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Educação

Governo do Acre investe R$ 221,8 milhões e inicia posse de 713 professores da rede estadual

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O governo do Acre iniciou, nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a posse de 713 professores aprovados em concurso público para a rede estadual de ensino, em cerimônia realizada no auditório do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em Rio Branco. As nomeações integram um investimento de R$ 221.816.719,40 destinado à ampliação do quadro efetivo da educação básica e à distribuição de profissionais nos 22 municípios acreanos, com o objetivo de atender demandas históricas da rede pública e reduzir a dependência de contratos temporários.

O concurso é considerado o maior já realizado para a educação no estado, com mais de 52 mil inscritos para aproximadamente 3 mil vagas, sendo cerca de 2,5 mil para professores e 500 para cargos administrativos. Ao todo, 2.612 candidatos foram aprovados e serão convocados de forma escalonada. A posse realizada em janeiro corresponde à primeira etapa do cronograma, iniciado em dezembro de 2025, que prevê cinco fases de nomeações até fevereiro, incluindo realocações para regiões onde não houve aprovados e direcionamento de profissionais para o interior.

Durante o evento, o governador Gladson Camelí afirmou que a ampliação do quadro efetivo faz parte de uma estratégia de longo prazo para estruturar a educação pública no estado. Segundo ele, a presença de professores efetivos em sala de aula está diretamente relacionada à continuidade pedagógica e ao fortalecimento das escolas. “Não existe cidadania e desenvolvimento econômico sem uma base sólida”, declarou, ao comentar a relação entre educação, políticas sociais e crescimento econômico.

A vice-governadora Mailza Assis destacou que a chegada dos novos docentes amplia a capacidade de atendimento da rede estadual, especialmente em municípios do interior e em comunidades mais afastadas dos centros urbanos. De acordo com ela, a efetivação dos profissionais contribui para a estabilidade das equipes escolares e para a organização do calendário letivo em todas as regiões do estado. “Os 22 municípios estão recebendo novos professores em áreas específicas, o que fará diferença na vida das pessoas”, afirmou.

O secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, explicou que o escalonamento das convocações foi adotado para garantir equilíbrio orçamentário e planejamento administrativo. Ele informou que, além das posses, a secretaria prevê para 2026 ações como a distribuição de material escolar, fardamento, reforço na alimentação dos estudantes e a realização de novos concursos públicos. Carvalho também ressaltou que o aumento do número de professores efetivos tende a refletir na melhoria do desempenho dos alunos e no acesso ao ensino superior.

Entre os empossados, professores relataram que a efetivação representa maior segurança profissional e possibilidade de planejamento pessoal. A professora Gabrielly Beatriz da Silva Araújo, de 28 anos, afirmou que a nomeação permite pensar em projetos que antes eram adiados. “A efetividade nos dá tranquilidade e abre a possibilidade de realizar planos que estavam apenas no papel”, disse. O professor Heroilson Moraes, de 36 anos, que atuava como temporário há sete anos, afirmou que a posse representa estabilidade e continuidade na carreira docente.

Com a convocação dos novos professores, o governo estadual projeta impacto direto na redução da carência de profissionais efetivos, na organização das escolas e no fortalecimento da educação básica. A gestão informou que as próximas etapas de posse seguirão ao longo de 2026, mantendo a convocação dos aprovados como uma das prioridades da administração estadual.

Educação

Escolas públicas têm até 31 de outubro para escolher livros da educação infantil

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As escolas públicas de todo o Brasil têm até o dia 31 de outubro para selecionar os livros que serão utilizados na educação infantil. O período de escolha começou nesta terça-feira (13) e faz parte do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A seleção contempla obras literárias e informativas destinadas a crianças de creches e pré-escolas, além de materiais de apoio pedagógico para professores. Os livros serão distribuídos gratuitamente às unidades de ensino participantes do programa.

Podem participar as escolas das redes públicas que aderiram previamente ao PNLD e possuem estudantes matriculados na educação infantil, conforme os registros do Censo Escolar de 2025.

A escolha deve ser realizada exclusivamente pelos diretores escolares, por meio do sistema PNLD Gestão. O acesso ocorre pela plataforma Gov.br, utilizando CPF e senha. As secretarias de Educação são responsáveis pela análise e autorização dos cadastros dos gestores.

Antes de registrar a seleção, os diretores devem discutir as opções disponíveis com professores e coordenadores pedagógicos. A decisão precisa considerar a faixa etária das crianças, a proposta educacional da escola e as necessidades da comunidade atendida.

O programa organiza os materiais em três categorias. Para crianças de até 3 anos, os conjuntos possuem 46 ou 47 obras. Na pré-escola, destinada à faixa etária de 4 a 5 anos, os acervos reúnem de 50 a 52 títulos. A terceira categoria contempla materiais de apoio aos professores, também com conjuntos de 50 a 52 obras.

A quantidade de livros distribuídos dependerá do número de estudantes de cada instituição. As escolas deverão escolher os acervos completos, sem a possibilidade de substituir individualmente os títulos que integram cada conjunto.

