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Notícias

Rio Branco inicia retorno de famílias desabrigadas após enchente e prevê concluir desocupação de escolas

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a etapa final da operação de retorno das famílias desabrigadas pela enchente do Rio Acre e dos igarapés Batista e Redenção, com a previsão de concluir ainda hoje a desocupação das escolas municipais que vinham sendo utilizadas como abrigos provisórios, com o objetivo de garantir o início do ano letivo sem alterações no calendário escolar.

O processo de retorno começou no dia 31 de dezembro, após a redução do nível do rio, e envolve ações coordenadas da gestão municipal para assegurar que as famílias possam voltar às suas residências com condições mínimas de habitabilidade. Desde o início da enchente, registrada em dezembro do ano passado, pelo menos 153 famílias precisaram deixar suas casas e foram acolhidas em cinco escolas da rede municipal, totalizando 409 pessoas entre adultos, crianças e adolescentes.

Durante cerca de duas semanas de acolhimento, as famílias receberam atendimento integral do município, com serviços de assistência social, acompanhamento psicológico, atendimento de saúde e fornecimento de alimentação. As ações foram coordenadas pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que definiu um plano de contingência para o período de cheia e para a fase de retorno.

Segundo o diretor de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, a operação foi organizada para ocorrer de forma planejada e segura, priorizando a volta das famílias às suas casas após o período de acolhimento. “Toda a operação da Prefeitura de Rio Branco está voltada para essa volta para casa. As famílias receberam todo o suporte necessário durante o período em que estiveram nos abrigos e agora retornam com segurança, seguindo um plano de contingência definido pela gestão municipal”, afirmou.

Além do retorno físico às residências, a Prefeitura informou que as famílias estão recebendo apoio material para a retomada da rotina. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, estão sendo distribuídos sacolões, kits de higiene e limpeza e, em alguns casos, colchões e utensílios domésticos. Segundo ele, as áreas atingidas passaram por limpeza prévia e a orientação agora é para que os moradores iniciem o processo de reorganização das moradias.

Entre as famílias atendidas está a doméstica Raiane Paixão Pereira, que permaneceu por nove dias em um dos abrigos instalados na Escola Georgete Eluan Kalume, no bairro da Cadeia Velha. Ela relatou que recebeu atendimento médico e apoio durante o período em que esteve acolhida com o marido e as filhas, antes de retornar para casa.

Mesmo com o avanço do retorno, a Defesa Civil Municipal informou que o estado de alerta permanece ativo. O coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, ao todo, 156 famílias foram afetadas pela enchente e que, nesta etapa, cerca de 53 famílias estavam em processo de retorno. Segundo ele, todas já receberam kits de limpeza e cestas básicas para auxiliar na recuperação das residências, enquanto as equipes seguem monitorando o nível do rio e as condições das áreas atingidas.

A Prefeitura de Rio Branco informou que continuará com equipes de prontidão para responder a eventuais mudanças no cenário hidrológico, mesmo após a conclusão da desocupação dos abrigos, mantendo o acompanhamento das famílias afetadas pela enchente e das regiões mais vulneráveis do município.

Economia e Empreender

Pequenos negócios puxam emprego e renda de famílias de baixa renda no Brasil

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Os pequenos negócios ampliaram o peso na inclusão produtiva de famílias de baixa renda no país em 2026. No primeiro bimestre, o Brasil abriu 370,3 mil vagas formais, e 300,7 mil delas, o equivalente a 81,2% do saldo, foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único. Entre beneficiários do Bolsa Família, o saldo chegou a 207,9 mil postos, ou 56,1% das vagas criadas no período.

O avanço acompanha a força das micro e pequenas empresas no mercado de trabalho. Elas responderam por 80,5% do saldo de empregos de 2025 e por 77,9% das vagas abertas desde 2023. No mesmo movimento, o país bateu recorde na abertura de pequenos negócios nos dois primeiros meses de 2026, com mais de 1,033 milhão de formalizações, volume que representou 97,3% de todos os CNPJs abertos no período.

No universo do CadÚnico, o empreendedorismo também avançou como alternativa de geração de renda. Em 2025, 4,6 milhões de pessoas inscritas na base já atuavam como microempreendedoras individuais, e 2,5 milhões abriram o negócio depois de entrar no cadastro. Entre os MEIs acompanhados pelo Sebrae, 78,9% permaneciam com CNPJ ativo, contra 61,5% entre os que não receberam atendimento. Serviços e comércio concentram a maior parte desses negócios.

A transição da assistência para o trabalho formal e o empreendedorismo ocorre ao mesmo tempo em que o Bolsa Família mantém uma regra de proteção para famílias que elevam a renda. Hoje, quem ultrapassa o limite de entrada de R$ 218 por pessoa, mas permanece abaixo de R$ 706 per capita, pode continuar no programa por 12 meses, com 50% do benefício. Em abril, 2,34 milhões de famílias estavam nessa faixa.

