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Cultura

16º Circuito Junino de Quadrilhas encanta público na Praça da Revolução

Homenagem ao Pe. Paolino Baldassari emociona o público evento segue nesse domingo

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Desde quinta-feira (13), está acontecendo o 16º Circuito Junino de Quadrilhas de Rio Branco. A primeira etapa é realizada na Praça da Revolução.

Neste sábado, a segunda noite do 16º Circuito Junino de Quadrilhas foi um grande sucesso, marcada por muita alegria, diversão, comidas típicas e com a praça lotada pelo público. A festa, iniciada com a escolha da realeza junina, segue até domingo (16) na Praça da Revolução.

Segundo Klowsbey Pereira, diretor-presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), esta primeira etapa ocorre neste final de semana na Praça da Revolução, enquanto a segunda etapa será entre os dias 21 e 23 de junho no Quadrilhódromo. “Nove quadrilhas juninas estão competindo entre si. A quadrilha campeã do 16º Circuito Junino será conhecida no dia 23,” afirmou Pereira. Além disso, a quadrilha junina vencedora representará o estado na etapa nacional, em Brasília.

Foto: Marcos Araújo/Assecom

O prefeito Bocalom destacou que o objetivo é resgatar os encontros tradicionais na principal praça da cidade. “Esse é o resgate da alegria e do viver em comunidade em nossa Rio Branco. Fizemos isso com o carnaval, o Natal de Vida e Esperança, e agora a festa junina na Praça da Revolução.”

As quadrilhas juninas participantes são: Sassaricano na Roça, Matutos na Roça, Malucos na Roça, Explode Coração, Junina Pega-Pega, Escova e Elétrica, CL na Roça e Assanhados na Roça. Os critérios de avaliação pelo corpo de jurados incluem melhor figurino, coreografia, harmonia, evolução e simpatia.

Na segunda noite, o destaque foi para a Junina Explode Coração, que fez uma homenagem ao Pe. Paolino Baldassari, frei da Ordem dos Servos de Maria em Sena Madureira. Com o tema “No caminho da fé santo que o povo quer”. A junina emocionou o público presente e surpreendeu com uma réplica do batelão/barco que o padre usava para suas viagens missionárias, chamadas desobrigas, levando o evangelho e atendimentos de saúde a populações isoladas na floresta. Essas viagens duravam até seis meses.

O Frei Paolino foi uma figura marcante, líder da Igreja Católica em Sena Madureira e defensor fervoroso da floresta amazônica. Conhecido como o missionário da floresta, Paolino Baldassari nasceu em 1926 em Bologna, na Itália. Convocado para a Segunda Guerra Mundial, decidiu que sua missão seria outra e veio para o Brasil em 1950. O sacerdote faleceu aos 90 anos em 2016 e está em processo de beatificação pelo Vaticano.

Segundo Cleson Lima, coordenador da Explode Coração, a comunidade já se sente vitoriosa por poder homenagear o Pe. Paolino. “A vida do frei Paolino nos inspira e demonstra que estamos no caminho certo. Aqui na Regional IX Tancredo Neves, somos mais de 12 bairros, e nossas lutas e conquistas são frutos da união e do convívio de nossa gente.” A Explode Coração inovou também ao apresentar uma representação da voz de Paolino, recriada por inteligência artificial, durante o ato do casamento.

O 16º Circuito Junino de Quadrilhas continua hoje, com as apresentações começando às 18h na Praça da Revolução, no centro da cidade.

Foto capa: Juan Diaz

Cultura

Acre recebe R$ 3 milhões dos Arranjos Regionais do Audiovisual em pacote coordenado por MinC e Ancine

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O Acre será contemplado com R$ 3 milhões dentro da política de Arranjos Regionais do Audiovisual, iniciativa coordenada pelo Ministério da Cultura em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) para descentralizar investimentos e ampliar a produção fora dos grandes centros. O repasse faz parte de uma etapa nacional formalizada em 24 de março, no Recife, quando o governo federal assinou termos de complementação com estados e municípios e anunciou um volume total superior a R$ 630 milhões para o setor.

Com os recursos, o Acre poderá criar editais próprios e estimular toda a cadeia audiovisual local, do desenvolvimento de projetos à produção, formação e circulação de obras. A execução no estado ficará a cargo da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), responsável por operacionalizar as seleções e estruturar as ações financiadas no âmbito do programa.

Na Região Norte, o conjunto de investimentos chega a R$ 95 milhões. Dentro dessa divisão, o Acre aparece com R$ 3 milhões, enquanto o Pará lidera com R$ 28,56 milhões, seguido por Amapá (R$ 20,7 milhões) e Tocantins (R$ 12 milhões), de acordo com a distribuição regional divulgada na formalização do programa.

A política de Arranjos Regionais do Audiovisual prevê investimento complementar do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em programas conduzidos por governos estaduais e municipais, dentro de diretrizes nacionais, com exigências de ações afirmativas nas seleções apoiadas com recursos do FSA. O pacote anunciado reúne R$ 519 milhões do FSA e R$ 111 milhões em contrapartidas locais, segundo o Ministério da Cultura.

Retomado após um período sem execução desde 2018, o modelo busca dar previsibilidade ao financiamento regional e ampliar a capacidade de estados e municípios estruturarem políticas próprias para o setor. No Acre, a abertura de editais pela FEM deve impulsionar a contratação de mão de obra e serviços ligados a roteiro, direção, produção, pós-produção, exibição e formação, com impacto direto na economia criativa e na presença do estado no circuito audiovisual nacional.

