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Economia e Empreender

Norte ganha espaço no mapa das agtechs e pressão por tecnologia no campo acelera expansão pelo Brasil

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Da Amazônia às áreas de fronteira agrícola, o avanço de tecnologia aplicada ao agro vem deixando de ser um fenômeno restrito aos grandes centros do Sudeste e do Sul. Um levantamento da Embrapa mostra que as startups agropecuárias passaram a aparecer com mais força fora do eixo tradicional e que o Norte ampliou participação no ecossistema de agtechs, puxado por novos negócios e por uma presença maior de soluções voltadas a desafios locais, como logística, conectividade e produção em ambientes mais complexos.

A sexta edição do Radar Agtech Brasil mapeou 2.075 startups agropecuárias em atividade em 2025, alta de 5% em relação a 2024, num ritmo mais moderado do que o registrado nos anos de expansão acelerada do setor. No recorte regional, o estudo apontou aumento proporcional no Norte, que passou a concentrar 7,6% das agtechs do País. Em 2019, Norte e Nordeste somavam 5% do total; em 2025, a presença do Norte e do Nordeste aparece mais alta, com 7,6% e 6,5%, respectivamente, enquanto o Centro-Oeste ficou com 7,1%, sinalizando um espalhamento mais amplo do empreendedorismo do agro.

O detalhamento por Estados reforça a tendência. O Amazonas apareceu com 17 agtechs no levantamento, número que chama atenção pela distância histórica dos principais polos de inovação do setor. A distribuição, embora ainda pequena quando comparada à concentração do Sudeste e do Sul, indica um ecossistema em formação e mais conectado ao campo, com startups buscando operar mais perto do produtor e de cadeias produtivas regionais.

Mesmo com a expansão para novas áreas, o mapa segue concentrado: Sudeste e Sul reúnem 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Ainda assim, a dispersão territorial é um dos sinais de mudança apontados pelo Radar, que também registrou redes de apoio e ambientes de inovação em transformação. O estudo contabilizou 390 ambientes de inovação no Brasil e mostrou que o Sul ultrapassou o Sudeste nessa métrica, com 37,18% contra 32,82%, impulsionado pelo avanço de incubadoras, especialmente no Rio Grande do Sul.

O coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa, Aurélio Favarin, associou o crescimento das incubadoras à construção da base do ecossistema. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras”, afirmou. No Sudeste, o Radar apontou maior presença de hubs, aceleradoras e estruturas com governança, que costumam aparecer quando o mercado já tem empresas mais maduras e maior densidade de capital e conexões.

A desaceleração no crescimento do número total de startups foi atribuída ao amadurecimento do setor após o salto de 2019 a 2021. O pesquisador da Embrapa Vitor Mondo relacionou o novo ritmo ao ciclo de consolidação. “Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimentos, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs… É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, disse. Ele também apontou que a expansão territorial acompanha um movimento de maior atuação dentro das fazendas, com startups mais presentes no dia a dia do produtor.

No recorte por áreas de atuação, as agtechs se concentram principalmente em soluções “dentro da fazenda” (41,1%) e “depois da fazenda” (40,5%). “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” liderou com 15% das startups, seguido por “Sistemas de gestão da propriedade rural” (8%) e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” (7,5%). O levantamento também registrou a disseminação de inteligência artificial: 83% das agtechs usam IA em processos ou produtos e 35% têm a tecnologia como base central do negócio. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a construir camada estrutural do modelo de negócio”, afirmou Favarin.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, definiu o Radar como um instrumento de articulação do setor. “O Radar Agtech Brasil funciona como um mapa vivo da inovação no campo brasileiro. Ele revela talentos, conecta ideias e orienta investimentos”, disse. A leitura de investidores reforçou um cenário mais seletivo para capital. “Nos últimos dois ou três anos, o ambiente para captação de recursos ficou mais desafiador… vemos hoje startups sendo construídas com uma mentalidade mais focada em eficiência e rentabilidade desde os estágios iniciais”, afirmou Pedro Jábali, da SP Ventures.

