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Economia e Empreender

Governo do Acre publica lista final com 433 agricultores familiares habilitados para fornecer alimentos ao PAA

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O governo do Acre divulgou nesta terça-feira (17) o resultado final do credenciamento de agricultores familiares interessados em fornecer gêneros alimentícios ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado e reúne produtores habilitados nos 22 municípios acreanos.

Ao todo, 433 agricultores foram confirmados nesta etapa e passam a abastecer o programa, que destina os alimentos a 191 entidades socioassistenciais já credenciadas para receber os produtos em diferentes regiões do estado.

O chefe da Divisão de Apoio à Produção Familiar da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Igor Honorato, afirmou que a publicação encerra uma etapa do chamamento público e consolida a execução do programa. “São 433 agricultores participando desta etapa. Trata-se de um recurso do governo federal executado pela Seagri, que fortalece a agricultura familiar ao gerar renda e também contribui para o abastecimento da rede socioassistencial”, disse.

A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, associou a seleção ao reforço das políticas públicas voltadas ao campo e ao atendimento social. “O PAA é uma das ações mais importantes que temos hoje, porque fortalece diretamente a agricultura familiar, gera renda para os produtores e ainda garante alimento de qualidade para as famílias. Para nós, enquanto secretaria, esse resultado representa mais do que uma lista, representa compromisso, apoio e a continuidade de um trabalho que aproxima o produtor das oportunidades e fortalece a produção no nosso estado”, afirmou.

O processo de credenciamento teve mais de mil inscrições no início da triagem, com 1.089 registros identificados na análise preliminar; após a verificação de duplicidades, o total ficou em 1.022 inscritos. O relatório do procedimento também detalha os critérios de pontuação usados para classificação e formação de cadastro de reserva, com prioridade para agricultores no CadÚnico, mulheres com CAF, integrantes de grupos especiais e produtores enquadrados no Pronaf, entre outros requisitos.

Com a lista final publicada, a próxima etapa é a operacionalização do fornecimento e da distribuição dos alimentos para a rede socioassistencial, com impacto direto na geração de renda no campo e no abastecimento de entidades que atendem famílias em situação de vulnerabilidade no Acre.

Confira: https://agencia.ac.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/Relatoriofinal_paa.pdf

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China abre caminho para exportação de polpas e frutas congeladas do Brasil

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Empresas brasileiras já podem iniciar o processo de habilitação para exportar polpas e frutas congeladas à China. A medida alcança produtos como açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá e foi adotada após a inclusão do modelo de certificado sanitário brasileiro no sistema aduaneiro chinês.

Os estabelecimentos interessados precisam solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration, conhecido como Cifer. O procedimento é obrigatório para produtores que pretendem vender esses alimentos no mercado chinês.

O pedido deve ser apresentado diretamente pela empresa exportadora, responsável pelo envio dos documentos exigidos. Após a análise e a aprovação da Administração-Geral das Alfândegas da China, o estabelecimento receberá um número de registro necessário para realizar os embarques.

As cargas também deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países. As vendas poderão começar somente depois da aprovação do registro pela autoridade chinesa e da emissão do documento pela autoridade brasileira competente.

A autorização alcança polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimentos na China. Produtos feitos com frutas que ainda não tenham esse reconhecimento continuarão sujeitos às regras chinesas para a entrada de novos alimentos.

Antes de solicitar a habilitação, as empresas devem verificar as exigências sanitárias e aduaneiras aplicáveis a cada produto. O cumprimento das normas será necessário para a manutenção do registro e para a entrada das mercadorias no país asiático.

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Sebrae leva inovação e gastronomia à Expoacre 2026

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O Sebrae no Acre levará uma programação voltada à inovação, à gastronomia regional e à geração de negócios para a Expoacre 2026, realizada de 1º a 9 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco. A participação marca os 35 anos de atuação da instituição no estado e busca aproximar empreendedores, empresas e visitantes de novas oportunidades de mercado.

O espaço será dividido entre atividades ligadas ao comércio, aos serviços, à indústria e ao agronegócio. A estrutura também oferecerá orientações, consultorias e soluções empresariais para quem já mantém uma empresa ou pretende abrir um negócio.

Uma das principais atrações será a Cozinha Show, com chefs convidados para preparar pratos, apresentar ingredientes locais e valorizar os sabores da culinária acreana. A programação gastronômica terá aulas, exposição de produtos e degustações durante as nove noites da feira.

A produção regional também ganhará espaço em uma loja colaborativa, formada por pequenos negócios e empreendimentos ligados à sociobiodiversidade. Na área destinada ao agronegócio, o público poderá conhecer iniciativas de piscicultura, cafeicultura e outras cadeias produtivas do estado.

As atividades incluem ainda experiências interativas, apresentações culturais e ações de sustentabilidade. O espaço terá projetos de reciclagem, soluções de energia renovável, estação para carregamento de veículos elétricos e informações sobre franquias e representações comerciais.

Para o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos Júnior, a parceria com o governo estadual busca ampliar o protagonismo das empresas dentro da Expoacre. A expectativa é que a programação ajude a transformar a circulação de visitantes em contatos comerciais, divulgação de produtos e novos negócios.

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Nova técnica identifica espécies de carne em cerca de 20 minutos

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Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e da Universidade Estadual Paulista desenvolveram uma metodologia capaz de identificar carnes bovina, suína, de frango e de tilápia em cerca de 20 minutos. A tecnologia poderá ser usada no controle de qualidade, na fiscalização sanitária e no combate à substituição ou adulteração de produtos de origem animal.

O método utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF para analisar as proteínas presentes em pequenos fragmentos de carne. Os perfis encontrados funcionam como uma impressão digital molecular, permitindo que cada espécie seja reconhecida por características próprias.

Além de diferenciar carnes de espécies distintas, a metodologia conseguiu separar amostras das raças bovinas Nelore e Angus. A capacidade pode ajudar na certificação de cortes vendidos com maior valor comercial e na verificação da origem declarada pelos fornecedores.

Os testes também identificaram as carnes depois do congelamento ou da fritura. A resistência do método às alterações provocadas pelo armazenamento e pelo preparo amplia a possibilidade de aplicação em alimentos processados e produtos disponíveis no comércio.

A análise começa com a retirada de um fragmento da parte interna da carne, com tamanho aproximado ao de um grão de arroz. As proteínas são extraídas, colocadas em uma placa metálica e submetidas a um laser dentro do espectrômetro. O equipamento mede a massa das moléculas e compara os resultados com um banco de dados.

“Foi possível construir um banco de dados com perfis de massa das proteínas de diferentes carnes para, por exemplo, avaliar a qualidade do produto ou para fins de fiscalização”, afirmou o pesquisador da Embrapa Newton Verbisck, responsável pela liderança do estudo.

O protocolo foi simplificado para reduzir o tempo e o custo da identificação. Enquanto análises genéticas exigem procedimentos mais longos e caros, o novo processo mantém a precisão e pode ser concluído, em média, em 20 minutos.

A tecnologia está operacional em Mato Grosso do Sul apenas na Embrapa Gado de Corte. A expectativa é que o sistema possa apoiar laboratórios, órgãos fiscalizadores e empresas na rastreabilidade da produção, na identificação de fraudes e na proteção dos consumidores contra substituições indevidas.

Foto: Talita Barbosa

Fonte: Embrapa

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