Para orientar o processo, o MEC disponibilizou o Guia do PNLD Educação Infantil 2026-2029, que reúne informações sobre as obras aprovadas, avaliações, propostas metodológicas e conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

As escolas que não fizerem a seleção dentro do prazo poderão receber materiais conforme critérios técnicos estabelecidos pelo FNDE. O ministério recomenda que os gestores verifiquem antecipadamente suas condições de acesso ao sistema para evitar problemas durante o período de escolha.

Fonte: Agência Brasil

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Acre

Ifac leva estudantes dos seis campi para experiência internacional na Colômbia

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Um estudante de cada um dos seis campi do Instituto Federal do Acre (Ifac) foi selecionado para representar a instituição em uma experiência acadêmica internacional em Bogotá, na Colômbia. O grupo embarcou neste domingo (4) e ficará no país até 18 de outubro, participando de atividades voltadas à ciência, tecnologia, inovação e cultura.

A delegação reúne alunos dos campi Baixada do Sol, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri. Todos cursam o Ensino Médio integrado a cursos técnicos do instituto e passaram por um processo seletivo antes da viagem.

Participam da programação Kayk Felismino Nogueira, da Baixada do Sol; Valéria da Costa Nicácio, de Cruzeiro do Sul; Luís Fernando Correia da Silva, de Rio Branco; Cauã Bezerra Maciel, de Sena Madureira; Anny Vitória de Araújo, de Tarauacá; e Anna Lya Menezes Cardoso, de Xapuri.

A seleção levou em consideração o desempenho escolar e outros critérios previstos em edital. Os candidatos precisavam ter entre 15 e 18 anos, média mínima de 7, matrícula regular e não poderiam apresentar reprovação no histórico. O processo ainda contou com análise documental, entrevista e avaliação de conhecimentos em espanhol.

Na Colômbia, os estudantes terão contato com estruturas acadêmicas da Universidad de La Sabana e da Universidad Nacional de Colombia. A agenda prevê atividades em laboratórios de eletrônica, espaços de fabricação digital, ambientes de simulação e projetos ligados às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A programação também amplia a experiência para além das salas de aula. Os acreanos devem visitar locais como o Jardim Botânico de Bogotá, o Museu do Ouro, o Museu Nacional, o Museu Botero, o Planetário e o Museu Maloka, além de pontos históricos e culturais da capital colombiana.

A viagem faz parte do Programa de Mobilidade STEM Internacional, realizado pelo Ifac em parceria com a AFS Intercultura Brasil. As despesas previstas no edital são custeadas pelo programa, que também assegura bolsa aos participantes.

Com representantes de todas as unidades do instituto no Acre, a iniciativa amplia a participação de estudantes da educação profissional em programas de mobilidade internacional e promove contato direto com universidades e centros de pesquisa fora do país.

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Educação

Brasil tem 9% dos professores da rede pública sem qualificação completa

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Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025. O percentual ficou próximo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9,1%, conforme dados do relatório Panorama da Educação 2026.

O levantamento considera como profissionais sem qualificação completa aqueles que não possuem diploma, certificação exigida ou formação pedagógica adequada. A contratação desses docentes ocorre principalmente em locais onde há dificuldade para preencher vagas com profissionais que atendam a todos os requisitos.

No Brasil, a falta de professores é maior em determinadas regiões e áreas de ensino. As dificuldades de contratação atingem principalmente localidades remotas ou socialmente vulneráveis, além de disciplinas como matemática e ciências naturais.

Mesmo com a redução do número de estudantes, o país ampliou a quantidade de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o total de docentes cresceu 4%, enquanto o número de matrículas caiu 7%.

A permanência dos profissionais na carreira também aparece como um dos desafios. Em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a rede pública por aposentadoria ou desligamento. O percentual não significa necessariamente abandono da profissão, já que parte desses docentes pode ter migrado para escolas privadas ou outras redes de ensino.

As condições de trabalho e a remuneração também aparecem entre os fatores relacionados à atratividade da carreira. Em 2022, 44,3% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental declararam satisfação com as condições de trabalho. Entre os países da OCDE, a média era de 68,4%.

Quando o assunto é salário, 22,3% dos docentes brasileiros disseram estar satisfeitos, enquanto a média registrada entre os países da organização chegou a 38,7%.

O Ministério da Educação informou que mantém ações voltadas à formação e valorização dos profissionais, entre elas o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas. O piso nacional do magistério está atualmente em R$ 5.130,63.

Dados do governo federal apontam ainda crescimento na procura pelas licenciaturas entre estudantes com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio. Entre 2024 e 2026, houve aumento de 106% nas matrículas desse grupo em cursos destinados à formação de professores.

A OCDE também aponta a entrada de profissionais vindos de outras áreas como uma alternativa para reduzir a falta de docentes. Em 2024, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental estavam na docência como segunda carreira, acima da média de 8,4% registrada entre os países da organização.

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