Com o Norte ampliando presença e Estados como o Amazonas aparecendo com mais startups no mapeamento, a tendência é que a inovação no agro avance por rotas menos óbvias, impulsionada por demandas locais e por soluções que precisam funcionar longe dos grandes polos. O próximo passo do Radar mira uma vitrine maior: o projeto prepara uma edição para América Latina e Caribe, com lançamento previsto para junho, e a versão brasileira de 2025 deve ganhar publicações em inglês e espanhol, ampliando o alcance do retrato do setor.

Fonte: Embrapa

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Abertura de pequenos negócios cresce quase 14% no Brasil em 2026

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A abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu quase 14% nos primeiros sete meses de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho, 3,6 milhões de empresas foram abertas no país, das quais 3,4 milhões, ou 96,7% do total, são microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

O avanço ocorreu pelo quarto mês consecutivo. A abertura de novos registros de microempreendedores individuais cresceu 14,5% na comparação com os sete primeiros meses de 2025. Entre as micro e pequenas empresas, o aumento passou de 11%.

Os microempreendedores individuais concentraram a maior parcela dos novos pequenos negócios. Eles representaram cerca de 77% das 3,4 milhões de empresas abertas no período. As microempresas responderam por 19% e as empresas de pequeno porte ficaram próximas de 4%.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que os pequenos negócios também mantêm participação relevante na geração de empregos formais no país, com seis de cada dez vagas. “Nosso desafio é trabalhar para que o ambiente de negócios se torne cada vez mais favorável”, afirmou.

Amapá, Maranhão e Rondônia registraram os maiores crescimentos na abertura de MEIs entre janeiro e julho. O Amapá liderou, com alta de 39%, seguido por Maranhão e Rondônia, ambos com 26,5%.

Entre microempresas e empresas de pequeno porte, Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento no número de novos CNPJs, com avanço de 27%. O Distrito Federal apareceu na sequência, com 23%, e Rondônia registrou alta de 21%.

O setor de serviços concentrou a maior parte dos pequenos negócios abertos em julho. Foram 308 mil novas empresas, equivalentes a 65% do total registrado no mês. O comércio teve mais de 96 mil novos CNPJs, com participação de 20%, enquanto a indústria somou mais de 37 mil negócios, ou 8%.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Uso de inteligência artificial chega a 52% dos pequenos negócios no Brasil

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A inteligência artificial já faz parte da rotina de 52% dos pequenos negócios brasileiros, mais que o dobro dos 21% registrados entre empresas dos Estados Unidos. O levantamento, realizado entre 24 de março e 8 de maio de 2026, ouviu 7.182 microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte e mostra que a tecnologia tem sido usada principalmente para melhorar tarefas existentes, sem impacto expressivo sobre o número de funcionários.

A intenção de ampliar o uso da IA também é maior no Brasil. Seis em cada dez empresários brasileiros pretendem começar a utilizar ou aumentar o uso dessas ferramentas nos próximos seis meses. Entre os norte-americanos, a proporção é de 24%.

A pesquisa mostra ainda que a adoção da tecnologia não provocou mudanças no quadro de funcionários da maioria das empresas. Entre os pequenos negócios brasileiros que usam IA, 90% mantiveram o número de trabalhadores nos últimos seis meses. Apenas 5% reduziram postos de trabalho por causa da tecnologia, enquanto 3% ampliaram as contratações.

O principal uso da inteligência artificial está relacionado ao aperfeiçoamento de atividades já desempenhadas pelos funcionários, citado por 28% dos empresários. Outros 19% passaram a utilizar as ferramentas para incluir novas funções na rotina das empresas.

Mesmo nos casos em que a IA assumiu atividades antes realizadas por trabalhadores, a substituição ficou concentrada em poucas tarefas. Para 55% dos empresários que passaram por esse processo, a mudança atingiu apenas um pequeno número de atividades específicas.

A incorporação da tecnologia também exigiu adaptações dentro das empresas. No Brasil, 46% dos negócios precisaram desenvolver novos fluxos de trabalho para utilizar as ferramentas de IA. Nos Estados Unidos, esse percentual ficou em 15%. Entre os norte-americanos, 64% afirmaram não ter feito mudanças significativas na estrutura da empresa, contra 33% dos brasileiros.