Os números consolidam um movimento que ganhou força desde 2023: a base do mercado de trabalho brasileiro passou a ser sustentada por empresas menores e por trabalhadores que antes dependiam exclusivamente de programas sociais. Com mais formalização, maior presença de MEIs e expansão das vagas com carteira assinada, os pequenos negócios se firmam como uma das principais portas de entrada para renda e estabilidade em milhões de lares.

Fonte: Sebrae

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Rio Branco

Alysson Bestene vistoria obras no Vitória e no Chico Mendes e prevê reforço do Prefeitura

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, vistoriou nesta quarta-feira, 20 de maio, as obras de recuperação viária nos bairros Vitória e Chico Mendes e afirmou que o programa Prefeitura nas Ruas será ampliado nas próximas semanas. A agenda começou no bairro Vitória, na regional São Francisco, e seguiu para a Rua Maestro Sandoval, no Chico Mendes, com frentes de serviço voltadas a terraplanagem, remendo profundo, tapa-buraco, drenagem, limpeza, calçamento e iluminação pública.

A visita foi acompanhada pelo secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, pelo diretor-presidente da Emurb, Abdel Derze, e pelo secretário municipal de Articulação, Márcio Pereira. Durante a vistoria, Bestene disse que o período de verão deve acelerar o cronograma e permitir a chegada das equipes a outras regionais da capital. Segundo a prefeitura, o bairro Vitória recebeu três equipes de trabalho, divididas entre terraplanagem, remendo profundo e tapa-buraco.

A gestão municipal também prevê a entrada de novas empresas no programa após a conclusão de licitações em andamento na área de infraestrutura. De acordo com o prefeito, a meta é ampliar as equipes em até 30 dias para atender indicações de vereadores, ruas judicializadas e o cronograma próprio de obras do município. Bestene afirmou ainda que a prefeitura projeta R$ 50 milhões em investimentos em infraestrutura urbana, com recursos sustentados pelo aumento de receitas e pelo controle das contas públicas.

No bairro Vitória, moradores relataram problemas antigos com buracos e acúmulo de água no período chuvoso. Raimundo Martins de Souza disse que a chegada das máquinas representa uma resposta aguardada pela comunidade. A vistoria reforça a aposta da prefeitura em concentrar a recuperação de vias e serviços urbanos no período de estiagem para ampliar a frente de obras em diferentes bairros da cidade.

Fotos: Val Fernandes

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Acre

Pint of Science estreia no Acre e leva ciência, inovação e tecnologia ao público em Rio Branco

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O Acre entrou pela primeira vez no circuito do Pint of Science, evento internacional de divulgação científica realizado simultaneamente em 27 países, e reuniu na terça-feira, 19 de maio, pesquisadores, estudantes, empresários e gestores públicos no restaurante Flutuante Malveira, em Rio Branco. A proposta foi aproximar a produção científica da população, com debates sobre pesquisas na Amazônia, empreendedorismo, transferência tecnológica e inovação aplicada à realidade acreana.

A programação foi montada para tirar a ciência do ambiente acadêmico e colocá-la no cotidiano das pessoas. As rodas de conversa e palestras trataram de temas ligados ao desenvolvimento regional e ao uso do conhecimento científico em diferentes atividades econômicas e sociais do estado. O evento também teve apresentações culturais e reuniu representantes de instituições públicas e privadas.

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Márcio Valter Agiolfi, afirmou que a realização do encontro coloca o Acre em uma rota global de conexão científica e reforça o potencial estratégico do estado. “Estamos na maior biodiversidade do planeta e precisamos transformar esse potencial em desenvolvimento, pesquisa e inovação. A bioeconomia é uma pauta muito discutida há anos, mas que ainda precisa avançar de forma prática no Acre”, disse.

Entre os participantes, o estudante de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre, Lucas Alexandre de Lima, relatou que o encontro abriu novas perspectivas para a formação acadêmica e profissional. “Além de conhecer pessoas e trocar experiências, a gente começa a enxergar caminhos e possibilidades para aplicar nosso conhecimento no futuro. Isso ajuda muito na formação acadêmica e profissional”, afirmou.

A coordenadora da Câmara Técnica de Tecnologia e Inovação do Fórum Empresarial, Hérika Montilha, defendeu o fortalecimento da produção científica amazônica e a presença maior de pesquisadores locais nos estudos sobre a região. “Muitas vezes as pesquisas sobre a Amazônia são feitas por pessoas de fora. Precisamos estimular nossos estudantes e pesquisadores a produzirem conhecimento sobre a realidade que eles vivem e conhecem”, afirmou. A escolha de um flutuante às margens do Rio Acre também buscou reforçar a identidade regional da iniciativa.

Para a pró-reitora de Inovação e Tecnologia e vice-reitora eleita da Ufac, Almecina Balbino, o formato do Pint of Science ajuda a reduzir a distância entre universidade e sociedade e pode ampliar o interesse dos jovens pela pesquisa. “A ciência ainda é vista por muitas pessoas como algo distante, e esse formato adotado pelo evento ajuda justamente a aproximar o conhecimento da sociedade. Esperamos que esse evento desperte o interesse dos jovens pela pesquisa, pela universidade e pela inovação”, declarou.

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