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Mutirão de serviços chega a Bom Sossego e concentra atendimentos de saúde no Rio Azul

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A comunidade Bom Sossego, no Rio Azul, recebeu neste sábado (2) uma força-tarefa que reuniu consultas, exames e vacinação em um único ponto de atendimento, levando à região serviços que, em geral, exigem deslocamento até a cidade. A ação itinerante foi montada para atender moradores ribeirinhos e de áreas próximas, com equipe multiprofissional e estrutura para procedimentos básicos e triagens.

Durante a programação, foram ofertadas consultas de clínica geral, pediatria e ginecologia, além de atendimento odontológico e fisioterapia. No mesmo fluxo, moradores tiveram acesso a ultrassonografia, coleta para exames laboratoriais, testes rápidos e atualização de vacinas. O mutirão também disponibilizou o Implanon, método contraceptivo de longa duração, dentro do pacote de serviços oferecidos no dia.

A demanda apareceu logo nas primeiras horas, com famílias buscando atendimento para diferentes faixas etárias, de crianças a idosos. Para quem depende de viagem de barco ou de longas distâncias para chegar a unidades de saúde, a presença do serviço na própria comunidade foi o principal atrativo. A moradora Evandra Ferreira procurou orientação para si e para a filha de três meses e relatou as dificuldades para tratar um problema de saúde fora da localidade. “Procurei atendimento na cidade, tenho lesão no útero desde a última gravidez, mas é muito caro e de graça tinha que viajar pra Rio Branco, e tendo aqui é muito bom”, disse.

Além da frente de saúde, a ação incluiu entregas voltadas à produção e à logística local, com 10 kits para casa de farinha, quatro embarcações e uma beneficiadora de arroz. A governadora Mailza Assis acompanhou os atendimentos e afirmou que a proposta é ampliar a presença de serviços públicos em comunidades afastadas. “Estamos aqui pra olhar de perto as reais necessidades e buscarmos resolver, e para isso precisamos da união com o município e, juntos, cuidarmos das pessoas”, declarou. O prefeito Zé Luiz também participou e destacou o esforço conjunto. “Só conseguimos porque temos apoio do governo e de nossa equipe. Não fazemos nada sozinho!”, afirmou.

A operação teve apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e de estruturas de segurança pública, com suporte do Ciopaer, do Gefron e do programa Acre pela Vida, responsáveis por reforçar a logística e a atuação durante a realização do mutirão na comunidade.

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MPAC acompanha implantação de centro para mulheres vítimas de violência em Feijó

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abriu procedimento administrativo para acompanhar a implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) em Feijó, no interior do Acre. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (21) e ocorre em meio ao crescimento dos registros de violência doméstica, estupros e pedidos de proteção no município.

A fiscalização está sob responsabilidade das promotoras de Justiça substitutas Giovana Kohata e Giselle Luiza Silva, da Promotoria de Justiça Criminal de Feijó. O procedimento vai acompanhar as etapas necessárias para que o centro seja implantado e passe a oferecer atendimento especializado às mulheres vítimas de violência.

Os registros de violência doméstica no município passaram de 123, em 2021, para 231 até fevereiro de 2026. No mesmo período de comparação, os casos de estupro aumentaram de 109 para 249, com predominância de ocorrências envolvendo vítimas vulneráveis.

Feijó também contabilizou sete feminicídios consumados entre 2018 e setembro de 2026. Entre 2018 e 2024, foram registradas ainda dez tentativas de feminicídio.

A procura por medidas protetivas de urgência reforça a demanda por uma estrutura permanente de atendimento. Em 2025, a Justiça concedeu 134 medidas protetivas no município. Outras 63 foram concedidas somente até junho de 2026.

Como parte do acompanhamento, a Prefeitura de Feijó foi acionada para informar quais providências já foram tomadas para a implantação do CRAM e quais serviços estão atualmente disponíveis para mulheres vítimas de violência.

