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Nova tabela do Imposto de Renda 2026 amplia isenção até R$ 5 mil e reduz imposto para rendas de até R$ 7.350

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A nova tabela do Imposto de Renda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e passa a valer para salários pagos a partir deste mês, com impacto percebido no pagamento de fevereiro, ao ampliar a faixa de isenção mensal para quem ganha até R$ 5 mil e reduzir gradualmente o imposto devido por contribuintes com rendimentos de até R$ 7.350. As mudanças fazem parte da reforma do Imposto de Renda e se refletem também na declaração anual a ser entregue em 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Pela nova regra, trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas que recebem até R$ 5 mil por mês passam a ficar totalmente isentos do Imposto de Renda. Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto é reduzido de forma decrescente, conforme o valor do rendimento mensal. Quanto mais próxima a renda estiver do limite de R$ 5 mil, maior é o desconto aplicado; à medida que se aproxima de R$ 7.350, o benefício diminui até ser eliminado. Acima desse valor, não há redução adicional. A regra também vale para o 13º salário, seguindo os mesmos critérios de aplicação.

A tabela tradicional do Imposto de Renda não sofreu alteração em relação a 2025. O que muda é a criação de redutores adicionais, aplicados simultaneamente à tabela vigente, para garantir a isenção e a redução previstas na nova política tributária. A Receita Federal estabeleceu fórmulas específicas para o cálculo desses redutores, que variam conforme a renda mensal do contribuinte dentro da faixa beneficiada.

Além das mudanças mensais, a apuração anual do Imposto de Renda também foi ajustada. Em 2026, ficam isentos do imposto os contribuintes com renda anual de até R$ 60 mil. Para rendimentos entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil, há redução gradual do imposto devido, calculada por meio de um redutor limitado ao valor do imposto apurado, sem geração de imposto negativo ou restituição adicional automática. Acima desse patamar anual, não há desconto extra além das regras já existentes.

Como forma de compensar a perda de arrecadação decorrente da ampliação da isenção e da redução do imposto para a faixa intermediária de renda, a reforma institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, voltado a contribuintes de alta renda. A nova regra se aplica a quem recebe acima de R$ 600 mil por ano, com alíquota progressiva que pode chegar a 10%, sendo fixada uma alíquota mínima efetiva de 10% para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão anuais. A estimativa do governo é que cerca de 141 mil contribuintes sejam alcançados por esse mecanismo.

O cálculo do imposto mínimo considera salários, lucros e dividendos e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. Parte desses valores, como salários elevados, já sofre retenção na fonte e gera abatimento no valor final a pagar. Ficam fora da base de cálculo investimentos incentivados, como poupança, LCI, LCA, fundos imobiliários e Fiagro, além de heranças, doações, indenizações por doença grave, ganhos de capital na venda de imóveis fora da bolsa, aluguéis atrasados e valores recebidos acumuladamente por ações judiciais.

Outra mudança relevante é a tributação de dividendos na fonte. A partir de 2026, dividendos superiores a R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma empresa à pessoa física passam a sofrer retenção de 10% de Imposto de Renda, valor que poderá ser compensado na declaração anual. Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 permanecem isentos apenas se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro daquele ano, o que pode gerar questionamentos judiciais sobre a aplicação da regra.

Segundo o governo federal, cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados com a ampliação da isenção e a redução do imposto para rendas intermediárias. O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela criação do imposto mínimo para alta renda e pela tributação de dividendos acima do limite mensal estabelecido.

Fonte e foto: Agência Brasil

Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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Rio Branco

Corrida do Detran reúne 750 participantes e encerra Maio Amarelo em Rio Branco

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Rio Branco recebeu na manhã deste domingo, 31 de maio, a primeira edição da Corrida Detran Maio Amarelo, evento que reuniu 750 participantes em percursos de 5 e 10 quilômetros e marcou o encerramento das ações da campanha Maio Amarelo na capital acreana. A largada foi às 6h30, em frente à sede do Detran, com a proposta de unir esporte, conscientização no trânsito e solidariedade.

A corrida integrou o movimento de segurança viária que neste ano adotou o tema “No trânsito, enxergar o outro salva vidas”. Além da mobilização educativa, a inscrição exigiu a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis por participante, material que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social.

A prova estreou em Rio Branco depois de já ter sido realizada em outras edições em Cruzeiro do Sul. A chegada à capital ampliou o alcance da campanha e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, servidores do Detran e moradores da cidade.

Durante o evento, a vice-governadora Mailza Assis afirmou que ações que reúnem esporte, saúde e educação ajudam a ampliar o alcance das campanhas públicas e reforçou que atitudes no trânsito podem salvar vidas. A presidente do Detran, Taynara Martins, disse que a corrida foi pensada como uma forma de aproximar a população da discussão sobre respeito, responsabilidade e cuidado nas ruas e estradas.

Entre os destaques da prova, Elisangela Brasil venceu os 10 quilômetros na categoria servidor feminino. No masculino comunidade, o campeão dos 10 quilômetros foi Mateus Silva, atleta de Cruzeiro do Sul. Ao fim da corrida, os participantes receberam medalhas e troféus em um encerramento marcado pela defesa de uma cultura de paz e empatia no trânsito.

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