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Saúde

Mais Médicos amplia atendimento no Acre a partir de abril

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O Acre passará a contar com um novo profissional a partir de abril, por meio do programa Mais Médicos. O médico, formado no exterior, está finalizando o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) e será designado para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Juruá.

Atualmente, o estado possui 247 vagas ativas no programa, com 220 delas ocupadas e quatro em processo de ocupação. Os profissionais atuam nos 22 municípios acreanos e atendem cerca de 492,5 mil pessoas. Entre os médicos em atividade, 62 estão lotados em municípios classificados como de muito alta vulnerabilidade e 65 em regiões de alta vulnerabilidade.

No primeiro edital de 2025 do programa, lançado pelo Ministério da Saúde, o Acre receberá mais 12 médicos. As inscrições de gestores estaduais e municipais foram abertas no sistema e-Gestor, com prazo até 24 de março. O resultado será divulgado em 8 de abril. Nove municípios acreanos receberão contratações imediatas, enquanto 13 foram incluídos no cadastro de reserva.

O edital prevê a contratação de 2.279 médicos para atuação em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, o número de profissionais ativos no programa subiu de 13,1 mil em 2022 para 26 mil em 2025, beneficiando mais de 66 milhões de pessoas.

Os médicos formados no exterior participam do MAAv até 11 de abril. Ao todo, 402 profissionais estão em capacitação, sendo 397 brasileiros e cinco estrangeiros. Do total, 52,7% são mulheres, e 57 atuarão na saúde indígena. A aprovação no módulo exige média mínima de 50%.

O treinamento é realizado em parceria com o Ministério da Educação e inclui conteúdos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), saúde mental, equidade étnico-racial e o programa Bolsa Família.

Como apoio à atuação dos profissionais, o prontuário eletrônico e-SUS APS será utilizado. A ferramenta permite integrar informações dos pacientes entre a atenção primária e a especializada, facilitando o acompanhamento do histórico de consultas, exames e tratamentos.

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Operação Ícaro leva atendimento inédito a Jordão e aciona apoio aéreo durante a vazante

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A Operação Ícaro vai levar atendimento de saúde a Jordão, no interior do Acre, pela primeira vez no roteiro ligado ao Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, em uma ação montada para contornar a vazante do Rio Juruá e evitar que comunidades do Alto Juruá fiquem sem consultas, exames e procedimentos básicos no período em que o nível da água cai e encurta a janela de navegação. A chegada a Jordão está prevista para 4 de abril, dentro de uma etapa em que aeronaves passam a transportar equipes e insumos, com o navio funcionando como base de comando.

A missão foi reorganizada após sucessivos adiamentos e reavaliações de rota provocados pelo baixo volume de água no Juruá, que atingiu trechos críticos nas últimas semanas e deixou o deslocamento do navio mais lento e mais arriscado. O comandante Marcelo Camerino, responsável pela embarcação, atribuiu a mudança ao comportamento do rio: “O Rio Juruá é um dos rios mais sinuosos do mundo e também muito sensível às variações do nível da água. Assim como ele enche rápido, também seca muito rápido”. A previsão de avanço para áreas mais distantes, como Marechal Thaumaturgo, passou a depender da segurança do trajeto e de janelas curtas de navegabilidade.

O plano operacional foi dividido em duas frentes. A fase “Rio e Terra” começa em 24 de março em Mâncio Lima, segue para Rodrigues Alves em 25 de março e concentra atendimentos em Porto Walter de 26 a 28 de março, com deslocamentos complementares por estrada onde o rio não permite avanço. Depois, a equipe segue para Miritizal em 30 de março e retorna ao porto do Abraão em 31 de março. Na sequência, entre 1º e 5 de abril, entra a fase “Céu”, com atendimento em Marechal Thaumaturgo de 1º a 3 de abril e, no dia 4, a inclusão de Jordão no roteiro, em um deslocamento planejado para superar exatamente as limitações impostas pela seca.

A Operação Ícaro ocorre dentro da 26ª Operação Acre, ação mantida pela Marinha ao longo de meses no Rio Juruá para atender populações ribeirinhas e indígenas em municípios do Acre e do Amazonas. O Doutor Montenegro atua como hospital flutuante, com estrutura para consultas médicas e odontológicas, apoio de exames e pequenos procedimentos, além de ações de prevenção e promoção da saúde. Em etapas recentes, a programação passou a incluir exames voltados à saúde da mulher e triagens com encaminhamentos para investigação de casos suspeitos, com previsão de continuidade dos atendimentos em Cruzeiro do Sul após o ciclo do início de abril e articulação com a rede local para procedimentos cirúrgicos.

