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Política

Parlamento homenageia técnicos industriais e propõe criação de data estadual da categoria

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A Assembleia Legislativa do Acre realizou nesta quinta-feira, 16 de outubro, uma sessão solene em homenagem ao Dia do Técnico Industrial. A cerimônia foi proposta pelo deputado estadual Arlenilson Cunha (PL), autor do Requerimento nº 113/2025, e reuniu autoridades, representantes de instituições de ensino e profissionais da área no plenário do Legislativo acreano.

Durante a abertura, o deputado Arlenilson Cunha ressaltou a importância do reconhecimento da categoria e anunciou a apresentação de um projeto de lei que institui o Dia Estadual do Técnico Industrial, a ser celebrado em 23 de setembro. Segundo o parlamentar, a iniciativa busca valorizar o papel dos técnicos no desenvolvimento econômico e social do estado. “Este dia é um reconhecimento do povo acreano, representado por esta Casa, aos técnicos industriais que impulsionam o progresso da nossa indústria e da nossa economia”, afirmou.

O diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), João César Dotto, destacou que a instituição atua há mais de 80 anos na formação profissional no Brasil e há 50 no Acre. Ele ressaltou a contribuição dos cursos técnicos na transformação de vidas e na qualificação da mão de obra local. “Temos inúmeros relatos de pessoas que mudaram de vida com o apoio do Senai. Essa trajetória mostra como a educação técnica contribui para o crescimento do nosso estado”, disse.

O presidente do Sindicato dos Técnicos Industriais no Acre e conselheiro do Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT-1), Lucas Bezerra Félix, falou sobre a busca por valorização dos profissionais. Ele destacou que a criação do conselho, em 2018, marcou um avanço na autonomia da categoria. “O que nós buscamos é o reconhecimento dos profissionais que estão no chão da fábrica, na logística, na manutenção. São trabalhadores cuja contribuição tem enorme relevância para o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

A diretora de Políticas de Educação Profissional do Instituto Federal do Acre (Ifac), Arteme da Costa Vasconcelos, ressaltou que o técnico industrial é um elo essencial entre o conhecimento e a prática. “Em cada laboratório, oficina ou linha de produção está presente o trabalho desse homem e dessa mulher que contribuem de forma decisiva para o desenvolvimento do estado e do país”, disse.

O diretor técnico e comercial da Energisa, Antônio Maurício de Matos, observou que a categoria é fundamental para o funcionamento e o crescimento da indústria. Ele enfatizou o papel da empresa na oferta de infraestrutura e energia necessárias para o desenvolvimento do Acre.

A conselheira federal do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), Francisca Cristiane, compartilhou sua trajetória iniciada no Senai aos 14 anos e reforçou a importância da formação técnica como porta de entrada para o mercado de trabalho. “O técnico industrial é essencial para o desenvolvimento econômico do Brasil. Atuamos em produção, infraestrutura e inovação, contribuindo diretamente para o crescimento e a geração de empregos”, afirmou.

O Dia do Técnico Industrial é comemorado nacionalmente em 23 de setembro e reconhece o papel desses profissionais em setores estratégicos como indústria, construção civil, eletrônica e mecânica. A celebração na Aleac buscou reforçar a valorização da categoria e destacar sua contribuição para a modernização e sustentabilidade da economia acreana e brasileira.

Política

Manifestação contra PL da dosimetria ocorre em Rio Branco e em outras capitais do país

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Atos contra o Projeto de Lei da Dosimetria ocorreram neste domingo, 14 de dezembro, em diferentes regiões do Brasil, incluindo Rio Branco, com mobilizações registradas em ao menos 22 capitais, em defesa da responsabilização pelos ataques de 8 de Janeiro e da manutenção do Estado Democrático de Direito, além de críticas ao conteúdo da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.

Na capital acreana, a manifestação teve início por volta das 15h, no Lago do Amor, às margens da BR-364, no bairro Jardim Primavera. Participantes se reuniram no local com faixas e cartazes contrários à proposta legislativa e à possibilidade de redução das penas para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Durante o ato, uma chuva interrompeu temporariamente a concentração, mas a mobilização foi retomada cerca de uma hora depois, com os manifestantes reunidos sob uma tenda instalada no local.

A manifestação em Rio Branco integrou uma mobilização nacional realizada ao longo do dia, com ocupação de avenidas, praças e áreas centrais em diversas capitais. Em algumas cidades, os atos começaram pela manhã e seguiram até a tarde, com caminhadas e concentrações em pontos de referência urbanos. As mobilizações reuniram participantes de movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e representantes da sociedade civil.

O foco dos protestos foi o PL da Dosimetria, que altera a forma de aplicação das penas para crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O texto aprovado na Câmara prevê a unificação de crimes e mudanças nas regras de progressão de regime, permitindo que condenados deixem o regime fechado após o cumprimento de um sexto da pena, em vez de um quarto, como ocorre atualmente. O tema segue em análise no Congresso Nacional, com previsão de apreciação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado nos próximos dias.

