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Economia e Empreender

Plataforma “Trigo no Brasil” reúne dados e mapas da cadeia do cereal e mira autossuficiência

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A Embrapa lançou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, a plataforma digital “Trigo no Brasil”, que organiza em dados e mapas informações da cadeia produtiva do cereal, do cultivo e da importação ao processamento industrial e à exportação. A ferramenta também traz uma estimativa inédita da proporção de sistemas irrigados e de sequeiro na triticultura do Brasil Central, área onde o trigo tem avançado nos últimos anos, e reúne cenários para ampliar a produção nacional.

A iniciativa foi desenvolvida para apoiar políticas públicas e investimentos privados e atende a uma demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária. Em 2024, o Brasil importou 7 milhões de toneladas de trigo, único produto entre as grandes cadeias de grãos em que o país ainda não é autossuficiente, ao mesmo tempo em que passou a ganhar espaço no mercado exportador em meio a mudanças comerciais e logísticas. Entre 2020 e 2025, o volume exportado cresceu 11,5 vezes, com embarques para destinos na Ásia, África e Oriente Médio.

A plataforma é resultado do trabalho conjunto da Embrapa Territorial, em São Paulo, e da Embrapa Trigo, no Rio Grande do Sul, com apoio de equipes da sede da Embrapa e da Embrapa Solos, no Rio de Janeiro. Além de produção, importação e exportação, o site reúne dados sobre processamento, empregos, histórico de custos e preços e infraestrutura, com séries em alguns casos desde o início dos anos 2000, detalhadas por microrregiões do Sul e também das áreas de expansão no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. “Durante a construção da plataforma, buscamos identificar a localização dos principais agentes com a intenção de compreender a dinâmica da cadeia, com base em informações sobre a distribuição geográfica, o número desses atores no Brasil e a evolução histórica dos indicadores”, disse Álvaro Augusto Dossa, analista da Embrapa Trigo.

A expansão do cultivo no Cerrado aparece como um dos eixos de leitura do projeto, que foi estruturado com conceitos de Inteligência Territorial Estratégica. Dossa afirmou que a integração dos dados das novas áreas com os das regiões tradicionais é necessária para decisões de cadeia e para o abastecimento da indústria, e citou o peso do consumo no Nordeste como variável a considerar: “Não podemos apenas considerar o Cerrado porque as decisões não são isoladas. Por exemplo, temos que observar também o consumo expressivo no Nordeste do Brasil, Região na qual a população é grande”.

Um dos painéis detalha a oferta de sementes a partir de uma curadoria sobre dados do Ministério da Agricultura, com classificações para estimar a disponibilidade por diferentes usos do trigo e a predominância de cultivares novas e antigas. “Foi preciso um esforço de curadoria e interpretação por quem conhece o setor para chegar a esse e outros painéis de informação”, afirmou Hilton Ferraz da Silveira, da Embrapa Territorial. A plataforma também consolida séries históricas de derivados do trigo a partir de anuários da indústria de biscoitos, massas e pães, permitindo acompanhar a evolução de produção e vendas de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados e da farinha para o varejo entre 2017 e 2024.

Os dados de logística e comércio exterior mapeiam microrregiões, portos e países de origem e destino. Em 2024, o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de trigo; mais de um terço saiu pelo Porto de Rio Grande (RS), com o Vietnã como principal destino. As importações somaram 7 milhões de toneladas, sobretudo da Argentina, com desembarques concentrados no Porto de Santos. Ao cruzar mapas de cultivo com presença de cooperativas, moinhos, armazéns e empregos ligados à moagem, fabricação e comércio, a ferramenta aponta gargalos e indica onde a estrutura ainda não acompanha a expansão da cultura, num setor que exige oferta de matéria-prima ao longo do ano e depende de armazenagem e de ajustes entre mercado interno, importação e exportação.

Fonte: Embrapa

Assessoria

Expoacre 2026: setor gráfico celebra ano de incremento nas vendas

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Tecnologia, novos hábitos de consumo e um mercado cada vez mais competitivo estão transformando a indústria gráfica. Ao mesmo tempo, 2026 tem sido um ano de oportunidades para o segmento no Acre, impulsionado por eventos que ampliam a demanda por serviços gráficos. Esse cenário foi discutido na noite desta sexta-feira (7), no Espaço Indústria, durante a Expoacre 2026, que reuniu empresários do setor.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Acre (Sindigraf/AC), José Afonso Boaventura, o ano tem sido extremamente positivo para as empresas do segmento.

“É um ano ímpar, em virtude de eventos como a Copa do Mundo e as eleições, que contribuem diretamente para aquecer o setor. A Expoacre também resulta em muitas demandas para as gráficas”, celebrou.

O empresário também ressaltou as importantes parcerias mantidas pelo Sindigraf com instituições como a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), o Sebrae, o Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco. Segundo ele, essas iniciativas têm contribuído para fortalecer as empresas e ampliar as oportunidades para o setor.

“A FIEAC, assim como o Sebrae, nos possibilitam capacitações, cursos e a participação em importantes feiras, para que possamos acompanhar as tendências do setor. E o Governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco têm valorizado nossas indústrias por meio das Compras Governamentais”, pontuou Boaventura.

Durante o encontro no Espaço Indústria, o presidente do Sindigraf também aproveitou a oportunidade para fazer um convite aos candidatos que disputarão as eleições de 2026: priorizar as empresas gráficas acreanas na contratação de serviços.

