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Cultura

Reveja as produções do Épop apresentadas ao 3º Prêmio de Comunicação

Assista ao vídeo “Nova Xapuri” e conheça os demais conteúdos inscritos, que retratam obras, pessoas e histórias que movimentam o Acre

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O É pop comemora, dois importantes reconhecimentos no 3º Prêmio de Comunicação do Governo do Acre. Os jornalistas Arison Jardim e Sérgio Vale foram premiados nas categorias Texto e Fotografia, consolidando o trabalho do coletivo ao longo do ano e reafirmando o compromisso da equipe com narrativas que unem rigor jornalístico, sensibilidade e impacto social.

Entre 318 trabalhos inscritos, o Épop se destacou com reportagens que dialogam com transformações urbanas, histórias de trabalhadores e a vida cotidiana dos acreanos. A reportagem “Nova Xapuri – Obra, Gestão e Futuro”, de Arison Jardim, conquistou 1º lugar em Texto, trazendo um retrato aprofundado da construção da Ponte da Sibéria, da Estrada da Variante e dos impactos na mobilidade entre o centro e o bairro Sibéria. “O prêmio é uma conquista da equipe Épop, que acredita em um jornalismo com verdade e emoção, dando voz às diversas gentes do Acre”, declarou Arison.

Na categoria Fotografia, o 1º lugar ficou com Sérgio Vale, por uma imagem marcante registrada durante a revitalização da Avenida Ceará, em Rio Branco.

A foto integra o material “Sonhos que constroem o futuro”(https://epope.com.br/sonhos_que_constroem_o_futuro/), que retrata trabalhadores, máquinas e o cotidiano dos canteiros de obra. Sérgio lembrou que dedicou mais de uma hora e cerca de duzentos cliques até encontrar a foto final, gesto que simboliza a entrega e o olhar atento que marcaram sua parceria profissional com o homenageado da edição, o fotojornalista Marcos Vicentti.

Além dos trabalhos premiados, nós do É pop celebramos outras produções que reforçam a pluralidade e o cuidado presentes no fazer jornalístico da equipe.

A matéria em vídeo “Nova Xapuri”, produzida pelo Épop, com realização da Bari Comunicação, texto de Arison Jardim, fotos de Sérgio Vale, vídeo de Jean Andrade e Direção Geral de Alexandre Nunes Nobre, também foi inscrita na premiação, mas não ficou entre as finalistas. Ainda assim, representa um esforço importante da equipe em traduzir, por meio da linguagem audiovisual, a dimensão humana, histórica e social das grandes mudanças em Xapuri, tema que também rendeu ao Épop o prêmio na categoria Texto.

Outro conteúdo que reafirma a identidade do coletivo é “O poder da escuta” (https://epope.com.br/o-poder-da-escuta/). Embora não tenha sido premiada, a reportagem é motivo de orgulho pela forma como coloca as vozes das pessoas no centro da narrativa, destacando histórias, diálogos e percepções que nem sempre ganham espaço na cobertura tradicional. É uma produção que sintetiza aquilo que move o Épop: olhar atento, respeito e profundidade.

Para Alexandre N. Nobre, que dirigiu a produção dos materiais inscritos, as conquistas vão além da celebração: “Essas premiações e o reconhecimento ao conjunto das nossas produções representam muito. Elas marcam um caminho que construímos em equipe, com escuta ativa, apuração cuidadosa e a busca constante por narrativas que respeitem as pessoas e o território acreano. Com o reconhecimento no 3º Prêmio de Comunicação e com trabalhos que continuam repercutindo entre leitores e instituições, Seguimos firmes na missão do É pop: narrar com verdade, cuidado e profundidade, dedicados a um jornalismo responsável, humano e atento às realidades do nosso estado.“

Gostaríamos de registrar nosso agradecimento especial à Cidade Publicidade e ao publicitário Wagner Lucena, cujo apoio e incentivo foram fundamentais para a realização deste material. A parceria, construída com confiança e colaboração, ampliou nossa capacidade de produção e fortaleceu o propósito que nos move: entregar narrativas responsáveis, sensíveis e alinhadas com a realidade do nosso estado. Somos gratos por caminharem ao nosso lado nessa construção.