As manifestações mantiveram o debate público sobre o projeto em evidência e reforçaram a mobilização social em torno das decisões legislativas relacionadas aos crimes cometidos contra o regime democrático no país.

Foto: Cedida

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Política

Projeto sobre compra de café acreano avança na Aleac enquanto setor recebe impulso de R$ 14 milhões

Proposta de Edvaldo Magalhães segue para análise nas comissões e coincide com anúncio da implantação de dois novos complexos industriais financiados pela ABDI

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O projeto que pretende assegurar a inclusão do café torrado e processado no Acre no programa de compras governamentais já está em tramitação na Assembleia Legislativa, após leitura em plenário, e deve ser votado ainda este mês. A iniciativa é do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que defende ajustar a legislação para permitir que o Estado passe a adquirir o produto industrializado localmente.

A discussão ocorre no mesmo momento em que a cadeia produtiva do café recebe novo impulso com a formalização de um convênio de R$ 14 milhões firmado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O anúncio foi feito durante visita do parlamentar, acompanhado do presidente da Aleac e governador em exercício, Nicolau Júnior (Progressistas), à sede da Cooperacre. Os recursos serão destinados à construção de dois complexos industriais: um em Capixaba, por meio da cooperativa local, e outro na região da Bonal, com atendimento direto ao município de Acrelândia, pioneiro na expansão da cultura cafeeira no estado.

Magalhães afirma que a medida legislativa busca corrigir uma distorção histórica, já que órgãos públicos consomem café diariamente, de secretarias e escolas a repartições em áreas mais remotas, mas não são autorizados a priorizar o produto processado pela indústria acreana. Ele destacou que o café também integra a merenda escolar em diversos municípios, reforçando a necessidade de converter o discurso de incentivo à cadeia produtiva em ação concreta.

Segundo o parlamentar, a proposta cria um sistema de credenciamento regional reunindo indústrias do Baixo Acre, Alto Acre, Purus, Juruá e de outros polos. O objetivo é evitar que licitações convencionais continuem sendo vencidas por empresas de fora do estado que oferecem preços menores, mas não valorizam o produtor local. Para Magalhães, o novo modelo garante competitividade ao setor e impede o que classificou como disputas “kamikazes”.

O deputado enfatizou que o desenvolvimento da cafeicultura no Acre é resultado de um esforço coletivo de parlamentares, gestores estaduais, produtores e da bancada federal. Lembrou também que a Aleac aprovou recentemente a compra de mudas para ampliar a produção. Para ele, fortalecer a cadeia significa completar todas as etapas do processo produtivo, “da muda à xícara”.

A previsão é de que o projeto seja apreciado pelas comissões ainda nas próximas semanas, antes de retornar ao plenário para votação.

Foto: Sérgio Vale – Fonte: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

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Política

Protestos contra o PL da Dosimetria mobilizam o país e têm ato marcado em Rio Branco

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Manifestações contra o Projeto de Lei conhecido como PL da Dosimetria estão programadas para este domingo, 14 de dezembro de 2025, em diversas cidades brasileiras, incluindo Rio Branco, no Acre, como reação à aprovação recente da proposta pelo Congresso Nacional, considerada por movimentos sociais uma ameaça ao Estado Democrático de Direito e à responsabilização de crimes contra as instituições.

Os atos são articulados nacionalmente pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem entidades sindicais, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Segundo os organizadores, a mobilização ocorre em resposta direta ao avanço do projeto, que, na avaliação dessas frentes, abre brechas para a redução de penas e pode beneficiar pessoas envolvidas em tentativas de ruptura institucional, ao flexibilizar critérios de dosimetria penal.

Em Rio Branco, a manifestação está marcada para as 15h, no Lago do Amor, ponto tradicional de encontros e atos públicos na capital acreana. A expectativa é de participação de militantes, sindicatos, estudantes e representantes de diferentes coletivos sociais, em consonância com os protestos realizados simultaneamente em outras capitais e cidades do país.

Os organizadores afirmam que o lema nacional dos atos, “Sem anistia para golpistas!”, expressa a defesa de que crimes cometidos contra a democracia sejam julgados e punidos conforme a legislação, sem alterações que possam resultar em perdão ou abrandamento das penas. Para as frentes responsáveis pela convocação, a mobilização nas ruas é uma forma de pressionar o Congresso Nacional e de reafirmar a importância da responsabilização por ataques às instituições democráticas.

De acordo com as informações divulgadas, as manifestações têm caráter pacífico e buscam ampliar o debate público sobre os impactos do projeto na estrutura jurídica e institucional do país. No Acre, a adesão ao movimento nacional reflete a articulação local de organizações que defendem a manutenção de mecanismos legais considerados fundamentais para a proteção do Estado Democrático de Direito.

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