração, identidade e desenvolvimento, aproximando o público de diferentes momentos da trajetória acreana.

A montagem reúne alunas de balé do SESI Acre e grupos convidados, utilizando a dança como fio condutor para apresentar a passagem de uma economia marcada pelos seringais para novas etapas de desenvolvimento industrial.

“Ouro Branco” integra as ações culturais do SESI Acre e reforça a proposta de preservar a memória regional por meio das artes.

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Cultura

‘Cabeças Cortadas’, de Glauber Rocha, terá versão restaurada em 4K em 2027

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O filme “Cabeças Cortadas”, dirigido por Glauber Rocha e lançado em 1970, ganhará uma versão restaurada em 4K em 2027. A produção hispano-brasileira, rodada na Catalunha, no norte da Espanha, passará por tratamento de imagem, correção de cores e recuperação do som para voltar a circular em formato digital mais de cinco décadas depois das filmagens.

O trabalho de restauração reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma especializada em cinema espanhol. O projeto busca ampliar o acesso a um dos títulos menos disponíveis da filmografia do cineasta brasileiro.

Filmado durante o período em que Glauber vivia fora do Brasil por causa da perseguição da ditadura militar, “Cabeças Cortadas” acompanha a decadência de um ditador atormentado pelo próprio passado e pela proximidade da morte. O personagem Díaz II, interpretado pelo ator espanhol Francisco Rabal, combina referências a regimes autoritários latino-americanos e à ditadura de Francisco Franco na Espanha.

A narrativa usa elementos políticos, teatrais e poéticos para abordar autoritarismo, racismo, fascismo e relações de dominação. O longa também rompe com estruturas convencionais do cinema comercial, característica presente na trajetória de Glauber e no movimento do Cinema Novo.

Entre as passagens do filme está uma cena em que Díaz II relembra feitos grandiosos atribuídos ao próprio governo e ordena o retorno de um filósofo exilado. O personagem pretende colocá-lo à frente de uma fundação financiada com recursos obtidos pela venda da produção agrícola aos Estados Unidos.

A restauração pretende recuperar uma obra que permaneceu durante anos com circulação limitada. Além da nova cópia digital, o projeto inclui um espaço dedicado à história da produção, com registros dos bastidores, depoimentos de participantes das filmagens e informações sobre o método de trabalho de Glauber, marcado pela improvisação e pela liberdade criativa.

O próprio diretor definia “Cabeças Cortadas” como um filme situado entre o teatro e a poesia e defendia uma relação menos convencional entre a obra e o público. Para Glauber, a experiência deveria se aproximar da leitura de um poema ou da contemplação de uma pintura, em vez de seguir apenas a narrativa tradicional do cinema.

Glauber Rocha também dirigiu obras como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de 1964, e “Terra em Transe”, de 1967, títulos que o projetaram como um dos principais nomes do cinema brasileiro. O cineasta morreu em 1981, aos 42 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Cultura

Usina de Arte abre 20 vagas para curso gratuito de iniciação teatral em Rio Branco

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A Usina de Arte João Donato, em Rio Branco, oferece 20 vagas para o curso gratuito de Iniciação à Linguagem Teatral. A formação é destinada a pessoas a partir de 15 anos e busca ampliar o acesso às artes cênicas por meio de atividades práticas de expressão corporal, improvisação, jogos teatrais e criação de cenas.

As aulas serão presenciais na sede da Usina de Arte, localizada na Rua das Acácias, nº 1.155, no Distrito Industrial. A formação integra a programação de cursos livres desenvolvida no espaço cultural para moradores interessados em iniciar experiências no teatro.

Durante o curso, os participantes terão contato com técnicas de consciência e linguagem corporal, exercícios de criatividade, improvisação e práticas de construção cênica. A proposta é oferecer uma introdução aos elementos básicos do teatro e desenvolver habilidades relacionadas à comunicação e à expressão artística.

A programação ocorre no período da tarde. As aulas estão previstas para começar na segunda-feira (24) e seguir até novembro, com encontros semanais na Usina de Arte.

A unidade mantém atividades de formação artística e cultural em parceria com instituições estaduais. Outros cursos livres também vêm sendo oferecidos ao longo do ano nas áreas de teatro, artes visuais e formação cultural.

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