O governo do Acre reforçou a logística na região com apoio do Deracre, que acompanha a missão e atua na sustentação de trechos terrestres e pontos de operação durante o período de vazante. A presidente do órgão, Sula Ximenes, afirmou que “ver esses atendimentos chegando às comunidades ribeirinhas, onde muitas vezes o acesso é difícil, mostra a importância de levar o poder público cada vez mais perto de quem precisa”, e vinculou o reforço à orientação do Palácio Rio Branco para ampliar o alcance das ações no Vale do Juruá.

A entrada de Jordão no planejamento, associada ao uso de aeronaves como ponte para equipes e insumos, passa a funcionar como teste de um modelo que combina base fluvial e alcance aéreo para manter a assistência quando o rio deixa de ser a principal rota de deslocamento. O resultado esperado é reduzir a pressão sobre o sistema local durante a seca, encurtar o caminho até atendimentos que exigem deslocamentos longos e garantir que a queda do Juruá não interrompa o acesso a serviços essenciais nas áreas mais isoladas do Alto Juruá.

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Mutirão nacional amplia cirurgias para mulheres pelo SUS no Acre com procedimentos na Fundhacre

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Mulheres atendidas pelo SUS no Acre passaram por cirurgias neste fim de semana em um mutirão integrado a uma mobilização nacional do Ministério da Saúde para acelerar procedimentos especializados. Em Rio Branco, a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) concentrou os atendimentos neste domingo (22), com pacientes já reguladas e agendadas, para reduzir filas e ampliar o acesso a cirurgias de média e alta complexidade.

Na Fundhacre, a programação reuniu procedimentos como tireoidectomia total, plástica mamária não estética, reparo de manguito rotador, ressecção de cisto sinovial e tratamento de varizes, além de cirurgias ginecológicas, como histerectomias e curetagens. Entre as pacientes atendidas, Antonia Neide relatou que convivia com dor no ombro, passou por avaliação e exames e chegou ao procedimento após indicação médica. “Graças a Deus, esse procedimento será realizado hoje. Esses mutirões são muito importantes, porque ampliam o acesso aos atendimentos”, disse.

A ação ocorre em alusão ao Mês da Mulher e integra uma mobilização nacional que envolve hospitais públicos, privados e filantrópicos para acelerar cirurgias e exames. No país, a iniciativa prevê cerca de 230 mil procedimentos de média e alta complexidade. No Acre, a programação anunciada soma quase 676 atendimentos para pacientes já agendadas, com atividades concentradas no sábado (21) e no domingo (22).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o mutirão reúne diferentes redes hospitalares e busca garantir atendimento mais rápido, com diagnóstico e cirurgia no tempo adequado para pacientes do SUS. No estado, o pacote inclui, por exemplo, cirurgias de catarata e de varizes, além de plástica mamária não estética, dentro da estratégia de ampliar o acesso a especialidades com demanda acumulada.

A participação da Fundhacre foi articulada após agenda institucional com o Ministério da Saúde no início de março, no contexto de reforço à oferta de procedimentos e uso concentrado de estrutura cirúrgica e equipes. A expectativa é que a ação ajude a encurtar o tempo de espera na rede, com novos chamamentos a partir da regulação para pacientes que aguardam procedimentos eletivos, especialmente em especialidades com filas mais pressionadas.

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Acre cria Mês do Servidor Doador e lança gincana entre secretarias para reforçar estoques do Hemoacre

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O governo do Acre instituiu o Mês do Servidor Doador e criou uma gincana intersecretarial para mobilizar servidores civis e militares na doação voluntária de sangue e no cadastro de doadores de medula óssea, em uma tentativa de reforçar os estoques do Hemoacre em períodos de maior demanda. A medida foi formalizada pelo Decreto nº 11.854, publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 20 de março de 2026.

Pelo texto, a realização do Mês do Servidor Doador será definida todos os anos pelo próprio Hemoacre, de acordo com a necessidade de recomposição das bolsas disponíveis, e comunicada previamente aos órgãos estaduais para permitir a organização interna das ações. A gincana ficará sob coordenação conjunta da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da Secretaria de Estado de Administração (Sead), com apoio das demais secretarias e entidades do Executivo.

As atividades previstas incluem campanhas educativas, mobilização nos locais de trabalho e ações voltadas a estimular doações regulares e ampliar o número de cadastrados para doação de medula óssea, com foco no impacto direto do abastecimento do hemocentro sobre atendimentos hospitalares e procedimentos na rede de saúde. O decreto também estabelece que a participação na gincana terá caráter simbólico, sem gratificações, benefícios materiais ou qualquer tipo de recompensa financeira.

Outra previsão é a dispensa do trabalho no dia em que o servidor realizar a doação de sangue, além da possibilidade de flexibilização da jornada para facilitar o comparecimento aos pontos de coleta, desde que não haja prejuízo à continuidade dos serviços públicos. A expectativa do governo é que a adesão dos órgãos aumente o volume de doações em momentos críticos e reduza o risco de falta de sangue, que pode afetar rotinas hospitalares e atendimentos de urgência no estado.

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