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Cultura

Documentário de estudantes resgata história do Palácio da Justiça do Acre

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Estudantes do 6º período de História lançaram na quarta-feira (25), em Rio Branco, um documentário sobre o Palácio da Justiça, primeira sede do Tribunal de Justiça do Acre, durante a mostra Acre em Cena. A produção, assinada por Manoela Brandolim e João Batista, revisita a trajetória do prédio no Centro da capital e a relação do espaço com a memória institucional e urbana da cidade.

O filme percorre a história do edifício desde a construção, no fim dos anos 1950, quando o Acre ainda era Território Federal, e segue até o período em que o local passou a abrigar o Poder Judiciário estadual, a partir de 1963, com a elevação do Acre à condição de Estado. O documentário também aborda o tombamento do Palácio da Justiça como patrimônio histórico e cultural, em 2002.

Com arquitetura neoclássica, o prédio foi projetado para transmitir solidez, ordem e imparcialidade e está entre os poucos exemplares desse estilo no Acre, ao lado do Palácio Rio Branco. Atualmente, o espaço funciona como centro cultural, com acervo de documentos e decisões históricas, além de peças como togas e outros artefatos. A estrutura reúne ainda obras de marchetaria, incluindo uma peça exposta no auditório assinada pelo artista plástico Maqueson Pereira.

Manoela Brandolim contou que a ideia surgiu em uma disciplina sobre Patrimônio, ministrada pelo professor João Pacheco, que propôs a produção de um minidocumentário. “Tudo começou com a nossa disciplina sobre Patrimônio, do professor João Pacheco. Ele criou o projeto para fazermos um minidocumentário. Meu colega, com quem faço dupla, João Batista, achou interessante o Palácio da Justiça e eu também gostei”, disse. Ela afirmou que o trabalho trouxe descobertas durante a pesquisa. “Eu posso dizer que são muitas. É um pedaço da história acreana. Surge quando o Acre ainda não era um Estado. Todo o Judiciário acreano começa a partir dele, algo que eu acredito que muitas pessoas não sabem”, declarou.

João Batista relacionou a conclusão do documentário à experiência prática de pesquisa e à vivência no espaço histórico e falou do significado pessoal do processo. “Aprendemos que foi ali que tudo começou no Judiciário acreano, naquele espaço no centro da cidade, que inicialmente abrigou não só o Tribunal de Justiça, mas o MP e outros órgãos ligados às questões judiciais”, afirmou.

A mostra de minidocumentários foi idealizada por João Pacheco, coordenador do curso de bacharelado em História e professor da disciplina Patrimônio Histórico-Cultural, com apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o professor, a produção durou quatro meses e buscou aproximar ensino, pesquisa e extensão da comunidade. O documentário sobre o Palácio da Justiça, disse ele, apresenta uma cronologia do patrimônio e deve ficar disponível em breve no canal do Iphan no YouTube.

Com a publicação online prevista, a produção amplia o acesso ao acervo e à história do Palácio da Justiça e reforça iniciativas de preservação e educação patrimonial, ao levar para fora dos arquivos a memória de um prédio que marcou a formação do sistema de Justiça e a própria ocupação do Centro de Rio Branco.

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Cultura

Sebrae no Acre abre cadastro cultural para reunir profissionais e projetos no Estado

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O Sebrae no Acre abriu um cadastro cultural online para reunir informações de artistas, produtores, artesãos, técnicos, coletivos e mestres de saberes tradicionais que atuam no Estado. A ideia é montar uma base de contatos para orientar ações do Sebrae na área de economia criativa e facilitar a aproximação desses profissionais com oportunidades, convites e atividades ligadas ao setor.

A inscrição pede dados básicos de identificação e contato, como nome civil e nome artístico, pronomes, telefone, e-mail e o município onde a pessoa mora e trabalha. Também há espaço para registrar o território de origem e atuação, com opções que incluem bairro, comunidade, aldeia, seringal ou assentamento.

O cadastro permite ainda que o participante informe pertencimentos e recortes de identidade, com marcações como indígena, quilombola, ribeirinho, periferia urbana, LGBTQIA+, pessoa com deficiência, mulher, jovem e idoso. Outra informação solicitada é se a pessoa atua com CNPJ e, quando for o caso, o tipo de registro, como MEI, microempresa, EPP, associação/ONG ou cooperativa.

Quem se reconhece como mestre ou mestra da cultura pode descrever saberes e práticas repassados entre gerações, ligados a tradições, ofícios e expressões culturais do Acre. Já na parte sobre atuação profissional, o formulário pede que a pessoa indique em quais áreas trabalha — como música, teatro, dança, artes visuais, artesanato, audiovisual, fotografia, cultura digital, produção cultural e patrimônio material e imaterial — além do tempo de experiência e da importância da atividade cultural na renda.

O cadastro também solicita o registro de propostas de trabalho. Pelo menos uma atividade precisa ser detalhada, e o formulário permite incluir outras duas. Em cada proposta, o participante informa o que oferece, em que formato pretende atuar — como show, oficina, palestra, exposição, performance, feira, espetáculo ou exibição audiovisual — e descreve duração, equipe envolvida, faixa de valor, possibilidade de negociação e exigências técnicas.

Com o levantamento, o Sebrae busca ampliar o mapeamento do setor cultural no Estado e criar um canal contínuo de conexão com profissionais e projetos que possam integrar ações e iniciativas ligadas à economia criativa.

Cadastro Cultural – Sebrae no Acre
Economia Criativa

Conexão Cultural Acre

Se você é artista, produtor, artesão ou técnico, cadastre-se para o Sebrae mapear o setor.

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