Cultura

Prazo para inscrever projetos culturais na Lei Rouanet termina neste sábado; Ministério descarta prorrogação

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O prazo para apresentação de projetos culturais à Lei Rouanet termina neste sábado, 31 de outubro. O Ministério da Cultura confirmou que não haverá prorrogação das inscrições para o ciclo de 2026. Artistas, produtores culturais e organizações interessados em captar recursos por meio da legislação devem encaminhar suas propostas pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

A orientação do ministério é que os interessados não deixem o envio para as últimas horas. O aumento de acessos próximo ao encerramento pode provocar lentidão na plataforma e comprometer a conclusão das inscrições. Projetos que não forem apresentados dentro do prazo poderão ser inscritos no ciclo de 2027.

Podem apresentar propostas pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e pessoas jurídicas que atendam às exigências da legislação. Para participar, é necessário realizar o cadastro no Salic e preencher as informações do projeto, incluindo objetivos, público-alvo, atividades previstas, cronograma de execução e orçamento detalhado.

Também é obrigatória a apresentação dos documentos exigidos pelo Ministério da Cultura. Após o envio, as propostas passam por análise técnica. Os projetos aprovados e autorizados a captar recursos podem buscar patrocínio de empresas e pessoas físicas, que recebem incentivos fiscais conforme as regras da Lei Rouanet.

O Ministério da Cultura também anunciou mudanças na abertura das contas bancárias vinculadas aos projetos. A partir de agora, o procedimento ocorre no mesmo dia da publicação da portaria de aprovação inicial no Diário Oficial da União. Anteriormente, a abertura poderia ocorrer até o dia seguinte.

Caso sejam identificadas inconsistências cadastrais que impeçam a abertura da conta, o responsável receberá uma notificação pelo Salic e terá 30 dias para regularizar os dados. O descumprimento do prazo poderá resultar no arquivamento definitivo do projeto.

Mesmo após o encerramento das inscrições, o sistema continuará disponível para consulta, acompanhamento de propostas e realização dos demais procedimentos administrativos.

As regras para apresentação e execução dos projetos estão previstas na Instrução Normativa nº 29, de janeiro de 2026, que regulamenta o mecanismo federal de incentivo à cultura.

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Cultura

Jogo criado no Acre transforma expressões regionais em desafio de palavras

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Um jogo desenvolvido em Rio Branco ganhou uma fase dedicada ao jeito acreano de falar. Criado pelo designer gráfico e desenvolvedor Adaildo Neto, o WordBlaster lançou o tema “Acreanês”, que reúne 32 palavras e expressões relacionadas à linguagem, à cultura e à história do Acre. O jogo é gratuito e está disponível para computadores e celulares, pelo navegador e pelo Google Play.

Na nova fase, os jogadores precisam formar palavras como “égua”, “mermo”, “arengar”, “brocado”, “leseira” e “pávulo”. O vocabulário também inclui termos ligados à história dos seringais, como “arigó”, “seringa” e “igarapé”, além de referências à culinária regional, entre elas “tacacá”, “tucupi”, “jambu” e “cupuaçu”.

Cada palavra encontrada no tabuleiro vem acompanhada de seu significado. A proposta é permitir que os acreanos reconheçam expressões do cotidiano e, ao mesmo tempo, apresentar características da linguagem regional a jogadores de outras partes do Brasil.

“Eu fiz esse tema pensando nos acreanos. É o nosso jeito de falar dentro do jogo, para a gente se reconhecer, dar risada e mostrar para quem é de fora como o Acre fala”, conta Adaildo.