A presença da IA é maior entre as empresas de pequeno porte, com taxa de utilização de 61%. O setor de serviços lidera entre as atividades econômicas, com 62%.

A idade e a escolaridade dos empreendedores também fazem diferença. Entre empresários de 18 a 29 anos, 78% utilizam inteligência artificial. O percentual chega a 75% entre aqueles que possuem pós-graduação.

Para quem ainda está fora desse processo, a falta de conhecimento aparece como um dos principais obstáculos. Entre os empresários brasileiros que não pretendem adotar IA nos próximos seis meses, 38% afirmaram não conhecer suficientemente as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Nos Estados Unidos, 62% dos que não planejam utilizar as ferramentas disseram que elas não se aplicam aos próprios negócios.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a tecnologia passou a ocupar espaço nas atividades cotidianas das empresas. “O nosso empresário percebeu que a IA não é uma realidade distante de grandes corporações, mas sim uma ferramenta de competitividade diária que cabe no bolso e ajuda no dia a dia da empresa”, disse.

A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2026 foi realizada pelo Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa. Os dados dos Estados Unidos usados na comparação são do U.S. Census Bureau.

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Rio Branco recebe Inova Amazônia Summit 2026 em setembro

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Rio Branco vai receber, entre os dias 17 e 19 de setembro, a quarta edição do Inova Amazônia Summit, encontro que reúne empreendedores, startups, pesquisadores, investidores e representantes dos setores público e privado em torno da bioeconomia e da inovação na Amazônia Legal. O evento será realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac) e terá participação gratuita.

Com o tema “Da floresta ao mercado global: a inovação que nasce na Amazônia”, a edição de 2026 terá como foco a transformação da biodiversidade amazônica em negócios, produtos e soluções capazes de combinar geração de renda, desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais.

Durante os três dias de programação, o público terá acesso a palestras, painéis, apresentações de startups, rodadas de negócios e encontros com investidores, empresas e instituições de pesquisa. A proposta é aproximar quem desenvolve soluções na Amazônia de quem pode financiar, incorporar ou ampliar essas iniciativas no mercado.

A realização no Acre ocorre depois de uma edição que movimentou Macapá, no Amapá, em 2025. O encontro anterior reuniu cerca de 7 mil participantes, 75 palestrantes, 35 painéis e 120 expositores. As rodadas e conexões comerciais realizadas durante o evento resultaram em aproximadamente R$ 800 mil em negócios.

A edição deste ano amplia a atenção sobre o papel da bioeconomia como alternativa para transformar recursos e conhecimentos da região em atividade econômica. Startups, pesquisadores e empreendedores ligados à biodiversidade estarão entre os públicos do encontro, ao lado de investidores e representantes de grandes empresas interessados em projetos desenvolvidos na Amazônia.

Além da exposição de produtos e soluções, o Summit terá espaço para negociações e formação de parcerias. A intenção é aproximar negócios em diferentes estágios de desenvolvimento de possíveis compradores, financiadores e instituições capazes de apoiar a expansão dos projetos.

Apesar da proximidade do evento, a programação detalhada ainda está em construção. Até esta segunda-feira (17), os horários, as trilhas de conteúdo e os nomes dos palestrantes da edição de 2026 ainda não haviam sido divulgados. As inscrições, no entanto, já estão abertas.

O encontro também coloca o Acre na rota de eventos nacionais voltados à inovação em 2026. Na agenda do setor, o Inova Amazônia Summit ocorre depois do Startup Summit, marcado para o fim de agosto, em Florianópolis, e antes do ELI Summit, previsto para novembro, em Londrina.

Ao trazer o evento para Rio Branco, o Acre passa a receber durante três dias representantes de diferentes áreas envolvidas na construção de negócios ligados à floresta, desde pesquisa e tecnologia até financiamento, comercialização e expansão de empresas.

O Inova Amazônia Summit 2026 será realizado presencialmente nos dias 17, 18 e 19 de setembro, no Centro de Convenções da Ufac, em Rio Branco. A participação é gratuita e exige inscrição prévia.

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