Connect with us

Cultura

Filme “Ainda estou aqui” lidera premiação do Grande Otelo 2025

Published

on

O filme “Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, foi o principal destaque da 24ª edição do Prêmio Grande Otelo, considerada a maior premiação do audiovisual brasileiro. A cerimônia, realizada na noite de 30 de julho, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, reuniu profissionais do setor e celebrou produções nacionais em diversas categorias.

O longa recebeu os troféus de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Selton Mello), Melhor Atriz (Fernanda Torres), Melhor Roteiro Adaptado e outras dez categorias técnicas. A obra é inspirada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e retrata episódios da história política recente do Brasil, centrando-se na trajetória de Eunice Paiva e Rubens Paiva.

Em um dos momentos de destaque da noite, Fernanda Torres compartilhou sua experiência ao interpretar Eunice Paiva, figura central na narrativa. A atriz comentou sobre o impacto pessoal do papel e a identificação com o contexto vivido por sua personagem. Selton Mello, premiado por sua atuação como Rubens Paiva, também destacou o significado político e emocional da produção.

O diretor Walter Salles, ao receber o prêmio de Melhor Direção, dedicou a conquista ao crítico e pensador de cinema José Carlos Avellar, falecido em 2016. Salles também ressaltou a parceria com o músico Warren Ellis, responsável pela trilha sonora do filme, que venceu na categoria de Melhor Trilha Sonora.

Além de “Ainda estou aqui”, outros trabalhos também foram reconhecidos na premiação. O documentário “3 Obás de Xangô” e a animação “Arca de Noé”, ambos dirigidos por Sérgio Machado, receberam prêmios em suas respectivas categorias. O longa infantil “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, de Fernando Fraiha, foi agraciado como Melhor Filme Infantil.

Entre as séries, foram premiadas “Senna” como Melhor Série de Ficção e “Falas Negras” como Melhor Série Documental. No segmento de curtas, os vencedores foram “Helena de Guaratiba” (ficção), “Você” (documentário) e “A Menina e o Pote” (animação). O Voto Popular consagrou o documentário “Milton Bituca Nascimento”, dirigido por Flavia Moraes.

Cultura

Espetáculo “Ouro Branco” do SESI Acre leva história do estado ao palco

Published

on

O SESI Acre apresenta o espetáculo “Ouro Branco – Da Revolução à Industrialização”, produção que transforma episódios da história acreana em dança, música e teatro. A montagem percorre desde o período dos seringais e da Revolução Acreana até as transformações econômicas ligadas à industrialização do estado.

A narrativa homenageia homens e mulheres que participaram da formação do Acre, com destaque para os trabalhadores que chegaram à região durante o ciclo da borracha. O látex, conhecido como “ouro branco”, tornou-se um dos principais símbolos desse período e dá nome ao espetáculo.

Por meio das coreografias, a apresentação aborda temas como trabalho, migração, identidade e desenvolvimento, aproximando o público de diferentes momentos da trajetória acreana.

A montagem reúne alunas de balé do SESI Acre e grupos convidados, utilizando a dança como fio condutor para apresentar a passagem de uma economia marcada pelos seringais para novas etapas de desenvolvimento industrial.

“Ouro Branco” integra as ações culturais do SESI Acre e reforça a proposta de preservar a memória regional por meio das artes.

Continue Reading

Cultura

‘Cabeças Cortadas’, de Glauber Rocha, terá versão restaurada em 4K em 2027

Published

on

O filme “Cabeças Cortadas”, dirigido por Glauber Rocha e lançado em 1970, ganhará uma versão restaurada em 4K em 2027. A produção hispano-brasileira, rodada na Catalunha, no norte da Espanha, passará por tratamento de imagem, correção de cores e recuperação do som para voltar a circular em formato digital mais de cinco décadas depois das filmagens.

O trabalho de restauração reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma especializada em cinema espanhol. O projeto busca ampliar o acesso a um dos títulos menos disponíveis da filmografia do cineasta brasileiro.

Filmado durante o período em que Glauber vivia fora do Brasil por causa da perseguição da ditadura militar, “Cabeças Cortadas” acompanha a decadência de um ditador atormentado pelo próprio passado e pela proximidade da morte. O personagem Díaz II, interpretado pelo ator espanhol Francisco Rabal, combina referências a regimes autoritários latino-americanos e à ditadura de Francisco Franco na Espanha.

A narrativa usa elementos políticos, teatrais e poéticos para abordar autoritarismo, racismo, fascismo e relações de dominação. O longa também rompe com estruturas convencionais do cinema comercial, característica presente na trajetória de Glauber e no movimento do Cinema Novo.

Entre as passagens do filme está uma cena em que Díaz II relembra feitos grandiosos atribuídos ao próprio governo e ordena o retorno de um filósofo exilado. O personagem pretende colocá-lo à frente de uma fundação financiada com recursos obtidos pela venda da produção agrícola aos Estados Unidos.

A restauração pretende recuperar uma obra que permaneceu durante anos com circulação limitada. Além da nova cópia digital, o projeto inclui um espaço dedicado à história da produção, com registros dos bastidores, depoimentos de participantes das filmagens e informações sobre o método de trabalho de Glauber, marcado pela improvisação e pela liberdade criativa.

O próprio diretor definia “Cabeças Cortadas” como um filme situado entre o teatro e a poesia e defendia uma relação menos convencional entre a obra e o público. Para Glauber, a experiência deveria se aproximar da leitura de um poema ou da contemplação de uma pintura, em vez de seguir apenas a narrativa tradicional do cinema.

Glauber Rocha também dirigiu obras como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de 1964, e “Terra em Transe”, de 1967, títulos que o projetaram como um dos principais nomes do cinema brasileiro. O cineasta morreu em 1981, aos 42 anos.

Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Cultura

Usina de Arte abre 20 vagas para curso gratuito de iniciação teatral em Rio Branco

Published

on

A Usina de Arte João Donato, em Rio Branco, oferece 20 vagas para o curso gratuito de Iniciação à Linguagem Teatral. A formação é destinada a pessoas a partir de 15 anos e busca ampliar o acesso às artes cênicas por meio de atividades práticas de expressão corporal, improvisação, jogos teatrais e criação de cenas.

As aulas serão presenciais na sede da Usina de Arte, localizada na Rua das Acácias, nº 1.155, no Distrito Industrial. A formação integra a programação de cursos livres desenvolvida no espaço cultural para moradores interessados em iniciar experiências no teatro.

Durante o curso, os participantes terão contato com técnicas de consciência e linguagem corporal, exercícios de criatividade, improvisação e práticas de construção cênica. A proposta é oferecer uma introdução aos elementos básicos do teatro e desenvolver habilidades relacionadas à comunicação e à expressão artística.

A programação ocorre no período da tarde. As aulas estão previstas para começar na segunda-feira (24) e seguir até novembro, com encontros semanais na Usina de Arte.

A unidade mantém atividades de formação artística e cultural em parceria com instituições estaduais. Outros cursos livres também vêm sendo oferecidos ao longo do ano nas áreas de teatro, artes visuais e formação cultural.

)

Continue Reading

Tendência