O WordBlaster começou a ser desenvolvido no início de 2026 e teve sua versão para navegador lançada em março. Posteriormente, ganhou um aplicativo para Android. A dinâmica consiste em conectar letras vizinhas para formar palavras e acumular pontos. A cada combinação aceita, as letras desaparecem e novas peças ocupam o tabuleiro, permitindo outras possibilidades.

O jogo oferece seis modalidades, incluindo disputas contra o relógio, desafios entre amigos, partidas diárias e uma opção sem limite de tempo. Também conta com recursos especiais que permitem multiplicar pontos, acrescentar segundos ao cronômetro ou eliminar letras do tabuleiro.

Com um dicionário de mais de 240 mil palavras em português, a plataforma permite consultar o significado dos termos encontrados durante as partidas. O jogo também está disponível em inglês, enquanto uma versão em espanhol está em desenvolvimento.

A criação do WordBlaster está ligada à trajetória pessoal de Adaildo. O desenvolvedor conta que a ideia surgiu durante um período de reconstrução de sua vida, após enfrentar uma depressão e formar uma nova família. Os filhos Bernardo e Maria Catarina participaram dos testes das primeiras versões.

“Foi um momento em que as peças se conectaram. Daí veio o insight de criar um jogo que conectasse letras para formar palavras. Na vida, somos letras, e o nosso desafio é formar palavras com os nossos relacionamentos”, relata.

Morador de Rio Branco, Adaildo trabalha como designer gráfico, desenvolvedor web e microempreendedor individual. Ele é responsável pela programação, pelo design, pela manutenção dos servidores e pelas atualizações do WordBlaster.

O jogo pode ser acessado gratuitamente pelo site oficial WordBlaster ou pelo aplicativo disponível no Google Play. Para experimentar o vocabulário regional, o jogador deve selecionar a modalidade “Temático” e escolher a fase “Acreanês”.

https://wordblaster.fun

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Cultura

DJ VERO LANÇA O ÁLBUM OBJETOS CORTANTES

O álbum independente da artista porto-velhense combina noiadance e funk, marcando a presença da música eletrônica amazônica nas plataformas digitais.

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A cena da música eletrônica brasileira ganha um novo marco com o lançamento de Objetos Cortantes, álbum que conecta a autenticidade do noiadance de Porto Velho e do funk a produções de alto impacto. Produzido a partir da Amazônia, o projeto consolida a inserção da música eletrônica nortista nos circuitos nacionais, trazendo inovação e forte identidade cultural para um mercado maioritariamente concentrado no Sudeste do país. 

Por trás deste conceito está VERO, produtora musical, DJ, multiartista sonora e profissional de áudio. Atuando num mercado historicamente masculino, VERO destaca-se pela sua sólida bagagem técnica em sound design e cinema, transpondo para a produção musical uma pesquisa apurada de atmosferas, recortes e frequências que elevam a experiência do ouvinte. 

Lançado a 15 de outubro, Objetos Cortantes traduz vivências, dor e autoria em arquiteturas sonoras imersivas. O trabalho convida o ouvinte a mergulhar numa narrativa autêntica que reconfigura os limites do eletrônico experimental feito no Brasil. 

Ouça o álbum aqui.

Sobre VERO

Verônica Brasil (VERO) é DJ, produtora musical, sound designer e realizadora audiovisual de Porto Velho (RO). Atuando na interseção entre a pista de dança, o cinema e o território amazônico, a sua pesquisa foca-se no funk, em sonoridades latinas, no bass brasileiro e no eletrônico experimental. 

VERO é fundadora do Projeto Mormaço e tornou-se a primeira DJ mulher de Rondônia a apresentar-se em Roma (2024). Em 2025, lançou o projeto audiovisual e de remixes Ecos no Rio, gravado no rio Madeira com coprodução de Daniel Almeida, recriando canções de Gabi Shima e Gabriê. VERO assina ainda a faixa BOTANO NOIADANCE, que ganhou forte reconhecimento de nomes como DJ Caio Prince, Mc Luanna, DJ Thiago Martins e MU540. 

Fotos: Iury Melo  Fonte: Assessoria de Imprensa 

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