“O setor gráfico se preparou, adquiriu equipamentos de ponta e nosso parque tecnológico não deixa nada a desejar em relação ao que é feito nos grandes centros do país”, assinalou.

A participação do Sindigraf na Expoacre reforça a proposta do Espaço Indústria de aproximar os diferentes segmentos produtivos da sociedade, apresentando a força, os desafios e as oportunidades da indústria acreana.

Texto: Whilley Araújo Fotos: Sérgio Vale e Gleilson Miranda

Assessoria FIEAC

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Pix cresce e já responde por 20,5% dos pagamentos em bares e restaurantes

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O Pix ampliou a participação nos pagamentos presenciais em bares e restaurantes brasileiros e já responde por 20,5% das vendas no setor. O percentual era de 16,5% em 2024. O avanço ocorre principalmente entre pequenos estabelecimentos, negócios de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.

O levantamento reuniu informações de 2.109 estabelecimentos comerciais. Apesar do crescimento do Pix, o cartão de crédito continua como principal forma de pagamento, concentrando 41,5% das vendas. O cartão de débito aparece em seguida, com 25,1%.

O dinheiro em espécie perdeu espaço e passou a representar 8,3% das vendas presenciais. Os vouchers respondem por 4,6%, enquanto os cheques, que durante anos tiveram presença relevante nas transações comerciais, representam menos de 1%.

A participação do Pix é maior nos estabelecimentos de menor porte. Entre empresas com faturamento anual de até R$ 130 mil, a ferramenta responde por 30,4% das vendas realizadas em salão e balcão. Nos negócios com receita entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, o índice é de 22,6%.

Nas empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o Pix representa 24% das vendas. Entre os estabelecimentos que faturam mais de R$ 1 milhão por ano, a participação varia de 14,9% a 17,5%.

O modelo do negócio também interfere na escolha do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, 24,6% das vendas são pagas por Pix. O percentual chega a 21% nos restaurantes especializados, 19,9% em bares e casas noturnas e 17% nos restaurantes que oferecem refeições completas.

As diferenças regionais são mais acentuadas no Norte, onde o Pix representa 29,8% das vendas em salão e balcão. O percentual supera os 25,5% registrados na pesquisa anterior e também ultrapassa a participação do cartão de débito na região, de 24,5%.

No Nordeste, o Pix alcança 24,2% das vendas e também fica à frente do cartão de débito, que responde por 23,4%. Nas demais regiões, a ferramenta ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. A participação chega a 18,1% no Sudeste, 17,9% no Centro-Oeste e 16,5% no Sul.

O dinheiro em espécie permanece abaixo de 11% das vendas em todas as regiões do país. A expansão dos pagamentos digitais também acompanha a busca dos estabelecimentos por operações mais rápidas e menores custos nas transações.

Para o setor de bares e restaurantes, o Pix também passou a integrar outras estratégias digitais, como programas de fidelidade, pedidos eletrônicos e ferramentas voltadas à gestão do fluxo de caixa.

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Comitiva chinesa cumpre agenda no Acre em busca de negócios e novos fornecedores

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Uma comitiva de empresários chineses chegou a Rio Branco nesta quarta-feira, 5 de agosto, para conhecer setores produtivos do Acre, avaliar possibilidades de investimento e abrir negociações para a compra de produtos locais. A missão participa do Encontro de Oportunidades Acre, Rondônia, Mato Grosso x China x Sicoob Credisul, que reúne investidores, produtores, cooperativas e instituições ligadas ao comércio exterior.

A programação começou com a recepção dos visitantes, uma entrevista coletiva e apresentações sobre as atividades desenvolvidas pelas empresas representadas na missão. Os integrantes também detalharam os segmentos nos quais buscam parceiros no Brasil e ouviram representantes acreanos sobre produção, logística, financiamento e capacidade de exportação.

A agenda inclui visitas técnicas à agroindústria da Cooperacre, onde a delegação vai conhecer o beneficiamento de castanha e a produção de polpas de frutas. O grupo também tem passagem prevista por uma unidade produtora de café, pelo frigorífico Frigonosso e pela Zona de Processamento de Exportação, em Senador Guiomard.

As visitas foram organizadas para apresentar aos empresários as etapas de produção, industrialização e transporte das mercadorias acreanas. A ZPE entrou no roteiro por oferecer uma estrutura voltada à instalação de indústrias e à fabricação de produtos destinados aos mercados brasileiro e internacional.

Entre os setores analisados estão agronegócio, indústria, tecnologia, infraestrutura e energias renováveis. A delegação também demonstrou interesse em projetos de construção de unidades industriais, fabricação de estruturas metálicas e equipamentos ligados à geração de energia solar.

Produtos como carne bovina, carne suína, castanha, açaí e café robusta amazônico estão entre as mercadorias com possibilidade de ampliar espaço no mercado asiático. A cadeia do bambu também foi apresentada como alternativa de médio prazo para novos negócios.

Um dos integrantes da comitiva, Yang Huajun, afirmou que a capacidade industrial e tecnológica chinesa pode ser combinada com a produção agropecuária do Acre. A missão busca identificar projetos que possam resultar em parcerias comerciais, investimentos e fornecimento de produtos para consumidores da China e de outros países asiáticos.

O encontro foi organizado pelo Sicoob Credisul e contou com representantes da ApexBrasil e do setor produtivo. Jorge Viana também participou da programação e fez uma apresentação sobre oportunidades de negócios no Acre.

Foto: Sérgio Vale

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