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher deverá integrar a rede de proteção às vítimas, concentrando serviços de acolhimento e encaminhamento para mulheres em situação de violência. A implantação será acompanhada pelo Ministério Público durante o andamento do procedimento administrativo.

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Acre soma 62 mortes por síndrome respiratória grave em 2026; metade das vítimas tem até 19 anos

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O Acre contabilizou 62 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e a 35ª semana epidemiológica de 2026. Crianças e adolescentes de até 19 anos respondem por 31 desses óbitos, metade do total registrado no estado no período.

O maior número de mortes entre os mais jovens aparece na faixa de até 1 ano e 11 meses. Foram 12 óbitos entre bebês e crianças menores de 2 anos. Em 2024 e 2025, essa faixa etária havia registrado oito mortes em cada ano. A comparação mostra aumento de 50% em 2026.

Entre crianças de 2 a 4 anos, cinco mortes foram contabilizadas. Outras nove ocorreram na faixa de 5 a 9 anos e cinco entre adolescentes de 10 a 19 anos.

Nas faixas adultas, os números são menores. O estado registrou uma morte entre pessoas de 20 a 29 anos, duas entre 30 e 39 anos e nenhuma entre 40 e 49 anos. Entre pessoas de 50 a 59 anos, foram contabilizados dois óbitos.

A população com 60 anos ou mais soma 26 mortes por SRAG em 2026. O grupo representa aproximadamente 42% de todas as vítimas registradas no Acre até a 35ª semana epidemiológica.

Os números colocam crianças e idosos como os grupos que concentram a maior parte das mortes por síndromes respiratórias graves no estado neste ano. Somadas, as faixas de até 19 anos e de 60 anos ou mais representam 57 dos 62 óbitos registrados no período.

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Funai abre 32 vagas no Acre com salários de até R$ 7,6 mil

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) está com inscrições abertas para um processo seletivo simplificado que oferece 32 vagas no Acre, com oportunidades para profissionais de níveis médio e superior. Os salários variam de R$ 2.806,88 a R$ 7.647,20, para jornada de 40 horas semanais. As inscrições são gratuitas e seguem até 25 de setembro.

As vagas são destinadas à Coordenação Regional Alto Purus, com sede em Rio Branco. Do total oferecido no estado, 26 postos são para Agente Temporário em Proteção Territorial, cargo que exige ensino médio completo e tem remuneração de R$ 2.806,88.

Para essa função, os candidatos devem ter entre 18 e 59 anos completos na data da contratação. As atividades envolvem apoio às ações de proteção territorial desenvolvidas pela Funai, inclusive em áreas indígenas.

As outras seis vagas são para Especialista Temporário em Proteção Territorial, com salário de R$ 7.647,20. As oportunidades incluem atuação em apoio administrativo, atividades de campo e manejo integrado do fogo.

Os cargos de especialista exigem formação superior compatível com a área escolhida. Também estão entre os requisitos Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo na categoria B, além de conhecimentos ou experiência relacionados às funções previstas no processo seletivo.

A seleção reserva parte das vagas para pessoas com deficiência e candidatos contemplados pelas políticas de cotas. Também haverá formação de cadastro de reserva para futuras contratações durante o período de validade do processo.

Os profissionais selecionados poderão participar de ações em terras indígenas e operações de proteção territorial. As atividades incluem fiscalização, prevenção e combate a incêndios, apoio a operações de desintrusão e deslocamentos para áreas de difícil acesso, inclusive por vias terrestres e fluviais.

Além da remuneração mensal, os contratados poderão receber benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio pré-escolar, conforme as regras previstas para cada caso.

O processo seletivo será composto por análise curricular e entrevista por competências. As duas etapas terão caráter eliminatório e classificatório, com entrevistas realizadas de forma on-line. Os aprovados contratados também deverão participar do Curso Básico de Proteção Territorial.

Os contratos poderão ter duração de até quatro anos, com possibilidade de prorrogação, respeitado o limite máximo de cinco anos. A previsão é que o resultado final e a homologação da seleção sejam divulgados em dezembro de 2026.

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